23.12.08

BOM NATAL

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A TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM, DESEJO UM SANTO E FELIZ NATAL. COM MUITA SAÚDE, AMOR, E PAZ. PRENDINHAS, SE POSSÍVEL, SENÃO LEMBREM-SE, QUE MUITAS VEZES A MELHOR PRENDA SÃO VOCÊS MESMOS. VOU DEIXAR AQUI UMA RECEITA DE RABANADAS. MAS UMAS RABANADAS DIFERENTES, PARA AQUELES QUE GOSTAM DE RABANADAS DE VINHO BRANCO OU DO PORTO, E QUE NÃO AS COMEM POR CAUSA DO ALCOOL.
ESTA RECEITA, FOI-ME DADA POR UM NATUROPATA.
1 cacete
vinho branco ou do Porto,
açúcar
canela em pau
casca de limão
canela em pó
Põe-se ao lume o vinho necessário para as rabanadas, a casca do limão, a canela em pau, e um pouco de açúcar. Quando levantar fervura, reduz o calor ao minimo, e deixa ferver 15 minutos, para evaporar todo o alcool. Entretanto corta-se o cacete em fatias.
Mergulham-se as fatias na calda, e põem-se a escorrer. Depois envolvem-se em ovo batido e fritam-se em oleo bem quente. Envolve-se a canela em pó com um pouco de açúcar, e passam-se as fatias fritas por esta mistura.
E pronto, rabanadas feitas com o sabor do vinho, mas sem o alcool que tantas vezes faz mal em especial para as pessoas de idade.
BOM APETITE
Um obrigada especial à Aspásia que me enviou o vídeo.

17.12.08

A FESTA TRISTE


A festa triste...
Não, o Natal não é uma festa alegre,
é uma festa triste.

De repente
as crianças (logo as crianças!)
separam o mundo em duas metades
desiguais:
de um lado, a abastança, indiferente ou piedosa;
do outro, a necessidade, a mendigar seus restos
como há milênios faz...

As crianças (logo as crianças!)
Algumas com presentes, brinquedos, esperanças,
e as puras alegrias que o bom Velhinho
lhes traz do céu;
outras, sem terem nada, e mesmo tendo pais,
são "órfãos do Natal",
não tem Papai Noel...

Não. Neste mundo como está,
neste mundo profano
que a um olhar mais humanonão resiste),
o Natal pode ser uma festa,
quem contesta?)
mas é uma festa triste...


José G. de Araujo Jorge

15.12.08

INTERROGAÇÕES



Meu Menino Jesus
porque tu não vês
a minha tristeza?
Não quero Menino
que quando cresceres
Te vão a matar.
Quero fiques sempre
nas secas palhinhas
sem nunca sofrer.
Porquê, Menino Jesus
hão-de ser tão maus
os homens no mundo?
Porque Te mataram
e seguem matando
tantos homens bons?

Disse-me a mãezinha
que é a guerra...
Mas diz-me porquê
se fazem as guerras?
Se um dia eu for grande
não permitirei
que príncipe ou rei
só porque o é
me faça matar.

12.12.08

PARA MEDITAR

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AGORA QUE O ANO ESTÁ CHEGANDO AO FIM, E UM NOVO ANO SE ANUNCIA, DEIXO ESTE VÍDEO, COMO UM ALERTA A TODOS OS QUE AQUI PASSAM, pARA OUVIREM O VÍDEO, POR FAVOR DESLIGUEM A MÚSICA NO LADO DIREITO.

A TODOS, DEIXO UM ABRAÇO E VOTOS DE BOM DE SEMANA.

7.12.08

OS HOMENS


Folhas perdidas
que o vento levou
pra longe
e deixou...
esquecidas entre pinhais
sujas de lama
vencidas pela vida.

Pássaros feridos
assustados,
caídos...
Gritos mudos
mutilados
em gargantas amordaçadas.

Vendavais de emoções
engolidos
pelos tsunamis da vida.



AOS AMIGOS QUE POR AQUI PASSAM EU DESEJO UM EXCELENTE FERIADO.

3.12.08

MILAGRE NA CAPELINHA


É noite
Tão escura e tão fria,
essa noite.
Ruge o vento e a tempestade,
fustiga impiedosa,
as vidraças da capelinha,
da Virgem Senhora do Monte.

A chuva cai
E logo ensopa o caminhante.
Apressado entra na capelinha,
e ante a Virgem
ajoelha e reza.
Mas a meio da oração,
se revolta o infeliz.
E volta a odiar,
volta a querer matar.

E a Virgem olha silenciosa
o seu amado Filho,
que lhe entende o meigo olhar.
Não, ele não voltará a odiar,
não voltará a querer matar,
pensa Cristo piedoso.
E o vento ruge
e a tempestade
fustiga impiedosa,
as vidraças da capelinha,
da Virgem Senhora do Monte.

