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25.3.22
ARMADILHAS DO DESTINO - PARTE XXVIII
5.3.21
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO - PARTE VI
14.10.20
CILADAS DA VIDA - PARTE XLV
- Mas não posso ir para a tua casa!- protestou.
- Porque não, Teresa? Conheces a casa, sabes que tem todas
as condições para que fiques bem instalada.
Podes ter duas enfermeiras para cuidar de ti, embora eu o pudesse fazer
pelo menos de noite, mas compreendo que não te sintas à-vontade sozinha comigo.
Depois há uma coisa que não podes esquecer, as crianças que carregas no ventre
são também meus filhos. Ninguém pode querer protegê-las mais, do que nós dois. E juntos somos mais fortes.
- O João tem razão, - disse Inês. – Se ele pode ter duas
enfermeiras a cuidar de ti, tenho a certeza que a doutora Laura Aguilar, vai
achar preferível que estejas em casa. Depois ela pode dar todas as indicações
por escrito para as enfermeiras.
-Está bem, se a médica achar melhor eu vou para tua casa.
Mas hoje fico aqui.
- Então eu também fico – disse Inês. - Já avisei o Gustavo
de que se não aceitasses ir lá para casa, eu dormia aqui, pois não te vou deixar
sozinha, depois do que a médica disse.
- Não senhora. A Inês vai para casa, eu fico com ela. Preferia
levá-la para minha casa, mas se ela quer ficar aqui, eu também fico. Não é justo a Inês
prejudicar a sua família por nossa causa:
- Está bem, vocês ganharam. João esperas na sala enquanto a
Inês me põe na mala o que preciso e me visto?
-Claro.
Voltou costas e saiu do quarto.
Inês tirou de cima do guarda-fato a mala que colocou em
cima da cama, e começou a guardar nela algumas roupas enquanto Teresa ia à casa
de banho.
Quando voltou, despiu a camisa e enquanto se vestia, pediu à amiga.
- Guarda-me o vestido azul, e as sandálias da mesma cor
para eu levar amanhã ao hospital. Além disso e da roupa interior põe na mala só
camisas de dormir, pijamas e dois robes. E os meus objetos pessoais, que estão na casa de banho. Se
vou passar o tempo na cama, não preciso de mais.
- Não me tinhas dito nada que já conhecias a casa dele, -
disse Inês enquanto guardava as roupas na mala.
- Não foi de propósito apenas não se proporcionou a
conversa. Foi no sábado depois do almoço. Acreditas se te disser que vive no último
andar da empresa? Convidou-me a conhecer a empresa e de súbito estávamos em sua
casa?
- E depois? Que aconteceu? - perguntou a amiga.
- Nada de mais. Conversámos um pouco na sala, e depois
mostrou-me a casa. Convidou-me para lanchar, mas eu disse que tinha que tomar
as vitaminas e ele trouxe-me a casa.
Inês fechou a mala e perguntou:
- Não te esqueces de nada? Os documentos?
- Estão aqui, - respondeu mostrando a carteira.
Teresa, saiu para a sala. Inês, pegou na mala, apagou a luz do quarto e seguiu-a.
Na sala, João tirou-lhe a mala das mãos e disse:
-Se a Inês puder acompanhar-nos agradecia. Tenho a certeza
de que a Teresa ia gostar. Aproveita, fica a conhecer a casa e pode sempre que quiser
e puder ir visitá-la.
-Claro, eu sigo-vos no meu carro. Assim, quando a Teresa estiver instalada regresso a casa.
Saíram e seguiram para o elevador.
Já na rua, João abriu a porta do carro, ajudou Teresa a
sentar-se, colocou a mala no banco de trás e foi sentar-se ao volante. Arrancou
depois de olhar pelo espelho retrovisor
e ver que Inês se encontrava pronta a segui-lo.
24.7.20
CILADAS DA VIDA - PARTE X
Teresa chegou a casa pouco passava das três, da tarde. Poisou a pequena mala em cima da cama e levantou a persiana, passando depois às outras divisões e fez o mesmo, exceto na sala onde naquele momento o sol incidia com toda a sua luz e calor. Voltou ao quarto, esvaziou a mala e guardou-a em cima do roupeiro. Depois pegou na roupa suja, levou-a para a cozinha, meteu-a na máquina, adicionou o detergente, escolheu o programa e ligou-a. Passou a mão pela testa transpirada e suspirou. Precisava com urgência de um duche, estava demasiado calor.
25.6.20
ISABEL - PARTE XXXII
E o jantar continuou entre animada conversa.
Luís pagou a conta e desceram juntos para o piso inferior.
Ela abriu a mala e tirou um cartão, da firma.
- Não tenho comigo nenhum cartão, - disse ele. Tens onde escrever?
Ela retirou uma pequena agenda da mala, e anotou o número que ele lhe ditou.
Saíram do edifício e já no parque, ela estendeu-lhe a mão dizendo:
- Agora tenho mesmo de ir.
Ele segurou-a, e olhos nos olhos, puxou-a para si. Abraçou-a.
