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5.7.19

UM PRESENTE INESPERADO - PARTE XLI


- E na cama? Como é que vão as coisas?
- É difícil dizer. Quando fazemos amor, ela reage com a mesma paixão de sempre. Porém muitas vezes arranja desculpas para não ir para a cama comigo, na esperança de que eu adormeça antes dela se deitar.
- Não estará grávida? Tenho ouvido dizer que ficam um tanto estranhas quando estão grávidas. Questão hormonal, é o que dizem.
- Não. Do jeito que ela adora a Matilde, se fosse isso, andaria doida de alegria, e o que leio nos seus olhos é uma enorme tristeza. 
-Olha, não sei que te diga. Quando vos vi juntos pelo Natal, e depois no meu casamento fiquei feliz por te ter “empurrado” para o casamento. Ia jurar que vocês tinham sido feitos um para o outro. Mesmo ontem, no aniversário da Matilde, não notei essa tristeza de que falas.
-Ontem era um dia especial na vida da filha, e estava feliz por isso.
- A única coisa que te posso dizer, é que acabes de vez, com essa angústia. Não te levará a lado nenhum. Conversa com ela, fala-lhe dos teus sentimentos, mostra-lhe como estás preocupado. Uma conversa sincera pode acabar com o problema, se é que existe mesmo algum problema -aconselhou Artur.
-Tens a certeza que a tua mulher não sabe de nada? São tão amigas...
- Penso que não, embora saiba que mesmo que soubesse de algo, não mo diria por entender que o assunto é apenas vosso.  Já te disse o que deves fazer. Não sei como te ajudar mais. Ou talvez saiba. Vais fazer seis meses de casados por estes dias, não é verdade?
- Depois de amanhã, dia vinte.
-Então, nesse dia a Natália pode inventar uma história qualquer para que a Matilde fique connosco. O resto é contigo. Agora se me dás licença, a minha mulher e a tua filha, esperam por mim no parque.
Saiu deixando o amigo ensimesmado.
Claro, ele podia preparar uma comemoração romântica do dia. Mas o quê? Isabel era tão independente! No dia do casamento deu-lhe um cartão de crédito, mas ela fiel à sua palavra, não o utilizou uma única vez, a não ser para as despesas da casa, ou para comprar roupa e calçado para a filha.
Se pensasse numa noite num hotel, era bem capaz de não aceitar, como não aceitara no dia do casamento.
Tocou a campainha e a sua secretária apareceu à porta.
- Chamaste?
- Sim. Lembras-te do restaurante que contratámos para o jantar do meu casamento?
- Perfeitamente.
- Traz-me o número do telefone dele e arranja-me também o número de uma boa florista. 
A secretária saiu e voltou pouco depois com os números.
- Obrigado Glória. Se eu te pedisse para depois de amanhã, ires fazer uns trabalhos na minha casa, havia algum inconveniente?
- Que tipo de trabalhos?- perguntou surpresa, pois trabalhava há vários anos na empresa e nunca o patrão lhe fizera uma proposta semelhante.
- Deves lembrar-te que faço nesse dia seis meses de casado. Gostava de oferecer a minha mulher, uma comemoração romântica, com muitas flores, na mesa, no quarto, essas coisas que as mulheres gostam, mas receio não ser capaz de o fazer sozinho.
- Percebo. Queres que eu vá preparar o ambiente para fazeres uma surpresa à tua esposa.
-É isso. Vou encomendar as flores e o jantar. Depois do almoço, dou-te as chaves, passas pela florista e preparas o ambiente. Quando acabares, voltas ao escritório e dás-me as chaves.
- Conta comigo. Encomenda rosas vermelhas, Muitas. E agora? Precisas mais alguma coisa?
- Não. Podes ir.



