13.1.17

UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XIII







Chegou uns minutos depois.
- Desculpem. Atrasei-me um pouco. Vou só lavar as mãos, volto já.
O almoço decorreu animado. Matilde, queria saber tudo, fazia muitas perguntas.
Simão respondia brincando com a irmã. Os pais sorriam felizes, e Ana comia calada. Sentia-se marginalizada. Porque é que o irmão, não tinha sido assim simpático com ela, como o estava sendo com Matilde?
Acabado o almoço, o pai voltou ao escritório. A irmã, que tinha combinado ir ver uma casa com o noivo, despediu-se dizendo que iria à noite ao aeroporto.
Simão, também se aprestava para sair, quando ela disse:
-Espera. Quero falar contigo.
A empregada, levantava a mesa, e a mãe que se dirigia para a sala, disse.
- Porque não vão para o escritório do pai? Lá podem conversar à vontade.
Nenhum dos dois respondeu, mas Ana encaminhou-se para o escritório, e ele seguiu-a.
Ela entrou e aproximou-se da janela. Ele fechou a porta e apoiou nela as costas.
Semicerrou os olhos. Como era linda. Assim, vista na contraluz da janela, era como uma aparição.
Decorreram uns momentos de espera até que ela se voltou. Estava zangada. Ele sabia. Conhecia-a, como se conhecia a si mesmo. Escondeu as mãos nos bolsos, para que não se desse conta dos punhos cerrados, quando ela se aproximou.
- Vais ficar aí especado sem dizer nada? A porta não cai.
- Eu? – Procurou parecer indiferente. - Estou à espera. Afinal foste tu que quiseste falar comigo.
- Vais-te embora hoje e não me dizias nada. Soube pelo pai. -  queixou-se ela.
- Não tinha que te dizer, Ana. Sabias que ia estar poucos dias, tenho uma exposição na próxima semana. Tens a tua vida, a tua casa, que nem sei onde fica, não ia ao escritório para to comunicar. Além disso, supus que o pai o fizesse.
- Não é desculpa, Simão. Os telefones também servem para as pessoas se comunicarem. E não me venhas dizer que não sabias o número. Qualquer pessoa desta casa, to daria.
Era verdade. Ele sabia que lho devia ter comunicado. Porém preferia partir sem se despedir dela. Era menos doloroso. E ele sabia o quanto lhe doía.  




E hoje é Sexta- Feira ...  13




12 comentários:

Tintinaine disse...

E eu não tenho medo de gatos pretos!
Bom fim de semana!

António Querido disse...

E eu tenho mais medo das bruxas que dos gatos pretos, mas vim até aqui de dia e com sol, fiz boa viagem e não apanhei frio, até agora está tudo a correr bem, mas até à meia noite é sexta feira 13, espero que não me apareça ninguém das Finanças a bater-me à porta, porque fazem doer mais que andar em cima do cabo da vassoura.
Abraço

Os olhares da Gracinha! disse...

A tal falta de comunicação que muitos usam e abusam!!!
Bj e gosto da foto do perfil!!!

Socorro Melo disse...


Cada dia uma nova expectativa, fica sempre um gostinho de quero mais...


Boa sexta feira!

Edumanes disse...

Por amor, mulher apaixonada,
o ciúme muito a faz sofrer
enquanto Ana comia calada
Matilde tudo queria saber!

Tenha uma boa tarde amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

Isa Sá disse...

a passar para acompanhar a história.

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Bell disse...

Fiquei com gostinho de quero mais.

bjokas =)

Majo Dutra disse...

Estimada Elvira.
Estive a ler o que escreveu sobre esta história e fiquei
deliciada, por estar muito bem escrita e interessante...
Afinal, trata-se de uma contista dotada e experiente.
Quero continuar a acompanhar a sua escrita por muito tempo.
Bom fim de semana e felicidades.
Abraço afetuoso.
~~~~~~~~~~
Ps~ Estou usando minimamente o meu PC, até 2ªFeira.
~~~

Prata da casa disse...

Hum: estes capítulos sabem sempre a pouco.
Bjn
Márcia

Rui disse...

Olá Elvira. Esta minha curta ausência, foi o bastante para atrasar bastante a leitura.
Terei que o fazer calmamente , porque já passaram uns 6 episódios ! :))

Beijinho :)

maria disse...

Vamos ver...o que resulta da conversa entre Ana e Simão!

lua singular disse...

Oi Elvira.
Irmãos têm que viverem bem, sem mágoas, pois temos que saber que não somos eternos.
Estou atrasada, m as chego até o fim.
Beijos no coração
Lua Singular
Beijos
Lua Singular