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27.8.21
SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE XI
2.7.21
COMEÇAR DE NOVO - PARTE XXVI
-O que sei eu do presente, Helena? A minha cabeça está num
caos. Procurei-te com desespero, não porque me recordasse de ti, do amor que
sentimos no passado, mas porque me falaram de ti. E porque dentro do meu coração eu sabia
que tinha de te encontrar. Passaram catorze anos de luta para recordar aquela
fase da minha vida e confesso que começava a perder a esperança. Quando
tropeçaste e te segurei. O meu corpo estremeceu e excitou-se, mas o meu cérebro
não teve nenhuma reação e não fora a surpresa e o pânico que li no teu olhar,
nada me levaria a pensar que a minha busca tinha terminado, que tu eras a pessoa que procurava, há tantos anos.
Mas foi no hospital, ao ver a Matilde, que eu tive a certeza de que a minha
busca tinha terminado. Meu Deus ela é uma fotocópia da minha irmã, na idade
dela, como pudeste comprovar na foto. Quero que a nossa filha saiba quem sou,
quero dar-lhe o meu nome e todo o amor que não lhe dei até agora. E casar
contigo, formar a família que o destino me roubou.
- Mas…
- Por favor deixa-me continuar. És uma mulher muito bonita,
e há uma grande química entre nós. Sinto-o quando me tocas e tenho a certeza
que tu sentes o mesmo. E esse é o presente que te posso oferecer. Não posso
jurar que te amo, como certamente o terei feito no passado, pois na minha
cabeça, eu conheci-te há dias. Entendes? Talvez seja presunção da minha parte querer
que aceites casar comigo quando nem sequer sei se algum dia vou recuperar a
memória daquele pedaço de tempo, todavia acredito que podemos começar de novo, uma história de amor que pode ser muito bonita.
Mas enquanto isso não acontece podemos ter um casamento baseado no
respeito, companheirismo e atração física. Pelo bem da nossa filha.
- Desculpa Gonçalo, acredito que tenhas o desejo de viver
com a nossa filha, mas de momento o que temos de fazer, é falar com as nossas
famílias, e principalmente com a Matilde. Não vamos por os bois à frente da
carroça.
Olhou o relógio.
-Meu Deus, são quase oito horas. Tenho que telefonar para
casa, saber como está a Matilde e avisar que vou chegar tarde.
- Fica longe a aldeia?
-Perto do Fundão. Quase duas horas e meia de carro.
- Se a Matilde estiver bem, porque não ficas em Lisboa?
Afinal ela está com os avós, e decerto eles adoram-na. Ias amanhã, logo de
manhã, e não tinha de conduzir de noite.
Podíamos jantar juntos em qualquer lugar sossegado e falavas-me da nossa
filha, de como nasceu, dos seus tempos de bebé e da infância. Perdi tudo
isso!
Helena hesitou. Por um lado, ela compreendia o desejo dele de saber mais sobre a filha, e também não gostava muito de conduzir durante a noite, por outro ela tinha saído depois do almoço, dizendo que ia tratar de uns assuntos inadiáveis na agência, mas que estaria de volta à noite. Não poderia dizer aos pais que ia encontrar-se com o pai da sua filha, sem saber se o que Gonçalo lhe ia dizer merecia ou não que confiasse nele. Também não tinha dito nada a Rita e temia que ela telefonasse para saber da sobrinha e de algum modo mostrasse à sua mãe que não tinha conhecimento desses tais documentos.
Por fim
decidiu-se.
21.4.20
À MÉDIA LUZ - PARTE VII
Sentiu um nó na garganta, e um aperto no peito, como se toda a dor daqueles quase quatro anos, em que o pai estava preso, aí se tivessem concentrado.
Todos os músculos do homem se tornaram rígidos com o insulto. A sua voz soou cortante.
27.1.20
OS SONHOS DE GIL GASPAR - PARTE XXXI
5.1.20
PORQUE HOJE É DOMINGO
- De cabeça baixa, estimula a circulação do sangue;
- De barriga para cima é mais prazeroso;
- sozinho, é estimulante, mas egoísta;
- em grupo, pode até ser divertido;
- no banho, pode ser arriscado;
- no automóvel, é muito perigoso…
- com frequência, desenvolve a imaginação;
- entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;
- de joelhos, o resultado pode ser doloroso…
- sobre a mesa ou no escritório,
- antes de comer ou depois da sobremesa,
- sobre a cama ou na rede,
- nus ou vestidos,
- sobre o sofá ou no tapete,
- com música ou em silêncio,
- entre lençóis ou no “closet”:
- sempre é um acto de amor e de enriquecimento.
