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24.10.21

DOMINGO COM HUMOR


 



No tribunal, o juiz vira-se para o réu e diz-lhe:
- Mais uma vez, este tribunal o vai condenar. Aqui tem o resultado de andar sempre metido em más companhias!

Responde o réu:
- Tem razão, senhor doutor juiz! Desde que me conheço, só me lembro de andar metido com polícias, advogados e juízes.



Dois amigos lamentavam-se um:
- Como durou poucos dias o pobre do nosso amigo Jeremias. O médico não o visitou mais que uma vez!

Diz outro:
- É verdade! Há médicos muito despachados



Um tipo visitou a exposição de pintura de um amigo, autodidata na matéria, e este, a certa altura, reparando que o outro se detinha a olhar atentamente para um dos seus quadros, aproximou-se entusiasmado e perguntou-lhe:
- Então, que sensação te desperta esta minha pintura?

Diz o amigo:
- Faz-me crescer água na boca…

Admirado, pergunta o pintor:
- Um pôr do sol faz-te crescer água na boca?!

Responde o amigo:
- Olha, julgava que era um ovo estrelado!



Um tipo estava a ler o jornal silenciosamente, mas, a certa altura, vira-se para um amigo que estava ao seu lado e diz-lhe:
- Escuta esta notícia. Na Bélgica, um grupo de prostitutas impediu um assalto ao bordel, atacando o ladrão com vibradores!

Diz o amigo:
- Pudera! Quem tem cú tem medo…


22.10.21

UMA NOITE DE INVERNO - PARTE III




Uma tarefa árdua.  Alzira corava quando o marido lhe lançava um olhar mais atrevido, tinha vergonha de se despir na frente dele, quanto mais abandonar a posição de missionário por uma nova experiência, ficar de luz acesa nos momentos de intimidade, ou retribuir-lhe as carícias. Foi preciso muita paciência, muito amor, até que a esposa, percebesse que não há nada proibido, nem vergonhoso entre dois seres que se amam, e entendesse que contrariamente ao que a mãe lhe dizia, o caminho para o coração de um homem, pode não ser exatamente o do estômago.

Três anos depois, Luís começava a ficar preocupado, pois apesar de não usarem métodos contracetivos, e terem uma vida sexual intensa, Alzira não engravidava. Depois de conversarem sobre o assunto, resolveram procurar ajuda médica. Luís pensava que talvez a esposa fosse estéril, e ela temia isso mesmo. Emagreceu, estava triste. Temia perder o marido. Adorava-o. Para ela, era Deus no Céu e o marido na terra. Ele percebeu. E apesar de ansiar por um filho, jurou-lhe que nada mudaria se ela não os pudesse ter. Amava-a de qualquer jeito. 

Porém depois de todos os exames feitos descobriu que afinal o problema era dele. Sofria de Azoospermia.
Ele não sabia o que isso era e então o médico explicou-lhe que o seu sémen  não continha espermatozoides. Era como se o seu sémen fosse um ovo apenas com clara, sem gema. Impossível ser pai, a não ser que recorresse à adoção. 
Ficou triste, enraivecido, doente. Sentia-se diminuído.

Foi nessa altura que se apercebeu do verdadeiro amor da esposa e de como ela tinha mudado. Convenceu-o que para ela, era muito mais importante o seu amor, do que o desejo de ter filhos. 
Ainda que não fosse mãe, era mulher, e uma mulher que ele fazia muito feliz.  Mas a maior prova de amor, recebeu-a, quando interrogada pelos pais, sobre quando lhes daria um neto, assumiu perante a sua família que nunca lhos daria, porque ela era estéril.

Anos mais tarde, pensando que aprendera o suficiente para tentar dar outro rumo à vida, Luís decidiu emigrar. Alzira deixou tudo e foi com ele. Estiveram quinze anos na Suíça. Trabalharam muito, fizeram imensos sacrifícios, mas regressaram com o dinheiro suficiente para comprarem um terreno e construírem uma bonita casa.

Não era nenhuma grande mansão, muito menos um palacete, mas era uma bonita casa térrea, com um pequeno terreno à volta que a mulher logo encheu de flores.



20.10.21

UMA NOITE DE INVERNO - PARTE II





Regressou de Angola decidido a deixar o mar. A procurar outro rumo de vida, um novo futuro. Mas não era fácil. Mal terminara a primária, começou a ir para o mar. O seu pai era pescador, o seu avô fora pescador, e antes do seu avô, todos os homens da família tinham sido pescadores. Alguns tinham ficado por lá, desaparecidos em naufrágios. O mar mandara outros para terra, feitos cadáveres. 

 Ele não queria aquela vida. Não escapara do inferno da guerra, para acabar no fundo do mar. Mas que mais, sabia ele fazer? Nunca aprendera outra profissão. Todavia, acreditava que nunca era tarde para dar uma volta no seu destino.

