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10.11.18

ESTRANHO CONTRATO - PARTE XV



Depois do duche e de ter trocado de roupa, Afonso voltou à sala. Foi até à janela e ficou observando o exterior. A irmã, estava no baloiço com a sobrinha, Ana. Marta e João ora subiam as escadas do escorrega, ora se deixavam deslizar pelo outro lado, soltando alegres gargalhadas. Desde o dia em que se conheceram três meses antes, que aqueles dois quando estavam juntos era uma festa. Ninguém diria ao vê-los que não eram irmãos, ou amigos de longa data. Um pouco afastados, Francisca, de cócoras falava com Simão. O menino preocupava-o. Pelo que observara, naqueles três meses, parecia-lhe demasiado adulto para os seis anos que ia fazer em breve. Não tinha a alegria nem a espontaneidade do irmão, nem estava sempre a pensar na brincadeira. Várias vezes observara nele atitudes de protecção com o irmão e até com a própria mãe.
No jardim a conversa continuava, e Afonso pensou que gostaria de saber de que falavam. Será que o miúdo ia ter problemas de integração? Que não ia aceitar o casamento da mãe?
A carrinha do restaurante parou junto ao portão. Antónia, a empregada, saiu para o abrir e lhes franquear a entrada.  Viu as duas mulheres chamarem as crianças e encaminharem-se para casa. O serviço com o restaurante estava tratado, incluindo a presença de dois empregados para lhes servir a refeição, não tinha que se preocupar com isso. Chamá-lo-iam quando tudo estivesse pronto.
O que o preocupava agora era a visita dos ex-sogros, no dia seguinte. Não lhes tinha dito nada que ia voltar a casar. Preferira apresentar-lhes o acto consumado. Desde que lhe disseram que queriam a guarda das meninas, porque achavam que elas estavam muito sozinhas, que um homem só e ainda por cima com tanto trabalho, não teria condições de dar às crianças a atenção que necessitavam, toda a simpatia que lhes tivera desaparecera. Fora por isso que Graça o incentivara a casar. E se a princípio ele achou que semelhante ideia era uma estupidez, depois que a irmã lhe falou da amiga, e sobretudo quando a viu, tímida e envergonhada no seu escritório, a ideia começou a parecer-lhe mais aceitável.  E se ainda tinha dúvidas, depois que ela foi com os filhos, passar o dia lá a casa, e viu a forma carinhosa como tratava deles, e como se deu a conhecer e tratou as meninas, teve a certeza de que era realmente o passo certo.

reedição





17 comentários:

Joaquim Rosario disse...

Bom dia
Não há duvidas. Mais uma historia que nos está a apaixonar !!
Bom fim de semana
JAFR

chica disse...

Tão bom de ler sempre aqui! Lindo fds! beijos, chica

Maria João Brito de Sousa disse...

Passando, para colocar a leitura em dia e deixar o meu abraço.

Bom Sábado, Elvira.

Isa Sá disse...

A passar por cá para acompanhar a história e desejar bom fim de semana!


Isabel Sá
Brilhos da Moda

António Querido disse...

Passo na sexta, no sábado, no domingo e todos os dias porque gosto das suas histórias! Boa continuação.

O meu abraço

Gil António disse...

Bom dia:- Lendo e acompanhando a Estória cheio de interesse.
.
* Solidão poética na noite escura ( Poetizando e Encantando ) *
.
Abraço de amizade

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Continuo presente e aproveito para desejar um bom fim-de-semana.

Andarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
Livros-Autografados

Teresa Isabel Silva disse...

Cada vez fico mais viciada na história!

Bjxxx
Ontem é só Memória | Facebook | Instagram

Olinda Melo disse...


Um reedição que me agrada muito.
Acho que já me estou a lembrar deste conto.
Vou fazer os possíveis por passar por aqui mais vezes.

Bj

Olinda

Edum@nes disse...

Às vezes as aparências iludem. O que não terá acontecido entre Afonso e Francisca. Juntaram os trapinhos para bem das filhas de Afonso e dos filhos de Francisca. O bem estar na vida com amor se constrói. Sem inteligência, com arrogância mais depressa se destrói!

Tenha um bom fim de semana amiga Elvira.
Um abraço.

Mar Arável disse...

A complexidade do simples
num rio de palavras que se desfolham
Bj

Cidália Ferreira disse...

Estou em mim que foi um bom passo para ambas as partes!! Amei!

Isolada em pensamentos contidos. [ Poetizando e Encantado (60) ]
Beijos e um excelente fim - de - semana

Roselia Bezerra disse...

Boa noite, querida amiga Elvira!
As coisas estão a correr muito bem...
Aguardo sempre com expectativa Boa o próximo capítul..
Deus a abençoe muito!
Bjm fraterno e carinhoso de paz ebem

Os olhares da Gracinha! disse...

Mais um capítulo bem interessante!!! Bj

Ailime disse...

Boa tarde Elvira,
Gostei imenso deste capítulo que no ajuda conhecer melhor as personagens.
Beijinhos,
Auilime

Lúcia Silva Poetisa do Sertão disse...

Mais um capítulo que expressa a magnitude desta novela.
Beijos!

Rosemildo Sales Furtado disse...

Para quem estava na situação em que se encontrava a Francisca, a atitude tomada foi a mais acertada.

Abraços,

Furtado