2.5.19

UM HOMEM DIVIDIDO - PARTE XXXV



-Não, de modo nenhum. Desde que te conheci só me tens demonstrado que és uma boa pessoa, e o que fizeste ontem à noite, devolvendo a empresa, ao meu pai, apesar do ódio que lhe tens, foi a maior prova disso.
-Então, o que te impede?
-Se for contigo, a imprensa vai começar a especular. Não quero encher as páginas das revistas cor-de-rosa como a tua nova conquista.
-Isso é desculpa. Primeiro não tenho por costume exibir nenhuma conquista, nunca o fiz, sempre que apareci em alguma festa, fui sozinho, ou acompanhado da Gabi e do Eduardo. Segundo, não me parece que seja essa a verdadeira razão. Penso que cometi um erro quando disse ao teu pai que o salvaria se acedesses a casar comigo. Na altura, só pensei em castigá-lo, não pensei que isso podia separar-nos para sempre. Agora dou-me conta, que hoje, mesmo que diga que te amo, como nunca amei ninguém em toda a minha vida, que daria a minha fortuna, para que tivesses por mim, o mesmo sentimento que me inspiras, tu nunca acreditarás em mim. Como o teu pai não acreditou que eu tinha sido assaltado. Se eu fosse um tipo esperto, teria descoberto há muito que não és diferente dele. Mas até os tipos mais lerdos,  cedo ou tarde, acabam por ver o que têm na frente dos olhos. Assim sendo, não precisas inventar mais desculpas. Não voltarei a incomodar-te, nunca mendiguei nada a ninguém, também não o vou fazer contigo.
Atordoada com aquela declaração, Paula não teve tempo de responder, pois nesse momento bateram à porta, e de seguida, dona Teresa entrou.
-Filho, a tua irmã, e a família acabam de chegar.
Paula aproveitou a interrupção para dar por terminada aquela conversa, antes que começasse a chorar.
 -Já passa do meio-dia. Não se devem atrasar com o almoço, o tempo passa a correr e depois não têm tempo de se vestirem antes dos convidados começarem a chegar.
António levantou-se e deu o braço à mãe.
-Vamos lá então, -disse
Paula ficou só no escritório. Deixou-se cair na cadeira, e escondeu o rosto entre as mãos. De todo o discurso de António ela só retivera a declaração de amor. Pudesse ela acreditar nas palavras do empresário, e sentir-se-ia a  mulher muito feliz ao cimo da terra. Mas será que era mesmo uma declaração ou tratava-se apenas de um mero exemplo explicativo? E mesmo que fosse uma declaração, como acreditar num homem capaz de guardar sentimentos de vingança durante tantos anos? Quem lhe diria que ele não tinha desistido de arruinar o pai, por pensar que seria maior a vingança, se casasse com ela? Se ao menos ela soubesse o que o pai lhe tinha feito. Mas como havia de o saber, se nenhum dos dois queria falar nisso? Certo que o empresário deixara escapar qualquer coisa sobre um assalto. Mas ela estava tão atordoada que nem entendera o que ele dissera. Levantou-se e ia dirigir-se à cozinha, quando encontrou a mãe do anfitrião.
-Venha minha querida, ia chamá-la para almoçar.
-Obrigada, dona Teresa, mas é um almoço de família, não quero ser uma intrusa. Prefiro comer alguma coisa na cozinha. 
-De modo algum. Venha, estão todos à sua espera.
A senhora era tão amável e parecia tão sincera, que Paula não tinha como recusar o convite sem ser indelicada.
Entraram juntas na sala. Eduardo levantou-se para a cumprimentar e apresentou-lhe a  esposa e filho. Paula sentiu uma empatia imediata por Gabi, e emocionou-se quando a esposa de Eduardo, a abraçou com carinho. Pedro, o filho do casal era um rapazinho alegre e simpático, que lhe disse ser muito amigo de Miguel, e lhe contou que o irmão falava muito dela.
Pouco depois era servida a refeição. Todos se mostravam alegres e simpáticos, fazendo com que se sentisse da família. Todos, menos António, que se mantinha em silêncio e de sobrolho franzido, respondendo apenas quando era interrogado diretamente.



Passei o dia fora e estive na Alameda. Aqui podem ver algumas imagens se estiverem interessados. 

