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5.1.20

PORQUE HOJE É DOMINGO




SABIAM QUE.


Segundo estudos recentes:
- Em pé, fortalece a coluna;
- De cabeça baixa, estimula a circulação do sangue;
- De barriga para cima é mais prazeroso;
- sozinho, é estimulante, mas egoísta;
- em grupo, pode até ser divertido;
- no banho, pode ser arriscado;
- no automóvel, é muito perigoso…
- com frequência, desenvolve a imaginação;
- entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;
- de joelhos, o resultado pode ser doloroso…
E ainda:
- sobre a mesa ou no escritório,
- antes de comer ou depois da sobremesa,
- sobre a cama ou na rede,
- nus ou vestidos,
- sobre o sofá ou no tapete,
- com música ou em silêncio,
- entre lençóis ou no “closet”:
- sempre é um acto de amor e de enriquecimento.
Não importa a idade, nem a cor,  a crença, o género, nem a posição sócio-económica…
… Ler é sempre um prazer !



(Recebido por email)

15.12.19

CONTOS DE NATAL - O AVÔ








Estava frio, daquele frio que trespassa  a roupa e penetra nos ossos. É tempo dele, pensava. No Inverno, arranjar clientes é mais difícil. Os homens estão mais dedicados à família, pensam nos presentes para os filhos, por amor e convicção de que o devem fazer, pois que nada é mais magnânimo do que amar um filho. É tempo de desviar a máscara que trazem durante o resto do ano, a esposa merece isso, merece alguma atenção e algumas manifestações de carinho. Se os prazeres da cama se tornam mais esporádicos, se o rosto cansado dela, ao fim do dia, lhes tira o desejo de a procurar como no início, enfim compreende-se. Na verdade,até é bom para ela, que precisa de descansar, e o sexo já não tem o mesmo encanto. Se ele a deixa dormir, ela agradece.Dirá, até, que o marido é uma pessoa compreensiva, que respeita o seu ritmo de afetos, que não lhe faz a vida negra como tantos outros de que tem conhecimento pelas confidências das colegas de trabalho.

