- Deixa-me pelo menos levar-te a casa. Precisas de um chá ou talvez uma bebida mais forte. Toma, enxuga o rosto, - disse estendendo-lhe um lenço. De seguida pôs o carro a trabalhar e conduziu direto à casa dela. Estacionou junto à porta, e apressou-se a dar a volta ao carro para a ajudar a sair.
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14.3.22
ARMADILHAS DO DESTINO- PARTE XXIV
- Deixa-me pelo menos levar-te a casa. Precisas de um chá ou talvez uma bebida mais forte. Toma, enxuga o rosto, - disse estendendo-lhe um lenço. De seguida pôs o carro a trabalhar e conduziu direto à casa dela. Estacionou junto à porta, e apressou-se a dar a volta ao carro para a ajudar a sair.
31.5.21
COMEÇAR DE NOVO PARTE XIII
Na sexta-feira de semana anterior à Semana Santa, Matilde
acordou maldisposta e a queixar-se da barriga. Como pertencia aos escuteiros e
estivera três dias acampada com o grupo, inicialmente a mãe pensou que a má
disposição fosse efeito de qualquer coisa que teria comido no acampamento. Foi
fazer um chá e telefonou á Rita avisando que iria mais tarde, logo que a filha
se sentisse melhor. Todavia quando regressou com o chá encontrou-a a tiritar de
frio, e quando lhe mediu a temperatura verificou que estava com trinta e nove
graus de febre. Deu-lhe um comprimido antipirético, aconchegou-lhe a roupa e
disse-lhe para dormir um pouco mais.
Uma hora depois, ouviu-a gemer. Foi ao quarto e encontrou-a
toda encolhida com as mãos na barriga e a chorar. Voltou a medir a temperatura
e estava com quase quarenta graus. Assustada ajudou-a a vestir-se e a sair de
casa até ao carro, saindo para o hospital no limite da velocidade.
Foi atendida por uma médica que depois de um breve exame, perguntou
há quanto tempo ela tinha dores de barriga, ao que Matilde respondeu que tinha
começado no último dia de aulas, mas não se queixara com receio de que a mãe
não a deixasse ir acampar.
- É grave doutora? – perguntou Helena.
- Parece—me uma apendicite. Vai fazer umas análises e uma
ecografia, depois será observada pelo cirurgião, e dependendo da gravidade da
situação poderá ter que ser operada de urgência, pois como deve saber um
apêndice infetado é muito perigoso. Mas não se preocupe. Ultimamente estamos a
operar por laparoscopia, não tem perigo e recupera rapidamente. Mas o principal
agora é fazer os exames que eu pedi. Vou pedir a um maqueiro que a leve, ela
não pode ir a caminhar. Assim que chegarem os resultados, consoante a gravidade
da situação um colega lhe dirá se terá de ser ou não submetida a uma cirurgia
de urgência.
- Não será a doutora?
-O meu turno está prestes a terminar, os resultados levam
algum tempo a chegar. Mas fique descansada. Qualquer dos médicos da equipa é
tão ou mais competente que eu.
- E posso acompanhá-la, até fazer os exames? – perguntou Helena
preocupada.
-Claro que sim, mãe. E não esteja tão aflita por favor. De
todos os problemas que a Matilde poderia ter, apendicite é dos mais simples.
Entretanto chegou o maqueiro, a enfermeira passou a menina
da marquesa onde se encontrava deitada para a maca e os três dirigiram-se ao
laboratório.
Enquanto percorriam os enormes corredores que ligavam as
urgências ao laboratório, Matilde não parou de gemer e de apertar a mão da mãe.
A parte racional de Helena, repetia-lhe o que a médica dissera sobre a
apendicite, mas os olhos viam o sofrimento da filha e o seu coração de mãe, estava
num grande desassossego.
Quase três horas mais tarde, Matilde estava na maca, com a
mãe a seu lado, separada de outros doentes por cortinas de poliéster, no espaço,
fora dos gabinetes de atendimento médico. Esperavam o resultado dos exames
quando um médico se lhes dirigiu, e fez algumas perguntas. Ao vê-lo, Helena
quase ficava em choque, pois o médico em causa era Gonçalo Bacelar. Fazendo um
esforço sobre-humano, conseguiu olhá-lo e questionar o estado de saúde da
filha. Ele voltou-se e encarou-a. Tinha
uma expressão estranha, e Helena teve a certeza de que ele a teria reconhecido,
embora não o desse a entender.
- A Matilde está com uma apendicite aguda, vai ser operada
de urgência, a enfermeira Ilda vai prepará-la para a cirurgia e levá-la para o
bloco operatório, onde uma equipa médica já está à espera dela.
E voltando—se para a menina, disse:
- Vai correr tudo bem, não te preocupes, nem fiques com
medo. Dormes um bocadinho e quando acordares já passou, vais ver que não custa
nada. E tu tens cara de ser uma menina corajosa.
Virou costas e afastou-se depois de deixar em cima da maca
a papeleta com o nome e os resultados dos exames.
A enfermeira começou então a empurrar a maca dizendo:
-Venha comigo, mãe. Vou prepará-la para ir para o bloco e terá
que guardar as roupas dela.
27.1.21
SONHO AO LUAR - PARTE IX
24.4.20
À MÉDIA LUZ - PARTE X
-Bom, Sandra, deves estar muito cansada. Faz um chá e tenta dormir. Preciso pensar seriamente em tudo o que aconteceu hoje. Se não for antes, na segunda-feira, conversamos.
