5.1.17

UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE V


No passeio, em frente à casa, a irmã e o noivo esperavam-na.
As duas irmãs abraçaram-se e beijaram-se com carinho, perante o olhar sorridente de Pedro. Depois, Ana beijou o futuro cunhado, e ele apressou-se a abrir-lhe a porta traseira do automóvel para ela entrar. Tendo feito o mesmo com a porta da frente, para que Matilde entrasse, deu a volta ao automóvel e arrancou. Matilde iniciou a conversa, olhando a irmã pelo espelho do carro.
- Há quase um mês que não te via, Ana. Por causa dos preparativos para o casamento, estou pouco tempo em casa, e nunca te vejo quando lá vais. Sabes, queria a tua ajuda para comprar a prenda para o aniversário de casamento dos pais. Não sei que comprar. E estamos quase em cima da festa. Que me aconselhas?
- Não sei. Talvez algo que simbolize o amor deles, mas também a união da família. Eu fiz um álbum com uma seleção de fotos de vários momentos da nossa e da vida deles.
- Caramba que ideia gira. Tenho a certeza de que vão adorar. Mas dentro desse espírito o que eu podia fazer? Podia dar uma coisa diferente a cada um, mas queria qualquer coisa igualmente simbólica para os dois, por se tratar de aniversário de casamento. O problema é que não me ocorre nada A Marta diz que lhes vai oferecer um quadro da filha. Eles adoram a neta, vão gostar de certeza, e o João vai-lhes oferecer uma viagem aos Açores, tipo segunda lua-de-mel.
- Porque não compras uma joia? – Interrompeu Pedro. Podias oferecer à tua mãe uma pequena medalha, para usar no fio, por exemplo um coração, e ao teu pai, sei lá uns botões de punho com um coração igual. Ou ele não usa?
- Que ideia genial. Bom, ele não usa botões de punho no dia-a-dia, mas em cerimonias sim.
- E eu posso ajudar-te com a despesa, - disse a irmã. Vocês têm muitos gastos com o casamento, as joias não são baratas, e eu até nem gastei dinheiro com a minha prenda.
-E não te importas?
- Não, claro que não. Olha, podemos fazer o seguinte. Trocamos as prendas. Tu dás o álbum e eu vou comprar as joias.
- Mas foi trabalho teu…
-E quem sabe disso?
-És um amor!
O carro acabara de estacionar junto ao restaurante. Já à mesa, enquanto esperavam ser atendidos, Ana perguntou:
- E Simão? Sabes se ele vem à festa? Tem dado notícias?


18 comentários:

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Está interessante minha amiga.
Um abraço e boa semana.
Andarilhar

Os olhares da Gracinha! disse...

Ambientes familiares com momentos naturais no seio familiar!bj

Isa Sá disse...

A acompanhar a história!
Isabel Sá
Brilhos da Moda

Rui Espírito Santo disse...

Uma pergunta "indiscreta" (mas natural) de difícil resposta ! (?)

Abraço,Elvira !

Edumanes disse...

Algo que simbolize o amor,
daqui eu lhes dou uma dica
vão ao jardim colher uma flor
em qualquer cerimónia bem fica!

Tenha uma boa tarde amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

© Piedade Araújo Sol disse...

bem...só me resta esperar pelo próximo capitulo ...

beijinhos

:)

Silenciosamente ouvindo... disse...

Estive a ler do princípio e estou a
gostar muito desta sua história.
A capacidade que a amiga tem de
delinear uma história com as diversas
personagens é mtº. interessante.
Bjs.
Irene Alves

maria madeira disse...

Ando por aqui a ler a história. Silenciosamente. Nem sequer é necessário repetir que se lê muito bem o que escreve :)

Prata da casa disse...

Continuo a seguir e a gostar da história.
Bjn
Márcia

Janita disse...

Estive a pôr a leitura em dia e fiquei contente por esta ser a continuação do "Estranho Contrato".
A Francisca continua tão feliz como há vinte e cinco atrás. A vida foi-lhe compensadora dos primeiros desaires. Teve sorte!
O Simão era aquele filho com uma sensibilidade diferente dos irmãos, não era?
Vou continuar a seguir, embora nem sempre consiga acompanhar ao mesmo ritmo que a Elvira publica. Os episódios continuam cá e hei-de lê-los com prazer.

Um abraço, bom e inspirado Novo Ano, Elvira.

Elisa Bernardo disse...

Querida Elvira, sempre um prazer passar por aqui.
Um grande beijinho
elisaumarapariganormal.blogspot.pt

Rogerio G. V. Pereira disse...

O Pedro abriu a porta do carro à Ana?
Há quanto tempo tal não se vê.
Pedro é pré-histórico, ou quê?

Vamos ver se Simão é da mesma "raça"...

Érika Oliveira disse...

Estou acompanhando!!

Pedro Coimbra disse...

Fica a pergunta para o fim-de-semana.
Bfds

lua singular disse...

Oi Elvira,
Como sempre atrasada, mas chego até o fim.
Os dois presentes são lindos.
Adorei a troca das duas irmãs.
Beijos
Lua Singular

lua singular disse...

Elvira,
Estou adorando
a minha é ficção, estou bem e sexta feira vou dar um passeio com a família para uma cidade turística perto daqui.
Beijinhos
Lua Singular

maria disse...

Bonita a cumplicidade entre irmãs!

Roselia Bezerra disse...

Boa noite, querida Elvira!
Lendo cada capítulo com curiosidade e atenção...
Bjm muito fraternal