Lá dentro um homem reza;
estremecem-lhe os ombros
em convulsivo pranto,
e grita revoltado:
-Oh! maldita seja a guerra,
e os que vivem a fazê-la.

E então...
milagre na capelinha,
Jesus ergue a sua divina mão,
e o homem curva a cabeça,
trementes os lábios mudos,
brilhantes os olhos secos,
cheio o coração de infinita paz.


E o vento ruge
e a tempestade,
fustiga impiedosa,
as vidraças da capelinha...

28.11.08

PARA OS AMIGOS

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PARA TODOS OS AMIGOS QUE POR AQUI PASSAM, COM UM IMENSO AGRADECIMENTO POR TODO O CARINHO E PREOCUPAÇÃO COMIGO. NÃO ESTOU TOTALMENTE RECUPERADA MAS VOU A CAMINHO. GOSTAVA DE DEIXAR AQUI UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A QUEM ME ENVIOU O VIDEO.

A TODOS UM BOM FIM DE SEMANA

24.11.08

AMOR


Uma estrêla que brilha...
uma flor que desabrocha...
uma gaivota que vôa...
um bebé que chora...
A mais pequenina das coisas
pode em nós despertar
o sentimento do Amor.

22.11.08

LIÇÃO DE VIDA

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Porque às vezes desanimamos e nos parece que tudo é impossível, eis aqui alguém para nos dar uma lição de vida. E nos dizer que a nossa vontade pode ser maior que qualquer infortúnio.

Este vídeo chegou-me por email. Agradeço a quem mo enviou.

A todos desejo um óptimo fim de semana.

19.11.08

PEDRAS PARIDEIRAS

Pedra parideira. "Os olhos" que se vêem na pedra, são as marcas donde saltaram as novas pedras.



Aqui há anos, ouvi a Isabel Silvestre, essa linda voz de Manhouce falar de duas coisas que eu não conhecia. A Frecha da Mizarela, ou Mijarela como dizem na zona, e as pedras parideiras.
Confesso que fiquei curiosa e resolvi na primeira oportunidade ir ver esse fenómeno, pois pedras a parir pedras era coisa que não me cabia na cabeça. A oportunidade chegou este ano. E não a desperdicei.
Na serra de Freita, no lugar de Castanheira, a poucos kms da da Famosa Frecha, (uma queda de água de 70m de altura) mas defronte para ela ficam as tais pedras parideiras.
Fenómeno de granitização único no país e raríssimo no mundo inteiro.Datam de há mais de 280 milhões de anos, segundo a inscrição que lá está. Ao que se sabe, idêntico fenómeno só será conhecido numa região da Ucrânia, na Rússia.Trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de disco biconvexo, os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe - daí a denominação de "parideiras" As pedras pequenas parecem medalhões e parece que antigamente ficavam por lá. Depois os turistas começaram a levá-las de recordação, e os próprios aldeões de Castanheira, as recolhem para depois as oferecerem aos turistas a troco de dinheiro. Quem tiver curiosidade de saber mais , na internet há nuitas páginas sobre o assunto e até a explicação científica.


Texto e fotos minhas.

18.11.08

DIVÓRCIO

Foto da net
Ela caminhava pela praia naquele fim de tarde de olhos presos no mar, completamente perdida nas suas recordações. Foi num fim de tarde como este que conhecera Eduardo.As lembranças surgiam em catadupa. Ela caminhava pelo parque da cidade, olhando embevecida as crianças que brincavam no escorrega, fazendo grande algazarra. As flores, impregnavam o ar com um intenso mas agradável aroma. Rita, ia tão absorta, que não viu aquela raiz, na qual foi tropeçar, saindo projectada para ...os braços de Eduardo. Sim porque fora ele que por ali passava e a segurara, quando se apercebeu que ela ia cair. Rita sentiu o olhar intenso e trocista de Eduardo, e sentiu-se envergonhada, mas coisa esquisita, sentiu uma estranha sensação de felicidade. Agradeceu sentindo-se corar sob o olhar dele. Eduardo pelo contrário parecia divertido com a sua atrapalhação. E depois de algumas palavras que ela quase não escutou, combinaram encontrar-se no dia seguinte.Naquela noite, o sono tardou para Rita. Ela não conseguia esquecer o desconhecido do parque. E só nessa altura se deu conta que tinha esquecido de perguntar o seu nome.Que faria ele no parque? Passaria ali por um acaso, e a vida teria caprichado naquele tropeço, para que se conhecessem? E se assim era qual iria ser o seu papel?Era bonito ele, pensava Rita. E dava voltas na cama, ansiando pelo nascimento do dia.Pobre Rita. Se ela soubesse o quanto ia sofrer por aquele homem, teria sufocado a sua lembrança, e nunca teria voltado ao parque, para o encontro.No início Eduardo parecia ser o homem dos seus sonhos. E o que começou como uma amizade, não tardou em transformar-se num intenso amor. Rita vivia cada beijo, cada instante, sentindo-se a mulher mais feliz e mais amada da terra.
Casaram num dia de sol em pleno mês de Maio. Eduardo não quis casar na igreja, e isso foi uma pequena nuvem a ensombrar a felicidade de Rita, cuja fé lhe pedia a bênção no altar.Três dias durou a felicidade dela. Três dias como o Carnaval. Carnaval; estranha associação esta. Mas a verdade é que ao fim de três dias, Rita achou que o homem com quem casou, nunca deixara de ser um desconhecido, que usava uma máscara, pela qual ela se apaixonara. A sua vida nunca mais tivera paz desde esse dia.Mas Rita era uma mulher de coragem, e substituído o amor pela desilusão, decidiu pôr um ponto final no casamento.Daí que naquela tarde, passeasse junto ao mar, a sua falsa liberdade de mulher divorciada do homem, mas ainda presa às recordações.

