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4.7.18

O DIREITO À VERDADE - XIV




Os dois homens, tinham acabado de sair do hospital, e dirigiam-se para o carro.
-Falaste com o cardiologista da mãe?
- Falei. Disse que está tudo a correr bem, e que se tudo continuar assim, dentro de dois dias, lhe vai dar alta. Não vejo a hora de a ter em casa. Além desta canseira todos os dias de viagem, as horas que passo sem estar a seu lado, estou sempre preocupado a pensar no pior.
- O que importa é que está tudo bem e em breve ela vai para casa. Vamos jantar? Não comi nada desde o almoço e estou cheio de fome, -disse pondo o carro em marcha e dirigindo-se para a saída do hospital.
-Eu fui ao bar do hospital a meio da tarde para lanchar. Estar muitas horas sem comer faz mal, e não tinha piada, a tua mãe ficar boa e eu adoecer.
- Fizeste bem, mas eu estive grande parte da tarde com a Helena no hospital, e depois fui levá-la ao hotel e fui ver a mãe. Não tive tempo de comer. Vamos jantar ao Nacional, desde que a mãe veio para o hospital, só temos comido carne, e eles são famosos com os pratos de bacalhau.
Estacionou o carro junto ao restaurante e entraram. Cláudio escolheu um bacalhau no forno, o pai optou por um bacalhau à Gomes de Sá, acompanhado por um tinto Dão Campolargo.
- Parece que essa Helena te impressionou, filho.
-Talvez. Consegui convencê-la a almoçar comigo amanhã. Depois se verá. Pode ser que me desiluda e tudo acabe amanhã mesmo, ou que pelo contrário me interesse e tente saber onde posso encontrá-la depois.
- Eu e a tua mãe estamos desejosos que te interesses a sério por alguém. Já vai sendo tempo de sermos avós.
- O que vocês querem é verem-se livres de mim, - disse a rir.
Acabaram a refeição em silêncio. Cláudio pensava que o casamento era algo muito sério. Admirava a relação de amor que ligava os seus pais. Era difícil na atualidade encontrar casais assim. Os seus amigos que tinham casado, ou estavam divorciados ou iam a caminho disso. Alguns já iam no segundo divórcio. Ele não queria correr esse risco. Para casar teria que encontrar alguém especial.
Apesar de os dias serem ainda grandes no final de Agosto, já se notava a diferença, em relação ao mês anterior e quando saíram do restaurante já tinha anoitecido. E até chegarem a casa ainda tinham mais de uma hora de estrada.
Pouco depois entravam na EN 31 de regresso a casa. No dia seguinte pela manhã, fariam a viagem em sentido inverso. Era assim todos os dias desde que há uma semana, Carmo, tinha entrado no hospital em Coimbra para uma Cirurgia de Revascularização Miocárdica.




Para os que me perguntam pela saúde.
Eis o resultado da TAC






17 comentários:

Rejane Tazza disse...

Uma bela conversa de pai e filho e vamos ver como evolui o caso.
Um beijo e fica bem!chica

Larissa Santos disse...

Adorei este episódio. Fiquei com os olhos presos ao bacalhau:)) Estou ansiosa para saber como vai correr o almoço 'deles' se houver :))

Que tudo esteja bem consigo.

Bjos
Votos de uma óptima Quarta-Feira

Os olhares da Gracinha! disse...

Há uma bela cumplicidade!
Vamos aguardar!
bj

Ontem é só Memória disse...

Peço imensa desculpa mas não percebi nada do que dizia o TAC mas espero que sejam boas noticias!

Bjxxx
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Manu disse...

Espero que o filho venha a sentir alguma cumplicidade com a Helena.

Espero que tudo no teu TAC esteja bem.

Abraço Elvira

Edumanes disse...

Gosto se saber o que é que ira acontecer. Entre Cláudio e Helena, mas não estou ansioso. Por não ter pressa de deixar este mundo maravilhoso!

Tenha uma boa noite amiga Elvira.
Um abraço.

Cidália Ferreira disse...

E a "vida" continua...Curiosa para o almoço entre o quiçá, futuro casalinho!

Beijo-Boa noite!

Kique disse...

Vamos aguardar pelo almoço

A coluna não está fácil
Bjs

Kique

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Lindo episódio, Elvira! Mas o que me chamou mais a atenção foi o bacalhau a Gomes de Sá com vinho do Dão, prato e vinho de preferência de meu pai, descendente português do Porto. E eu mesmo, inclusive, de vez em quando preparo esse prato para amigos. Quanto ao vinho, está meio difícil vinho da região do Dão por cá. Importam mais vinho alentejano e do Douro e até mesmo da região de Lisboa, mas o Dão Novo Mundo ou Vasco da Gama que meu pai gostava, sumiu das importadoras e eu gosto deles por serem "madeirados" (sabor do carvalho). Parabéns pelo belo texto e postagem! Grande abraço. Laerte.

Tintinaine disse...

Eu fiquei apaixonado pelo prato de bacalhau à Gomes de Sá. Quando for a Coimbra vou à procura do Nacional!!!

Roaquim Rosa disse...

bom dia
Claro que vou continuar a acompanhar a Historia .
o meu comentário tem a ver com o que passei recentemente e quando leio ou vejo qualquer filme que tenha a ver com acompanhamento hospitalares, fico um pouco mais emocionado .
Peço desculpa a todos os leitores pois não tenho que demonstrar nos meus comentários os meus sentimentos pessoais .
JAFR

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Estou a gostar minha amiga e o meu olhar ficou preso na deliciosa fotografia.
Um abraço e continuação de boa semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros

António Querido disse...

Gosto mais do bacalhau à Brás, mas são gostos! Agora vou esperar para saber se vai haver almoço de pombinhos e que escolham um cozido à portuguesa.

Abraço

Ailime disse...

Boa noite Elvira,
Uma conversa entre o pai e o filho, como é habitual nestes casos em que eles pensam demasiado para assumir compromissos;))!!
Vamos ver o que o futuro dirá!
Beijinhos,
Ailime

Gaja Maria disse...

Não entendo nada de medicina, só espero que não seja nada de mau o que está escrito no relatório da TAc. Abraço

Lucia Silva disse...

Pai e filho numa conversa bem franca e aberta, mostrando o amor que ambos sentem um pelo outro.
Beijos!

Smareis disse...

Esse bacalhau é de dar água na boca. Elvira desejo que tudo esteja bem. Dores lombar é horrivel. Tive um acidente e sinto dores até hoje, mesmo depois de anos. Faço natação e mesmo assim ainda dói de volta e meia. Se cuida!

Beijos!