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27.9.20

DOMINGO COM HUMOR...



 Dois casais amigos jogam cartas a seguir ao jantar. Às tantas, o Manuel, o homem da casa, deixa cair acidentalmente o baralho ao chão.

Ao baixar-se por baixo da mesa para as apanhar, verifica que a Rita, a amiga visitante, não tem nada por baixo da saia e fica perturbado pela visão…

Um pouco depois, o Manuel vai à cozinha para buscar mais umas bebidas e a Rita acompanha-o para o ajudar…

De repente a Rita pergunta ao Manuel: “Notei que deves ter gostado do que viste quando estiveste debaixo da mesa. Por acaso estás interessado em experimentar? Basta que me dês 250 Euros e eu sou toda tua por uma tarde…

Manuel nem pensou duas vezes: “Claro que quero! Pode ser 6ª feira à tarde? Pode ser em tua casa?” (…)

6ª à tarde, o Manuel lá foi ter a casa da Rita, deu-lhe os 250 Euros como combinado, e seguiram-se duas horas de amor escaldante….

Despediram-se visivelmente satisfeitos e uma hora depois chegou o Carlos, melhor amigo do Manuel e marido da Rita.
Beijam-se como sempre, e o Carlos pergunta a Rita: “O Manuel veio cá?”

A Rita ficou um pouco comprometida, com medo que ele desconfiasse de alguma coisa, mas respondeu “Sim”.

Carlos: “E deixou o dinheiro?”

Ela (ainda mais preocupada): “Sim, 250 Euros…..”

Carlos: “Vês como ainda se pode confiar nos amigos! Passou lá esta manhã no emprego e pediu-me os 250 Euros emprestados, prometeu que os pagaria sem falta ainda esta tarde… e cumpriu!”


                                                      ************


Uma engenheira de informática estava a ajudar um colega da empresa a configurar o computador e perguntou-lhe que password ele queria utilizar.
O homem, tentando atrapalhá-la, disse:

– Minhapila.

Ela, sem dizer uma palavra, sem se rir ou dar parte de fraca, introduziu a password.

Mas não conseguiu resistir e quase que morria de riso quando o computador deu a resposta:
‘PASSWORD REJEITADA: NÃO TEM TAMANHO SUFICIENTE”


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Um bêbado é abordado às 3 da manhã pela polícia: O policia pergunta:
– Para onde vai nesse estado, a esta hora?

O bêbado responde:
– Vou a uma palestra sobre o abuso do álcool e seus efeitos letais para o organismo, o mau exemplo, as consequências nefastas para a família, bem como o problema que causa na economia familiar e a irresponsabilidade absoluta.

O policia olha sem acreditar e diz?
– A sério? E quem vai dar uma palestra a esta hora da madrugada?

– E quem pode ser? … A minha mulher… logo que eu chegar a casa.


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O jovem empregado vai à sala do patrão:
– Senhor director, vim aqui para lhe pedir um aumento. E adianto já que há quatro empresas atrás de mim.

O patrão, com medo de perder o talento promissor, dobra-lhe o salário. As empresas só valorizam os funcionários quando eles recebem outras propostas…
– Mas mate-me uma curiosidade, meu rapaz. Pode dizer-me quais são essas quatro empresas?

– Sim, senhor. A de luz, água, telefone e o meu banco.


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Um septuagenário veste o casaco e, ao preparar-se para sair de casa, a mulher pergunta-lhe: - Onde é que vais?
- Vou ao médico – responde ele.

- Porquê? Estás doente? – pergunta a mulher.

Diz o velho:
- Não. Vou ver se ele me receita Viagra…

A mulher, levanta-se da cadeira de baloiço, e vai também buscar o casaco. Ele pergunta-lhe:
- E tu onde é que vais?

Diz ela muito apressadamente:
- Vou também ao médico.

- Porquê? – pergunta o velho.

Explica a mulher:
- Se vais começar a usar uma coisa enferrujada, acho melhor ir vacinar-me contra o tétano…

26.9.20

PORQUE HOJE É SÁBADO





André Rieu - Figaro Cavatina


Bom fim de semana


Hoje sábado vou buscar o computador, telefonaram-me ontem ao fim do dia. Parece que finalmente descobriram o problema. Vamos lá a ver, já que depois de dez dias o entregaram dizendo que lá nunca tinha encerrado e que os testes que lhe fizeram não tinham detetado nada. Liguei-o em casa e meia hora depois estava na mesma. No dia seguinte voltou para a loja. Espero que desta vez venha bom.  O filho emprestou-me o dele mas só dois dias, depois a filha precisou dele por causa da escola, e veio buscá-lo. E escrever qualquer coisa no Smartphone com a minha visão é tarefa quase impossível.

25.9.20

CILADAS DA VIDA - PARTE XXXVII

                                                       



Cerca das onze horas, na segunda feira seguinte, Olga entrou no Gabinete de João, que se encontrava embrenhado no trabalho com o seu computador.

Levantou a cabeça e olhou-a arqueando uma sobrancelha.

