10.11.16

ESTRANHO CONTRATO - PARTE XX







Dois meses mais tarde, numa visita aos pais, Francisca contou-lhes que tinha casado com o patrão, e convidou-os a irem conhecer a sua casa e o marido. Perante a admiração dos progenitores, afirmou que se tinham apaixonado e agora formavam uma família feliz. Não os convidara, para o casamento, porque devido ao facto de serem os dois viúvos, a cerimónia tinha sido muito discreta, mas tinha com ela a certidão de casamento que comprovava o que dizia.
Se os pais de Francisca ficaram apreensivos com aquele casamento relâmpago, deixaram de estar, depois de passarem juntos o domingo seguinte, após verem como os netos estavam felizes e a maneira carinhosa como eram tratados pelo genro.  Era evidente que as quatro crianças estavam felizes e que os pais os tratavam com amor. Já o apregoado amor da filha e do genro, que os levara a casar tão rápido, não lhes parecia tão evidente, mas enfim, nem toda a gente gosta de expressar os seus sentimentos ante estranhos, decerto seriam mais efusivos na intimidade.
Quando o dia findou, regressaram a casa com a sensação de que a filha tinha tido muita sorte. O marido era de certeza, homem abastado, pois teria sido preciso um bom dinheiro para comprar aquela casa.
"Saiu-te a sorte grande" murmurou-lhe a mãe quando se despediram.
E mais dois meses se passaram...
Quando temos muitas coisas para fazer, o tempo passa a correr e nem temos tempo para pensar em nós. Isso aconteceu com Francisca naquele primeiro mês de escola das crianças. Embora estivessem na mesma escola, e nos mesmos horários, pelas idades estavam em situação diferente e não na mesma sala. Simão entrara para o primeiro ano, Marta e João estavam na pré-escola. Todos os dias, Francisca levava-os e trazia-os da escola, cuidava e brincava com Ana no jardim, procurando sempre que não se ressentisse com a ausência dos irmãos. Orientava a empregada, dava banho nas crianças, fazia as compras para a casa. Muitas vezes já ia meio a dormir de cansaço quando se deitava. Nem dava conta de Afonso entrar no quarto ao lado para  se deitar. Foi o que aconteceu naquela noite.
Afonso ficou parado, olhando a porta entreaberta do quarto. Fora sempre assim desde o primeiro dia, ela nunca fechara a porta, fosse porque confiava nele, fosse porque assim era mais fácil ouvir, se as crianças precisassem dela.  


16 comentários:

✿ chica disse...

Até os pais dela ficaram felizes em ver a filha bem ajeitada ...Vamos aguardando! bjs, chica

Pedro Coimbra disse...

O desejo cresce!

Isa Sá disse...

A passar para acompanhar a história.




Isabel Sá
Brilhos da Moda

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Como diz o Pedro e com toda a razão o desejo cresce.
Um abraço e continuação de boa semana.
Andarilhar

Tintinaine disse...

Não tarda estão a dormir juntos!
É natural e não faz mal nenhum!

Prata da casa disse...

Com o passar do tempo é natural que se sintam muito mais à vontade um com o outro.
Bjn
Márcia

Bell disse...

Vai acabar em um lindo romance.

bjokas =)

rendadebilros disse...

Desde que não lhes falte nada, quem sabe o que reserva o futuro? Beijinhos. Sim, vou espreitar o site que me indicou , deve ser interessante!

Anete disse...

O contrato ainda vai se tornar surpreendente... Deixará de ser estranho e trará, digamos, coerência e normalidade... Rsss!
Bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

vim ler os últimos post
continua interessante...

:)

paideleo disse...

Que pasará ?...

Edumanes disse...

Quando é que será que eles resolvem dormir juntos na mesma cama? Cada dia que se perde da juventude nunca mais será recuperado...
Boa noite amiga Elvira, um abraço.
Eduardo.

Blogger disse...

Sprinter - 960

lua singular disse...

Oi Elvira,
Vai dar paixão, logo, logo. Se fosse comigo já dividiria a cama, quem aguenta???
Que Deus a abençoe
Beijos no coração
Lua Singular

Smareis disse...

Adorando, e vai nascer paixão daqui a pouco!
Bjs!

Rosemildo Sales Furtado disse...

"Em breve serás minha". Aposto que foi o que pensou o Afonso após olha-la pela fresta da porta.

Abraços,

Furtado