Entraram no hotel de mãos dadas, e André dirigiu-se imediatamente para os sofás da sala de recepção, onde se encontravam algumas pessoas que se levantaram com a sua chegada.
- Eva, apresento-te a minha família. Mãe, pai, irmã e sobrinhas. O resto chega no próximo fim-de-semana, a tempo para o casamento. Família, esta é Eva a minha noiva.
Viu-se submergida num mar de abraços e beijos. Toda a família, a acarinhando como se fosse parte integrante dela. A ela que nunca soubera o que era ter família. Não conseguiu conter as lágrimas.
- Então querida, o tempo é de risos, não de lágrimas - disse Sofia a mãe de André.
- Estou espantada. O André não me disse nada. Pensei que íamos jantar sozinhos!
- Não sabia se me ias perdoar. Trouxe a cavalaria, para te convencer, se eu não conseguisse – disse rindo.
- A julgar pelo que vemos, foste convincente, - disse a irmã, provocando o riso geral.
- A julgar pelo que vemos, foste convincente, - disse a irmã, provocando o riso geral.
- É melhor irmos para a sala, ou ficamos sem jantar, - lembrou o pai.
Eva, nunca iria esquecer, o jantar maravilhoso, e a simpatia de toda a família. A determinada altura, Giovanna, a futura cunhada, perguntou:
-Já pensaram onde vão fazer o casamento?
- Eva confiou em mim, e eu quero que seja um dia de sonho para ela. Conto convosco para tratarem das roupas e adereços. Do resto cuido eu. E o papá, se me quiser ajudar.
- Ficaria zangado se me excluísses.
- Então amanhã vamos às compras, - animou-se Isabella.
- A Eva está empregada. Tem que ir à clínica para apresentar a demissão. Depois podem começar.
- Não é tão simples assim. Tenho que dar um mês à empresa para arranjar substituta, - disse Eva
- Um mês? Nem penses nisso! Se for necessário, pagas a indemnização à empresa.
Depois de conversar com ela, André escolheu o momento do regresso a casa, perto da meia-noite, para anunciar à família a gravidez da noiva. E a alegria foi geral.