- Precisas de algo? – perguntou

- Acaba de telefonar o advogado um tal David Varanda, que diz ser advogado. Quer que lhe marque uma entrevista contigo, mas em relação ao assunto, diz que é pessoal e confidencial. É o terceiro dia que telefona, a semana passada,  apresentou-se apenas como David Varanda, eu pensei que era alguém a querer um convite pessoal para a festa. Mas hoje diz-me ser advogado. Insiste em que tem que falar contigo, que é urgente, e que se trata de um assunto pessoal e confidencial.

-O que lhe disseste?

- Que tens a agenda completamente cheia, que ia falar contigo e ver o que podia fazer. Pedi-lhe para voltar a ligar ao fim do dia.

- Muito bem. Telefona para o gabinete jurídico, pergunta ao Afonso se conhece algum advogado com esse nome. E se não conhecer que investigue na Ordem, se ele existe.

- Pensas que pode ter mentido quanto à profissão?

- Sabes como são os jornalistas? Sabem que não recebo nenhum podem ter inventado uma profissão diferente, e um assunto confidencial, a fim de chegarem até mim.

-O que receias?

-Não sei. Não tenho quaisquer assuntos que possam ser tratados por advogados, fora do gabinete jurídico. O Afonso é o meu homem de confiança para todos os assuntos legais. Portanto só pode vir em representação de outro alguém e o assunto não terá nada a ver com a empresa. Mas não consigo descortinar nada.

- Virá da parte da Teresa Sobral?

-Não. A Teresa tem receio de que alguém descubra o que se passa, não quer saber de jornalistas e não teria lógica contratar um advogado, se não deseja que o nosso caso se resolva nos tribunais. 

-E da Glória? Como terminou a vossa relação.

-Com um cheque chorudo! Seria muito estúpida se o fosse gastar com um advogado, sabendo que não lhe tinha feito qualquer promessa. Não, o gato tem que estar noutro lugar. Bom, telefona ao Afonso, e quando tiveres a resposta, resolveremos o que fazer.

Olga saiu. Ele pensou em Teresa. Como estaria? Continuaria a passar mal?

No dia anterior fora a uma florista, comprara um ramo de rosas brancas, a que juntara um cartão, agradecendo o dia de sábado.

Duas horas depois, ela enviara uma mensagem de agradecimento. Ele teria gostado que tivesse telefonado, para poderem conversar um pouco, mas relevou. Sabia que se queria ter sucesso no que se propusera, não podia pressioná-la, teria que ir com calma para ganhar a sua confiança.

O regresso de Olga ao gabinete, desviou a sua atenção.

- O homem é mesmo advogado, o Afonso diz que já se cruzou com ele algumas vezes no tribunal. O que lhe digo quando ele voltar a ligar?

- Marca para amanhã às onze horas.

Olga consultou a agenda.

- A essa hora não dá. Tens uma reunião com o Gustavo Sequeira.

- Bom, é um cliente demasiado importante para desmarcar. E às quinze?

- Nada.

-Então marca para essa hora.

 

23.9.20

CILADAS DA VIDA - Parte XXXVI


Entrou em casa e foi direta à cozinha, onde abriu o frigorífico, encheu um copo com leite e bebeu-o em pequenos sorvos por medo de enjoar.

Passou o copo por água e meteu-o dentro da máquina de loiça já meio cheia, seguindo depois para o quarto. Tirou o telemóvel da mala e colocou-o em cima da mesa de cabeceira, guardou a mala e seguiu para a casa de banho, onde se despiu e entrou no duche.

Depois do banho, vestiu um curto robe sobre o corpo nu, lavou os dentes, secou o cabelo e estendeu-se na cama mesmo por cima da colcha. Sentia-se muito cansada. Pelo calor e pelas emoções experimentadas no almoço e depois em casa do empresário. Nunca esperou que a levasse para casa, pensava que queria apenas mostrar-lhe a empresa, nunca pensou que tivesse nela a sua casa. E que casa, santo Deus! O homem devia ser realmente muito rico para ter semelhante casa. O que estranhava, é que um homem jovem, bonito e rico, continuasse solteiro. E mais, parecia que nem sequer tinha um compromisso, pois ela não acreditava que mulher alguma deixasse o homem que amava livre para ir almoçar e passar a tarde com outra mulher.

E com este pensamento adormeceu. A sua intenção era descansar um pouco antes da hora do jantar, mas quando uma urgente e imperiosa vontade de ir à casa de banho a acordou já passavam vinte minutos das onze horas da noite.

Já na cozinha aqueceu uma taça de sopa de legumes e comeu-a acompanhada com um copo de leite frio. Não era uma refeição decente para uma grávida, sabia-o, mas a vontade que tinha era de voltar para a cama, não de se por a cozinhar àquela hora. Depois de comer, voltou à casa de banho, despiu o robe que pendurou atrás da porta, vestiu uma curta camisa de dormir, lavou os dentes e foi para a cama. Antes de se deitar, olhou o telemóvel e verificou que tinha duas chamadas e três mensagens da Inês, preocupada com o seu silêncio e pedindo para lhe ligar, logo que visse as mensagens. Como é que ela não tinha ouvido o toque das chamadas. De súbito lembrou-se que tinha tirado o som do aparelho antes do almoço e esquecera de voltar a ativá-lo quando o tirou da mala e o pôs em cima da mesa.