Isabel sentiu as pernas a tremer. Tanto que receou não se segurar de pé.
Sentindo o beijo eminente, baixou a cabeça, fazendo com que os lábios masculinos apenas roçassem a sua testa, enquanto o seu íntimo se revoltava, amaldiçoando-a pela falta de coragem.
12.3.20
DIVIDA DE JOGO - PARTE VII
28.12.19
CONTOS DE NATAL - O ESPÍRITO DE NATAL
A Árvore das Histórias de Natal
Porto, Ambar, 2006
6.5.19
UM HOMEM DIVIDIDO - PARTE XL
Olhou o relógio. Já passava das quatro da tarde. Precisava despachar-se. Dirigiu-se ao quarto, retirou uma mala de cima do guarda-fatos e colocou-a em cima da cama. Começou a procurar a roupa para a viagem. Calças de ganga, T-shirt, calções, fatos de banho, páreos, lenços, pijamas e roupa interior. Não pensava em saídas noturnas, precisava descansar, não de divertimentos. Começou a arrumar tudo na mala. Antes de a fechar pensou melhor, e foi buscar um vestido de seda estampado com motivos florais. Era um vestido simples mas elegante, ideal para uma saída à noite se algum dia isso lhe apetecesse.
Deixo-vos com a minha última foto. Como vêm o olho está quase tão aberto como o outro.
Só que não vê.
28.12.18
O ESPÍRITO DE NATAL
A Árvore das Histórias de Natal
Porto, Ambar, 2006
Este é o último conto de Natal de 2018. Ainda tinha programados mais três mas ficarão para o próximo Natal.
Para que pergunta pelo meu olho, estou melhor mas não tanto quanto gostaria. Já não ando perdida no nevoeiro e deixei de ver em duplicado, mas ainda vejo desfocado. Continuo a sentir a impressão de ter uma areia no olho mas já não dói.
Obrigada a todos pelo vosso carinho. Bem Hajam
5.7.18
O DIREITO À VERDADE - XV
Helena que acabara de jantar, no hotel, regressou ao quarto, pensando no que lhe acontecera nessa tarde e em Cláudio. Interrogava-se se teria feito bem em aceitar o convite para almoçar com ele no dia seguinte. Afinal ela tinha feito aquela viagem com o firme propósito de conhecer o seu pai. Mesmo que por alguma razão não lhe dissesse quem era, queria saber como era o homem que lhe dera o ser. E nada nem ninguém deviam desviá-la desse objetivo. Nem mesmo aquele homem, interessante e másculo, com os olhos mais bonitos que ela já vira na vida. Retirou da mala um curto pijama de algodão e com ele na mão foi para a casa de banho. Despiu – se e meteu-se debaixo do chuveiro. Depois do banho secou cuidadosamente o corpo dolorido, e olhou-se ao espelho. Tinha uma grande mancha negra que ia na anca, até meio da coxa, e uma outra mais pequena junto ao joelho do lado esquerdo. E outra no ombro e no braço do mesmo lado. Enrolou o corpo na toalha e foi buscar o gel à mala que tinha deixado no quarto. Ao retirar o pacote da farmácia trouxe também o envelope que o tio lhe dera e de que nunca mais se lembrara, Deixou o envelope em cima da cama, e voltou à casa de banho, a fim de massajar a zona dorida com o gel.
Acabou de ler a carta com as lágrimas rolando silenciosas pelo rosto. Pegou no telemóvel e ligou ao tio.
Informando os amigos.
Segundo ele a minha coluna não está para brincadeiras. O problema não são as hérnias, mas o aperto que umas vértebras estão a fazer sobre os terminais nervosos. Proibição absoluta de esforços, tomar relaxantes, e fazer fisioterapia. Se isto não resultar ou se piorar tenho que equacionar a possibilidade de ter que ser operada. Exercícios só caminhadas, o sol na praia faz bem mas a água só se estiver com temperatura "tipo caldo"
11.5.18
RENASCER - XXXIII
13.3.18
A TRAIÇÃO - PARTE XVI
7.3.17
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO - PARTE VIII
Sofia abriu a mala e começou a arrumar as suas roupas. Foi à casa de banho e refrescou-se um pouco. Apetecia-lhe tomar um banho, mas estava demasiado cansada. Voltou ao quarto e só então reparou bem nele. O quarto estava pintado de branco. A estrela do quarto, era a enorme cama de casal coberta com uma fina colcha de lã. Sobre ela, tal como no resto da casa, almofadas coloridas. Na parede por cima da cama, molduras coloridas com pedaços de pano iguais às almofadas. De cada lado da cama, uma pequena cómoda pintada de amarelo, servia de mesa-de-cabeceira. Ao fundo um grande armário pintado de branco.
6.3.17
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO - PARTE VI
11.12.15
AMANHECER TARDIO - PARTE XIV
Abriu uma gaveta separou duas peças de roupa intima meteu as restantes num saquinho de algodão florido, atou com a fita de cetim rosa e guardou-a igualmente na mala.













