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8.6.18

CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA - PARTE XXIII





Alguns dias se passaram. Já tinham visto algumas casas, mas ainda não, aquela que ele pretendia. Joana continuava com o seu trabalho. Quando não tinha encomendas, dedicava-se a inventar novas receitas, e a testá-las. Por seu lado, os inúmeros negócios de Pedro, obrigavam-no a várias deslocações, viagens que ele fazia o mais curtas possíveis, pois o estar em casa agora tinha outro encanto, embora eles não fossem um casal, na verdadeira aceção da palavra.
Tal como se tinha proposto, e fazendo gala de um controlo absoluto sobre o seu corpo e o seu desejo, ele iniciara uma espécie de ritual, que ia noite após noite despertando a libido feminina, fazendo-lhe perder o medo, trocando-lhe o pavor pelo desejo. Fazendo uso da experiência ganha ao longo dos anos, ele utilizava tudo o que tinha, a boca, a língua, as mãos, em carícias cada vez mais intensas. A primeira vez que a mão dele, tocou o ponto da sua feminilidade, o corpo de Joana, tornou-se tão rígido, que imediatamente a mão subiu, numa carícia pelas suas costas, enquanto a boca continuava colada à dela, e a mão voltava a descer e subia acariciando o ventre liso, subindo até aos seios, para voltar lá ao ponto nevrálgico das suas sensações, a boca descendo aos seios, numa espécie de jogo de toca e foge, sem se impor, sem tentar ir mais longe, até sentir que aos poucos,ela ia perdendo o medo, e cada dia despertava para uma nova sensação. Quando ele sentia que o corpo ameaçava fugir ao seu controlo, terminava a "sessão" com um beijo de boas noites, fugindo do desejo que podia por em risco, todo o seu esforço.
 Foi um esforço titânico, mas quando finalmente tiveram a sua noite de amor, sentiu-se recompensado, porque a mulher apaixonada que teve nos braços, estava livre do trauma que a perseguira durante dez anos. A nova Joana tinha aprendido a conhecer o seu corpo, e a viver a sua sexualidade sem vergonha nem pavor. E qual Pigmaleão ele sentia-se orgulhoso dela e de si próprio ao pensar que aquela nova mulher era obra sua.
Dois meses depois, encontraram a casa dos seus sonhos, ali para os lados de Sintra, perto da Praia das Maçãs. Tratava-se de uma casa de dois pisos, sendo que o segundo fora construído posteriormente pelos anteriores moradores, para residência do filho, quando ele se casara, e portanto tinha acesso por escadas exteriores, tornando assim os dois andares completamente independentes. A casa dispunha ainda de um bom terreno à sua volta, cercado por um muro, com um largo portão, que dava acesso à garagem, ao fundo do terreno, junto ao muro, e uma outra porta mais pequena, com acesso direto ao edifício.
Era o ideal para eles, poderiam viver em família, sem contudo perder a privacidade. Por outro lado o sítio era lindo, poderiam ajardinar o terreno, colocar um baloiço e um escorrega, para o pequeno Pedro. 
Para Joana, o mais importante era a enorme cozinha, onde ela poderia dar asas à sua criatividade.
Gostaram tanto da casa, que logo sinalizaram a compra.

Gente até ao dia 14 vou ter uns dias complicados com vários eventos de encerramento do ano na Universidade Sénior que frequento.. até dia 13 e dia 14 vou fazer a TAC. Estou bastante melhor, mas ainda não consigo fazer muitas coisas e também não consigo estar muito tempo no pc., pelo que peço-vos desculpa se não for tão assídua como é habitual nos vossos cantinhos.
Bom fim de semana a todos


23.12.08

BOM NATAL


A TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM, DESEJO UM SANTO E FELIZ NATAL. COM MUITA SAÚDE, AMOR, E PAZ. PRENDINHAS, SE POSSÍVEL, SENÃO LEMBREM-SE, QUE MUITAS VEZES A MELHOR PRENDA SÃO VOCÊS MESMOS. VOU DEIXAR AQUI UMA RECEITA DE RABANADAS. MAS UMAS RABANADAS DIFERENTES, PARA AQUELES QUE GOSTAM DE RABANADAS DE VINHO BRANCO OU DO PORTO, E QUE NÃO AS COMEM POR CAUSA DO ALCOOL.
ESTA RECEITA, FOI-ME DADA POR UM NATUROPATA.
1 cacete
vinho branco ou do Porto,
açúcar
canela em pau
casca de limão
canela em pó
Põe-se ao lume o vinho necessário para as rabanadas, a casca do limão, a canela em pau, e um pouco de açúcar. Quando levantar fervura, reduz o calor ao minimo, e deixa ferver 15 minutos, para evaporar todo o alcool. Entretanto corta-se o cacete em fatias.
Mergulham-se as fatias na calda, e põem-se a escorrer. Depois envolvem-se em ovo batido e fritam-se em oleo bem quente. Envolve-se a canela em pó com um pouco de açúcar, e passam-se as fatias fritas por esta mistura.
E pronto, rabanadas feitas com o sabor do vinho, mas sem o alcool que tantas vezes faz mal em especial para as pessoas de idade.
BOM APETITE
Um obrigada especial à Aspásia que me enviou o vídeo.