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25.3.22
ARMADILHAS DO DESTINO - PARTE XXVIII
5.3.21
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO - PARTE VI
13.11.20
CILADAS DA VIDA - PARTE LVIII
Nessa mesmo dia, depois do almoço, que pela primeira vez desde que se mudara para aquela casa, Teresa fez mais cedo, para comer à mesa com João, ele lembrou a promessa que ela fizera de tomar uma decisão após os três meses.
- Muito bem, - disse ela – promessas são para se cumprir.
Se tiveres um tempo livre, podemos fazê-lo em seguida, na sala.
- Mas não te queres deitar agora, para descansares um
pouco?
- Não. Há seis semanas que praticamente não saio da cama.
Estou cansada do descanso, - disse sorrindo. Vou só ao quarto para tomar as vitaminas, e
avisar a Sandra de que pode ir almoçar, uma vez que ela não quis vir almoçar
connosco. Espera-me na sala.
Ele ficou ali, a vê-la afastar-se pelo corredor, o olhar
perdido na saia rodada de flores miudinhas, dançando à volta das esbeltas
pernas da jovem.
Pouco depois as duas estavam de volta, e enquanto Sandra se
dirigia à cozinha, Teresa encaminhou-se para ele que lhe deu o braço e disse:
-Vamos para o escritório. Tens lá o mesmo conforto e temos
maior privacidade. Sandra, – disse dirigindo-se à enfermeira - pode usar a sala
depois do almoço, se quiser ver TV ou ler. Não precisa estar metida no quarto,
uma vez que a Teresa lá não está.
Já no escritório-biblioteca, depois da jovem se ter
acomodado no sofá, ele puxou um cadeirão e sentou-se frente a ela.
Por momentos ficaram os dois calados, como se nenhum deles
soubesse como começar uma conversa, que punha em jogo a vida de cinco pessoas. Então
Teresa começou:
-Há uns meses atrás, eu tinha um sonho. Queria muito ser mãe, mas por tudo o que já te contei, e não vou repetir, decidi ser mãe solteira. Tinha e tenho uma boa situação financeira, uma habitação que embora não se possa comparar com esta casa é um bom apartamento como viste, e está situada numa excelente zona.
Tenho uma casa e um terreno numa aldeia no Norte, perto do rio e a menos de um quilómetro de umas termas bastante frequentadas. Cheguei a pensar vender a pastelaria, e a casa e construir nesse terreno, uma pensão rural. Nas termas existem bons hotéis, mas há muitos locais perto, que são cada vez mais procurados pelo turismo e não há nada de turismo rural nem lá nem nas localidades mais próximas.
Claro que eu não estava a pensar conhecer o pai do
meu filho, nem dividir com ele a sua educação e muito menos, que em vez de um bebé, viessem três e, portanto, sinceramente não sei como dar volta a esta situação.
E tu, que pensas?
- Durante estas seis semanas conversámos muito, contei-te coisas que nunca me atrevera a contar a ninguém de modo que me conheces suficientemente bem para que não te escandalize o que vou dizer. Quando entraste no meu escritório e me disseste que trazias no ventre o meu filho, imediatamente pensei que iria propor-te casamento.
Acredito que a educação de uma criança não fica completa, vivendo apenas com um dos progenitores. Por razões que bem conheces, não acreditava no amor, não confiava nas mulheres, e pensei que quando chegasse a hora te proporia o casamento como se de um negócio se tratasse. Era bom para o bebé viver com os dois, e a relação de amizade de que falavas não me convencia, pois, amigos não vivem juntos, e eu não aceitaria ver o meu filho, apenas quando tu estivesses disposta a permiti-lo.
Por outro
lado, imaginava que em qualquer altura, podias arranjar um companheiro, ou muito simplesmente mudares de ideia e desaparecer com
a criança e eu não queria o meu filho a ser criado por outro homem, muito menos ver-me envolvido numa longa batalha judicial pela guarda da criança.
Amigos, estive ontem e vou estar hoje a descansar os olhos.
Espero que no sábado, já esteja suficientemente bem para
voltar ao vosso convívio.
9.6.20
ISABEL - PARTE XX
Depois retomou o percurso apressando o passo. Acabara de sair do notário, onde fizera a escritura da sua nova casa. Há muito tempo, que Luís não tinha uma casa, no sentido convencional do termo, muito embora os seus pais estivessem sempre a dizer-lhe que a casa deles, era também a sua casa, e que se sentiriam muito felizes, se fosse viver com eles. Mas ele era demasiado independente para isso. Vira na agência um apartamento que lhe agradara, era perto, ali mesmo no quarteirão, e com o metropolitano quase à porta. Uma vantagem para quem não tinha carro nem pretendia comprar. Luís tinha uma auto caravana maravilhosa, que essa fora a sua casa, na vida de aventureiro que levava há anos.
Abriu a porta do edifício e viu uma senhora idosa a regar as plantas que adornavam o átrio.
- Para a semana vou tratar da mudança de nome da água, gás e electricidade. Depois falo consigo quando souber o dia que vêm, - disse abrindo a porta do elevador.
Este era composto por um quarto grande, com roupeiro e casa de banho, um mais pequeno só com roupeiro, uma grande sala com lareira, uma casa de banho no corredor e uma cozinha não muito grande mas bem equipada e com muita luz.
