Jantaram na cozinha. Helena, ia pôr a mesa na sala, mas Fernando pediu para o fazerem ali, e ela acedeu. Afinal tinha-lhe dito que era ali que sempre o fazia com o filho, insistir em comer na sala, seria tratá-lo como uma visita, e ela queria que ele se sentisse o mais possível integrado na família. Pensava que isso poderia contribuir, para que a memória voltasse.
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1.9.21
SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE XIII
Jantaram na cozinha. Helena, ia pôr a mesa na sala, mas Fernando pediu para o fazerem ali, e ela acedeu. Afinal tinha-lhe dito que era ali que sempre o fazia com o filho, insistir em comer na sala, seria tratá-lo como uma visita, e ela queria que ele se sentisse o mais possível integrado na família. Pensava que isso poderia contribuir, para que a memória voltasse.
12.2.21
SONHO AO LUAR - PARTE XVI
3.2.21
SONHO AO LUAR - PARTE XII
1.2.21
SONHO AO LUAR - PARTE XI
22.1.21
SONHO AO LUAR - PARTE VII
11.11.20
CILADAS DA VIDA PARTE LVII
Quatro semanas se passaram depois desta conversa que
aproximou emocionalmente os dois irmãos. Quatro semanas em que muita coisa
aconteceu na vida deles, e dos que com eles conviviam.
João continuava a passar diariamente as horas em que as
enfermeira faziam as refeições com Teresa e fiel ao seu desejo de num futuro
próximo pedir-lhe que se casasse com ele, decidiu que ela devia saber como
tinha sido a sua vida, quem tinha sido e quem era. Por sua vez Teresa, também
abriu o livro das recordações e falou da sua infância na aldeia, da mãe e da avó,
ambas desiludidas com o sexo oposto, contara que ela própria tivera uma má experiência
amorosa, quando estava na faculdade e que tudo isso contribuíra para a sua decisão de que nunca iria querer saber de homem
algum na sua vida. Essa fora a razão que a levara a querer ser mãe solteira, e a procurar a
clínica de Procriação Medicamente Assistida.
Com o convívio diário e com todas as confidências trocadas os
dois sentiam que começavam a estar unidos por qualquer coisa maior, mais íntima
e mais pessoal do que a responsabilidade de criarem as três crianças.
Inês ia regularmente todos os fins de semana vê-la, levava-lhe o correio, falava-lhe
de como o negócio estava a decorrer e contava-lhe novidades de clientes e empregadas.
Às vezes levava o filho e Teresa ficava radiante com o menino que crescia a
olhos vistos e aumentava o vocabulário de uma visita para a outra.
Também João tinha ido jantar uma noite com o irmão e a
futura cunhada, com quem simpatizou de imediato. Esperava que Teresa fizesse os
três meses e tivessem a conversa que decidiria o seu futuro a fim de os
convidar a irem passar um dia lá a casa para lhos apresentar e estreitar os laços de sangue que
os uniam.
E chegou o dia em que Teresa ia ter a sua consulta das doze
semanas. De mútuo acordo, os dois combinaram com Sandra, que ele acompanharia
Teresa à consulta, e ele a chamaria depois se a médica achasse necessário
dar-lhe novas instruções.
Já na consulta a médica fez-lhe a ecografia das doze
semanas depois de lhe ter medido a tensão arterial, a ter pesado e lhe ter
feito várias perguntas sobre como se tinha sentido durante aquelas quatro
semanas.
Depois de vários minutos em que a observou atentamente
disse:
-Está tudo bem com os vossos bebés. Vejam, aqui estão eles,
minúsculos ainda, medem apenas cinco centímetros, mas já estão completamente
formados da cabeça aos pés. Vejam.
- Já se consegue ver se são meninos ou meninas – perguntou João.
- Vamos ver – disse a médica e depois de uns segundos
apontou o ecrã. - Este é um menino sem duvida, reparem
aqui - disse ampliando a imagem - Este outro tem o cordão umbilical a impedir a
descoberta, e este como vêm tem as pernitas cruzadas. Pode ser que se deixem
ver na próxima ecografia. Mas às vezes não se deixam ver até ao momento em que
nascem
Mas como são gémeos se um é menino, os outros também devem
ser, ou não? – perguntou João.
