Enquanto esperava por ela depois de ter pago as suas compras, Nuno observava, o rosto delicado, os cabelos soltos, a figura esbelta. Não tinha dúvidas de que era uma mulher muito bonita. A jovem que ele amara, dera lugar a uma mulher em toda a sua plenitude. Era estranho que estivesse sozinha. Segundo o seu pai lhe dissera, ela estivera casada pouco mais de um ano. Seria que tinha amado tanto o marido, que não queria atraiçoar a sua memória? De qualquer modo isso não lhe interessava. Ele não a deixaria entrar na sua vida, não a deixaria saber do seu acidente, nem a deixaria saber que ele já não era um homem por inteiro.
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25.2.22
ARMADILHAS DO DESTINO - PARTE XVII
Enquanto esperava por ela depois de ter pago as suas compras, Nuno observava, o rosto delicado, os cabelos soltos, a figura esbelta. Não tinha dúvidas de que era uma mulher muito bonita. A jovem que ele amara, dera lugar a uma mulher em toda a sua plenitude. Era estranho que estivesse sozinha. Segundo o seu pai lhe dissera, ela estivera casada pouco mais de um ano. Seria que tinha amado tanto o marido, que não queria atraiçoar a sua memória? De qualquer modo isso não lhe interessava. Ele não a deixaria entrar na sua vida, não a deixaria saber do seu acidente, nem a deixaria saber que ele já não era um homem por inteiro.
17.1.22
ARMADILHAS DO DESTINO - PARTE I
17.5.21
COMEÇAR DE NOVO -- PARTE VII
Entraram na sala e
sentaram-se. Ninguém diria ao vê-los que eram irmãos. Ele era alto, moreno, de
olhos e cabelos castanho-escuro, quase pretos. Como o pai. Ela, teria pouco
mais de metro e meio, loira e de olhos azuis. Como a mãe.
- Hoje estou no turno da noite. Nas urgências.
- Trabalhas de mais. Dentro de dias fazes trinta e cinco anos. Desde que terminaste o curso vives praticamente no hospital. Só sais de lá para nos apoiar. Nunca te vi entusiasmado por ninguém. Não há lá pelo hospital, nenhuma mulher interessante?
- Sabes porque saí do hospital no Porto e vim para cá?
- Porque o Quim morreu e vieste cuidar de mim. Sinto-me tão mal, por isso. Tinhas a tua vida
lá.
- Nada disso, maninha. Talvez nunca te tenha dito, mas a
verdade é que já tinha pedido a transferência para este hospital antes do aneurisma
que vitimou o teu marido. E sabes porquê? Porque a nossa mãe passava a vida a
apresentar-me as encantadoras filhas das suas amigas. Acredita que nunca pensei
que ela tivesse tantas amigas. Parece que todas as jovens desde Braga até ao
Porto e arredores eram filhas de amigas suas.
- E por isso fugiste? E eu que pensava que tinhas vindo por
mim!
-Não sejas tonta. Se
não tivesse já pedido a transferência tê-lo-ia feito nessa altura. Não ia
deixar-te cair numa depressão grávida de seis meses e com a Sara a precisar
mais do que nunca de ti. És a minha irmã preferida, faria qualquer coisa por ti
e sei que farias o mesmo por mim. Mas a verdade é que na altura já tinha pedido
a transferência.
-Também és o meu irmão preferido, - disse Laura sorrindo. -
Ou não fôssemos só dois. Falando sério, Gonçalo. Nunca houve uma mulher que te
interessasse? Nunca te apaixonaste?
- Talvez, quem sabe?
- Meu Deus! Quer dizer que não queres saber de ninguém porque
já deste o coração a alguém? Um amor impossível? Quem é?
- Ninguém. Referia-me a que mais tarde ou mais cedo todos
nós tivemos uma paixoneta. Lembras-te da Inês Salgado aquela menina sardenta
que na primária andava sempre atrás de mim, e que aos doze anos me trocou pelo
Nuno Carvalho? Pois foi só depois disso é que descobri a minha paixão por ela,
- disse rindo
- Não disfarces Gonçalo. Se não queres contar, eu respeito,
mas sempre te digo que se não deu certo uma vez não quer dizer que rejeites
todas as oportunidades de seres feliz.
- Mas é que não há mesmo nada para contar, acredita-me!
Nesse momento ouviu-se o balbuciar de um bebé e Laura
levantou-se de imediato
-O teu afilhado acordou. Já volto.
14.12.19
CONTOS DE NATAL - A TRABALHAR NO DIA DE NATAL
4.7.18
O DIREITO À VERDADE - XIII
Depois de ter deixado, Helena no hotel, Cláudio voltou ao hospital. Não estava preocupado, sabia que a cirurgia da mãe, tinha corrido bem, ela estava cada dia melhor, e embora nesse dia ainda não a tivesse visto, sabia que o pai estava com ela desde o meio-dia, e se houvesse alguma alteração, ele tinha-lhe telefonado. Desde que a mãe fora internada, que o pai não saía da cabeceira da sua cama, durante todo o tempo que as normas do hospital permitiam que a pessoa significativa do doente estivesse com ele. Assim, eles vinham logo de manhã para a cidade, ( o pai nunca mais conduzira desde que há seis anos tivera um grave acidente), e só voltavam a casa já de noite.
A doente limitou-se a sorrir.




