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13.2.18

A VIDA É ... UM COMBOIO - PARTE XL




Durante uma hora conversaram animadamente. Contaram como se conheceram, falaram do casamento que se realizaria daí a oito dias, dos negócios de Paulo, e dos projetos de ambos para o futuro.
- Nós também temos uma novidade para vos dar, - disse Olga, segurando a mão do marido.
Olga era uma mulher muito bonita. De estatura pequena, teria pouco mais de metro e cinquenta, pele branca, cabelos da cor do trigo maduro e lindos olhos azuis, mais parecia uma daquelas bonecas com que as meninas brincam na infância. O seu aspeto delicado contrastava com o do marido que ultrapassava o metro e oitenta, de ombros largos e ar robusto.
- Vamos dar um priminho ao Martim, - acrescentou o marido com um sorriso de orelha a orelha.
- Que alegria, - disse Amelia abraçando a cunhada, e colocando a sua mão sobre o ventre dela. - Não se nota nada
- Logo se notará. Acabei de fazer os três meses. Não contámos antes porque sabes o que se diz.
Pelo rosto de Amélia perpassou uma sombra que ela logo afastou com um sorriso.
- Estou tão feliz por vocês!
Enquanto isso os dois homens também se abraçavam alegres.
- Quem havia de dizer que íamos pertencer à mesma família,- disse Paulo
- Sim. Mas vê lá como te portas, quero vê-los felizes.
- Não o desejas mais do que eu- retorquiu emocionado.
Pouco depois eles despediam-se e partiam.
Paulo abraçou a noiva.
- Querida, ainda não falamos na lua-de-mel. Não sei para onde gostarias de ir nem por quanto tempo, mas nesta altura eu não poderei afastar-me mais do que um par de dias. Mais tarde, quando conhecer melhor o pessoal, e souber em quem posso confiar, prometo-te uma lua-de-mel como tu mereces. Ficas triste?
- Não. A verdade é que também não poderia afastar-me agora . Fui promovida há pouco tempo, vou ocupar o lugar do Carlos e estão a acabar os dois meses, que me foram dados para tomar conta do lugar. E com estas férias, o tempo tornou-se mais curto. Esperei mais de dez anos por esta promoção, não posso falhar.
- Então estamos de acordo. Dois, três dias no máximo. Para onde?
- Não sei. Eu gostava de ir aos Açores. O que achas?
- Eu ficarei feliz onde estiveres. Segunda-feira trato disso.
Abraçaram-se e beijaram-se. Mas quando ele se levantou para sair, ela pegou-lhe na mão, e sem palavras levou-o para o quarto.



Amanhã por ser dia dos namorados, não haverá esta história. Voltará quinta-feira

5.1.17

UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE V


No passeio, em frente à casa, a irmã e o noivo esperavam-na.
As duas irmãs abraçaram-se e beijaram-se com carinho, perante o olhar sorridente de Pedro. Depois, Ana beijou o futuro cunhado, e ele apressou-se a abrir-lhe a porta traseira do automóvel para ela entrar. Tendo feito o mesmo com a porta da frente, para que Matilde entrasse, deu a volta ao automóvel e arrancou. Matilde iniciou a conversa, olhando a irmã pelo espelho do carro.
- Há quase um mês que não te via, Ana. Por causa dos preparativos para o casamento, estou pouco tempo em casa, e nunca te vejo quando lá vais. Sabes, queria a tua ajuda para comprar a prenda para o aniversário de casamento dos pais. Não sei que comprar. E estamos quase em cima da festa. Que me aconselhas?
- Não sei. Talvez algo que simbolize o amor deles, mas também a união da família. Eu fiz um álbum com uma seleção de fotos de vários momentos da nossa e da vida deles.
- Caramba que ideia gira. Tenho a certeza de que vão adorar. Mas dentro desse espírito o que eu podia fazer? Podia dar uma coisa diferente a cada um, mas queria qualquer coisa igualmente simbólica para os dois, por se tratar de aniversário de casamento. O problema é que não me ocorre nada A Marta diz que lhes vai oferecer um quadro da filha. Eles adoram a neta, vão gostar de certeza, e o João vai-lhes oferecer uma viagem aos Açores, tipo segunda lua-de-mel.
- Porque não compras uma joia? – Interrompeu Pedro. Podias oferecer à tua mãe uma pequena medalha, para usar no fio, por exemplo um coração, e ao teu pai, sei lá uns botões de punho com um coração igual. Ou ele não usa?
- Que ideia genial. Bom, ele não usa botões de punho no dia-a-dia, mas em cerimonias sim.
- E eu posso ajudar-te com a despesa, - disse a irmã. Vocês têm muitos gastos com o casamento, as joias não são baratas, e eu até nem gastei dinheiro com a minha prenda.
-E não te importas?
- Não, claro que não. Olha, podemos fazer o seguinte. Trocamos as prendas. Tu dás o álbum e eu vou comprar as joias.
- Mas foi trabalho teu…
-E quem sabe disso?
-És um amor!
O carro acabara de estacionar junto ao restaurante. Já à mesa, enquanto esperavam ser atendidos, Ana perguntou:
- E Simão? Sabes se ele vem à festa? Tem dado notícias?