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5.7.18

O DIREITO À VERDADE - XVI





Helena levantou-se cedo na manhã seguinte. Sentia-se bem melhor mais repousada, e quase sem dores. Tomou banho, prendeu a sua farta cabeleira num rabo-de-cavalo, vestiu umas calças de ganga, um top branco, calçou uns ténis e desceu ao restaurante, onde tomou o pequeno-almoço, saindo de seguida disposta a ver o máximo possível da cidade até às onze horas. Depois regressaria ao hotel com tempo para se refrescar, mudar de roupa e esperar por Cláudio para o almoço.
Verificou pelo mapa, que a Igreja de Santa Cruz que pensava visitar na véspera ficava longe do hotel. Resolveu dar um passeio pelo parque que tinha na frente do hotel, e ir até à margem do Mondego. Pelo caminho deparou-se com o Museu da Água e aproveitou para o visitar.
Tirou umas fotografias no parque e ao rio e voltou para o hotel, onde chegou às onze horas e vinte minutos. Subiu ao quarto, trocou as calças de ganga e o top por um macacão de alças, estampado em tons de rosa e azul, que acentuava a sua silhueta e a fazia parecer mais alta. Completou o conjunto com uns sapatos de salto e um colar de várias voltas. Queria estar bem bonita, já que tinha decidido que era a primeira e a última vez que iria sair com Cláudio. No dia seguinte logo pela manhã, apanharia a camioneta para Viseu, e nunca mais o veria. No seu íntimo, sentia-se triste. Tinha vinte e três anos, e as únicas companhias masculinas com quem lidara, além do tio e do falecido primo, foram os seus colegas da Universidade, jovens como ela, ainda em formação e à procura de um rumo na vida. Cláudio era diferente. Era um homem feito, seguro de si. E com uns olhos capazes de derreterem até um icebergue. Um homem ao lado de quem, qualquer mulher se sentiria segura. Qualquer mulher menos ela. Tinha que se concentrar na missão que se propusera. Conhecer o seu pai, saber que tipo de homem era, talvez até contar-lhe quem ela era. Não era uma tarefa fácil. Afinal de contas só sabia o seu nome e que tinha uma quinta nos arredores de Viseu. Quantas quintas haveria nesses arredores? Olhou o relógio. Onze e cinquenta e cinco, Pegou na mala, deitou uma olhadela rápida ao espelho, e saiu do quanto, em direção à receção. Se Cláudio fosse pontual deveria estar a chegar. Saiu do elevador, e ele veio ao seu encontro sorrindo.
- Boa tarde, vejo que encontrei uma raridade. Uma mulher pontual, - disse estendendo-lhe a mão.
Ela olhou o relógio. Meio-dia em ponto. Sorriu.
- O Cláudio também foi pontual.
- Os homens são sempre pontuais. As senhoras é que se atrasam. Vamos?
Começaram a andar lado a lado. Ela perguntou:
-Como está a sua mãe?
-Muito bem. Deve ter alta amanhã.
- Que bom, - disse sincera. Sabia o que estava a sofrer com a partida da mãe. Não desejava o mesmo para ele.
Entraram no carro, que ele pôs em movimento, enquanto perguntava.
-Conhece a Quinta das lágrimas?
-Só de nome. É a primeira vez que estou em Coimbra.
Vamos almoçar ao restaurante Arcadas, no Hotel Quinta das Lágrimas. É um local muito bonito. Tenho a certeza de que vai gostar.







Então é assim. Já fui ao médico já tenho os tratamentos marcados, inicio segunda feira. 
E agradeço a todos a atenção e carinho que têm tido comigo.
 Bem Hajam 

17 comentários:

Maria Alice Cerqueira disse...

Boa noite
tudo do melhor para voce
Maria Alice
https://www.mariaalicecerqueira.com.br/

Os olhares da Gracinha! disse...

Espero que melhore rapidamente!
Quanto à história ... o encontro que promete!!!
bj

Rejane Tazza disse...

Vejamos como acontece esse almoço e passeio deles!

Quanto a ti, te cuida bem e terás que ter PACIÊNCIA...Mas vale! bjs, chica

Cidália Ferreira disse...

A estória está a ficar muito interessante. Acho que vai nascer aqui alguma coisa... Oxalá não haja nada para impedir!! :))

A Elvira vai com os tratamentos sentir-se melhor!

Hoje, A janela, reflexos da minha alma.

Beijos- Boa noite!

Kique disse...

As melhorias no fim do tratamento serão bem visíveis
Bjs

Cantinho da Gaiata disse...

Antes demais, desejo-lhe as rápidas melhoras, problemas de coluna é horrível e por vezes a fisioterapia não resolve, falo por experiência própria, mas não vamos pensar assim.
Tenho estado um pouco ausente nas minhas visitas diárias, mas não me esqueço da amiga Elvira, hoje tal como gosto coloquei um série de posts em dia,como sempre estou a gostar fico apenas esperando para o desenrolar deste encontro.
Beijinho grande e as melhoras.

Larissa Santos disse...

Ai borboletas na barriga .. como será que vai correr? :))

Sussuros... à maresia...

Bjos
Votos de uma óptima boa noite

Que tudo corra bem consigo.

lourdes disse...

Já percebemos que a coisa não acaba no almoço, agora ficamos à espera do desenrolar da história.
Bjs

Tintinaine disse...

Estou a gostar cada vez mais!
Em frente, marche!

A Nossa Travessa disse...

Minha querida Elvirinhamiga

Os meus desejos de melhoras.


Tal como havia anunciado atempadamente acabo de publicar na «Nossa Travessa» o texto n.º 7 da saga É DIFÍCIL VIVER COM UM IRMÃO MONGOLÓIDEcujo título é Um chefe de esquadra à rasca. E podes crer que está mesmo…

Depois volto para comentar…

Unknown disse...


Estou acompanhando a história e gostando muito. Torcendo para que Helena encontre seu pai é também um grande amor. Melhoras pra ti. Grande abraço.

Isa Sá disse...

A passar para acompanhar a história. As melhoras rápidas.

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Roaquim Rosa disse...

Bom dia
Estamos na fase das incertezas dos protagonistas , e vamos ter muito que esperar até que a autora nos comece a abrir mais o livro !!
JAFR

Edumanes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edumanes disse...

Bom apetite para o almoço, é que eu lhes desejo.

Tenha um boa dia amiga Elvira.
Um abraço.

Marina Fligueira disse...

¡Hola Elvira!

Me parece que esta historia va a ser muy hermosa, pero bueno habrá también contratiempos como todo en la vida de cualquier ser humano.
Este trozo me ha gustado mucho, él la lleva a conocer a su familia, es de suponer que todo salga a pedir de boca, el próximo capítulo lo dirá. Gracias por compartir tu sabiduría, eres genial.
Ha sido muy placentero leerte siento no acudir con más frecuencia, pero voy siempre con mucha calma y no doy para más, los años pasan pesan y, aunque lo intento… la salud tampoco ayuda mucho.
Deseo que todo en tu vida esté bien, te dejo mi inmensa estima y gratitud.
Un abrazo y ten un feliz verano.

Hasta septiembre, nos vemos para entonces si Dios quiere.
Besos, amiga.

Lucia Silva disse...

Continuando minhas leituras dessa história maravilhosa!
Beijos carinhosos!