-De modo algum. Os gémeos só são obrigatoriamente do mesmo sexo quando são gémeos monozigóticos. Ou seja, o óvulo é fecundado por um só espermatozoide que se divide em dois depois de fecundado. São formados na mesma placenta dividem o saco amniótico, possuem o mesmo genoma e o mesmo DNA, e por isso são tão iguais que também se chamam idênticos. Podem distinguir-se apenas pelas impressões digitais, que são diferentes. Os vossos filhos são gémeos dizigóticos uma vez que não dividem a placenta nem o saco amniótico o que quer dizer que houve três óvulos, fecundados por três espermatozoides diferentes e assim tanto podem ser três meninos, como dois meninos e uma menina ou o contrário.
A consulta está terminada, a Teresa recuperou muito bem, agora o risco de aborto foi reduzido, embora não esteja totalmente afastado e o repouso continue a ser recomendado, já não precisa estar o tempo todo na cama. Claro que não pode fazer esforços como subir escadas ou carregar pesos, deve evitar viagens grandes, mas já pode dar pequenos passeios, apanhar sol por causa da vitamina D. Continua com as vitaminas, o ácido fólico e volta para a consulta das vinte semanas a menos que surja algum problema. Vai continuar acompanhada com a enfermeira?
- Até que os bebés nasçam pelo menos, - respondeu João.
- Isso é bom. Pode sair e mandá-la entrar?
À margem:
Hoje dia 11 deslocar-me-ei ao hospital De Santa Maria para ver como está o olho do transplante, e ver se me vêm o outro que me está a dar grandes problemas. Vamos ver.
18.9.20
CILADAS DA VIDA - PARTE XXXIV

Saíram do elevador para um
átrio, redondo, com amplas janelas por onde o sol
entrava radioso. À volta das paredes, exceto na saída do ascensor, inúmeros vasos com
plantas, quebrado apenas por uma porta de carvalho. No centro maples
- O que é isto? -perguntou
Teresa sem saber o que pensar.
- Já vais ver, - disse ele
pegando-lhe suavemente no braço, e levando-a em direção à porta que abriu. – Sê
bem-vinda à minha casa.
- Vives aqui? – perguntou
olhando surpreendida para a sala que se podia observar da entrada.
- Sim. Mas anda, vem sentar-te
um pouco para descansares, depois mostro-te o resto da casa, - disse
encaminhando-a para a sala.
- Meu Deus, - disse ela ao ver
o tamanho da sala, - só consigo pensar na dificuldade em manter limpa esta
casa. Como consegues?
- A empresa tem uma equipa de
limpeza, e é essa equipa que limpa também a minha casa. E não tenho razão de
queixa. Queres beber alguma coisa? Uma
água, um chá…
-Uma água, está bem.
-Vou buscar, - disse saindo da
sala.
Voltou pouco depois com um
tabuleiro no qual trazia uma garrafa de água mineral, dois copos e uma garrafa
de cerveja.
Sentou-se na sua frente e
depois de beber um gole de cerveja, disse:
- Pudemos conversar um pouco sobre o teu estado, ou ainda não te sentes à vontade comigo?
- O que queres saber?
- Estás bem de saúde?
Pergunto, porque te queixaste de te sentires cansada e com muito sono. Eu
pensava que esses sintomas só apareciam lá para o fim da gravidez.
-Penso que é normal, pelo menos
esses sintomas são referenciados no livro sobre gravidez que tenho andado a
ler. De qualquer modo tenciono telefonar à minha médica na próxima semana. Quero
que ela me siga, ou me aconselhe alguém da sua confiança para me seguir. Estou a pensar
deixar o médico do Centro Clínico do PMA.
-Acho bem. Depois do que
fizeram é difícil confiar neles.
Acabou de beber a cerveja,
poisou o copo no tabuleiro, levantou-se e perguntou:
-Estás pronta para conhecer o
resto da casa?
Em respostas ela levantou-se.
Ele pegou no tabuleiro e saiu em direção à cozinha, seguido por ela.
- Meu Deus, esta cozinha é o
sonho de qualquer mulher! – Teresa estava espantada com o tamanho, a beleza e
funcionalidade da cozinha
- É também o meu.