(Recebido por email)
13.11.18
ESTRANHO CONTRATO -PARTE XXI
reedição
14.8.18
FOLHA EM BRANCO - PARTE XVI
-A falar verdade, - acrescentou, nem sequer sei se a perda de memória aconteceu naquela altura, ou se já existia antes.
- Obrigado doutor.
9.8.18
FOLHA EM BRANCO - PARTE XI
31.7.18
FOLHA EM BRANCO - PARTE II
Tudo arrumado, Miguel acendeu um cigarro. A jovem estava a levar mais tempo a acordar do que aquilo que ele previra. Quem seria? À primeira vista, não tinha documentos, pois não trazia nenhuma bolsa, nem se lhe notava na roupa qualquer carteira.
22.7.18
O DIREITO À VERDADE - XLII
Eu tinha dito que hoje só sairia um capítulo. Mas ainda faltam dez capítulos e eu vou dia 30
17.7.18
O DIREITO À VERDADE - XXXII
Tomou banho, vestiu-se e desceu. Ia tomar o pequeno-almoço, e esperar pelo seu suposto pai, a fim de irem fazer o exame de paternidade. Apesar de acreditar que Jorge Noronha era o seu pai, não se atrevia a trata-lo assim. Poderia estar enganada, não queria apegar-se a um sentimento e depois sofrer uma desilusão. Iam fazer o exame, passaria parte do dia com ele, se fosse possível, e no dia seguinte partiria para a sua casa em Lisboa. Deixaria a morada no laboratório para lhe enviarem o resultado. Se como esperava fosse positivo, o pai procurá-la-ia, quando tivesse contado tudo à esposa. E então ela gostaria de conhecer a sua casa, e a sua família. Não sonhava poder viver com ele. Seria difícil para a madrasta aceitar a sua presença, assim do nada, ao fim de tantos anos. Mas podia visitá-lo, e pelo que conhecera de Jorge Noronha, sabia que podia contar com o seu carinho, o seu apoio. Não queria pensar que o resultado fosse negativo. Jorge acreditava plenamente que era seu pai, por ele nem faria o teste. E ele tinha conhecido bem a sua mulher e o amor doentio que ela lhe devotava e que acabou por separá-los.
Obrigada pelo vosso carinho. Não estou preocupada com a catarata, o marido foi operado há dois anos, aos dois olhos e sei que é uma cirurgia simples. Estava preocupada com a possibilidade de ser glaucoma, mas graças a Deus não é. Falei com o médico, e já decidi. Serei operada em Novembro. Tenho tratamentos até ao fim do mês, em Agosto vou de férias, Setembro e Outubro tenho coisas agendadas.
21.6.18
O DIREITO À VERDADE - IV
A perplexidade tinha-se apossado do espírito de Helena Trindade, a jovem, a quem todos os amigos e conhecidos, tratavam por Lena. Não tinha dormido nada na noite anterior, doía-lhe terrivelmente a cabeça. Deixou a caixa em cima do sofá, levantou-se e foi à cozinha. Procurou numa gaveta, e encontrou uma caixa de aspirinas. Retirou dois comprimidos que engoliu com um copo de água e dirigiu-se para o quarto onde se deixou cair em cima da cama. Não se despira, só queria ver se descansava um pouco, de modo a aliviar a dor de cabeça, embora a recém-descoberta, não a deixasse sossegar. Como é que a mãe fora capaz de lhe mentir? E sustentar a mesma mentira durante tantos anos.
Isto fora o que a mãe sempre lhe dissera. Mas então segundo aqueles documentos a mãe, viera para Lisboa logo a seguir ao divórcio, provavelmente para que o marido não tivesse conhecimento de que estava grávida, e pudesse requerer o seu direito paternal sobre o bebé.
Gente, Toda a noite choveu e a trovoada foi forte. Vejam as fotos que acabei de tirar da minha varanda. ( 9. 00 horas) Penso que alguém devia avisar o Senhor do Tempo, que o Verão começa hoje.
11.6.18
CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA - PARTE XXVII
Por fim decidiu-se. Fosse o que fosse que estava a acontecer, quanto mais depressa enfrentasse o problema, menor seria a sua angústia. Sentou-se na cama, e acariciou-lhe a cabeça.
Parece que os dois caíram num impasse. Ela não lhe vai dizer que está grávida. A menos que ele abra o coração. Mas será que ele vai ter coragem de lhe contar a verdade escondida por trás daquele pedido de casamento?
O que vos parece?
22.4.18
RENASCER - XVIII
15.4.18
RENASCER - XII
28.10.17
A RODA DO DESTINO - PARTE XLIII
Acordou já passava das nove. Tinha dormido mal. Levara imenso tempo para adormecer, e o sono fora povoado por vários sonhos, onde Salvador era sempre o protagonista.




