Enquanto anda pelas ruas da cidade, Vai pensando assim Carolina transida de frio. A saia curta, os saltos altos, os joelhos gelados, os pés doridos, a cabeça a latejar trazem-lhe uma palidez ao rosto capaz de levar qualquer homem a desprezá-la. Carolina tem vontade de chorar e de desistir, de ir para casa. Casa? - pensa. Casa?, um quartinho alugado nas traseiras de um velho prédio de Alfama. O que ganhava não dava para mais. A maior fatia era para pagar a ama do menino e a percentagem ao Quincas. Tinha logo de se afeiçoar ao Quincas, o proxeneta que diz protegê-la. Ela acha que precisa mesmo dessa proteção.  Servir homens é perigoso, vêm cheios de taras, têm exigências que não lembram ao diabo, são sádicos - esta palavra arrepia-a, ela sabe do que fala. Quincas anda por perto, vai rondando os seus passos, e, assim, ela sente-se mais segura. O pior vem depois, a percentagem, como ele lhe chama. E neste pé, Quincas é intransigente. "Carol querida, mostra lá o que rendeu hoje, mostra, não te atrevas a enganar-me!Vê lá se queres que te deixe por aí entregue à vida! Olha que estão muitas à porta, resmas delas, à espera. Vamos lá a contas!" Quando lhe chamava "Carol querida" ela estremecia de medo, não podia enervá-lo, zangado era uma fera, perdia a compostura, era bem capaz de lhe dar umas bofetadas. E isso era tudo o que não queria,  ao fim de um dia de 'trabalho' que a deixava extenuada. Lembrava-se do seu menino e escorria-lhe pela alma e pelo corpo uma tristeza e um remorso sem fim. Pensava que não poderia aguentar esa vida por muito mais tempo, mas não via saída,  quem lhe daria um trabalho honesto? Era lixo social, era assim que se sentia: lixo social. Mas, no dia seguinte, tudo recomeçava e o tempo impiedoso pedia-lhe mais e mais. E ela labutava mais e mais, mais e mais. Aquela noite parecia a pior de todas; as luzes davam um ar de honestidade festiva às ruas, as senhoras sérias passavam com os últimos embrulhos adornados de laços e brilhos, e ninguém a convidá-la para aquilo, nenhum carro a parar e a perguntar por quanto ia. Ninguém. E o Quincas, logo, a pedir-lhe contas. E ela não tinha nada guardado no seio. Ele era gajo para lhe meter a mão na blusa e de a rasgar, para a intimidar. Raio de vida! Merda de vida! Encostou-se ao poste de iluminação, na Avenida.Ali, na penumbra, às vezes, conseguia clientes. Oxalá tenha sorte, nem que seja um coxo, um sem-abrigo, um bêbado. Já está por tudo. Era só suster um pouco a respiração, fechar os olhos e deixar as coisas acontecerem.  Rápido, que seja rápido. Rápido, até podia fazer um abatimento... Era urgente um homem com necessidade do seu corpo, que tivesse pressa e que não regateasse o preço da tabela imposta por Quincas. Pensava na mãe: se ela soubesse a vida que a filha levava em Lisboa... quando deixou a aldeia, vinha com a mochila carregadinha de sonhos, Ia ganhar dinheiro, ia ter um emprego de cabeleireira, talvez com sorte pudesse abrir em breve o seu próprio salão.  Então, casaria e teria dois filhos, o primeiro dos quais se chamaria Afonso Henriques, em honra do primeiro rei de Portugal. Na escola, gostava tanto de História! Interessava-se sobretudo pelas vidas dos heróis. O professor tinha um jeito especial para compor as histórias que narrava: os casamentos, as intrigas, os sofrimentos das rainhas, as traições, os adultérios... Registava tudo. Pensava que,  se não fosse cabeleireira e se a mãe tivesse meios, seria professora de História. Tudo tão distante no tempo e na vida! Dantes, ainda ia passar o Natal à terra (como se diz em Lisboa); levava presentes e inventava sucessos e alegrias. Construía um mundo à semelhança da sua capacidade de criar mundos, tomando como modelo o seu antigo professor de História. E a mãe acreditava e ficava muito feliz por ver a filha tão feliz e tão bem sucedida. Agora, invoca o muito trabalho, que não lhe dá tréguas e não a deixa ter férias. E nisso não mentia, era a mais pura das verdades.  E a noite a avançar e nada de clientes. Bolas! Estarão os homens de Lisboa tão apaziguados, tão assexuados que não vêm cá fora à procura de uma pequena aventura ou de uma facadinha no casamento? E ela não dispunha da noite toda, tinha de ir buscar o Afonsinho, a ama avisara que queria estar livre para a consoada com a família.  Que noite de consoada tão azarenta! Parece que estava tudo a seu desfavor.  Estariam a moral e os bons costumes a castigá-la por ousar desafiá-los? De repente, alguém para, Uma sombra, um avozinho, que dá uma escapadela para comprar as últimas prendas para os netos, pensa.
"Quer vir comigo? Está livre? Tenho um espaço reservado. Venha" E foi, num misto de alegria e curiosidade, estranhando o tratamento diferente do dos outros clientes. A sala era enorme,  de um conforto requintado. O 'avozinho´tira-lhe delicadamente o casaco e manda-a sentar. Acende a lareira e vai buscar uma bandeja com chá e rabanadas. Estranho: geralmente oferecem-lhe vinho, e tratam-na por tu, o que é mais consentâneo com o seu estatuto social. Este não a tratava assim, chamava-lhe "senhora dona Carolina" e servia-lhe o chá numa chávena Limoges. De repente pensou que seria bom viver naquela casa, usufruir daquele conforto doce e morno, que sossega os corpos. Carolina pensava: "quando tiro a roupa? O homem não ata nem desata; e o tempo a passar, e nada" Mas o senhor começa a falar, calmamente, respeitosamente: " Carolina, desculpe, sei que deve estar a pensar que nunca mais me decido, não é? Mas, olhe, eu tenho-a visto algumas vezes na Avenida, tenho observado a sua ansiedade e a sua repulsa por aquilo que faz. Teci algumas conjeturas a seu respeito: esta mulher não é lisboeta, detesta a prostituição, deve ter filhos, é infeliz, coitada..." E hoje atrevi-me a aproximar-me. Sou viúvo há dez anos: a minha mulher também se chamava Carolina e era um anjo. Nunca a traí. Mas estou só. Tenho tudo o que o dinheiro pode comprar, mas estou só, e a solidão é algo demolidor para o ser humano. Então tenho uma coisa a propor-lhe: passe o Natal comigo como se pertencêssemos à mesma família. Tem um filho? Não há problema: vamos buscá-lo. Vai ser bom para todos. Se gostar, quem sabe se deixará de procurar clientes e poderá passar a gestora da minha casa?".
Carolina chora lágrimas quentes que não consegue estancar do seu rosto macerado e precocemente envelhecido. Afonsinho acabara de ganhar um avô.  Haverá milagres em véspera de Natal?


