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11.10.21
SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE XXX
21.7.21
COMEÇAR DE NOVO - PARTE XXXIV
Pouco depois, toda a família se dirigiu à igreja, para a celebração da Paixão e Morte do Senhor e Adoração da Cruz. Quando criança e adolescente, Gonçalo e a irmã sempre acompanhavam os pais nessas cerimónias que em Braga a Semana Santa sempre se vive com muita intensidade.
Porém há muitos anos deixara de o fazer. Todavia na véspera acompanhara a família às cerimónias e quando estas terminaram, a filha quisera que ele fosse conhecer a maravilhosa e histórica vila de Alpedrinha, e Gonçalo convidara Helena a acompanhá-los. Ele sabia que haviam decisões a tomar e precisavam ter uma conversa séria sobre o futuro próximo.
Contudo era algo que não podia fazer na presença da filha e assim decidiu-se a apreciar a visita à vila que desconhecia. Encantou-se com o Palácio do Picadero, cuja construção datava do século XVIII, surpreendendo-se com o telhado de vidro numa construção de enormes blocos de granito.
Helena explicara-lhe que o maravilhoso edifício devia o seu nome ao pátio por onde atualmente se entra, que fora nos seus tempos iniciais quando os automóveis nem sequer ainda eram um sonho, o sitio onde se domavam os cavalos denominado como Picadero.
Acrescentara que embora na atualidade o palácio seja um espaço de cultura, fora em tempos pertença de vários donos que lhe deram as mais variadas utilizações desde um tribunal a um hospital e até uma tipografia de jornal.
E ali quase ao lado do palácio, o belíssimo chafariz de três bicas em granito, denominado chafariz D. João V, por ter sido mandado construir por este rei em 1714, era outra obra de arte que merecia as fotos que ele tirara para mostrar à irmã.
Encantou-se com a calçada romana e admirou a Igreja Matriz com os seus sete altares e o órgão de tubos. Helena conhecia em profundidade a história da vila, talvez por ser a localidade mais próxima da quinta dos seus pais e transmitira esse conhecimento à filha, ele deduziu, pelas interrupções e pequenos comentários que Matilde ia fazendo sobre o que iam vendo.
Mais tarde, acabaram lanchando num café local, e depois voltaram à quinta, onde Helena se apressou a ajudar a mãe na cozinha enquanto Matilde o arrastava para o seu quarto a fim de lhe mostrar o seu boletim de notas do segundo período.
O jantar decorreu animado, e pouco depois foram dormir pois o sábado seria um dia muito atarefado com os preparativos para o Domingo de Páscoa e a preparação para a Visita do Senhor que o padre faria à tarde. Ele dormira no quarto, que segundo Helena lhe dissera, era o quarto de Rita, a sua grande amiga e madrinha da filha, que ele ainda não conhecia.
De manhã, após o pequeno almoço, ele e Helena tiveram enfim um tempo a sós, para a tal conversa sobre o futuro.
3.4.20
DIVIDA DE JOGO - PARTE XXIII
Giovanna, acabara de prender o véu nos cabelos de Eva, quando Isabella entrou para dizer que a limusina já tinha chegado. Eva ainda não sabia onde ia ser o casamento. André fizera questão de manter o segredo para surpreendê-la, e ninguém na família quisera quebrar a ordem.
A cerimonia decorreu de forma muito emotiva. Quando o padre, os declarou marido e mulher e disse ao noivo que podia beijar a noiva, o beijo foi tão intenso, que todos os presentes aplaudiram. O copo-de-água, no refeitório do orfanato, totalmente engalanado, a alegria das crianças, tudo contribuiu para um dia excecional que ela não esqueceria nem que vivesse várias vidas. Por fim, a emocionada despedida da Irmã Madalena, que só voltaria a ver quando viessem de férias a Portugal e da sua nova família, que iria reencontrar na Toscana, quando voltassem da lua-de-mel, cujo destino ela ainda desconhecia, mas a julgar pelo que vivera até ao momento, seria a continuação de um belo sonho, disso não tinha dúvidas.
Para quem me lê há pouco tempo, devo dizer que as minhas histórias quase todas partem de um assunto que não me agrada, e para o qual quero chamar a atenção, nesta por exemplo, o tema era os malefícios do jogo (lembro-me da minha avó contar uma história de um homem que perdeu a casa e a mulher numa mesa de jogo, nos anos trinta do século passado) e do branqueamento do dinheiro, de atividades ilícitas, através do jogo. À volta desses dois temas criei esta história. Noutras o tema foram a fome, a guerra e os mutilados por bombas em África, a guerra no Afeganistão, a traição entre casais, a inseminação através de esperma de um dador anónimo, a violência doméstica, e as suas consequências na vida adulta das crianças que a sofreram, os acidentes por alcoolismo, etc.
As exceções são a "Rosa", retrato de uma época entre 1945 e 1975, que tentei retratar o mais fiel possível, (assisti a muitas das situações lá descritas), bem como em "As Cores do Amor," uma história romanceada entre 1973/1975 onde se descreve o antes e depois do 25 de Abril e o despoletar da guerra em Luanda, que vivi nesse tempo. O "Casamento por Procuração", retrato de uma época entre 1960/1974 cheia destes casamentos, e onde se lembram as fugas de salto para França e as condições quase sub-humanas em que viviam os emigrantes portugueses nos Bidonville, e "Renascer," 1971/1974 todas elas parte da nossa história no século passado.