Por outro lado, ter sido descoberta era como se lhe tivessem tirado um peso de cima. Não ter que fingir ser outra pessoa, não viver sempre no medo de ser apanhada, dava-lhe uma sensação de liberdade e bem-estar, que só não era total, pela preocupação constante com o pai.
3.2.20
OS SONHOS DO GIL GASPAR - PARTE XXXIV
O doutor Fonseca voltou meia hora depois com a medicação. Um anti-inflamatório para fazer de oito em oito horas, um anti alérgico, para fazer uma vez à noite e um antitússico, já que o doente apresentava um princípio de tosse seca, irritativa. Também uma embalagem de Paracetamol, para lhe dar no intervalo do anti-inflamatório.
Luísa acendeu a luz do alpendre e foi à horta apanhar umas folhas de erva-príncipe. Foi para a cozinha e pôs uma cafeteira com água ao lume para fazer o chá. Cortou duas rodelas de gengibre para misturar à erva-príncipe, pois em tempos lera num livro que a mistura daqueles dois ingredientes era ótima pois que um era analgésico e anti bacteriano e o outro termogénico e relaxante. Além disso, ela fizera aquela mistura quando o irmão tivera gripe e constatara os seus efeitos benéficos.
Amigos o meu pc está doente. Vai hoje para o hospital. Tenho posts programados para os próximos dez dias. Vamos ver se a cura não é demorada, porque trabalhar com o Smartphone para mim não dá.
27.1.20
OS SONHOS DE GIL GASPAR - PARTE XXXI
28.10.18
ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE XLII
Antes de ir para casa, passou pelo hospital. O quadro clínico de Tiago evoluía favoravelmente, embora continuasse inconsciente. Continuava na UTI por precaução até fazer as vinte e quatro horas e só depois se não houvesse agravamento passaria para um quarto.
19.10.18
ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE XXXIII
Não queria separar-se das crianças a quem ganhara amor. Não ia abandoná-las, agora quando tinham aprendido a amá-la. Tinha a certeza de que elas nem se lembravam se algum dia tinham tido outra mãe que não ela. Também não acreditava, que Ricardo pusesse um ponto final no contrato, pois ele anteporia a felicidade dos filhos, aos seus desejos. Mas era evidente que ele queria transformar aquele casamento, num casamento real.
A atração sexual entre os dois era muito intensa. Ainda assim ela não estava disposta a ceder. Não sem amor.
17.3.18
A TRAIÇÃO - PARTE XXV
Duas horas mais tarde, Odete vestindo um conjunto de seda azul celeste, composto por calças e top, desceu do quarto de hóspedes, que ocupava desde que voltara na véspera, e encontrou o marido na cozinha, comendo uma sandes de presunto e bebendo cerveja.
10.10.17
A RODA DO DESTINO - PARTE XXIII
E telefonou. Anete contou-lhe que as suas suspeitas estavam certas. Os pais tinham-lhe contado toda a história. E convidavam-no para almoçar com eles. Mas Salvador rejeitou o convite, reforçando o que já lhe dissera, quando a deixara à porta. Aquele era um tempo de descoberta, que ela devia passar só com os pais. Mais tarde, quando a poeira assentasse, não faltaria nem tempo nem oportunidade de se reunirem todos como uma grande família que eram. Combinaram que iria buscá-la às quatro. E desligou.
Aviso:
A partir de hoje, os capítulos desta história, deixarão de ser bi-diários e passarão a ser apenas uma vez por dia. Espero que não percam o interesse na continuação.
13.9.17
À MÉDIA LUZ - PARTE X
-Bom, Sandra, deves estar muito cansada. Faz um chá e tenta dormir. Preciso pensar em tudo o que aconteceu hoje. Se não for antes, segunda-feira, conversamos.
E bom ontem ultrapassamos os 27000 comentários. Vocês são fantásticos.
Do coração. Muito obrigada
3.7.17
ROSA - PARTE IV
Foto DAQUI
No dia seguinte, o patrão mandou um gaiato, filho de um seu empregado, perguntar porque Rosa não tinha ido buscar o rebanho. Na velha cama de ferro, sobre o colchão de palha de centeio, a jovem ardia em febre. Esteve assim três dias. Durante todo esse tempo a velha avó não saiu de casa sempre atenta à neta. Matou a única galinha que tinha, para lhe fazer um caldinho, e obrigou-a a beber litros de chá, misturando várias ervas que combatiam a febre e cuja composição aprendera com a sua avó que era pessoa muito entendida, em chás, espinhela caída, quebranto e outras coisas mais. No fim do terceiro dia, enfim a febre cedeu. Mas ainda esteve mais dois dias, prostrada na cama sem força nem vontade de se levantar. Parecia impossível que tivessem passado apenas cinco dias desde aquele dia. Bastante mais magra, as faces sem cor, os olhos sem brilho, ninguém reconheceria nela a rapariga alegre que fora até uma semana atrás. Nunca contou à avó o que lhe aconteceu. Não tinha sido necessário e ela morreria de vergonha, se tivesse de o dizer a alguém. Só respondera com um seco não, quando a avó lhe perguntou se tinha sido alguém da aldeia. Depois a Avó disse:
26.11.15
FOLHA EM BRANCO - PARTE XLVIII
"vida", e se ter tornado uma simples e idosa dona de casa.
Às vezes não aparecia durante um ano ou mais. Mas quando alguma coisa o incomodava, era com ela que ia desabafar. Como quando os pais morreram. Como agora.
Posso, ficar aqui, esta noite?











