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16.5.18
RENASCER - XL
23.4.18
RENASCER - XIX
16.4.18
RENASCER - XIII
14.4.16
MANEL DA LENHA - PARTE L
Foto do google
A casa do Pinheiro Manso, tinha agora luz eléctrica, pois o anterior morador fizera uma puxada dum poste eléctrico que passava ali ao lado, e isso deixava o Manuel e a mulher mais descansados com os filhos, do que se ainda
fosse como noutros tempos a candeeiros a petróleo ou a velas. Assim depois do
jantar, ele ou a mulher acompanhavam os filhos até à casa a uns cinquenta
metros da casa da porteira, e depois de verificarem que estava tudo bem,
dirigiam-se à casinha da porteira, onde pernoitavam. O barracão junto ao rio, ficou vazio, se exceptuarmos as ferramentas agrícolas que o Manuel necessitava para o quintal. Pois ele continuava a cavar,
semear e colher o quintal. Por medo de que sabendo que ali já não havia moradores, os gatunos fossem de noite assaltar as
capoeiras, mudaram-se os animais para umas capoeiras junto à nova casa, que
anteriormente tinham sido usadas pelo Bernardino, o caseiro, que residia mesmo
em frente da casa da porteira, e até o porquinho veio para um chiqueiro ao lado
do chiqueiro do caseiro. A filha mais velha continuava a trabalhar no
laboratório, mas vivia agora com os pais, pois o futuro sogro tinha voltado a
casar e os filhos não aceitaram uma tão rápida substituição da mãe. Assim o
rapaz, mandara à namorada algum dinheiro para que alugasse uma casa na zona, e
tratasse dos papéis para o casamento, que ele chegaria em finais de Julho,
teria dois meses de licença e queria passa-los já casado, e na sua casa pois
não queria ver o pai. Por isso, a rapariga vinha agora todos os dias para casa,
a fim de dar andamento às coisas para o casamento que se avizinhava.
No dia 24 de Fevereiro, foi o Festival da
Canção, que Simone de Oliveira haveria de vencer com a Desfolhada. Naquele tempo o Festival era muito publicitado, era mesmo considerado o evento do ano e toda a gente queria vê-lo. Os filhos do
Manuel foram com o pai, assistir ao festival na TV do "Galitos" na Telha.
Porém a letra da canção, do saudoso Ary dos Santos, desagradou a muita gente. Era uma letra mais que arrojada para a época. De tal
modo que no dia seguinte, não se comentavam fatos nem adereços, nem outros intervenientes, mas tão-somente
a letra da canção vencedora. Na época não era fácil aceitar que alguém cantasse
“Quem faz um filho, fá-lo por gosto”
8.10.11
COISAS QUE ME IRRITAM
Há coisas que me irritam e me fazem “saltar dos carretos”. E é claro que não estou a falar de novos impostos, nem do novo preço dos medicamentos que é diferente cada vez que vou à farmácia, nem da falta de empregos nem do aumento dos transportes, ou de outras “gracinhas” do governo, e da tão famosa troika.
Não que isso não me irrite. Irrita e de que maneira. Mas como isso é mal de todos, não é disso que quero falar hoje.
Do que quero falar hoje é das pessoas que fazem do passeio um escarrador, lançando para ele as suas secreções salivares. Que é como quem diz, cospem e escarram para o passeio com a mesma naturalidade com que falam ou riem.
Irrita-me as outras que gostam muito de animais, têm às vezes mais do que um em casa, e na hora de irem passear o/s canito/s, vão para o parque, ou mesmo para a rua de trás, ou da frente para que os animais se aliviem longe da sua porta, sem se preocuparem em levar o saquinho para efectuar a recolha dos dejectos dos animais, conspurcando assim a rua.
Irritam-me os “cavalheiros” que se sentam a meu lado no autocarro e que abrem as pernas como se fossem um pavão a exibir o rabo, e me entalam de encontro à janela para não ficar num roça-roça promíscuo.
Irritam-me os meus vizinhos de cima. Não que eu tenha alguma coisa contra o facto de se lembrarem de fazer amor às três, quatro, ou cinco horas da manhã. Nada disso. Eles são jovens, devem estar apaixonados. Aceito que não possam trocar de cama. Afinal de contas estamos em tempo de crise e a vida não está nada fácil. O que me irrita é a falta de criatividade deles. Porque raios têm que fazer sempre amor, numa cama que range tanto, mas tanto que mais parece comboio antes de travar na estação? Porque raio os vizinhos têm sempre que testemunhar o acto? E garanto-vos que eu tenho o sono pesado e não acordo assim por dá cá aquela palha. Porque é que não vão para o sofá? Para o chão, ou para a mesa da cozinha. Que diabo no meu tempo os jovens tinham mais imaginação.
NÃO ESQUEÇA SE AINDA NÃO LEU QUE ESTÁ AÍ EM BAIXO O ÚLTIMO CAPITULO DA HISTÓRIA DE ISABEL.
BOM FIM DE SEMANA E BOAS LEITURAS
NÃO ESQUEÇA SE AINDA NÃO LEU QUE ESTÁ AÍ EM BAIXO O ÚLTIMO CAPITULO DA HISTÓRIA DE ISABEL.
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Etiquetas:
animais,
coisas do dia a dia,
Irritação
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