- O quê, tu sabes cozinhar?
- Qual é o espanto? Vivo
sozinho há muitos anos, e embora conheça bons restaurantes, por sistema não
gosto de comer fora. Então, restavam-me duas opções. Ou aprendia a cozinhar, ou
passava fome. Optei pela primeira. De resto, atualmente a Internet está cheia
de excelentes receitas, e eu gosto de cozinhar.
28.8.20
CILADAS DA VIDA - PARTE XXV
Duas semanas e três dias depois…
Teresa encontrava-se sentada
no sofá da sua sala.
No regaço tinha um livro
aberto, “A Bíblia da Gravidez”, mas o olhar perdia-se no espaço, para além da
janela, e o pensamento recordava a conversa tida, com o pai biológico do seu
filho. Saber quem era, tinha as suas vantagens, sabia que o bebé tinha os genes
de um homem inteligente, empreendedor, e porque não reconhecê-lo? - bonito. Por
outro lado, agora em sossego permitia-se interrogações que na altura não lhe
surgiram, e que eram uma preocupação acrescida. Ele dissera querer fazer parte da vida
da criança, antes mesmo do seu nascimento. Queria acompanhá-la às consultas, às
ecografias e no parto. Estava no seu direito, se ela fosse casada ia querer ter
o marido consigo nessas alturas. O problema, é que o pai biológico do seu filho
era alguém completamente desconhecido. Como é que ela ia permitir situações que
lhe iam expor parte do seu corpo? Ainda que os dois viessem a desenvolver uma relação
de amizade, uma mulher não partilha a sua intimidade com os amigos. Como é que
não lhe ocorrera isso durante a conversa? E como ia agora abordar o assunto com
o empresário?
Será que estava a ser demasiado pusilâmine? Afinal ia fazer trinta anos, não era uma adolescente. “Uma adolescente hoje em dia, sabe mais da vida, e das relações íntimas que tu” segredou-lhe uma vozinha na sua cabeça. E era verdade.
Crescera a ouvir a sua avó a
dizer-lhe que não devia confiar nos homens, que eles eram seres egoístas,
incapazes de amar. “Olha para a tua mãe, rapariga. Não lhe bastava o meu
exemplo, nem o desprezo do pai que desde que nos abandonou, nunca mais se
lembrou que tinha uma filha. Tinha que se deixar enrabichar por uma cara bonita
e meia dúzia de palavras estudadas para a iludir. E o que é que ganhou com
isso? Um coração cheio de amargura e uma filha para criar”.
A sua mãe, nada dizia, mas tantas vezes a viu chorar, que sem se dar conta, o seu inconsciente foi criando barreiras que a afastavam do sexo oposto, desde muito nova. Mais tarde, já na cidade, a frequentar a Universidade, e vendo as colegas felizes com os seus namorados, desejou ser como elas, e durante algum tempo tentou cultivar amizades com os rapazes do seu curso. No segundo ano aceitou até as juras de amor do Alfredo, um colega dois anos mais velho, que pouco depois, estava a tentar levá-la para a cama. Teresa, achava que ainda era muito cedo, recordava a história da avó e da mãe, e tinha medo de entregar a sua virgindade, sem que a relação fosse mais séria. Porém numa festa de anos de outra colega, bebera mais que a conta, e acabara sendo convencida. E não podia ter sido pior. Não só porque estava bêbada, e não se recordava de parte do que acontecera, mas também porque a atitude do namorado depois disso mudou por completo. Ele só queria ter sexo, e um tanto arrependida, Teresa disse-lhe que não voltaria a ir para a cama com ele enquanto não tornassem oficial o noivado. A resposta foi como uma facada no peito. Alfredo disse que não ia haver noivado nenhum, não tinha idade para se prender, numa relação dessa natureza. Mais, disse-lhe que ela era uma antiquada, e que ninguém espera casar com a primeira pessoa com quem dorme, isso era no tempo dos seus avós ou bisavós. Teresa convenceu-se então de que os príncipes só existiam nas histórias para crianças. Na vida real só existiam sapos. Mais, pensou que a sua avó sempre estivera certa, e jurou a si própria, que nunca mais daria poder a um homem algum, para lhe causar sofrimento. Felizmente que no ano anterior, a tia-avó Julieta, condoída do sofrimento que tinha todos os meses, a convencera a ir a uma consulta de ginecologia, e a médica a aconselhara a tomar a pílula, para evitar esses incómodos. Não fora isso e talvez, ela se visse, aos vinte e um anos, na mesma situação da mãe e avó. Essa fora a razão, que na hora em que decidira ser mãe a levou a tomar a decisão de procurar o Centro Médico e recorrer à doação de espermatozóides e à Inseminação Artificial, na altura em que achou ter chegado a hora de cumprir o seu sonho de ser mãe.