Albertina Fernandes

in  lugares e Palavras de Natal

Editora  Lugar de palavras

18.9.18

ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE III



Quando entraram em casa, cada um carregando uma criança a dormir, Ricardo disse para a sua esposa:
-Vem. Vamos levá-los para o quarto. Antónia se encarregará de despi-los e deitá-los. Tem cuidado ao subires a escada, não pises o vestido. Seria perigoso para ti e para a menina.
Ela subiu os degraus com estremo cuidado, uma mão segurando a criança, outra levantando o vestido.
Uma vez lá em cima, ele abriu uma porta, e entrando deitou o menino numa cama de ferro pintada de azul. No lado oposto, havia uma cama igual pintada de rosa, onde Clara deitou a menina com todo o cuidado.
Logo de seguida Antónia entrou no quarto e Ricardo estendeu-lhe a mão, num convite mudo para abandonarem o local.
No corredor, ele abriu uma porta, dizendo.
-Aqui será o teu quarto. Tem uma porta que comunica com o quarto das crianças, para que possas ir rapidamente até elas, se te chamarem de noite. Essa porta do lado esquerdo, é o quarto do teu irmão. Espero que esteja tudo a vosso gosto, mas se quiseres mudar alguma coisa, tens carta-branca para o fazer.
Ela queria perguntar onde era o quarto dele, mas não se atreveu. Porém como se ele adivinhasse a pergunta que não foi feita, disse:
- O meu quarto é a porta a seguir, do lado direito, e também comunica com o quarto das crianças. Se algum dia precisares de mim, é só abrires a porta de comunicação que sempre fica apenas encostada. Pedi à Antónia para arrumar as vossas coisas nos respetivos quartos. Durante a semana, poderemos ir buscar o que ainda não veio, para que possas entregar a casa ao senhorio. Mais tarde estarei na biblioteca. Se quiseres podes ir até lá e conversaremos um pouco. Se não apareceres compreenderei que estás cansada e foste dormir, - disse afastando-se.
Ela acendeu a luz e entrou no quarto fechando a porta atrás de si.
O quarto era espaçoso. Na parede contrária à porta de entrada, havia uma grande e larga porta de vidro que dava para um terraço. Ocupando toda a parede do lado esquerdo um enorme roupeiro ao meio do qual se encontrava a porta de comunicação com o quarto das crianças. Na parede do lado direito um toucador e uma porta. “Será que os quartos comunicam todos entre si?” Foi até lá e depois de bater e não ouvir nenhuma resposta deu a volta à maçaneta, pensando que provavelmente iria entrar no quarto do irmão mas tratava-se da sua casa de banho.
No centro do quarto, como rainha absoluta do espaço, a enorme cama de casal.
Com uma certa dificuldade, conseguiu desapertar o vestido de noiva, que colocou o mais direito possível em cima de uma cadeira para mandar depois para a lavandaria. Descalçou-se, e entrou na casa de banho. Livrou-se da roupa interior, soltou o cabelo e meteu-se debaixo do chuveiro.
O duche revigorou-lhe os músculos tensos, e sentiu-se muito melhor.
Fechou a torneira e enrolando uma toalha à volta do corpo, pegou no secador e durante alguns minutos dedicou-se a secar a sua farta cabeleira. Depois enfiou um roupão e dirigiu-se ao quarto. Tirou do armário um par de calças de ganga, e um top de seda azul que pôs em cima da cama. Escolheu um conjunto de cuequinha e sutiã de algodão branco, e com ele na mão voltou à casa de banho. Depois de o vestir, olhou-se ao espelho. Fez uma careta. Não era um conjunto sensual mas era cómodo. E depois, o que lhe interessava a roupa interior?  Ninguém ia ver se o que ela vestia era de seda ou algodão.
Arrumou a casa de banho e voltou ao quarto onde vestiu a roupa anteriormente escolhida.
Procurou no armário umas sabrinas, escovou o cabelo e prendeu-o num rabo-de-cavalo. Abriu a porta de comunicação, verificou que as crianças continuavam a dormir, aconchegou-lhes a roupa, e voltou ao seu quarto.
Finalmente apagou a luz e saiu.


