Retirou a mão masculina da sua cintura, com extremo cuidado, para não acordá-lo, aguardou uns segundos sem se mexer, e como Pedro continuava a dormir, deslizou da cama, e esgueirou-se para a casa de banho. Quando voltou, depois de ter tomado banho, secado o cabelo e escovado os dentes, Pedro já tinha acordado, e encontrava-se observando a rua pela janela da suite. Tinha apenas vestido os calções do pijama, mostrando toda a parte superior do corpo. Lembrando de como tinha adormecido sobre aquele peito forte, Joana corou desviando o olhar.
Calmo, ele avançou para a porta, falando com aparente
naturalidade.
- Bom dia. Espero que tenhas dormido bem. Já pedi o
pequeno-almoço, que deve estar a chegar. Enquanto isso vou tomar um duche.
Desapareceu no interior da casa de banho, enquanto ela se
dirigia para a sala, e se sentava no sofá tentando acalmar-se.
Quando mais tarde, ele voltou impecável nas suas calças azuis,
a camisa branca de manga comprida dobrada até ao cotovelo, e desabotoada nos
dois primeiros botões, o pequeno-almoço já se encontrava na sala.
Iniciaram a refeição em silêncio,
Ambos queriam falar sobre a noite anterior, mas nenhum sabia bem como o fazer. Agora à luz do dia era ainda mais difícil para Joana falar. Para ele não era mais fácil, temia agravar a situação, não queria que a jovem começasse a chorar de novo, ou que ficasse ainda mais traumatizada.
Sem o olhar, Joana rompeu o silêncio.
Ambos queriam falar sobre a noite anterior, mas nenhum sabia bem como o fazer. Agora à luz do dia era ainda mais difícil para Joana falar. Para ele não era mais fácil, temia agravar a situação, não queria que a jovem começasse a chorar de novo, ou que ficasse ainda mais traumatizada.
Sem o olhar, Joana rompeu o silêncio.
-Ontem à noite…
-Não precisas, falar mais disso, nem agravar memórias que
te fazem sofrer, - interrompeu ele. Compreendi perfeitamente a tua atitude. Vou
confessar-te uma coisa. Desde que entraste no meu escritório, que me senti
atraído por ti e te desejo. Sabendo o que sei hoje, dou graças por não ter surgido uma oportunidade de termos chegado a maiores intimidades antes do
casamento. Vendo como estavas ontem, tenho a certeza que terias desistido dele. E manter a nossa união é muito importante. Lembra-te que temos um
filho para criar e educar. O Ricardo disse-me ontem, durante a cerimónia, que a
nossa adoção do pequeno Pedro não demorará muito, e eu quero tanto esse filho,
como te quero a ti. Não vou permitir, que renuncies à tua parte do combinado,
nem que para isso tenha que tomar um duche gelado todas as noites.
Estendeu a mão, segurou a dela que se encontrava
trémula, e continuou.
-Tens que confiar em mim. Juro-te que não te vou forçar,
nem magoar, ainda que procure estimular as tuas sensações ou o teu desejo, só
avançarei quando tu o desejes tanto, quanto eu.
- Ontem, deste-me provas de que posso confiar em ti. Pelo
bem do menino, mas também por nós próprios, eu quero que esta união dê certo, mas sinceramente tenho medo de não ser capaz. É mais forte do que eu.
- Não temas. Vamos tentar resolver a
situação só entre nós. Se não resultar, procuraremos a ajuda de um profissional. Não vamos desistir daquilo que queremos. Agora esquece tudo o que não seja o dia maravilhoso que está lá fora, e vamos aproveitá-lo.

