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7.2.18

A VIDA É ... UM COMBOIO - PARTE XXXI






Almoçaram juntos, num restaurante perto da escola e voltaram para assistir ao resto das atividades, embora Martim não entrasse em nenhuma outra. Por volta das quatro da tarde, a festa terminou, com um lanche ao ar livre, feito com as gluseimas que as próprias crianças tinham levado. Como Amélia pretendia seguir ainda nesse dia para a quinta, despediu-se da professora do filho, dizendo que não podiam ficar mais tempo por causa da viagem. No parque junto do automóvel, Paulo disse:
 - Também vou para cima hoje. Podíamos ir juntos. Passava daqui a pouco pela tua casa a buscar-vos.
- Obrigada, mas é melhor eu levar o carro. Pode ser preciso alguma coisa, com a avó, não posso ficar dependente de ti.
- Tudo bem. Mas eu venho aqui ter e vamos juntos. Vou só a casa buscar umas coisas e volto. Preciso falar contigo ainda hoje.
- Está bem. Às seis horas está bem para ti? Podemos jantar pelo caminho. Costumo fazê-lo com o Martim.
- Muito bem. Às seis então.
Afastou-se frustrado. Tinha uma vontade louca de a beijar. Não conseguia esquecer aquele beijo junto ao rio. Mas a presença de Martim impedia-o de dar livre curso ao seu desejo.
Como combinado, partiram às seis, jantaram no restaurante à beira da estrada, onde habitualmente Amélia costumava fazê-lo.
Durante o jantar, Paulo informou que os seguiria, até casa da avó Maria, queria comunicar-lhe a sua decisão de casarem o mais rápido possível, uma vez que ambos já não eram crianças, tinham certeza da decisão que tomaram e tinham o consentimento de Martim, que se mostrava muito feliz com a ideia de ter Paulo junto dele como um pai.
- Podemos realizar o casamento na herdade, não será uma grande festa, mas estaremos rodeados daqueles que amamos, e nos amam. Vamos tratar de tudo com eles este fim-de-semana, de modo que o casamento seja o mais rápido possível. Preferes uma cerimónia civil ou religiosa?
- O meu primeiro casamento, foi apenas no civil. A avó ficou desgostosa, para ela a benção divina é essencial para a felicidade no casamento. Desta vez, se não for contra aquilo em que acreditas gostaria de fazer-lhe a vontade.
- Então será uma cerimónia religiosa. Achas que quinze dias são suficientes para preparares tudo?
- Quinze dias? Ninguém consegue casar em quinze dias.
- Claro que sim. Os documentos, hoje em dia com a Internet conseguem-se num ápice. O mais difícil será a marcação na Igreja. Mas nem isso é obstáculo. Uma boa doação para as obras da Igreja faz milagres.
- Mas ainda nem falei com o meu irmão! Como te disse ele está de férias em Cabo Verde. Partiu ontem, só voltará dentro de dez dias.
- É tempo suficiente para mo apresentares e convidá-lo para o casamento. És maior de idade, não precisas da autorização dele.
- Tudo tão rápido… não sei.
- Vá lá mãe, diz que sim. Se aceitaste casar, que diferença faz uns dias mais. Depois quanto mais depressa casares mais depressa tenho uma família.
- Está bem. Vocês ganharam.


Nota, ontem não me foi possível visitá-los. às 4 horas quando cheguei a casa e liguei o pc não tinha Internet e essa falha manteve-se pelo menos até às duas e meia, hora a que me deitei.
Hoje tenho aulas de manhã e de tarde, pelo que só depois das 5 vou conseguir visitar-vos.