25.11.18

UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XII


Três dias depois, Ana encontrava-se no escritório, estudando um processo de um divórcio litigioso, quando o pai lhe perguntou se ia nessa noite ao aeroporto despedir-se de Simão.
Sentiu raiva. Então o irmão ia-se embora nessa noite, e não lhe dissera nada? Verdade que não voltaram a encontrar-se depois da festa, mas ainda assim, ele podia ter-lhe telefonado. Não era justo que não o fizesse. Afinal fora ele a levantar as hostilidades, era ele quem tinha de pedir desculpas. De todos os irmãos, Simão sempre fora o seu preferido. Porque era o mais velho? Porque sempre tratava as irmãs com todo o cuidado como se elas fossem delicadas flores de cristal? Porque estava sempre perto dela, para a acalmar e a proteger de todos os perigos imaginários? Não sabia.
E agora? Tinham sido cinco anos sem o ver. Tinha saudades dele. Teria desejado contar com o seu apoio, e a sua compreensão, para lhe ajudar na fase de desilusão em que se encontrava, com a recente desilusão amorosa. E ele não só não lhe ligara nenhuma, como até se mostrara desagradável.  E agora ia-se embora assim? Ah! Não. Não ia ser assim tão fácil. Arrumou o processo:
- Pronto pai está aqui o processo que me pediste e todos os apontamentos necessários para a elaboração da defesa. Sempre posso contar com os quinze dias de férias que me prometeste?
- Claro. Vais viajar?
- Vou. Hoje mesmo vou marcar passagem. Preciso afastar-me. Espairecer. Pensava começar amanhã. Dispensas-me esta tarde? Preciso tratar de muitas coisas.
- Está bem, Ana. Porque não vais lá a casa, almoçar connosco? A mãe ia ficar contente de te ver, e se não vais logo ao aeroporto, aproveitavas para te despedires do teu irmão.
- Está bem.
O resto da manhã decorreu quase sem dar por isso, empenhada em deixar em ordem todos os processos que tinha entre mãos. Separou aqueles que pela proximidade das datas, não poderia tratar e combinou com os colegas, quem os ia assumir.
Quando chegaram a casa, a mãe e a irmã, mostraram grande alegria por vê-la. Mas não viu o irmão.
Ouviu o pai perguntar:
- O Simão não almoça connosco?
- Disse que sim. Deve estar a chegar. – Respondeu a mãe.