16.11.08

LOUCURA

foto da net

Inclinada sobre um berço que não existe...
Contempla um bebé que não nasceu...
e chora...

Movem-se com ritmo as suas mãos
como se embalasse uma ilusão perdida.

Tem uma doce expressão nos olhos sem brilho
e as lágrimas correm pelo rosto enrugado.

E na sua loucura nem se lembra
que tem fome
e que na velha casa
não há nada pra comer.

É triste não ter em casa uma côdea de pão,
com que enganar a fome

que lhe atormenta o velho corpo cansado.

Inclinada sobre um berço que não existe...
Contempla um bebé que não nasceu...
e chora...




14.11.08

SE EU TIVESSE CORAGEM...



Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os homens que vivem algemados
aos dias sem pão, nem futuro.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os operários sem emprego,
engolindo dia a dia
os sonhos afogados no tempo
dum mísero subsídio.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
para os jovens, sem tempo nem idade
perdidos
nos tortuosos caminhos da droga.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
as minhas fantasias de criança,
a minha ansiedade de adulto,
a minha sede de carinho,
a minha dor sem dor tão sentida.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
a minha fome de justiça
os sonhos que não sonhei
a vida que não vivi
a cruz que sem fé carreguei.


Se eu tivesse coragem,
havia de cantar
contra aqueles que nos dão
"Magalhães"
em vez de pão
habitação
escolas
hospitais.


Ah!... Se eu tivesse coragem...
DESEJO A TODOS UM BOM FIM DE SEMANA

2.11.08

Dia de Finados

foto da net


Dia de Finados

Passam tristes em romagem piedosa
Levam nos ramos as mais belas flores
Veste-se a natureza de sombrias cores
Porque também ela está triste e chorosa.
Também vou nesta romagem atormentada
pois já morreram todos os amores
que eu tive. Hoje só restam as dores
sepultadas na minha alma amargurada


Curvada, ante mim própria sou a campa
A minha ilusão de viver era tanta
Que um dia a própria vida a matou.
Agora em cada dia de finados
Levo aos meus sonhos, mortos e chorados
pétalas de uma flor que já murchou.


A história do Paulo, continua amanhã.
Um abraço a todos, eu continuo a recuperar da cirurgia.

22.10.08

REGRESSO A CASA

A TODOS OS AMIGOS QUE POR AQUI PASSARAM , E ÁQUELES QUE EVENTUALMENTE VENHAM A PASSAR, AGRADEÇO O CARINHO E O APOIO QUE ME TEEM DEMONSTRADO E INFORMO QUE ESTOU DE REGRESSO A CASA. PEÇO DESCULPA PELA AUSÊNCIA DOS VOSSOS CANTINHOS QUE TANTO GOSTO DE VISITAR, MAS PARA A RECUPERAÇÃO PRECISO REPOUSO ABSOLUTO, E O PC NÃO É PORTÁTIL, LOGO NÃO PODE IR P'RÁ CAMA COMIGO. SEMPRE QU PUDER VENHO AQUI DEIXAR DUAS LINHAS. OS POSTS SAIRÃO NORMALMENTE DE 3 EM3 DIAS PORQUE JÁ ESTÃO FEITOS E PROGRAMADOS PARA ISSO.
UM GRANDE ABRAÇO, E UM OBRIGADA DE TODO O CORAÇÃO.

21.10.08

Cirurgia

A todos os amigos, conhecidos e visitantes deste cantinho, informo que a cirurgia da Elvira correu bem, graças a Deus.
Em breve ela voltará a este espaço para dar notícias.
Obrigada a todos.

14.9.08

BLOGAGEM COLECTIVA



Justiça para Flávia.


A história que muitos de vós conhecem é uma situação de injustiça gritante, que revolta qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade.

