28.11.08

PARA OS AMIGOS

PARA TODOS OS AMIGOS QUE POR AQUI PASSAM, COM UM IMENSO AGRADECIMENTO POR TODO O CARINHO E PREOCUPAÇÃO COMIGO. NÃO ESTOU TOTALMENTE RECUPERADA MAS VOU A CAMINHO. GOSTAVA DE DEIXAR AQUI UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A QUEM ME ENVIOU O VIDEO.

A TODOS UM BOM FIM DE SEMANA

24.11.08

AMOR


Uma estrêla que brilha...
uma flor que desabrocha...
uma gaivota que vôa...
um bebé que chora...
A mais pequenina das coisas
pode em nós despertar
o sentimento do Amor.

22.11.08

LIÇÃO DE VIDA

Porque às vezes desanimamos e nos parece que tudo é impossível, eis aqui alguém para nos dar uma lição de vida. E nos dizer que a nossa vontade pode ser maior que qualquer infortúnio.

Este vídeo chegou-me por email. Agradeço a quem mo enviou.

A todos desejo um óptimo fim de semana.

19.11.08

PEDRAS PARIDEIRAS

Pedra parideira. "Os olhos" que se vêem na pedra, são as marcas donde saltaram as novas pedras.



Aqui há anos, ouvi a Isabel Silvestre, essa linda voz de Manhouce falar de duas coisas que eu não conhecia. A Frecha da Mizarela, ou Mijarela como dizem na zona, e as pedras parideiras.
Confesso que fiquei curiosa e resolvi na primeira oportunidade ir ver esse fenómeno, pois pedras a parir pedras era coisa que não me cabia na cabeça. A oportunidade chegou este ano. E não a desperdicei.
Na serra de Freita, no lugar de Castanheira, a poucos kms da da Famosa Frecha, (uma queda de água de 70m de altura) mas defronte para ela ficam as tais pedras parideiras.
Fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro.Datam de há mais de 280 milhões de anos, segundo a inscrição que lá está. Ao que se sabe, idêntico fenómeno só será conhecido numa região da Ucrânia, na Rússia.Trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco biconvexo, os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe - daí a denominação de "parideiras" As pedras pequenas parecem medalhões e parece que antigamente ficavam por lá. Depois os turistas começaram a levá-las de recordação, e os próprios aldeões de Castanheira, as recolhem para depois as oferecerem aos turistas a troco de dinheiro. Quem tiver curiosidade de saber mais , na internet há nuitas páginas sobre o assunto e até a explicação científica.


Texto e fotos minhas.

18.11.08

DIVÓRCIO

Foto da net
Ela caminhava pela praia naquele fim de tarde de olhos presos no mar, completamente perdida nas suas recordações. Foi num fim de tarde como este que conhecera Eduardo.As lembranças surgiam em catadupa. Ela caminhava pelo parque da cidade, olhando embevecida as crianças que brincavam no escorrega, fazendo grande algazarra. As flores, impregnavam o ar com um intenso mas agradável aroma. Rita, ia tão absorta, que não viu aquela raiz, na qual foi tropeçar, saindo projectada para ...os braços de Eduardo. Sim porque fora ele que por ali passava e a segurara, quando se apercebeu que ela ia cair. Rita sentiu o olhar intenso e trocista de Eduardo, e sentiu-se envergonhada, mas coisa esquisita, sentiu uma estranha sensação de felicidade. Agradeceu sentindo-se corar sob o olhar dele. Eduardo pelo contrário parecia divertido com a sua atrapalhação. E depois de algumas palavras que ela quase não escutou, combinaram encontrar-se no dia seguinte.Naquela noite, o sono tardou para Rita. Ela não conseguia esquecer o desconhecido do parque. E só nessa altura se deu conta que tinha esquecido de perguntar o seu nome.Que faria ele no parque? Passaria ali por um acaso, e a vida teria caprichado naquele tropeço, para que se conhecessem? E se assim era qual iria ser o seu papel?Era bonito ele, pensava Rita. E dava voltas na cama, ansiando pelo nascimento do dia.Pobre Rita. Se ela soubesse o quanto ia sofrer por aquele homem, teria sufocado a sua lembrança, e nunca teria voltado ao parque, para o encontro.No início Eduardo parecia ser o homem dos seus sonhos. E o que começou como uma amizade, não tardou em transformar-se num intenso amor. Rita vivia cada beijo, cada instante, sentindo-se a mulher mais feliz e mais amada da terra.
Casaram num dia de sol em pleno mês de Maio. Eduardo não quis casar na igreja, e isso foi uma pequena nuvem a ensombrar a felicidade de Rita, cuja fé lhe pedia a bênção no altar.Três dias durou a felicidade dela. Três dias como o Carnaval. Carnaval; estranha associação esta. Mas a verdade é que ao fim de três dias, Rita achou que o homem com quem casou, nunca deixara de ser um desconhecido, que usava uma máscara, pela qual ela se apaixonara. A sua vida nunca mais tivera paz desde esse dia.Mas Rita era uma mulher de coragem, e substituído o amor pela desilusão, decidiu pôr um ponto final no casamento.Daí que naquela tarde, passeasse junto ao mar, a sua falsa liberdade de mulher divorciada do homem, mas ainda presa às recordações.

16.11.08

LOUCURA

foto da net

Inclinada sobre um berço que não existe...
Contempla um bebé que não nasceu...
e chora...

Movem-se com ritmo as suas mãos
como se embalasse uma ilusão perdida.

Tem uma doce expressão nos olhos sem brilho
e as lágrimas correm pelo rosto enrugado.

E na sua loucura nem se lembra
que tem fome
e que na velha casa
não há nada pra comer.

É triste não ter em casa uma côdea de pão,
com que enganar a fome

que lhe atormenta o velho corpo cansado.

Inclinada sobre um berço que não existe...
Contempla um bebé que não nasceu...
e chora...




14.11.08

SE EU TIVESSE CORAGEM...



Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os homens que vivem algemados
aos dias sem pão, nem futuro.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os operários sem emprego,
engolindo dia a dia
os sonhos afogados no tempo
dum mísero subsídio.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os jovens, sem tempo nem idade
perdidos
nos tortuosos caminhos da droga.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
as minhas fantasias de criança,
a minha ansiedade de adulto,
a minha sede de carinho,
a minha dor sem dor tão sentida.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
a minha fome de justiça
os sonhos que não sonhei
a vida que não vivi
a cruz que sem fé carreguei.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
contra aqueles que nos dão
"Magalhães"
em vez de pão
habitação
escolas
hospitais.


Ah!... Se eu tivesse coragem...
DESEJO A TODOS UM BOM FIM DE SEMANA

2.11.08

Dia de Finados

foto da net


Dia de Finados

Passam tristes em romagem piedosa
Levam nos ramos as mais belas flores
Veste-se a natureza de sombrias cores
Porque também ela está triste e chorosa.
Também vou nesta romagem atormentada
pois já morreram todos os amores
que eu tive. Hoje só restam as dores
sepultadas na minha alma amargurada


Curvada, ante mim própria sou a campa
A minha ilusão de viver era tanta
Que um dia a própria vida a matou.
Agora em cada dia de finados
Levo aos meus sonhos, mortos e chorados
pétalas de uma flor que já murchou.


A história do Paulo, continua amanhã.
Um abraço a todos, eu continuo a recuperar da cirurgia.