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21.3.15

ESTOU CANSADA - 21 de MARÇO - DIA MUNDIAL DE POESIA



ESTOU CANSADA

Estou cansada
Das crianças que não sabem rir
Porque a fome  
Qual chibata
Vergasta sem piedade
Os seus frágeis corpos

Em construção


Estou cansada
Dos jovens sem emprego,
Nem esperança
Que partem todos os dias
Procurando o futuro
Num qualquer recanto longínquo.


Estou cansada
De tanta mulher, maltratada
Espancada
Morta,
Rosas arrancadas ao jardim da vida

Por jardineiros cruéis


Que um dia juraram amá-las.




Estou cansada
 Dos homens que não fazem amor
Os corpos demasiado cansados
A alma sepultada no medo
De naufragarem no mar 
Do desemprego.




Estou cansada
De tantos idosos esquecidos
 Abandonados
Aos dias, quase sem comida
Que sobram
Às suas magras pensões.


Estou cansada

De tanta incompetência
De tantos impostos,
De tanta mentira,

De tanta corrupção.
Estou cansada, dos ideais esquecidos
Condenados sem nenhum recurso
Nas mentes abarrotadas de ambição
Dos líderes políticos.

 Elvira Carvalho





12.3.15

AS JÓIAS DA CARREIRA DA ÍNDIA

As aulas do segundo período estão a acabar e integrada no estudo do Auto da Índia, de Gil Vicente,  fomos ao Museu do Oriente ver a exposição denominada, As jóias da carreira da Índia. Não as jóias da Índia porque apesar poucos são os exemplares em jóia que chegaram aos nossos dias. Porquê? Porque o nosso gosto ocidental, não se enquadrava no  oriental, demasiado exuberante e pesado. Daí que as jóias chegavam a Portugal e eram entregues a famosos ourives que as desmontavam, derretiam o ouro e faziam novas jóias segundo a moda ocidental, que como sabem está sempre em mudança, o que faz com que muitas vezes a mesma jóia, fosse várias vezes desmontada e refeita, conforme ia passando de mães para filhas. De qualquer modo existem alguns colares originais, e muitas outras peças de ourivesaria da época, numa exposição muito interessante que vale a pena ver. E agora algumas fotos, que não são de grande qualidade, porque "o meu sabonete" como lhe chama o meu professor, não dá para mais. Cliquem nas imagens para verem melhor.


 Estas jóias colocadas numa vitrina de vidro com espelho por baixo, permitem a quem visita a exposição observar duas peças diferentes, A que os nossos olhos vêm em primeiro plano e a que é reflectida no espelho. Isto acontece porque a joalharia oriental não tinha direito nem avesso de tal modo era trabalhada que permitia na prática que cada peça fosse usada de indiferentemente de um lado ou de outro que embora diferentes eram ambos lindos e tudo se resumia à melhor escolha para o gosto ou ocasião. 





Estas duas peças eram chamadas de afogadores , (ou afagadores) e embora muito bonitas eram consideradas jóias pornográficas e eram usadas pelas cortesãs. Isto porque o olhar de um homem era atraído pela beleza da peça e depois os três pingentes  indicavam a direcção dos sítios íntimos da mulher. Por gostarem das peças, mas não se atreverem a usá-las, alguns nobres encomendaram peças com Jesus no centro, transformando-as assim em jóias castas, que as suas esposas poderiam usar sem problema, porque nenhum homem se atreveria a ter maus pensamentos na presença de Jesus. Essas são as que escaparam de serem derretidas e chegaram aos nossos dias como estas duas. 





Quem quiser ver todas as outras peças, que eu fotografei, pode fazê-lo Aqui  Quem viver em Lisboa, 
o melhor mesmo é ir até lá. 

8.3.15

8 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER



Para todas as MULHERES, amigas ou não, conhecidas ou desconhecidas, neste dia que se convencionou ser da MULHER, (como se não o fossemos todos os dias) e que devia ser jornada de luta, pela igualdade de direitos, e está convertido quase só, a almoços ou jantares de mulheres. Ofereço-vos este ramo de rosas virtuais, já que nenhuma flor simboliza tanto a mulher como a rosa. A vida da mulher é assim. Primeiro, o botão, depois ele desabrocha numa flor que a todos encanta, passado algum tempo perde o brilho e começa a morrer. Do princípio ao fim o pé da rosa, está sempre cravado de espinhos. Como a nossa vida.
Posto isto desejo-vos um bom dia, não só hoje, mas todos os dias da vossa vida.