Flávia era uma menina linda, alegre e feliz como a maioria das crianças na sua idade. Um belo dia em que tomava banho na piscina os seus cabelos foram sugados pelo sistema de sucção da piscina, e desse acidente resultou a sua morte para uma vida normal, pois desde essa altura que está em coma vigil.

Desde essa data a mãe de Flávia D. Odele Sousa empreendeu na justiça uma luta que se tem revelado gigantesca, contra o

"CONDOMÍNIO JARDIM DA JURITI - Av.Juriti,541 - Moema - São Paulo, Substituiu - sem orientação técnica - o equipamento de sucção da piscina. O motor de potência de 0,50 cavalos foi substituído por outro de 1,50 cavalos com potência superior em 78% o que deixou o equipamento superdimensionado e fora dos padrões de segurança, conforme perícia técnica anexada aos autos do processo de Flavia.

JACUZZI DO BRASIL – fabricante que vendeu o ralo sem orientação técnica quanto à correta relação de proporção entre o equipamento de sucção e o tamanho da piscina onde foi instalado..

AGF BRASIL SEGUROS. – Seguradora do Condomínio.
Não pagou, quando por mim solicitada, o seguro de responsabilidade civil existente no condomínio, vindo a fazê-lo 1 ano e 11 meses após, mediante ordem judicial mas sem juros nem correção monetária"

A luta desta mãe-coragem na Justiça, pela condenação destas empresas, tem dois objectivos. Receber a indemnização que não pagando a vida da Flávia, pode ajudar a dar-lhe uma existência , com a melhor qualidade adequada ao estado da filha, e todos sabemos que é muito difícil e caro tratar de um doente como é Flávia, mas também fazer com que as empresas sejam mais responsáveis , para que não aconteçam outros casos como o de sua filha.


Nota, o texto entre aspas, é de autoria de D. Odele.

3.9.08

PARABÉNS PARA MIM




Flores que eu gosto e como dizem no anúncio eu mereço. Para os amigos aí está o bolinho da ordem. Muito obrigada por estarem comigo neste dia. Do coração

21.8.08

PARABÉNS CAMPEÃO



Nelson Évora festejando a vitória


O recordista nacional do triplo salto, Nelson Évora, 24 anos de idade, conquistou a medalha de ouro na final disputada em Pequim, com a marca de 17,67m, a sua melhor marca do ano, conseguida ao quarto ensaio. É a primeira medalha de ouro para Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, a primeira numa disciplina técnica do atletismo e a quarta conquistada em Jogos Olímpicos da Era Moderna, depois dos triunfos de Carlos Lopes (maratona, Los Angeles 1984), Rosa Mota (maratona, Seul 1988) e de Fernanda Ribeiro (10.000m, Atlanta 1996) .
Nelson Évora, atleta do Benfica nascido na Costa Do Marfim, dedicou esta medalha a todos os portugueses e à sua família, em especial ao pai, que recupera de um problema de saúde.
"Ainda não posso acreditar que ganhei esta competição. Tudo foi tão rápido. Foi um sonho para mim, mas vou persistir nos meus esforços para alcançar melhores resultados no futuro. Acho que o conseguirei fazer", disse Évora, em conferência de imprensa
Para o mais recente campeão olímpico os nossos parabéns e o nosso obrigada.

Texto elaborado a partir da net.

PARABÉNS A VOCÊ



Para uma pessoa muito especial que hoje está aniversariando, todo o nosso amor, e os votos de que este ano que hoje começa, seja o mais feliz da sua vida. Muitas Felicidades M.


Aproveito para desejar um dia muito feliz a uma amiga, que também está aniversariando hoje.
Parabéns Fi.

16.8.08

OBRIGADA AMOR




OBRIGADA AMOR


Pelos teus
silêncios,
pelos teus
beijos,
Pelo teu
sorriso,
pelo teu
olhar.
Pelas noites
que
adormeci
nos teus braços.
Pelas lágrimas
que
com teus lábios
me secaste.

Obrigada amor


Por seres
o farol
das minhas
noites
de loucura.
O raio de sol
dos
meus dias
sombrios.
O porto seguro
onde
ancorei
os meus sonhos
prestes
a naufragar

11.8.08

POEMA



Para ti irmão
escrevo
este pobre poema.

Para te falar da angústia
que enche
de fantasmagóricas figuras
as paredes do meu quarto.

Para te falar
das horas que não chegam
perdidas
no escuro labirinto
do meu espírito.

Para te falar
da desilusão
que
qual barco veloz
navega
neste imenso mar
adormecido
que é a minha vida.


Foto retirada da net.


Continuo em recuperação. E continuo a agradecer o vosso carinho.
Uma boa semana para quem está a trabalhar e boas férias para quem vai ou está de férias.

28.7.08

TUDO A CORRER BEM...





AOS AMIGOS QUE CONTINUAM A PASSAR POR AQUI. FUI HOJE AO HOSPITAL, MUDAR OS PENSOS, E FUI INFORMADA QUE O PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO ESTÁ A DECORRER BEM, PELO QUE ME MANDARAM VOLTAR QUARTA-FEIRA, PARA RETIRAR OS PONTOS. SE TUDO CONTINUAR COMO ATÉ AQUI, DENTRO EM POUCO ESTOU DE VOLTA. ENTRETANTO AGRADEÇO O ENORME CARINHO QUE ME TÊEM DISPENSADO. DEUS VOS ABENÇOE.
UM ABRAÇO

23.7.08

INFORMAÇÃO II




DUAS PALAVRAS APENAS PARA INFORMAR QUE JÁ ESTOU EM CASA, MAS NÃO POSSO AINDA FICAR POR AQUI PORQUE NÃO POSSO ESTAR SENTADA, E O PC NÃO É PORTÁTIL.
UM IMENSO OBRIGADA PELO VOSSO CARINHO, MAILS E TELEFONEMAS.
UM GRANDE ABRAÇO DE AMIZADE A TODOS

22.7.08

A todos os amigos da Elvira e aos visitantes deste seu cantinho, informo que ela já fez hoje a cirurgia.
Graças a Deus, tudo correu bem.
Agora, há que esperar que o tempo faça o resto...
Obrigada a todos.

12.7.08

INFORMAÇÃO

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Para todos os amigos que por aqui passem, informo que estarei ausente durante algum tempo. Espero que não seja muito, gosto do vosso convivio, e vou sentir a vossa falta. Mas a saúde por vezes não nos deixa fazer o que queremos.

Obrigada pela vossa compreensão.

Até breve (espero)

5.7.08

CAMPANHA MOÇAMBICANA

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Recebi este vídeo por mail. Porque me pareceu um bom exemplo de uma campanha de informação, e os bons exemplos devem ser conhecidos, aqui está o vídeo para todos os que por aqui passam.

Tenham uma boa semana.

30.6.08

PARA MEDITAR

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A todos os que passam por esta casa, o meu obrigada, e o meu pedido de desculpas por não os visitar com a minha antiga assiduidade. Fica a promessa de que sempre que tenha um pouco de tempo os visitarei.

28.6.08

PARABÉNS MEU FILHO



Hoje dia 28 de Junho festejas 28 anos. Parabéns filho. Que Deus te dê muitos anos de vida, muito amor, muita saúde, muita paz, muita alegria, e se possível algum dinheirito para festejares as outras coisas todas. Não sei se sabes, mas tens por nome Pedro, por teres nascido na noite de S. Pedro. E então deixo-te aqui a história do teu Santo protector.



PEDRO O PRINCIPE DOS APÓSTOLOS


Discípulo de Jesus nascido em Betsaida, Galiléia, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa. As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19). Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. Após a Ascensão, presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antióquia e Síria, as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos, que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem do imperador, no mesmo ano de Paulo e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores.

S. PAULO

Paulo, que tinha como nome antes da conversão, Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes Mestres da Lei da época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o Batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.

Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".

Embora ninguém fale nele, S. Paulo é festejado pela Igreja no mesmo dia de S. Pedro, por serem considerados os dois maiores pilares da fundação da Igreja Cristã. A sua celebração a 29 de Junho foi mais uma vez uma manobra da igreja para substituir as festas pagãs dos Romanos em honra de Rómulo e Remo.
Com S. Pedro encerram as festas dos Santos populares que todos os anos nos chegam no mês de Junho

22.6.08

PENSEM NISTO...

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Nesta época de Verão, de calor, sol, praia, férias, amores que começam, ou simplesmente o temperar do corpo numa aventura agradável. Nesta época mais do que nunca, é preciso estar alerta e ser consciente. Não adianta pensar que certas coisas só acontecem aos outros. Lembrem-se, amar é bom, o sexo é o tempero do corpo e do próprio amor. Pode ser vida. Não deixe que seja SIDA.


A todos os que passam por esta casa, desejo que tenham um dia muito feliz.
Bom Domingo

20.6.08

PARABÉNS ; MEUS IRMÃOS...



Parabéns Mana. Que tenhas um dia muito feliz. E que o festejes durante muitos anos.



Parabéns Mano. Que tenhas um dia muito feliz. E que o festejes durante muitos anos.


E agora vamos lá a apagar as velinhas e a destribuir o bolinho...


16.6.08

SANTO ANDRÉ




Começaram no passado Sábado as festas em honra de S. André, o padroeiro desta freguesia, do concelho do Barreiro. Quem por aqui passa, logo dá por isso pois o arraial está no largo, junto Á E.S.S.A, na estrada principal.
Não vou falar do programa das festas, mas do Santo que nela se festeja.

Santo André o pescador de homens.


