20.6.17

SONHO AO LUAR - PARTE IV




Depois do jantar, como já era tarde, e a avó se deitava cedo, Isabel arrumou as suas roupas e como a noite estava quente resolveu dar um passeio. Enquanto o fazia, pensava no que a avó lhe tinha contado. Hélder estava cego. Como era possível? O que teria acontecido? E era escritor? Ela nunca ouvira o seu nome ligado à literatura, nem vira nenhum livro dele. Decerto usaria um pseudônimo. Mas qual? De súbito viu-o no passeio do outro lado da rua, e agora sim, reconheceu o cão guia. Ficou parada no passeio, vendo como o cão parava junto do portão do jardim, que ele abria, e entrava, fechando-o atrás de si.
Sentiu uma pena enorme dele, e dela que em dez anos não esquecera um único dia, a vergonha da rejeição que sofrera, e o amor que desde menina lhe devotava.
Lentamente tomou o caminho de casa, uma ideia martelando na sua cabeça. A avó dissera que ele andava à procura de uma secretária. E se ela fosse essa secretária? Tinha aquele mês de férias, e depois podia pedir férias sem vencimento. Afinal no escritório, sabiam que mais cedo ou mais tarde sairia para montar um escritório junto da avó. Estar junto dela era a intenção. Mas enquanto montava ou não o escritório, enquanto arranjava clientes, podia ser secretária dele. A questão era que ainda não tivesse preenchido a vaga, e que não soubesse quem ela era. Para isso teria que pedir segredo à avó.
No dia seguinte, falaria com ela. Depois iria, vê-lo e tentar ganhar o lugar de secretária. Talvez quem sabe, ficasse a saber a razão daqueles dez anos de ausência,  do que tinha feito entretanto, e do seu pseudônimo literário.
Será que ele se lembrava dela? Que guardaria uma boa recordação daqueles tempos, ou ficara tão zangado que a eliminara das suas lembranças?
A noite estava bastante quente. Isabel, tomou banho, enfiou um curto pijama de Verão, e finalmente adormeceu. 
Acordou cedo. Lavou o rosto, escovou os dentes e dirigiu-se à cozinha, onde encontrou a avó a fazer as torradas.
Deu-lhe um beijo e disse:
- Senta-te avó, eu faço o pequeno-almoço. 

20 comentários:

Tintinaine disse...

Já temos planos para o futuro e isso é bom.
Estou a gostar da trama desta nova história.

redonda disse...

Será que ele não vai reconhecer a voz dela?

Estou a gostar desta história e vindo só agora tive a sorte de poder ler quatro capítulos :)

um beijinho e depois volto para ler o próximo

Majo Dutra disse...

Mas que enredo tão interessante, salvo seja!
As peripécias que cria!!
Desejo que este tenha um final feliz, pois
de tristezas andamos fartos.
~~~ Abraços ~~~

✿ chica disse...

Tudo se encaminhando e ele terá no mínimo, uma secretária bem amorosa... Vamos te acompanhando e adorando! bjs, chica

Odete Ferreira disse...

Acabo de me ler esta nova narrativa. Como todas, prende bem o leitor, mas esta parece ter um sabor mais romântico.
Cá estarei.
Bjinho

Roselia Bezerra disse...

Olá, querida Elvira!
Que bom está desenrolando a história e creio que ela vai contar pra avó... será? Tá com jeito... Tomara! Os idosos tem sempre muito a nos ajudar e contribuir pro nosso bom senso.
Seja feliz e abençoada!
Bjm de paz e bem

Roaquim Rosa disse...

bom dia
para já são muitas as incertezas , mas que vai ser muito interessante não tenho duvidas nenhumas .
até amanhã .
JAFR

Pedro Coimbra disse...

E agora a neta vai abrir o coração diante da avó.
As melhores confidentes e conselheiras.
Abraço

Isa Sá disse...

a passar para acompanhar a história.

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Estou a gostar do rumo da história.
Um abraço e boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros

rendadebilros disse...

Isto é que é uma grande e inspirada proliferação de histórias! Nem o calor lhe retira a energia! Beijinhos.

Anete disse...

Vamos adiante com emoções e aguardando os próximos passos...
Suspenses pelo caminho...
Bj

Blog da Gigi disse...

Linda quarta-feira!!!!!!!!!! Beijos

Edumanes disse...

Sem ter pressa vou andando,
para ao fim poder chegar
todavia, no passado pensando
no que não se pode recuperar!

Tenha uma boa tarde amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

aluap Al disse...

Também eu quero saber o que se passou para ficar cego.

Abraço.

lua singular disse...

Oi querida ,
To chegando, mas amanhã e chego junto. Tive que ir a médicos em outra cidade.
Uma bela trama, assim que gosto
Até amanhã
Beijos
Lua Singular

Maria Teresa de Brum Fheliz Benedito disse...

Bom dia Elvira!
Estou a gostar muito.
Será que ele não vai reconhecê-la?
vamos aguardar, beijinhos.

Os olhares da Gracinha! disse...

Uma personagem bem carinhosa!
Bj

Jack Lins disse...

Também fiquei pensando se ele não reconheceu a voz, mas acho que a voz costuma mudar, se bem que a minha praticamente não mudou...

Smareis disse...

Vai ter novidades, nessa conversa!
Beijos!