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20.1.21
SONHO AO LUAR - PARTE VI
23.10.20
CILADAS DA VIDA - PARTE XLIX
Dez minutos depois, João tinha as duas no seu escritório.
Explicou a situação que estava vivendo e terminou dizendo:
O que eu pretendo é que a Teresa não seja internada. Para
isso preciso que a Sandra nos acompanhe ao hospital, fale com a médica e lhe
diga que a Teresa vai ter o melhor acompanhamento pois terá sempre a seu lado
uma enfermeira para cuidar dela. Leve a sua carteira profissional. Se isso
evitar que ela fique internada, a Sandra deixará o serviço no posto médico e passará
a cuidar exclusivamente dela. E tu Olga telefonas para a agência com quem
costumamos trabalhar pois precisamos contratar mais duas profissionais de
enfermagem. Uma para ficar lá em baixo no lugar da Sandra, outra para ficar
aqui durante a noite. Não quero que a Teresa fique desacompanhada em nenhum
momento.
- Mas… e o meu
trabalho quando a dona Teresa já não precisar de mim? – perguntou Sandra.
- Não se preocupe o seu lugar está garantido no posto
médico. A nova enfermeira será avisada de que estará a fazer uma substituição
durante um ano.
-E se a Teresa tem mesmo que ser internada? – perguntou Olga.
- Ainda que assim seja, não estará no hospital mais do que uma semana
ou duas, até que recupere peso. Voltará para casa e precisará na mesma de quem cuide dela até que os
bebés nasçam. E até depois disso, pois cuidar de três crianças ao mesmo tempo, não é tarefa para uma mulher só. Agora a Sandra vem comigo, vou-lhe apresentar a Teresa. Ela quer
tomar banho, mas não a deixe fazê-lo sozinha, pode sentir tonturas ou até
desmaiar pois segundo a médica disse está muito fraca. E tu Olga vem também.
Gostaria que ela pudesse contar com a tua amizade. Não tem família, e deve
sentir-se muito assustada com tudo o que lhe está a acontecer. Além disso, depois enquanto
a Sandra cuida da Teresa, precisamos falar. Outra coisa, não quero ouvir ou
saber de mexericos na empresa sobre esta situação. Todos os contratos têm uma
clausula de confidencialidade, e sinto-me livre para despedir qualquer um que a quebre.
Falava como se a advertência fosse para as duas, mas ambas sabiam
que se dirigiam apenas à enfermeira.
Mais tarde depois das apresentações, e de terem conversado
um pouco com Teresa ele disse:
- A enfermeira Sandra fica contigo e vai-te ajudar com tudo
o que necessitares. Eu tenho que ir lá abaixo ao escritório, tenho uns assuntos
a resolver, estarei de volta pelas dez e meia. Estejam preparadas quando voltar
para irmos ao hospital. Vamos Olga?
Os dois saíram em silêncio e só quando chegaram ao andar de
baixo, junto da secretária de Olga, João disse:
- Vem comigo. Não precisas trazer o bloco, quero apenas
conversar.
Já no gabinete, João contou-lhe todas as emoções que
sofrera em menos de vinte e quatro horas. Falou-lhe de David, do que ele lhe
dissera, do registo de nascimento que lhe trouxera, diferente do seu e da carta
que a mãe lhe escrevera e que ainda não tivera coragem de ler. Falou-lhe da
emoção que sentiu ao saber que tinha um irmão, e ao descobrir pelas fotos que
ela guardara, que afinal a mãe não se desfizera dele como se fosse um traste.
Tinha a certeza de que na carta, ela lhe explicaria as suas razões, mas ainda
não a lera, pois quando pensava fazê-lo recebera o telefonema da Teresa e
depois que soubera que era uma gravidez múltipla e do perigo em que se encontrava,
tudo o resto passara para segundo plano.
- Tenho medo que ela não consiga levar a gravidez até ao
fim. Está tão magra, parece tão frágil…
-Mas deseja essas crianças com todo o seu coração e fará
tudo por elas. Não temas, vai correr tudo bem.
Vou cancelar os teus compromissos para estes dois dias, e assim com o
fim de semana, ficarás com quatro dias livres para digerires todas essas
emoções. Achas bem?
-Faz isso. E trata do assunto das enfermeiras. É urgente. E que estejam disponíveis para começar hoje mesmo. Agora tenho
que ir. São quase dez e meia.
3.6.20
ISABEL - PARTE XVI
Nota: Hoje vou para o hospital de Santa Maria a fim de que o cirurgião que me fez o transplante veja como está o olho, e o que fazer a seguir uma vez que apesar de ter visão, coisa que não tinha antes do transplante, continuo a ver ondulado e meio desfocado. A outra consulta por causa da retina que era para as 10h de hoje foi remarcada ontem para as 10h do dia 3 de Agosto.
30.10.19
OS SONHOS DE GIL GASPAR - PARTE VIII
Levantou-se cedo no dia seguinte. Tomou o duche, vestiu um fato azul-escuro com uma camisola de malha de gola alta, e dirigiu-se à cozinha, onde a empregada já se aprestava para lhe fazer o pequeno-almoço.
22.6.17
SONHO AO LUAR - PARTE VI
Isabel abriu o portão e disse ao homem que estava no jardim que ia por causa da vaga de secretária. Ele pediu-lhe para esperar, e entrou em casa. Voltou pouco depois e levou-a ao escritório. Ela ia olhando para a casa. Estava bonita, mais moderna, mas mais impessoal. Tão diferente daquilo que ela se recordava.
6.1.16
AMANHECER TARDIO - PARTE XXI
- Estive quinze dias fora. Foi muito tempo. Preciso ver como estão as coisas. Há aqui dois clientes novos?
Ela já é a quarta estagiária que tivemos. As outras não tinham grande aptidão para o lugar. Agora que encontrámos uma competente, é uma estupidez mandá-la embora.