Posto isto, resta-me acrescentar que desta vez exagerei no romantismo. Na verdade agi como a fada madrinha para Eva.
Afinal, dizem que quando a idade pesa mais do que nós, ( e eu já estou nessa fase) voltamos a ser crianças. E elas acreditam em fadas.
Agradeço a vossa compreensão.
A nova história tem apenas um capítulo pronto e eu não gosto de fazer publicações antes de entrar na reta final. Por isso e como alguns me pediram "À Média Luz", escrita na mesma época de Dívida de Jogo" será essa que entra para a semana.
20.12.19
CONTOS DE NATAL - MÚSICA PARA OS MEUS OUVIDOS
15.4.19
UM HOMEM DIVIDIDO - PARTE XXV
Meia hora mais tarde os dois despediam-se de Alice a governanta, depois de António ter dado o código de acesso à jovem e ter dado ordens à governanta para acatar os pedidos dela como se fossem ordens suas, seguindo para a igreja cada um no seu carro.
Doze anos depois, um colega de trabalho com quem partilhava a casa convidou-me a fazer o Euromilhões, numa dessas semanas de muito dinheiro. Nunca tinha jogado, e não acreditava que nos saísse alguma coisa de jeito, mas o Júlio convenceu-me e fizemos uma única aposta. Estavam em jogo cento e oitenta milhões, e houve apenas duas apostas certas. Uma delas era a nossa.
Aviso, dada a solenidade que se aproxima esta semana só serão publicados três capítulos desta história.
9.4.19
UM HOMEM DIVIDIDO - PARTE XX
3.4.19
UM HOMEM DIVIDIDO - PARTE XVI
Não era verdade. Tinha telefonado à mãe a dizer que a ia buscar às oito para jantarem juntos. E queria relembrar a entrevista dessa tarde. Paula era uma mulher muito bonita, empreendedora e muito frontal. Mas mantivera uma relação de quatro anos estivera de casamento marcado, e a poucos dias do enlace, tudo acabou. Claro, ela devia ter descoberto que estava a ser traída.
Quanto ao meu olho, ele está a abrir e um dia destes eu mostro uma foto. Mas ainda está muito vermelho, e não vê. a não ser luzes, sombras e vultos difusos. Tem dias que não tenho dores e outros que é um desespero. Continuo com as gotas de cortisona e orando para que a córnea vá recuperando. Os posts vão continuando a sair há publicações programadas até meados de Maio.
23.12.18
FELIZ NATAL
Todos os anos era a mesma coisa: eu e minha irmã, que já estávamos dormindo, sendo acordados pelos nossos pais para irmos à Missa do Galo , onde sempre , logo no início da celebração, meu pai se lembrava de que havia esquecido alguma coisa em casa e que precisava voltar lá para apanhá-la …
ele ia e, sempre, só voltava já no final da missa …
E logo que acabava a solenidade, lá íamos nós de volta p#ra casa, cambaleando e cheios de sono … e quando chegávamos, sempre todas as luzes da casa estavam acesas e o meu pai corria na nossa frente e dizia para que nós esperássemos um pouco no portão, porque pode- ria ser algum ladrão …Mas logo depois Ele voltava , chegava na porta e dizia:
1.12.18
UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XXI
1.11.18
ESTRANHO CONTRATO - PARTE I
A terra era pequena mas agradável. Rodeadas de extensos pinhais, algumas casas térreas, dispostas em quadrado, formavam uma praça, quase totalmente ocupada por um cuidado jardim. No meio deste, um pequeno lago, com uma bela planta aquática, bancos pintados de vermelho, estrategicamente colocados sob a protectora sombra das árvores, e um coreto, onde aos domingos se exibia a banda dos bombeiros, ou o senhor Alberto com o seu acordeão. Na parte de cima do jardim, para quem entra na vila, uma pequena igreja dedicada à Imaculada Conceição.
reedição
Um Bom feriado para todos
E um Novembro calmo e feliz para todos.
10.10.18
ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE XXIII
Dela nem sequer se aproximava muito. Isso devia bastar para ela ter juízo e se deixar de fantasias, por muito agradáveis que fossem.
Lá fora um carro apitou
Ele largou-a murmurando:
17.9.18
ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE I
A mulher que caminhava pela nave da igreja em direção ao altar, não mostrava no rosto a alegre emoção que normalmente caracteriza as noivas no dia do seu casamento.
26.7.18
O DIREITO À VERDADE - FIM
Mais tarde, ela descansava a cabeça no peito forte do marido, enquanto ele, lhe contornava o rosto numa terna carícia. Ela suspirou. Preocupado ele perguntou:
Helena terminara o Curso de História Contemporânea, e já estava a lecionar no Colégio da Imaculada Conceição em Viseu. A sua vida era agora muito diferente daquela que tinha tido em Lisboa. E a maior diferença operara-se nela. A Helena de hoje, era uma mulher feliz e segura de si, do seu amor e das suas capacidades como mulher. Daquela mulher, triste, insegura, que fugia de qualquer relacionamento. por não acreditar ser merecedora, de viver um grande amor, não ficara nem resquício.