  Arranjou trabalho numa oficina de automóveis. Começou por lavar carros. Quando não tinha que fazer, ia ajudar os mecânicos. Comprou livros para aprender a teoria, a prática ia aprendendo-a no dia a dia. 
Alzira, a mulher era modista. Tinha uma boa clientela, não lhe faltava trabalho. Era uma boa mulher. Asseada, poupada, e trabalhadora. Mas, embora isso não fosse pouca coisa, para ele não chegava. Não que estivesse a pensar separar-se, ou tivesse deixado de amar a mulher. Mas que estava desiludido com a vida matrimonial, isso era um facto.

Num tempo, em que a sociedade dizia, que a honra da mulher estava no meio das suas pernas, elas não aprendiam a ser mulheres. Eram educadas para serem boas esposas, e mães. Aprendiam de meninas, a cozinhar, arrumar uma casa, costurar, a cuidar dos irmãos mais novos, para que mais tarde, soubessem cuidar dos filhos. As mães diziam às filhas que era sua obrigação “servir” o marido quando lhe dava  a vontade, para que ele não procurasse na rua, o que a mulher não lhe dava em casa.

Ensinavam-lhes que o sexo era algo sujo, que a mulher só devia consentir, porque era necessário para perpetuar a espécie. Alzira fora criada nesses preceitos. A igreja também punha o carimbo de pecado, em tudo que não fosse estritamente necessário para a procriação. Ninguém ensinava à mulher, que o sexo era um complemento do amor, e que o seu corpo tinha os mesmos direitos a desfrutar da intimidade, que o dos homens.

Com o homem era diferente. A eles tudo era permitido. Eles estudavam, viajavam, frequentavam bordéis. Aprendiam a tirar todo o prazer que o corpo lhes podia dar. 

Com a mesma tenacidade com que lutava para melhorar a  sua vida profissional, Luís propôs-se ensinar à esposa, que entre duas pessoas que se amam, nada é sujo ou pecaminoso, que era errado pensar no sexo apenas como meio de procriação. Se assim fosse a natureza se encarregaria de castrar os desejos dos estéreis, o que não acontecia pois casais que não podiam ter filhos desfrutavam da relação sexual, com o mesmo prazer dos outros.

Foi um pouco difícil mudar a mentalidade da mulher, mas com todo o amor que lhe tinha, e uma boa dose de paciência, conseguiu tornar a vida intima do casal mais empolgante.



19.10.21

POESIA ÀS TERÇAS - HILDA HIST

 




De tanto te pensar, Sem Nome, me veio a ilusão,
A mesma ilusão

Da égua que sorve a água pensando sorver a lua.
De te pensar me deito nas aguadas
E acredito luzir e estar atada
Ao fulgor do costado de um negro cavalo de cem luas.
De te sonhar, Sem Nome, tenho nada
Mas acredito em mim o ouro e o mundo.
De te amar, possuída de ossos e de abismos
Acredito ter carne e vadiar
Ao redor dos teus cimos. De nunca te tocar
Tocando os outros
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando só tenho patas e focinho.
Do muito desejar altura e eternidade

Me vem a fantasia de que Existo e Sou.
Quando sou nada: égua fantasmagórica
Sorvendo a lua n’água.

– Hilda Hilst, no livro “Sobre a tua grande face”. São Paulo: Massao Ohno, 1986.

Biografia  AQUI



18.10.21

UMA NOITE DE INVERNO - PARTE I




Bom, não sei quando terei uma nova história para vos apresentar, dado o estado dos meus olhos, além de outros problemas, como o provocado pelo antibiótico para a infeção urinária que me vai obrigar a procurar hoje mesmo nova ajuda médica e o tempo limitado que posso estar no pc. De modo que vem aí uma outra história das mais antigas. Os leitores de 2016 recordar-se-ão dela, embora haja na história pequenas alterações. Porém os leitores mais recentes, não a conhecem até porque foi uma das que acabei por apagar pouco tempo depois da sua publicação. É uma historia pequenina apenas 7 episódios.



                                                         I
A noite estava muito fria. Era inverno. Lá fora a temperatura devia rondar os zero graus. A um canto junto à janela, a braseira aquecia a sala. As janelas de vidro, estavam abertas, contrariamente às persianas corridas que apenas deixavam passar uma nesga de ar gelado, contudo necessário para a renovação de ar, por causa da braseira acesa.

 Na sala um casal via televisão. A mulher de cabelos grisalhos, e olhar parado, brincava com os dedos como se neles tivesse um qualquer objeto, que mexia e remexia.  Devia ter uns setenta anos, era de baixa estatura, e figura roliça. O rosto ostentava ainda restos do que teria sido um rosto senão belo, pelo menos muito gracioso. Os olhos que teriam sido brilhantes e vivos, eram verdes, como dois 
lagos de águas paradas.

Junto dela, o homem ligeiramente mais velho, alto e magro, calvo, de olhos escuros e barba grisalha. A televisão transmitia um programa de variedades, mas o casal parecia nem dar por isso. O homem olhava a mulher com um misto de amor e piedade. Parecia estar pendente dela, enquanto ela se mostrava totalmente ausente.