Pescador em Cafarnaum, foi o primeiro a receber de Cristo o título de Pescador de Homens e tornou-se o primeiro a recrutar novos discípulos para o Mestre. Filho de Jonas tornou-se discípulo do João Batista, cujo testemunho o levou juntamente com João Evangelista a seguirem Jesus e convencer seu irmão mais velho, Simão Pedro a seguí-los. Desde aquele momento os dois irmãos tornaram-se discípulos de Cristo e deixaram tudo para seguir a Jesus.

Segundo as Escrituras esteve sempre próximo ao Cristo durante sua vida pública. Estava presente na Última Ceia, viu o Senhor Ressuscitado, testemunhou a Ascensão, recebeu graças e dons no primeiro Pentecostes e ajudou, entre grandes ameaças e perseguições, a estabelecer a Fé na Palestina, passando provavelmente por Cítia, Épiro, Acaia e Hélade. Para Nicéforo ele pregou na Capadócia, Galácia e Bitínia, e esteve em Bizâncio, onde determinou a fundação da Igreja local e apontou São Eustáquio como primeiro bispo.
Finalmente esteve na Trácia, Macedônia, Tessália e Acaia. Na Grécia, segundo a tradição foi crucificado em Patros da Acaia, cidade na qual havia sido eleito bispo, durante o reinado de Trajano, por ordem do procônsul romano Egéias. Atado, não pregado, a uma cruz em forma de X, que ficou conhecida como a cruz de Santo André, ainda que a evidência disso não seja anterior ao século catorze. Suas relíquias foram transferidas de Patros para Constantinopla (356) e depositadas na igreja dos Apóstolos (357), tornando-se padroeiro desta cidade.
Quando Constantinopla foi tomada pelos franceses no início do século treze, o Cardeal Pedro de Cápua trouxe as relíquias à Itália e as colocou na catedral de Amalfi. Anos mais tarde, seus restos mortais foram levados para Escócia, mas o navio que os transportava naufragou em uma baía que assim foi denominado a Baía de Santo André. É honrado como padroeiro da Rússia e Escócia e no calendário católico é comemorado no dia 30 de novembro, data de seu martírio.


A vila de Santo André



A actual Freguesia de Santo André, no Concelho do Barreiro, tem origens históricas que remontam ao lugar da Telha, referenciado em documentos do séc. XVI do mosteiro de São Vicente de Fora.

No séc. XIV e XV, o lugar da Telha constituía uma zona predominantemente rural, tendo sido objecto de emprazamentos feitos pelo convento da Graça de Lisboa a diversos foreiros.

Nos finais do séc. XV começa a surgir um agregado populacional, que se desenvolve no século seguinte, acompanhado do seu respectivo aumento demográfico.

Caldeira, no séc. XIX veio constituir novo factor de desenvolvimento populacional da Telha. A acessibilidade fluvial da zona foi determinante para a instalação desta unidade industrial.

O pólo de desenvolvimento emergente do Estaleiro Naval alastra a toda a zona ribeirinha do actual Concelho do Barreiro dando origem à fixação de profissionais ligados à construção Naval nas suas diversas artes.

Aqui se constituíram as Naus que demandaram até às Canárias na descoberta do caminho marítimo para a Índia, que foram baptizadas na Igreja de santo André, na Telha.

No séc. XIX o estaleiro é desactivado, o que leva a um decréscimo da população. Nesta época, a Igreja de Santo André é referenciada como importante ponto de deslocação de peregrinos, o que não pode ser desligado da construção de um Hospital, por iniciativa de um dos párocos, mantendo a zona da actual Freguesia as suas características rurais predominantemente ligadas à produção vinícola.

Ainda à poucos anos se produzia na Quinta das Canas “Telha” os bons vinhos desta conceituada marca.

A instalação de uma fábrica de pólvora na Quinta do “Himalaia” Caldeira, no séc. XIX veio constituir novo factor de desenvolvimento populacional da Telha. A acessibilidade fluvial da zona foi determinante para a instalação desta unidade industrial.

No mesmo séc. Foi instalada na Azinheira “Velha “ uma importante indústria de seca do bacalhau, integrada na Parceria Geral de Pescarias, de Bensaude & Cª. Com sede em Lisboa.

No início do séc. XX o fluxo da população nomeadamente oriundas do Alentejo e do Norte, procurando trabalho nas unidades industriais que se começam a implantar no Concelho do Barreiro, faz surgir novos agregados populacionais ao redor das antigas Quintas, cujas denominações ainda hoje estão sedimentadas na consciência colectiva (Quinta da Lomba, Quinta das Canas, Quinta dos Arcos).

O desenvolvimento demográfico da zona da Telha atinge a partir dos finais da década de 50, características próprias de um núcleo populacional com características autónomas que vieram determinar em 25 de Outubro de 1973 a recriação da Freguesia de Santo André cujos limites vieram a ser alterados em 1985, com a criação de novas Freguesias.

- A Freguesia de Santo André foi elevada a Vila em 21 de Junho de 1995.