Olhou o relógio.  Meia noite e cinco. Não eram horas de ligar a ninguém. Telefonaria de manhã.

Voltou a pousar o aparelho sobre a mesa de cabeceira, e deitou-se.

Mas talvez por causa das quase seis horas que dormira antes o sono não veio logo. E quase sem dar por isso estava a pensar no pai do seu filho.

Pensar no empresário, dessa maneira, sugeria uma intimidade que não existia, e era muito estranho. Como o era, o olhar de desejo que duas ou três vezes lhe surpreendera. Ela não era como as mulheres com que decerto ele estaria habituado a sair. Era alta, tinha um corpo bem proporcionado, vistoso, como diziam na sua aldeia, e um bonito cabelo. Mas o seu rosto não era feio nem bonito. Era um rosto vulgar, embora Inês levasse a vida a dizer que com um pouco de maquilhagem ela ficaria linda.  Tinha que aprender a fazê-lo. E não era pelo empresário, claro que não. É porque a gravidez a trazia mal-encarada. E com esta convicção  adormeceu.

 

21.9.20

CILADAS DA VIDA - PARTE XXXV




- E tens tempo para isso, dirigindo uma empresa como a tua?

- Não é um trabalho tão intenso como pode parecer, uma vez que as secções são autónomas. Cada uma tem o seu chefe que a dirige e a mim só me chegam os projetos já prontos, para aprovação ou não.

-Mas segundo ouvi na reportagem és tu o criador dos jogos.

-E verdade, mas até nisso atualmente tenho dois colaboradores. Continuamos?

- Sim, claro.

A casa ocupava o mesmo espaço dos andares inferiores, com um comprido corredor de mármore branco. De ambos os lados, portas que ele foi abrindo para ela ver. A cozinha ficava situada em frente à sala e ao lado havia uma sala de jantar e uma sala de jogos com uma mesa de snooker no centro, em frente, uma casa de banho social, uma biblioteca-escritório, um ginásio com vários aparelhos, e por fim os cinco quartos.

-E este é o quarto principal - disse o empresário afastando-se e mostrando um quarto enorme em dois tons de bege, com enormes janelas e um terraço. – Todos os quartos estão equipados com casa de banho, mas apenas este tem jacuzzi e "closet"

Era a primeira vez nos seus trinta anos que Teresa se encontrava na porta de um quarto com um homem. Olhou a enorme cama de casal e sentiu-se corar.

Recuou e tropeçou no homem que estava atrás de si, desequilibrando-se. Ele segurou-a pela cintura, e o calor das suas mãos atravessando o fino tecido do top provocou-lhe um estremecimento como se tivesse sofrido uma descarga elétrica. Assustada olhou-o para tentar perceber se ele teria sentido o mesmo, e o que viu nos seus olhos assustou-a ainda mais. Desprendeu-se bruscamente e começou a percorrer o longo corredor em direção à saída dizendo:

- Meu Deus, são quase cinco horas. Podes levar-me a casa agora?

-Não queres ficar mais um pouco? Posso preparar um lanche para os dois.

- Fica para a outra vez, "se eu for tão doida que volte aqui" – pensou. - Estou cansada, e além disso tenho as vitaminas para o lanche em casa.

Ele não acreditou na desculpa, mas não o comentou. Pegou nas chaves do carro e no telemóvel que tinha poisado na entrada, abriu a porta e seguiu-a em direção ao elevador.

Teresa entrou e encostou-se a um canto, numa atitude de defesa que o fez sorrir. Parecia uma gazela assustada.

 Procurando afastar dela qualquer receio perguntou:

-Então gostaste da minha casa?

- Como não? Nunca tinha visto uma casa tão grande a não ser no cinema.  Como conseguiste?

- Bom a verdade é que tem estado em permanente construção desde há dez anos. Logo que comprei este edifício, e mudei para aqui a firma, decidi deixar o último andar para a minha casa. Mas para isso foi preciso derrubar paredes construir outras, fazer novas canalizações, enfim uma miríade de coisas.

Saíram do elevador e dirigiram-se à saída. Pouco depois já no automóvel, João continuou. Na verdade, ainda não está como a sonhei. Gostava de mandar construir uma piscina no terraço que fica para além do meu quarto.

Teresa não respondeu. E o resto da viagem, fez-se em silêncio.

Ele estacionou o carro em frente da porta da jovem e saindo acompanhou-a até à porta do prédio. Teresa estendeu a mão para se despedir, mas João com uma leve pressão, aproximou-a dele, colocou as mãos nos seus ombros e o seu olhar fixou-se na sua boca. Ela teve a nítida sensação de que ia beijá-la, todavia ele limitou-se a poisar os lábios na sua testa, num terno beijo.

-Espero que tenha sido, um dia tão feliz, para ti, como o foi para mim. Ligo-te em breve, - disse. Em seguida largou-a, virou-lhe as costas e afastou-se.