reedição







19.9.18

ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE IV




Desceu as escadas e dirigiu-se à biblioteca. Abriu a porta, não sem antes bater com os nós dos dedos.
Ricardo estava sentado atrás de uma grande secretária. Tinha um bloco na sua frente onde escrevia algo.
Levantou a cabeça e olhou-a. Era um olhar amistoso? Indiferente? Clara não saberia dizê-lo.
- O teu irmão saiu há uns vinte minutos. Disse que ia acampar com o seu grupo de escuteiros e que te telefonava amanhã. Vai acampar muitas vezes?
- Entrou para os escuteiros aos seis anos. E desde essa data que acampa, amiúde, durante as férias. No tempo de aulas não. Porquê? Não te agrada?
- Porque não me agradaria? Perguntei por simples curiosidade.
- Por falar em curiosidade. Disseste que o Tiago e a Soraia não são irmãos?
-Não quero falar sobre isso.
- Como não? Temos um contrato, no qual eu me comprometi a cuidar deles, a educá-los e protegê-los até atingirem a maioridade, tal como se fossem meus filhos. O que são, mais ou menos quinze anos. Se vou ser a mãe deles, tenho todo o direito de saber o que lhes diz respeito.
Tinha levantado a voz, e ao dar-se conta disso, corou.
Ricardo pousou a caneta, e por largos minutos não disse nada. Depois…
-Talvez tenhas razão, mas de qualquer modo, hoje não é dia para falarmos disso. Antes quero apresentar-te as minhas desculpas. Devia ter-te dado as boas vindas à tua nova casa, coisa que não fiz. Sê bem-vinda.
-Obrigada. Disseste que a Antónia fazia o trabalho da casa e que eu só devia cuidar das crianças. Quero saber se estou proibida de fazer outras coisas.
- Que coisas? O teu trabalho é, cuidar das crianças.
- E durante o tempo em que dormem? Ou quando forem para a escola? Posso cozinhar, jardinar, ou fazer qualquer outra coisa que me apeteça no momento, ou tenho que me sujeitar a ficar no quarto como se estivesse de castigo?
- Que se passa, Clara? Porque não falaste nisso, antes de assinares o contrato? És mais esperta do que eu pensava. Aceitaste tudo, até estares casada e agora começas a mostrar as garras.
 Ergueu a cabeça e disse o mais serena que conseguiu, embora  os seus olhos estivessem mais brilhantes e a raiva lhe apertasse a garganta.
- Não sei com que espécie de mulheres, lidaste até hoje, mas gostaria que não me julgasses por elas.  Fui absolutamente sincera quando te disse o que me tinha levado a responder ao teu estúpido anúncio. Mas mesmo necessitando-o com toda a minha alma, eu não teria assinado aquele contrato, se não gostasse de crianças e não soubesse que era capaz de ser para elas a mãe que decerto precisam. Fui mãe do Tiago, desde que meu pai morreu e tu sabes isso, deve estar no relatório do detetive. A ideia do casamento foi tua. Eu faria exatamente a mesma coisa com um simples contrato de empregada. Por isso não me venhas dizer que fiz isto ou aquilo, até estar casada, como se te tivesse enganado. Sabes muito bem que até ao momento da cerimónia, vi mais vezes o teu advogado do que te vi a ti. E decerto não lhe ia fazer as perguntas a ele. E outra coisa, o facto de cuidar das crianças não me impede de fazer outras coisas que gosto de fazer, como cuidar do jardim, fazer um almoço especial quando me apeteça, ou até lavar os vidros da janela. 
Sei que tens uma boa empregada e que podes contratar quantas quiseres mais. Calculo que sejas um homem muito rico, mas que fique bem claro. Compraste os meus serviços, mas não há dinheiro no mundo que compre, a minha vontade, ou mude a minha maneira de ser.  Quando era criança, os meus pais tinham uma cozinheira e duas empregadas. Mas desde os oito anos que aprendi a arrumar o meu quarto e nunca mais deixei a empregada fazê-lo.
 Virou-se, saiu e subiu para o seu quarto sem esperar resposta.



