Pedro não era homem de velocidades. Por isso não acelerou mais do que o costume. Mas fez a viagem de seguida, não parando uma única vez, nem quando passou pela casa da tia Palmira. Tinha pressa de ver Rita. Queria contar-lhe o porquê do seu comportamento, dizer-lhe quanto a amava, e pedir-lhe que aceitasse partilhar o seu futuro, porque ele já não o imaginava sem ela. Estacionou no parque do hotel, e dirigiu-se à receção:
- Bom dia. Por favor, podia avisar a menina Rita Sequeira de que Pedro Medeiros deseja falar-lhe.
– Lamento. A menina Rita e a família já não estão neste hotel.
- Como assim? - perguntou empalidecendo. - Disseram-me que estariam cá até domingo...
– Parece que anteciparam a partida. Ontem à tarde veio o chefe de família e esta manhã partiram os quatro.
Pedro sentiu que o mundo ruía à sua volta. Sentiu-se tão mal, que o empregado perguntou:
- Quer um copo de água?
– Não obrigado. A menina Rita não deixou nenhum recado para mim? Meu nome é Pedro Medeiros.
– Comigo não. Só se com o meu colega. Mas ele hoje, só entra às dezasseis horas.
-Obrigado. Eu volto mais tarde.
Arrependido de não ter tido uma conversa franca com Rita, mas recusando deitar fora a esperança de que ainda pudesse haver uma mensagem, Pedro dirigiu-se a casa da tia Palmira, que arregalou os olhos de espanto quando o viu.
- Então rapaz o que aconteceu? Porquê esta volta tão repentina? Estavas tão aflito com o emprego. Despediram-te? E porque é que a tua mãe não me avisou que vinhas?
E sem lhe dar tempo a responder voltou-se para a fiel empregada e disse:
Arrependido de não ter tido uma conversa franca com Rita, mas recusando deitar fora a esperança de que ainda pudesse haver uma mensagem, Pedro dirigiu-se a casa da tia Palmira, que arregalou os olhos de espanto quando o viu.
- Então rapaz o que aconteceu? Porquê esta volta tão repentina? Estavas tão aflito com o emprego. Despediram-te? E porque é que a tua mãe não me avisou que vinhas?
E sem lhe dar tempo a responder voltou-se para a fiel empregada e disse:














