Os dias na aldeia passavam rapidamente. Os pais de Helena simpatizaram com Fernando, que também parecia à-vontade com eles. Os dois homens, e o menino, tinham enfeitado a casa, enquanto ela e a mãe se dedicavam a juntar todos os ingredientes para uma ceia de Natal, repleta de boas iguarias.
E chegou enfim a noite santa. A família ia cear mais ou menos na hora do costume, queriam estar despachados quando chegasse a hora de irem à missa do galo. Depois da missa abririam os presentes.
António, o pai de Helena, tinha ligado a televisão a fim de ver o telejornal. De súbito, uma notícia, chamou-lhes a atenção. A Orquestra Nova do Porto, que se encontrava em digressão pelos Estados Unidos, apresentara às autoridades de Nova Iorque uma denúncia por desaparecimento do seu pianista, o jovem Fernando Corte-Real, que ali faria a sua estreia como solista, na primeira parte de um concerto.
O jovem que por motivos pessoais, não viajara com os restantes membros da orquestra, fizera-o no dia seguinte.
Havia o registo da chegada dele, ao hotel em Los Angeles, cidade onde a orquestra deu o seu primeiro concerto, no passado dia quinze, mas ele não foi visto depois do registo, nem apareceu nos ensaios nem na hora da atuação.
E também não apareceu para o concerto em Nova Iorque que se realizara nas vésperas. O pianista que é tido pelos colegas como um homem muito talentoso e responsável, não aparece nem dá notícias, desde o seu registo no hotel de Los Angeles, no passado dia cinco de Dezembro.
No fim da notícia, a foto do pianista, tirou todas as dúvidas aos dois jovens.
-Meu Deus – disse Helena apertando a mão de Fernando cujo rosto estava extremamente pálido. Como é possível, teres feito o registo no hotel em Los Angeles, se nessa data estavas hospitalizado em Lisboa?
Felizmente os pais dela, estavam distraídos com as gracinhas do neto e não se aperceberam de nada.
- Desculpem-nos, - disse Helena. O Fernando não está bem, tenho que lhe dar um analgésico. Sequelas do acidente que teve no princípio do mês.
- Mas não comeram quase nada!- protestou a mãe dela.
- Já comemos quando voltarmos. Ou depois mais tarde. Não se preocupem. Porta-te bem com os avós, Diogo.
Ele dirigiu-se ao quarto que lhe tinham destinado, e ela seguiu-o
Nota:
Amigos, os pais da Margarida vão entrar de férias, e nós vamos aproveitar para tentar espairecer e recarregar baterias. Os recentes problemas de saúde, meus e do marido, aliado aos meus problemas de visão e ao resultado da biopsia do marido que nunca mais chega, têm-nos deixado de rastos. E depois há esta princesinha que adoramos, mas que como é normal está cada dia mais traquina e cansa mais. Como sabem tentamos ir de férias quando os pais tiveram os primeiros quinze dias de férias em Agosto, mas problemas de saúde obrigaram-nos a regressar. Esperamos melhor sorte desta vez. Os posts estão programados até ao fim do mês, porque lá não tenho internet.










