- Bons-dias. Passaram bem a
noite? – Perguntou Antónia, a mãe de João.
- Que pergunta mulher. Na idade
deles só passam mal a noite se estão doentes, - disse a tia Margarida. E acrescentou de seguida, - vou assar um pedaço
de cabrito para o almoço. Vocês só vão depois de almoçar, não é verdade?
- Estávamos a pensar ir antes,
tia. Vai estar um dia de calor infernal, é melhor irmos já. Almoçamos pelo
caminho, e chegamos com tempo suficiente para descansar um pouco e ir visitar a
minha sogra. A Odete está preocupada com a mãe, não é verdade querida?
Não pôde deixar de o olhar,
desconcertada. Minutos antes, estava a propor-lhe uma manhã de praia, e agora
estava com pressa de regressar?
- É verdade que estou
preocupada. Me desculpem, mas a ideia de vir foi do João, eu teria preferido
ficar junto dela, mas apesar disso acreditem que gostei muito de conhecer a
cidade, e de estar convosco. E prometo-vos que voltarei noutra altura para ficar
mais tempo, - disse sem olhar para o marido. Agora se me dão licença, vou
arrumar as minhas coisas.
Já no quarto, procurou no
armário, lençóis limpos para fazer a cama, levando os outros para a casa de
banho, onde se encontrava o recetáculo para a roupa suja.
Depois colocou a maleta em cima
da cama e começou a meter nela as suas coisas. Estava desesperada. Devia estar doida
quando pensou que conseguia enfrentar o marido com indiferença. Que a raiva que
sentia lhe daria forças. E ali estava, sem saber qual o jogo que o marido
estava a jogar, e por causa da doença da mãe, completamente nas suas mãos. E pensar que ela pensara, que ele
era a sua alma gémea. Sobressaltou-se com o toque do telemóvel. Atendeu, e
durante uns minutos falou com a irmã que lhe telefonava para saber como estava
a mãe. Terminava a chamada quando João entrou no quarto. Desligou o telemóvel e
guardou-o, sem dar nenhuma explicação ao marido que a olhava com um ar
interrogativo. Ele que pensasse o que quisesse.
- Estás pronta?
- Para dançar ao toque da tua
música? Sim meu senhor, e meu amo, - disse com ironia
Ele não respondeu. Limitou-se a
pegar na maleta e a sair sem olhar para ver se o seguia.
Parece que a maioria já entendeu que a Inês foi a culpada da separação destes dois. Mas será que foi mesmo? Será que os complexos dos dois, a sua insegurança não foi a real culpada?
Que vos parece? Vai acabar bem ou vai acabar num divórcio?
Parece que a maioria já entendeu que a Inês foi a culpada da separação destes dois. Mas será que foi mesmo? Será que os complexos dos dois, a sua insegurança não foi a real culpada?
Que vos parece? Vai acabar bem ou vai acabar num divórcio?