Fontes: portal da Junta de freguesia, e Igreja Católica.

13.6.08

SEXTA-FEIRA 13

Valha-nos Santo António que hoje é Sexta-feira 13.

Uma Sexta-Feira 13 ou seja, uma Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada popularmente como um dia de azar.
Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra versão para esta superstição está no facto de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira treze, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por execução na cruz e Judas provavelmente por suicídio.

A outra lenda é da mitologia nórdica. No valha, a morada dos deuses, houve um banquete para o qual foram convidados doze divindades. Loki o espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga em que morreu o favorito dos deuses. Este episódio serviu para consolidar o relato bíblico da última ceia, onde havia treze à mesa, às vésperas da morte de Cristo. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Uma Lenda diz que na Escandinava existia uma deusa do amor e da beleza chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para vingar-se, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demônio - totalizando treze - para rogar pragas sobre os humanos. Da Escandinava a superstição se espalhou pela Europa.
Seja como fôr, muitos continuam hoje em dia a temer a Sexta-feira 13. Aqui há uns anos atrás este dia era temido também por um virús que atacava os computadores, chamado precisamente o Virus Sexta-feira 13. Era um virus que na maior parte das vezes destruia o HD. Alguns devem lembrar-se de ouvir dizer que não se devia abrir o pc nesse dia.
Em 2008 o dia 13 apenas cai numa Sexta-feira, no mês de Junho. E 13 de Junho é dia de Santo António. Daí que com a protecção do Santo, nada há a temer.

Texto elaborado a partir da WIKIPÉDIA

Bom feriado para os que têm a SORTE de morar em Lisboa

1.6.08

DIA DA CRIANÇA

Estive para não referenciar o dia de hoje. Quando postei o vídeo tinha decidido que não ia falar do dia mundial da criança.
Por regra sou contra os dias de...
Nunca devia haver um dia da criança, porque num mundo de verdade, todos os dias deveriam ser das crianças. Afinal elas serão os trabalhadores,os cientistas e os governantes do futuro. Porém milhões de crianças em todo o mundo, nunca serão futuro, porque perderão a luta pela sobrevivência. Porque morrem de fome, porque são vitimas inocentes em guerras inglórias, que só servem para enriquecer os fabricantes de armamentos. Para essas crianças não há sequer um dia no ano em que sejam crianças de verdade com tudo a que as nossas crianças estão habituadas. E enquanto olhava as crianças correndo em alegre algazarra veio-me á ideia uma imagem que mostro a seguir.

30.5.08

BOM FIM DE SEMANA

video


A TODOS OS AMIGOS QUE POR AQUI PASSEM, EU DESEJO UM BOM FIM DE SEMANA, COM MUITO SOL, MUITA SAÚDE, MUITA AMIZADE, E TUDO O MAIS QUE DESEJAREM.
UM ABRAÇO A TODOS.

PARA VEREM O VÍDEO, POR FAVOR DESLIGUEM A MÚSICA DA BARRA LATERAL

27.5.08

POEMA


(Foto da net)

Anda amigo
dá-me a tua mão
e, vem comigo.

Vamos juntos
mostrar ao mundo
onde está
a tolerância
a caridade
o amor
a fraternidade
e a igualdade
de sexos e raças
de credos
de povos diferentes.

Se eu morrer, nesta missão
ouve-me bem, meu irmão
vai por ruas e vielas
bate a portas e janelas
pelos cinco continentes...
Diz a todos com amor
que há um mundo melhor
no peito de muita gente.

Anda!
sem medo.
Eleva a tua voz
grita bem alto ao mundo
árvores secas hão-de florir
corpos nus se hão-de vestir
e nunca mais seremos
mortos-vivos
adormecidos
no silêncio
do desespero.

elvira

A todos os amigos desejo um óptima semana, e obrigada pelas vossas visitas e pela vossa amizade, numa altura em que quase não tenho tempo para os visitar.
UM ABRAÇO DE AMIZADE E AGRADECIMENTO

22.5.08

A TODOS OS AMIGOS

video


A TODOS OS QUE ME VISITAM, DESEJO, UM BOM FERIADO, UMA BOA PONTE, UM EXCELENTE FIM DE SEMANA. UMA SUGESTÃO: BONS PASSEIOS A PÉ. FAZEM BEM AO CORAÇÃO E ECONOMIZAM NA GASOLINA.
UM OBRIGADA ESPECIAL À MINHA AMIGA MAR; QUE ME ENVIOU ESTE FILME.

20.5.08

RECORDAÇÕES


Quantas vezes
saltámos á corda
no pátio da escola.
Quantas vezes
bailámos em roda.
Quantas vezes
brincámos
de esconde-esconde
no pátio da escola.

Ah! quem pudesse
nesses tempos
distinguir o sonho
da realidade
do futuro.
Das recordações
quem nos vai livrar?

