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25.3.22
ARMADILHAS DO DESTINO - PARTE XXVIII
25.1.21
SONHO AO LUAR - PARTE VIII
21.9.20
CILADAS DA VIDA - PARTE XXXV

- E tens tempo para isso, dirigindo uma empresa como a tua?
- Não é um trabalho tão
intenso como pode parecer, uma vez que as secções são autónomas. Cada uma tem o
seu chefe que a dirige e a mim só me chegam os projetos já prontos, para
aprovação ou não.
-Mas segundo ouvi na
reportagem és tu o criador dos jogos.
-E verdade, mas até nisso
atualmente tenho dois colaboradores. Continuamos?
- Sim, claro.
A casa ocupava o mesmo espaço dos andares inferiores, com um comprido corredor de mármore branco. De ambos os lados, portas que ele foi abrindo para ela ver. A cozinha ficava situada em frente à sala e ao lado havia uma sala de jantar e uma sala de jogos com uma mesa de snooker no centro, em frente, uma casa de banho social, uma biblioteca-escritório, um ginásio com vários aparelhos, e por fim os cinco quartos.
-E este é o quarto principal -
disse o empresário afastando-se e mostrando um quarto enorme em dois tons de
bege, com enormes janelas e um terraço. – Todos os quartos estão equipados com
casa de banho, mas apenas este tem jacuzzi e "closet"
Era a primeira vez nos seus
trinta anos que Teresa se encontrava na porta de um quarto com um homem. Olhou
a enorme cama de casal e sentiu-se corar.
Recuou e tropeçou no homem que
estava atrás de si, desequilibrando-se. Ele segurou-a pela cintura, e o calor
das suas mãos atravessando o fino tecido do top provocou-lhe um estremecimento
como se tivesse sofrido uma descarga elétrica. Assustada olhou-o para tentar
perceber se ele teria sentido o mesmo, e o que viu nos seus olhos assustou-a
ainda mais. Desprendeu-se bruscamente e começou a percorrer o longo corredor em
direção à saída dizendo:
- Meu Deus, são quase cinco
horas. Podes levar-me a casa agora?
-Não queres ficar mais um
pouco? Posso preparar um lanche para os dois.
- Fica para a outra vez, "se
eu for tão doida que volte aqui" – pensou. - Estou cansada, e além disso tenho as
vitaminas para o lanche em casa.
Ele não acreditou na desculpa,
mas não o comentou. Pegou nas chaves do carro e no telemóvel que tinha poisado
na entrada, abriu a porta e seguiu-a em direção ao elevador.
Teresa entrou e encostou-se a
um canto, numa atitude de defesa que o fez sorrir. Parecia uma gazela
assustada.
Procurando afastar dela qualquer receio
perguntou:
-Então gostaste da minha casa?
- Como não? Nunca tinha visto
uma casa tão grande a não ser no cinema.
Como conseguiste?
- Bom a verdade é que tem
estado em permanente construção desde há dez anos. Logo que comprei este
edifício, e mudei para aqui a firma, decidi deixar o último andar para a
minha casa. Mas para isso foi preciso derrubar paredes construir outras, fazer
novas canalizações, enfim uma miríade de coisas.
Saíram do elevador e
dirigiram-se à saída. Pouco depois já no automóvel, João continuou. Na verdade,
ainda não está como a sonhei. Gostava de mandar construir uma piscina no
terraço que fica para além do meu quarto.
Teresa não respondeu. E o
resto da viagem, fez-se em silêncio.
Ele estacionou o carro em
frente da porta da jovem e saindo acompanhou-a até à porta do prédio. Teresa estendeu a
mão para se despedir, mas João com uma leve pressão, aproximou-a dele, colocou
as mãos nos seus ombros e o seu olhar fixou-se na sua boca. Ela teve a nítida
sensação de que ia beijá-la, todavia ele limitou-se a poisar os lábios na sua
testa, num terno beijo.
-Espero que tenha sido, um dia
tão feliz, para ti, como o foi para mim. Ligo-te em breve, - disse. Em seguida largou-a, virou-lhe as costas e afastou-se.
7.11.18
ESTRANHO CONTRATO - PARTE X
Quando o filho mais novo acordou, ela já tinha tomado uma decisão. Assim depois de lhes ter dado o lanche, foi com eles ao jardim da aldeia. E enquanto as crianças brincavam telefonou à amiga, dizendo-lhe que aceitava a sua proposta. Graça ficou radiante, disse que nessa mesma noite falava com o irmão, e depois falavam.
Francisca desligou com a sensação de que tinha feito asneira, mas a decisão estava tomada. Temia e desejava que o homem não fosse na cantiga da irmã. Temia, porque as crianças estavam a precisar de roupas que ela não sabia quando poderia comprar. Mas ao mesmo tempo sentia-se como se, com a sua decisão se estivesse a vender e desejava que Afonso não aceitasse. De tal modo se encontrava dividida, que nessa noite, não conseguiu dormir. Na manhã seguinte, Graça telefonou-lhe. Afonso estava de acordo, pedia-lhe para se encontrarem nessa tarde, a fim de tratarem do assunto, queria saber a que horas e onde ela podia ir buscá-la para a levar até ao irmão. Francisca disse que estaria às três da tarde na paragem do autocarro perto do café onde se tinham encontrado na véspera. Depois foi ter com a mãe e disse-lhe que precisava de ir à cidade para uma entrevista de emprego. Escolheu um saia-casaco discreto, cinzento anilado, e um camiseiro azul claro. Mala e sapatos pretos, sem maquilhagem, cabelo apanhado. Parecia mais nova.
- Boa tarde, dona Graça.
- O meu irmão está só?
6.9.18
FOLHA EM BRANCO - PARTE XLVI
Já ao findar do dia, encaminharam-se para o carro.
Amargurado, pôs o carro a trabalhar e arrancou velozmente.
7.2.18
A VIDA É ... UM COMBOIO - PARTE XXXI
Almoçaram juntos, num restaurante perto da escola e voltaram para assistir ao resto das atividades, embora Martim não entrasse em nenhuma outra. Por volta das quatro da tarde, a festa terminou, com um lanche ao ar livre, feito com as gluseimas que as próprias crianças tinham levado. Como Amélia pretendia seguir ainda nesse dia para a quinta, despediu-se da professora do filho, dizendo que não podiam ficar mais tempo por causa da viagem. No parque junto do automóvel, Paulo disse:
Nota, ontem não me foi possível visitá-los. às 4 horas quando cheguei a casa e liguei o pc não tinha Internet e essa falha manteve-se pelo menos até às duas e meia, hora a que me deitei.
Hoje tenho aulas de manhã e de tarde, pelo que só depois das 5 vou conseguir visitar-vos.





