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27.8.21
SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE XI
19.7.21
COMEÇAR DE NOVO - PARTE XXXIII
Eram dez horas e vinte minutos da noite de sábado, véspera da Páscoa . Estendido no sofá da sua sala, com os braços debaixo da cabeça, Gonçalo recordava as emoções porque passara naqueles dois dias.
Tinha chegado à "Flor do campo" a quinta dos pais de Helena, na véspera faltavam quinze minutos para as onze. À entrada do largo portão, encontrara Matilde que se pusera a meio da estrada que o levaria até à casa uns duzentos metros mais à frente.
Sem saber bem o que pensar, ele parara o carro e saíra. Por largos segundos que lhe pareceram uma eternidade, ficaram olhando um para o outro em silêncio, deixando que os olhos gritassem tudo o que lhes ia na alma. Depois ele pusera um joelho no chão, tornando o seu corpo de um metro e noventa e dois, mais acessível à altura da filha e abrira os braços. Matilde correra a refugiar-se neles.
A emoção que sentira fora tão grande, que só a muito custo conseguiu conter as lágrimas que acabaram correndo livres quando Matilde lhe segurara o rosto com as mãos trémulas e dissera:
- Pai, finalmente vieste. Meu Deus toda a minha vida desejei saber quem eras, onde estavas, porque não vinhas ver-me. Estar agora aqui nos teus braços, é a realização do meu maior sonho.
A mãe contou do teu desastre, da perda de memória, e de que não sabias sequer que eu existia. Mas agora que já sabes, promete que nunca mais te esqueces de mim. Prometo que serei uma boa filha e que um dia ainda vais sentir orgulho de mim.
- Já sinto orgulho de ti minha filha, e juro que aconteça o que acontecer estarei sempre presente na tua vida, amando-te e protegendo-te. Agora limpa essas lágrimas, entra no carro e vamos até casa, está bem?
Estacionara no largo junto à casa um edifício de dois andares, no qual entrara pela mão de filha e fora por ela apresentado aos tios, avós e primos.
Ele gostara da família. Todos o receberam com aquela amabilidade típica das gentes do interior. Apenas Sérgio se mostrara menos simpático, mas ainda assim não inconveniente.
Durante o almoço, o dono da casa, afirmou que estavam felizes com a sua presença, que gostariam de que passasse com eles aquelas festas da Páscoa.
Ele agradecera, mas dissera que infelizmente teria de regressar no dia seguinte à tarde, pois estaria no serviço de urgência no hospital Domingo de Páscoa.
Depois do almoço, as mulheres foram para cozinha, Matilde recebera ordem de ir descansar, afinal havia apenas uma semana que sofrera a cirurgia e os primos Maurício e Mário foram para o quarto enfrentar-se num jogo virtual.
Na sala ficaram apenas os três homens e Gonçalo pensara que era a hora de ter uma conversa séria com os outros dois, sobre quem ele era, as suas intenções de reconhecer e dar o seu nome à filha e o seu desejo de casar com a mãe.
O destino o privara, por desconhecimento, de lhes dar aquilo a que tinham direito, mas agora que as descobrira, queria o mais rápido possível, recuperar o tempo perdido.
Os dois mostraram-se satisfeitos com o que ouviram e os três apertaram as mãos num gesto de aceitação e apoio.
4.11.20
CILADAS DA VIDA - PARTE LIV
Naquela noite, enquanto Gabriela jantava, e João fazia como
de costume companhia a Teresa, a conversa recaiu sobre a ecografia e a emoção
que ambos sentiram. E então ele perguntou-lhe se já tinha pensado nas suas vidas
quando os bebés nascessem, ao que ela respondeu que lhe prometera falar nisso quando passasse a barreira dos três meses. Faltavam quatro semanas e talvez fosse superstição sua, mas
antes das doze semanas não tomaria nenhuma decisão pensando no seu futuro e no
das crianças.
- Eu tenho fé que vai correr tudo bem e até já imagino os
três meninos…
- E se forem três meninas, - interrompeu Teresa. Fará
alguma diferença?
- Nenhuma, - respondeu prontamente. Penso que de forma
inconsciente, quando se espera um filho, uma pessoa tem sempre tendência a
falar no seu próprio sexo. Um homem fala em meninos, uma mulher em meninas, mas
na prática pouco importa. O que realmente conta, é que sejam saudáveis. E vão
ser felizes porque se vão ter uns aos outros, vão poder brincar juntos, amar-se
e apoiar-se. Crescer sozinho, é muito triste.