Ele conhecera-a nos bancos da escola. Foi a sua primeira e única namorada. Porque fora a única mulher que ele amara na vida, além da sua mãe. Casaram-se muito jovens. Ele estava na tropa em Leiria, quando soube que tinha sido destacado para a guerra nas colónias. Foi um choque, e resolveram casar à pressa, porque ele tinha medo de morrer, sem viver o amor que sentia por ela.

 Tinha vinte e um anos, ela acabara de fazer dezoito.

Dois dias depois de casados, ele voltou ao quartel donde só saiu na hora do embarque com destino a Angola.

Chegou a Luanda num longínquo dia de Março de mil novecentos e sessenta e quatro. Depois de dois dias na cidade, que mal deram para umas cervejas no famoso café Rialto e um passeio pela ilha, lá foi com o destacamento para as margens do Lungué-Bungo, no leste de Angola, e por lá ficou vinte e seis meses, apenas com um mês de férias ao fim de um ano.


Como ele gostaria de ter vindo  à metrópole nesse mês, rever a terra, os amigos, e principalmente a sua amada Alzira. Infelizmente o dinheiro não abundava e teve que se contentar com uma ida até ao Luso, (a cidade mais próxima, do acampamento, embora ficasse a quase 200 quilómetros ), duas ou três idas ao cinema e uns copos com outros camaradas também de férias.

Às vezes sentia a tentação de se deitar com alguma das belas mulatas que viviam perto do acampamento.
Afogar nuns momentos de prazer, as saudades de casa, os medos das emboscadas, a dor da perda de algum companheiro menos afortunado.
Porém, lembrava-se da esposa, e embora não tivesse pretensões de santidade, pensava que umas horas de prazer com uma desconhecida, não substituiriam o amor, nem mitigariam a saudade que tinha, da mulher que amava.

E o desejo, não era mais forte do que ele, que moldara a sua força na anterior vida de pescador, em bravas lutas com mares encapelados...


17.10.21

DOMINGO COM HUMOR


 

De manhã a mulher acorda, volta-se para o marido e diz:
-Amor tive um sonho lindo. Sonhei que me deste de presente de aniversário um belo colar de diamantes.
O que isso quer dizer?
- Tu saberás no dia dos teus anos, - respondeu o marido.
Dias depois é o dia de aniversário da mulher e o marido chega a casa com um embrulho de presente. Apressada a mulher rasga o embrulho e encontra uma bela caixa vermelha.
Com as mãos a tremer abre-a e lá dentro encontra um livro com o titulo "O significado dos sonhos"



No avião, o piloto do avião fala:
- Agora olhem todos para baixo, vocês estão a ver a cidade de Iporanga, que tem 6.000 habitantes.

O passageiro vai até cabine do piloto e diz:
- Fiquei a saber que nesta cidade só tem prostituta e jogador de futebol.

O piloto visivelmente irritado diz:
- Minha mãe mora lá!

- Qual é o nome da sua mãe? – pergunta o passageiro.

Responde o piloto:
- Maria Josefina!

E diz o passageiro:
-  Ahh… dizem que ela joga muito!



Diz o chefe da repartição pública para a sua nova secretária particular:
- Espero que, nas minhas ausências esporádicas, a senhora não fique para aí de braços cruzados.

A funcionária:
- Ah, não senhor! Isto agora com os telemóveis nunca nos aborrecemos…



Um senhor tinha uma grande cárie e, um dia, decidiu ir ao dentista. Diz-lhe o dentista:
- Mas que grande buraco o senhor tem! Mas que grande buraco o senhor tem! Mas que grande buraco o senhor tem!

- Está bem, doutor, mas escusa de repetir isso tantas vezes! – diz o homem.

E responde o dentista:
- Eu não repeti! O que você ouviu foi o eco



Numa discussão entre homens e mulheres, diz um dos apoiantes masculinos:
- Fica a saber que os homens são melhores cozinheiros!

- Tenho as minhas dúvidas acerca disso! – responde prontamente uma das mulheres.

E diz o homem:
- Então vê lá que apenas com dois ovos, uma salsicha e um pouco de leite podem encher a barriga de uma mulher por nove meses…


14.10.21

CONVERSANDO

 

Bom dia amigos.

Com o final de Sinfonia da Memória, acabaram-se as postagens que tinha programadas e não tenho nada de novo, pois como todos sabem, os vários problemas de saúde, meus e do marido, e a netinha, não me deixam tempo nem capacidade para nada. De modo que a partir de hoje, e até que as coisas melhorem, ou deixo o Sexta em descanso, ou o vou mantendo com fotos, pensamentos, e vídeos que tenho nos meus arquivos

Peço-vos desculpa, mas além do problema dos olhos que muito me limita, depois de 42 dias voltou o problema da hipertensão, além de uma infeção urinária. Estou a fazer exames médicos este mês e no próximo tenho três consultas, no hospital do Barreiro e de Santa Maria. Uma delas a ver se me tiram os últimos pontos do olho, outra por causa da apneia e a outra para tentar descobrir o que me está a provocar estes picos de tensão.

Visitar-vos-ei sempre que possa.