30.5.18

CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA - PARTE XI




- Não estou para ninguém e a Susana não sabe a que horas volto, -disse o advogado à sua secretária antes de entrar no seu gabinete.
Mal se instalaram no escritório, Pedro retirou do casaco o relatório que o investigador lhe tinha enviado e passou-o ao amigo que o leu em silêncio. Depois disse:
- Que a criança seja teu primo, e que queiras ajudar a família, eu compreendo, mas essa peregrina ideia de casares com a tia da criança, é que não me entra na cabeça. Primeiro, não tinhas um compromisso com a Cristina Barbosa?
-Nunca foi nada sério, nunca lhe fiz qualquer promessa, apesar de no início ter chegado a pensar nisso. Conheceste-a, é uma mulher muito bela, mas tem tanto de bonita como de fútil. A nossa relação ultimamente resume-se a isto. Ela a tentar arrastar-me para festas enfadonhas e eu a arranjar desculpas para não ir. Hoje mesmo tenciono ter uma conversa séria e acabar com qualquer ilusão da sua parte.
-E depois, chegas junto desta, - olhou o relatório para confirmar o nome e continuou, - Joana Teixeira e declaras que te apaixonaste por ela, mal a viste e que vais morrer de amor se não aceitar casar contigo?
- Não sejas ridículo. Penso propor-lhe casamento oferendo-lhe ajuda para criar o menino, e cuidar da mãe que decerto precisará de assistência médica. Será um casamento de conveniência, uma espécie de negócio.
-E os sentimentos Pedro? Onde fica o amor, o carinho, a paixão?
- Ora, tu sabes que eu não acredito no amor. Vá, não olhes assim para mim,  tu e a Helena são a exceção que confirma a regra.
-Acreditando que tu penses assim, quem te diz que esta jovem pensa como tu? Mais, quem te diz que ela não está apaixonada por alguém?
- Se tivesse uma qualquer relação o Abílio tê-la-ia descoberto. Algo me diz que é uma mulher que sempre se preocupou mais com os outros que com ela própria. E é com essa preocupação, com o bem-estar do menino e da mãe que conto para convencê-la.
- Bom, se já estás decidido, o que queres de mim?
- Que redijas um contrato pré matrimonial, com as condições que eu te ditar na altura, sendo que deverás acrescentar uma alínea, frisando que o casamento terá que ter uma duração no mínimo de dois anos, assim que eu te disser. E que nessa altura entres com o pedido de adoção do menino, e trates de toda a documentação para que me torne legalmente pai dele, o mais depressa possível depois do casamento. 
- Porquê essa alínea dos dois anos?
-Porque em dois anos, já serei legalmente seu pai, o menino terá crescido, criado laços comigo, e será muito mais fácil na minha posição que o juiz me dê a sua guarda, do que à Joana.Tenho melhores condições de vida.
-Isso é uma canalhice, Pedro.
- E não é uma canalhice o que elas nos fazem, quando um homem lhes dedica toda a vida e  nos abandonam sem dó nem piedade?
- Não podes julgar todas por uma. Oxalá um dia encontres alguém que te demonstre como estás enganado.  Pelo teu próprio bem. Mas parece-me que estás a pôr a carroça à frente dos bois. Nem sequer sabes se a tia vai adotar o menino ou se simplesmente requereu a guarda como parente mais próximo. E se ela não pretender adotar a criança como vais entrar com um pedido de adoção?
-Não te preocupes. Se ela não tiver pensado nisso, eu a farei pensar.
-Pareces ter pensado em tudo. Mas estamos ainda na fase das hipóteses. Pode acontecer que contrariamente ao que pensas, a jovem não aceite esse casamento. Mas supondo que aceita, já pensaste que em dois anos, ela pode gerar um filho teu?
- És sempre o mesmo sonhador Ricardo. Acreditas mesmo, que uma mulher que aceita um casamento para melhorar a vida dos seus, vai querer sujeitar-se a uma gravidez? Não tenhas ilusões. É bem capaz de querer reduzir o prazo dos dois anos.
-Arrepias-me com o teu cinismo.
-Posso contar contigo?
- Não tens contado sempre?


Bom  gente, hoje acordei quase sem me poder mexer. Na verdade estive melhor enquanto a medicação durou e de há dois dias para cá tem sido sempre a piorar. Ainda fui à aula da manhã, mas de tarde fui para o médico. Acabei de chegar, e além da medicação e da requisição para fazer uma TAC, as recomendações são para repouso absoluto "de cama, e não no sofá" palavras dele, durante dois dias. Depois vai-se levantando aos poucos, andando um bocadinho em casa e volta para o repouso. 
O conto está escrito e vou programá-lo para ir saindo. Mas não se admirem se não conseguir visitar-vos. 



9.3.17

CASAMENTO POR PROCURAÇÃO - PARTE X





Finalmente esboçou um sorriso, e disse:
- Conheci a tua mãe, ainda ela namorava o teu pai. Era muito bonita. Sais a ela. Chega aqui filha. Dá-me um abraço. E sê bem-vinda à família.
A jovem aproximou-se, abraçou a senhora e depositou dois beijos na sua face enrugada.
Conversaram sobre a viagem e quando se despediam, a tia disse:  
- Vem lanchar comigo amanhã, filha. Gostava que me falasses da aldeia, do meu irmão, e dos meus outros sobrinhos. Tenho para mim que nunca mais os vou ver.
- Não digas isso, tia. Quando estiveres melhor, vão de férias. Escusas de arranjar desculpas, com o restaurante, que eu dou conta do recado.
- Quando se chega à minha idade, as melhoras só vêm com três badaladas e… bom deixemos isso que hoje é um dia de alegria, e vós tendes coisas melhores para fazer do que companhia a uma velha. Vão lá jantar, e não te esqueças, que te espero amanhã para lanchares comigo.