Fechou a porta e dirigiu-se à janela. Decididamente gostava do apartamento. Ocorreu-lhe que a mãe ia gostar do lugar. Sorriu. Gostava muito dos pais mas irritava-o a mania, que a mãe tinha, de que ele devia “arrumar-se”. Anos atrás, de cada vez que ele voltava de uma viagem, todos os dias a mãe tinha um lanche com alguma amiga. Nada demais se essa amiga não se apresentasse sempre com uma filha casadoira a tiracolo. Por mais que lhe dissesse que não estava interessado nesses encontros a mãe não desistia. Então, tomara uma atitude radical. A partir daí, passou a ficar num hotel e a visitar os pais sempre de surpresa. Claro que depressa a mãe percebeu e deixou de se armar em casamenteira.
Quando os pais soubessem que ele tinha comprado uma casa, decerto iam ficar muito contentes.
Nuno Fraga? Mas não era Luís Teixeira? Será que o homem dos olhos cinzentos é um aldrabão, ou a autora está a ficar choné? Qual é a vossa opinião?
8.6.20
ISABEL - PARTE XIX
- Espere! - A sua mão forte agarrou o braço de Isabel, obrigando-a a parar. - Não acha que nos devíamos apresentar? Afinal de contas para quem anda por aí a esbarrar um no outro, não podemos continuar desconhecidos. Chamo-me Luís. Luís Teixeira.
Pouco depois, tendo sido já atendida, Isabel dirigiu-se aos expositores de livros, e, fingindo escolher um, lá permaneceu por quase meia hora, e quem sabe não teria ficado mais tempo se entretanto não chegasse a hora do encerramento. Tinha medo de voltar a encontrar aquele homem. Não se reconhecia. Ela que enfrentara com coragem a morte do marido daquela forma brutal. Que lutara pelos seus sonhos mesmo quando não dormia para cuidar dos pais. Que era feito daquela mulher forte, a quem a vida madrasta não assustava? Quem era aquela mulher que tremia feito criança assustada na presença de um quase desconhecido?
23.4.20
À MÉDIA LUZ - PARTE IX
Abriu a porta e desviou-se para lhe dar passagem. Ela acendeu a luz, e ele olhou com curiosidade para o apartamento. Sandra encaminhou-se para a sala. Depositou a mala numa cadeira.
24.6.19
UM PRESENTE INESPERADO - PARTE XXXI
3.10.17
A RODA DO DESTINO - PARTE XII
Desceu às oito em ponto. Envergava um vestido azul escuro, de corpo bordado, e ampla saia rodada. O comprimento ligeiramente acima dos joelhos, dava destaque às compridas e bem torneadas pernas, que os sapatos de salto alto, tornavam mais elegantes. Sobre os ombros uma jaqueta curta em tom pérola. Prendera o cabelo num coque, o que deixava a descoberto a linha longa e fina do seu gracioso pescoço. O belo rosto apresentava uma maquilhagem muito ligeira. Era uma mulher muito bonita e tinha consciência disso.
- Prometo que em breve lhe trago uma fotografia de Ana Clara.
Estacionou o carro e apressou-se a rodeá-lo para lhe abrir a porta, mas Anete simplesmente abriu a porta e saiu, antes que ele tivesse tempo de a ajudar.
Atenção
Têm-me pedido capítulos mais longos. Percebo a vossa curiosidade, mas capítulos longos cansam, e eu tenho estado a publicar dois por dia, o que acaba sendo como um grande.
6.3.17
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO - PARTE VI
2.1.16
AMANHECER TARDIO - PARTE XVII
Não percebia o que se passava consigo, e isso assustava-a. Afinal tinham passado vinte anos desde a morte do marido, e durante esse tempo ela cruzara-se com muitos homens, até porque a sua profissão o proporcionava, e nenhum lhe tinha nunca provocado tal desassossego.
Que estranho feitiço tinham aqueles olhos cinzentos, que pareciam invadir cada recanto do seu corpo, mergulhando até ao mais profundo do seu ser? Estava ansiosa por voltar ao trabalho. Lembrou-se do ditado . "Mente desocupada, oficina do diabo" O que ela estava a precisar, para se livrar de pensamentos indesejáveis, era ocupar a mente.
Arrumou a mala, que entretanto esvaziara, tomou um duche rápido e começou a arranjar-se para o jantar com os amigos.
Pouco passava das sete e meia quando a campainha da porta tocou. Isabel deu um último retoque nos lábios, pegou na mala e saiu. Em frente à porta estava estacionado um carro cinza e junto dele um casal aguardava.
Agradeço do coração a todos os que durante o ano passado me acompanharam e me incentivaram com os vossos comentários. E desejo que
2016 seja para cada um de vós o ano que gostariam que fosse.
11.12.15
AMANHECER TARDIO - PARTE XIII
Acordou tarde e com a cabeça pesada. O sono fora povoado de sonhos. Sonhos esquisitos, em que via um homem com o rosto encoberto, envolto em neblina. Ela sabia que o homem era Fernando era o seu corpo, o seu jeito, mas quando o rosto se tornava visível era um desconhecido com uns profundos olhos cinzentos. Depois o rosto ia-se esfumando e ficava de novo encoberto e ela voltava a ter a certeza de que era Fernando, mas então a neblina desaparecia e ela via uma figura masculina com um pé em cima de uma muralha, o corpo inclinado para a frente e o rosto voltado para o lado contrário. Era o mesmo desconhecido? Ou era outro? Ela não sabia. Mas de uma coisa tinha certeza. Não era Fernando. Mas então o homem endireitava-se e afastava-se e embora ela não lhe visse o rosto, sabia que era o falecido marido.
Nota: Este conto, vai ser interrompido NO DIA 15, para postagens mais alusivas à época, regressando pós Ano Novo para o seu desfecho.