30.6.20
ISABEL - PARTE XXXV
23.6.20
ISABEL - PARTE XXX
Aquelas duas semanas, tinham sido muito intensas para Luís, dividido entre o trabalho temporário que estava fazendo, a preparação do lançamento do seu novo livro, que seria já no final do mês, e o acompanhamento sempre que possível do trabalho de decoração da sua nova casa. O trabalho, no centro comercial, nada tinha a ver com jornalismo, nem bem se podia chamar um trabalho, embora ele o levasse a sério, era um favor feito a um empresário amigo do seu pai. Luís precisava de conviver naquele local para observar as rotinas dos empregados, já que as personagens da novela que estava a escrever, estavam ali empregadas, e o amigo de seu pai, fora surpreendido pelo pedido de transferência do seu director comercial, e apesar das várias entrevistas, não tinha ainda encontrado a pessoa com o perfil adequado ao lugar. Assim e com a intervenção do seu pai, tinham chegado a um acordo e Nuno Fraga ocupara o lugar.
Chegava à noite cansado e sem vontade de fazer outra coisa que não fosse, tomar um bom banho e dormir. Escusado será dizer que a promessa de telefonar à mãe e ir jantar com os pais, foi completamente esquecida.
Na verdade, ele não pretendia dedicar-se a esse tipo de escrita, aceitara fazer aquela, apenas como se fosse um desafio.
E como hoje é vésperas de S. João, festejem-no em casa e não joguem a vossa saúde na roleta da sorte. Para não terem más surpresas.
18.6.20
ISABEL - PARTE XXVII
O telemóvel tocou. Isabel pousou o livro e atendeu. Era Amélia a reforçar o convite para irem ao tal bar. Isabel voltou a descartar qualquer hipótese de sair. Desligou e olhou para o relógio. Dez e vinte, era muito cedo para se deitar, mas a chamada fizera-a perder o interesse pela leitura. Que fazer? Olhou o portátil na mesinha de bambu e vidro junto ao sofá. Mas não lhe tocou. Na verdade navegava tanto por questões de trabalho que em casa muito raramente o abria. Aconchegou o robe ao corpo seminu e estendeu-se no sofá. Fechou os olhos e reviveu a cena dessa tarde. Quem seria aquele homem? Luís. Ele dissera que se chamava Luís. Bom pelo menos a partir de agora o desconhecido tinha nome. Mas isso mudava alguma coisa? Lembrou-se da mãe. Ela sempre dizia que cada um nasce com o seu destino traçado. Costumava dizer que não há coincidências. As coisas acontecem, para seguir a ordem natural, dos caminhos do destino de cada um. Ela não acreditava muito no destino. Sempre acreditou que o destino, é obra do que cada um faz na vida. Agora já não tinha tanta certeza disso. Ela não fizera nada para trazer para a sua vida aquele homem, nem os estranhos desejos que a assaltavam desde que o conhecera.
16.3.20
DIVIDA DE JOGO - PARTE IX
Tinham passado à sala, onde, em cima da pequena mesa, continuava a carta de despedida de Alfredo. Sem uma palavra, Eva apanhou-a e estendeu-a ao homem. Ele leu-a, e devolveu-lha.
A clínica onde trabalhava, fechava duas horas para almoço. Habitualmente, ela vinha almoçar a casa, já que a clínica ficava perto e sempre aproveitava parte do tempo para adiantar as coisas para o jantar. Nessa noite decidiu que não o faria no dia seguinte. Tinha que ir à instituição, ver a Irmã Madalena. Contar-lhe tudo o que lhe tinha acontecido, mostrar-lhe a carta de despedida do falecido. Decerto ela saberia aconselhá-la.