Nota. Parece que esta história não começou de forma muito convencional.  O que será que se vai passar agora? Alguns de vós pensam que a jovem fez um casamento de conveniência por causa da carreira. Mas será que assim foi? E se não tiver sido um casamento?  



30.7.18

FOLHA EM BRANCO - PARTE I

Re-edição

FOTO MINHA



 O homem que se encontrava por trás de uma tela, perto da falésia, era sem dúvida, além de pintor, um amante da natureza, já que a paisagem ao redor era de cortar a respiração. Era alto e magro, de cabelos compridos, e desalinhados, Vestia umas calças de ganga, que já tinham conhecido melhores dias, e uma camisa de xadrez. A julgar pelas pequenas rugas à volta dos olhos, e pelos fios de prata que iam salpicando o seu cabelo, andaria algures entre os quarenta e os quarenta e cinco anos.
Com vigorosos traços de espátula e cor, ia fazendo surgir na tela, a falésia altiva, com o mar a espraiar-se de mansinho a seus pés, numa suave carícia.
De repente ao levantar os olhos da tela a paisagem tinha-se alterado. Ali perto uma jovem contemplava o mar absorta.
Miguel, assim se chamava o pintor franziu o sobrolho. Tinha escolhido aquele ponto, mais distante da falésia, por ser aquele onde habitualmente os turistas não iam, nas suas incursões, naqueles belos dias de Outono, quando o sol aquece a terra de forma suave, e sem os calores ardentes do Estio.
Sentiu um arrepio. Largou a espátula e foi-se aproximando da jovem, que continuava sem dar pela sua presença. Mais perto percebeu pelo tremor do seu corpo que chorava, e frenético quase correu para ela, agarrando-a precisamente no momento em que decidida, ela se encaminhava para a beira da falésia, numa clara intenção de suicídio.
Contra a resistência da jovem, Miguel aprisionou-a nos seus braços fortes, retirando-a daquele local perigoso.
De repente, a jovem parou de resistir, e o homem sentiu que o corpo dela lhe deslizava entre os braços.
Percebeu que tinha desmaiado. Ergueu-a e ao colo levou-a até junto de onde se encontrava o seu material de pintura. Aí chegado estendeu-a suavemente no solo, e só então viu bem a mulher. Era muito jovem. Quase uma criança. Franziu o sobrolho numa expressão que lhe era característica, sempre que alguma coisa o incomodava. Começou a arrumar o material, enquanto pensava que raio poderia levar uma mulher tão jovem e tão bonita a querer acabar com a vida.  Sim porque a jovem era muito bonita. Um corpo esbelto, assentava numas pernas longas que a julgar pelas calças justas, eram bem torneadas. Um rosto oval, testa alta, nariz pequeno e bem feito, boca pequena de lábios bem delineados, e uma farta cabeleira de cabelos castanhos, levemente ondulados. Os olhos, bom, os olhos, teria que esperar que acordasse para ver a sua cor.