- Foi assim contigo?
-Foi. O meu pai era uma pessoa muito severa, e a única
amiga que eu tinha era a Olga, que vivia no mesmo pátio mesmo ao lado da minha
casa, mas ela tinha quase onze anos a mais que eu. Quando eu tinha cinco anos
ela já estava no secundário e tinha mais ou menos o mesmo corpo que tem hoje. É
fácil de perceber que as minhas brincadeiras não lhe interessavam.
- E a tua mãe?
É uma história muito complicada, não dá para ta contar
agora, a Gabriela deve estar a voltar do jantar. Mas prometo que ta conto em
breve.
-Eu também sou filha única, mas nunca fui uma criança solitária, pois na aldeia éramos todos muito unidos. Mas de certo modo tenho pena destas crianças. Eles nunca
vão ter o carinho de tios, primos ou avós. Eu não conheci o meu pai, nem o meu
avô, mas a minha avó era uma grande mulher e foi sempre um pilar de apoio para
a filha e neta. Os nossos filhos nunca vão ter esse apoio.
- Não. Mas vão apoiar-se entre si e vão contar com todo o
amor da nossa parte. E poderão vir a contar com o apoio de tios e primos, pois
acabo de saber que tenho um irmão, que me parece ser uma boa pessoa. Em breve
conto-te tudo. Desejo que saibas tudo sobre mim, para que, quando chegar a hora
de tomares uma decisão, não tenhas dúvidas.
Naquele momento a enfermeira regressou ao quarto, e isso
impediu Teresa de responder se é que o queria fazer. Ele despediu-se desejando
uma boa noite às duas, e saiu do quarto.
Já no escritório, olhou o relógio. Nove e dez da noite. Não eram horas de ligar ao irmão, provavelmente estaria com a noiva, mas podia mandar uma mensagem.
Escreveu:
“David, já li a carta. Queria estar contigo, gostava que me
falasses da mãe e de ti. Conhecer-te. E dar-me a conhecer. Quando puderes
dispor de umas horas, avisa-me. João”
Um quarto de hora depois chegou a resposta.
“Amanhã não tenho audiências. Tenho dois clientes de manhã,
e a tarde livre. Podemos almoçar juntos. Telefono-te quando estiver livre e
combinamos. David”
Pôs de lado o telemóvel, abriu o portátil e dedicou-se a
ler os emails recebidos, quase todos de felicitações pelo “Survive II”.
25.6.20
ISABEL - PARTE XXXII
E o jantar continuou entre animada conversa.
Luís pagou a conta e desceram juntos para o piso inferior.
Ela abriu a mala e tirou um cartão, da firma.
- Não tenho comigo nenhum cartão, - disse ele. Tens onde escrever?
Ela retirou uma pequena agenda da mala, e anotou o número que ele lhe ditou.
Saíram do edifício e já no parque, ela estendeu-lhe a mão dizendo:
- Agora tenho mesmo de ir.
Ele segurou-a, e olhos nos olhos, puxou-a para si. Abraçou-a.
Isabel sentiu as pernas a tremer. Tanto que receou não se segurar de pé.
Sentindo o beijo eminente, baixou a cabeça, fazendo com que os lábios masculinos apenas roçassem a sua testa, enquanto o seu íntimo se revoltava, amaldiçoando-a pela falta de coragem.
1.4.20
DIVIDA DE JOGO - PARTE XXI
Nota:
Como os leitores antigos sabem, esta história é uma reedição, e na época em que a escrevi a Itália não estava como hoje a ser assolada por este vírus.
Aproveito para responder a algumas perguntas que me fizeram nos comentários de ontem.
1ª Qual será a nova profissão do André, a resposta está neste episódio.
2º Mas ele era ou não jogador e ganhou ou não a casa ao marido dela.
Claro que ele era jogador. Não poderia levar meses de investigação em nenhum casino apenas como mirone. Levantaria suspeitas. E não ele nunca jogou com o marido dela, a explicação foi dada num episódio que talvez não tenham lido. O marido dela andou desesperado pelas mesas fazendo a oferta a troco de uma quantia para continuar a jogar. André deu-lhe essa quantia, e ele voltou a perder.