Que ninguém ouse
despertar-me
quando o sonho
me enche a mente desperta.

elvira

18.5.08

PARABÉNS SPORTING

Parabéns ao Sporting Clube de Portugal pela conquista da taça de Portugal. E parabéns ao Paulo Bento pela conquista de mais um troféu. Notável o percurso do Sporting, na Taça. Penso que o Futebol Clube do Porto, não deu a réplica que poderia e deveria dar, mas também é sabido que uma equipa joga o que a outra lhe permite. Um dos amigos que me visitou, dizia-me: - "Que ganhe o melhor" Pois ganhou o melhor, e quando assim é o desporto está de parabéns.


E PORQUE HOJE É DOMINGO

video


Amigos, peço desculpa pela minha ausência dos vossos cantinhos que tanto gostava de visitar. Infelizmente o dia precisaria ter muito mais que 24 horas, para que eu tivesse tempo suficiente para vos dar a atenção que merecem. Peço a Deus que me ajude para que em breve tudo possa voltar ao normal.
A TODOS DESEJO UM EXCELENTE DOMINGO.

11.5.08

PORQUE HOJE É DOMINGO

video


A TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM, UM EXCELENTE DOMINGO. ÀS MINHAS AMIGAS DO BRASIL, ALEMANHA, E DE OUTROS PAÍSES, ONDE HOJE SE FESTEJA O DIA DA MÃE; DESEJO UM DIA MUITO ESPECIAL E MUITO FELIZ. PARA TODOS OS OUTROS; BOM DOMINGO

6.5.08

DESILUSÃO

Quando eu tinha vinte anos
queria construir,
um mundo melhor
com as minhas próprias mãos.

Queria acabar com a miséria
abraçar a Felicidade.

Queria acabar com a guerra
e abraçar a Paz.

Queria estrangular a hipócrisia
e abraçar a Verdade.

Quando eu tinha vinte anos
tinha o futuro cheio de sonhos
e de projectos.

Agora que tenho sessenta
tenho as mãos estragadas
de tanta luta inglória.
Tenho os ombros curvados
do peso das desilusões.
Os olhos sem brilho
de tanta lágrima derramada.
O futuro cheio de pesadelos
e interrogações.

E o mundo continua a girar
Cheio de fome
guerras
drogas
hipócrisia.
...E infeliz...

elvira carvalho

Amigos, aqui ao lado está o selo do Sexta, para comemorar o 1º aniversário. Ao Oscar, devo esta gentileza - obrigada Oscar -. Quem quiser levá-lo esteja à vontade.

4.5.08

DIA 4 DE MAIO - DIA DA MÃE



ROSAS VERMELHAS
Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.

E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.

Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos. Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos.

E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável. Nem mesmo a morte da minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia-a-dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.

E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:

- Mãe!

E logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura.

Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:

- Mãe!E logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas. E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.

Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficara essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficara a ternura? Onde ficara a minha vida?

Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia – como direi? – acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?). Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse, como se fosse a voz longínqua do meu povo:

- Coragem!Eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça (onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).

E era terrível essa manhã sem manhã, essa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:

- Bom dia!era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete passos de comprimento por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo.

Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias dum homem que podia responder:

- Bom dia!de cabeça erguida era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia 12 a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.

Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade. Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:

- Bom dia!,mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.

É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?

Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do País. E se eles viessem de repente, a meio da noite, e eu chamasse:

- Mãe!A voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?

Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeia, isto é, de certo modo, eu estava no meu posto.

No dia 12 não acordei com o beijo de minha mãe.Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez – quem sabe? -, às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro abriu a porta e entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do sobrescrito violado, a pétala vermelha, duma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.

Manuel Alegre "A praça da canção"

Este é um dos mais belos textos que conheço, para este dia. Espero que tenham gostado. Bom domingo para todos, especialmente para AS MÃES QUE ME VISITAM.

29.4.08

ATÉ SEMPRE; HUGO

"Poema do amigo morto

Quem morreu, não foi ele
.Foram as coisas, que deixaram
de ser vistas pelos seus olhos.
Quem morreu, não foi ele.
Foram os objetos que a sua
mão deixou de tocar...
(...)
Não foi o sangue que lhe parou
de fluir, nas veias:
foi, antes, o vinho que ficou imóvel,
na garrrafa.
Não é ele o defunto, é o mundo
que morreu nos seus cinco sentidos.
É o sol,o grande sol pendido
que ainda lhe ilumina o rosto.
É a rosa,
a rosa quente que já esfria,
no corpo onde, a todo momento,
abria e fechava a corola...

Cassiano Ricardo)

25.4.08

AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU





Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.


Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram

das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

José Carlos Ary dos Santos

A todos os amigos presentes na festa de aniversário do Sexta, eu quero dizer um imenso Obrigada. Aos que não puderam participar, podem sempre deitar um olhinho ao post do dia 24 de Abril.