26.5.18

CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA - PARTE V




-Não seria melhor deitar o bebé um pouco no sofá? – Perguntou assim que a secretária saiu. - Deve estar cansada, e além disso pode ser perigoso, que beba o chá com ele ao colo. Ajudou-a a levantar-se e ficou a observar o cuidado com que deitava o bebé no sofá. Quando se voltou e encaminhou para a mesa, não pode deixar de reparar que apesar de não ser uma mulher alta, tinha um corpo escultural.
- Açúcar? - Perguntou.
Ela negou com a cabeça. Não sabia o que fazer ou dizer, sentia-se pouco à vontade na presença daquele homem poderoso, e desconcertante, que ainda há poucos minutos parecia disposto a maltratá-la, e agora se mostrava afável. Pegou na chávena que lhe estendia e levou-a à boca, pensando quão injusta fora a vida para a sua irmã, para ela, e para o menino que naquele momento dormia de novo.
Ele estendeu-lhe a mão dizendo:
- Ainda não me disse o seu nome. O meu já sabe, sou Pedro Mesquita, dono desta empresa.
- Joana Teixeira, - respondeu retribuindo o cumprimento.
- Agora que já nos apresentámos, gostaria de saber. Conheceu o pai do bebé? Se foi algum dos meus empregados talvez eu possa ajudar.
-Claro, - ela tirou da mala o telemóvel, procurou uma fotografia, e estendeu-lhe o aparelho dizendo. – Aqui está. Esta foto, foi tirada dois dias antes do  seu desaparecimento.
Ele pegou no telemóvel e sentiu que os seus piores receios se confirmavam. Desde menino, o primo sempre tivera o costume de se desculpar com ele, quando fazia qualquer asneira. Mas manter o hábito já adulto, e chegar ao ponto de engravidar uma jovem enganando-a quanto à sua identidade era demais.
- Este homem trabalhou aqui sim. Mas o seu nome era Paulo Amado e não Pedro Mesquita. Morreu num acidente há seis meses. Lamento,- disse estendendo-lhe o aparelho.
- Meu Deus! Então o seu abandono não foi propositado, como nós pensávamos. Pobre criança que não chegou a conhecer pai nem mãe.
Pedro não teve coragem para lhe dizer que o primo era um cafajeste, que nunca iria assumir o filho, porque se as suas intenções fossem nobres, não teria trocado o nome. Afinal o primo estava morto, não valia a pena manchar mais a sua memória. Olhou o relógio. Dezoito e quarenta e cinco. O dia estava a acabar, não tinha nada pendente, para acabar nesse dia. Tomou uma decisão.
- Veio de carro?- Perguntou
- Vim de metro.
- Pegue o bebé, eu levo isto, - disse agarrando a bolsa, onde ela carregaria decerto as coisas do menino. Venha, levo-a a casa.
-De modo algum. Já perdeu imenso tempo comigo.
- Não discuta comigo. Afinal a criança é filha de um empregado meu. De certa forma sinto-me responsável. E a senhora deve estar muito cansada.
Esperou que ela acomodasse o bebé numa espécie de bolsa, no colo, e depois apontou-lhe a porta, e seguiu-a. Ao passar pelo gabinete onde a sua secretária desligava o computador, e se preparava para sair despediu-se com um simples até amanhã, e seguiu para o elevador atrás de jovem