15.11.19
OS SONHOS DE GIL GASPAR - PARTE XIV
despedir-se dela, e se assim for, conseguir passagens de avião para eles.
28.6.19
UM PRESENTE INESPERADO - PARTE XXXV
Mudou-lhe a fralda, depois despiu-a, vestiu-lhe um pijama, e deitou-a. Aconchegou-lhe a roupa, e beijou-a, sob o olhar atento do amigo.
E ali mesmo, ao lado da porta fechada, jurou a si mesmo, que acontecesse o que acontecesse com o seu casamento, nada nem ninguém no mundo, lhe roubaria o amor da filha, nem a emoção que ele sentia, a cada progresso dela.
Os quatro levantaram-se, e dirigiram-se para a casa de jantar.
- Sentem-se. Eu vou buscar a comida - disse Isabel.
- Eu ajudo - disse a amiga.
- Já ajudou muito - respondeu Ricardo. - Sentem-se. Nós tratamos de trazer a comida, - concluiu seguindo a mulher para a cozinha.
Nota, como sabem hoje dia 28 vou fazer novos exames e consultas. Depois irei ao hospital ver o cunhado que sofreu um AVC e continua internado. O mais certo é não visitar ninguém, peço desculpa. No dia 27 que está a acabar também não fiz muitas visitas, o sistema nervoso, tem estado alterado.
30.11.18
UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XX
Com imensa ternura, contornou os olhos brilhantes, numa carícia suave.
reedição
27.11.18
UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XV
Em menos tempo do que se leva a escrevê-lo, Simão estava atrás dela, abraçando-a com firmeza. Intensificou-se o choro feminino, o frágil corpo sacudido pelos soluços.
3.8.18
FOLHA EM BRANCO - PARTE V
- Promete que me espera, enquanto eu vou comprar o nosso almoço?
Posso confiar em si?
12.7.18
O DIREITO À VERDADE - XXIV
Faltava a Helena um último troço, Já que depois desse ficariam a restar, apenas, a área correspondente aos distritos de Coimbra e Guarda, e não tinha intenção de pesquisar essas zonas, uma vez que o tio lhe dissera que o pai vivia na zona de Viseu. E depois, também porque os dias iam passando, e o dinheiro ia-se gastando. Naquele dia, apanhou a camioneta de Viseu para Nelas. Uma vez lá, dirigiu-se à Vinícola de Nelas, onde com o pretexto de comprar um bom vinho se informou sobre as quintas e os seus proprietários. Foi com emoção que soube da existência da Quinta dos Milagres propriedade de Jorge Noronha, que confinava com a Casa de Santar,o maior produtor de vinhos da região, onde além dos vinhedos se podiam ver os belíssimos jardins, da casa, um solar do século XVII que foi pertença da Condessa de Santar. Quando saiu da Vinícola, entrou num café, pediu uma garrafa de água e tentou saber mais sobre o homem que era o seu pai. Para disfarçar, disse que era estudante, e que estava a fazer um trabalho sobre o vinho Dão, e para o qual já estivera a visitar outras quintas. O dono do café afirmou conhecer muito bem o senhor Jorge, e a família, disse-lhe que eram excelentes pessoas, muito estimadas por ali.
7.5.18
11.4.18
RENASCER - VIII
15.1.17
UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XV
Em menos tempo do que se leva a escrevê-lo, Simão estava atrás dela, abraçando-a com firmeza. Intensificou-se o choro feminino, o frágil corpo sacudido pelos soluços.
23.1.16
AMANHECER TARDIO XXXVIII
Ela abriu a mala e tirou um cartão, da firma.
-Não tenho comigo nenhum cartão, - disse ele. Tens onde escrever?
Ela retirou uma pequena agenda da mala, e anotou o número que ele lhe ditou.
- Agora tenho mesmo de ir, - disse estendendo-lhe a mão.
Ele segurou-a, e olhos nos olhos, puxou-a para si. Abraçou-a.
Isabel sentiu as pernas a tremer. Tanto que receou não se segurar de pé.
Sentindo o beijo eminente,baixou a cabeça, fazendo com que os lábios masculinos apenas roçassem a sua testa, enquanto o seu intimo se revoltava, amaldiçoando-a pela falta de coragem.