21.9.19
VIDAS CRUZADAS - PARTE XII
Pouco tempo depois, uma bola embateu violentamente nas suas pernas e ficou a rodar um pouco à sua frente. Resmungando, pousou o livro a seu lado e apanhou a bola. Ao olhar em volta, viu um rapazinho de olhos claros que o olhava a medo.
- Anda cá pequeno! Toma a tua bola.
- Como sabe que é minha?
– Deduzi.
- Do...quê? - Perguntou admirado, lutando contra o desejo de se aproximar, e o receio de o fazer.
Pedro sorriu, e enquanto lhe estendia a bola acrescentou:
- Sabes que me bateste com força?
– Não fui eu que a joguei – desculpou-se o garoto. -Foi a minha irmã. Ela colmo é grande,quer mostrar que tem mais força, por isso joga sempre a bola para longe...
– Ah! Ela é maior que tu! Mas olha, diz-lhe que os homens não se medem aos palmos.
- Olha, diz-lhe tu. Vais ver como fica zangada.
- Ora, ora, e a tua irmã é perigosa quando se zanga? - perguntou divertido com o jeito do miúdo.
– Se é. Até assopra como os gatos.
Pela primeira vez, desde há muito, Pedro soltou uma sonora gargalhada. E perguntou:
- Como te chamas?
–Pedro. E tu?
– Engraçado. Também me chamo Pedro. Acreditas?
– Se tu o dizes.
O garoto tinha perdido qualquer espécie de receio, e estava agora à vontade, como se o conhecesse desde sempre.
- Ora vejam só este rapazinho! Aposto que tem estado a maçá-lo.
A voz que soara atrás de Pedro era tão doce, tão maviosa, que o levou a interrogar-se mentalmente, enquanto se voltava, se os anjos teriam voz.
Na sua frente estava a mais bela figura feminina que Pedro algum dia vira. E ele já tinha visto várias. Não era nem de longe, nem de perto o santo que a mãe dizia que era, embora na verdade, as belas mulheres com que se relacionara não seriam nunca daquelas que ele apresentaria à sua velha mãe. Porém aquela era diferente. Tinha tal candura no sorriso, tal pureza no olhar, que mentalmente voltou a associá-la aos anjos. Olhou-a de alto a baixo, maravilhado. Trazia uma blusa vermelha e umas calças pretas que modelavam o seu corpo. Calçava sandálias sem salto e tinha os cabelos apanhados num gracioso rabo-de-cavalo. Apercebendo-se do olhar analítico do homem, a jovem corou. "Santo Deus, era só o que me faltava ver", pensou ele.
- Não maçou nada, é um rapazinho encantador- disse sorrindo.
- Ora, se lhe dá confiança, nunca mais o deixa em paz...
– Mana, este senhor também se chama Pedro, e sabes uma coisa? Ias-lhe partindo a perna, com a bola – a voz do miúdo, veio quebrar o encanto e devolver normalidade ao encontro.
- Oh! Desculpe. Não queria atingir ninguém. - Estendeu-lhe a mão, e acrescentou:
- Chamo-me Rita. Estou perdoada?
– Claro que sim – disse ele sorrindo e retendo na sua a mão feminina.
5.8.19
LONGA TRAVESSIA - PARTE XVI
Abriu a porta, entrou e como era seu hábito, cerrou-a com um toque de calcanhar. Tirou o telemóvel do bolso do casaco, despiu-o e pendurou-o no bengaleiro. Então reparou num papel em cima da mesa de entrada. Aproximou-se, e verificou que se tratava da fatura de uma compra de produtos de limpeza, que a mulher-a-dias lhe tinha deixado.
Foi até à sala, e deixou-se cair no sofá. Não parecia o homem forte e dominador que geria com mão de ferro, os seus negócios. Dirigiu-se à estante mas não pegou em nenhum livro. Ficou parado durante uns segundos, e depois, abriu o armário que ficava na parte inferior da estante, e retirou um saco de pano preto com uns desenhos circulares em cinzento.
27.11.18
UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XVI
Fica este capitulo agendado para sair daqui a pouco.















