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HUMOR AOS DOMINGOS
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10 DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL- DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
9.6.22
PENSAMENTO DO DIA
8.6.22
MEDO DE AMAR - PARTE XVIII
-O
problema é que depois do vosso casamento e desta semana em que o vi todos os
dias, dei-me conta de que este Fernando, não tem nada a ver com o rapazito que
foi criado connosco, como um irmão.
-É normal, tu cresceste, ele também. Hoje são um homem e uma mulher que foram amigos em criança, se afastaram e hoje se encontram de novo. Sei que o teu irmão e os teus pais gostariam de te ver casada com ele, mas eu penso que deves interrogar o teu coração e descobrir que sentimentos tens por ele.
E se para isso precisas de conviver mais com ele, talvez que trabalhando juntos seja uma boa maneira de o descobrires. Que ele é doido por ti, todos sabem, até eu que só o conheci há pouco tempo.
Todavia se descobrires que não há química entre
vós, que continuas a amá-lo como um irmão, diz-lho e segue em frente. Um
casamento sem amor é uma tragédia. A história de que um pode amar pelos dois, é
muito bonito em canção, mas na vida real não existe. Sabes que apesar de nos conhecermos
há pouco tempo gosto muito de ti e só quero que sejas tão feliz como eu.
– Eu também gosto muito de ti e lamento sinceramente
a partida do destino que fez com que não nos tenhamos conhecido antes, - olhou
o relógio e acrescentou. Meu Deus estamos a conversar há tanto tempo, o teu
marido deve estar furioso comigo por te monopolizar. Não devia tê-lo feito,
afinal sei bem o que é uma lua-de-mel.
Levantaram-se
e regressaram à sala. Ao vê-las aparecer, Gonçalo levantou-se e
dirigiu-se-lhes:
-Já
estava para vos ir chamar. Desculpa maninha, mas está a fazer-se tarde, viemos
apenas vê-los e buscar a Matilde, vamos seguir para Coimbra, a Lena quer ir conhecer
o seu novo sobrinho.
Despediram-se
e saíram os três, enquanto Laura e os pais, ficavam no alpendre, até que o
carro entrou na estrada principal e desapareceu entre o tráfego. No dia
seguinte também os pais seguiriam para Braga, deixando-a sozinha com os filhos.
Laura sentiu que ia sentir saudades da animação dos últimos dias.
-Filha,
- disse dona Teresa ao ver que Laura se dirigia para a cozinha para iniciar o
jantar. - Como partimos amanhã, o teu pai e eu pensámos que gostaríamos que tu
e as crianças fossem jantar fora connosco. O que dizes.
-
Por mim tudo bem, vou tratar das crianças, toar um duche e vestir-me.
-
Vai cuidar de ti, - disse-lhe a mãe. A Sara já se sabe arranjar sozinha, eu dou
banho ao Miguel e visto-o. Afinal tenho tão poucas oportunidades de o fazer.
Laura
dirigiu-se ao quarto, enquanto a mãe pegava no neto ao colo, mas antes de se
afastar em direção à casa de banho murmurou ao marido.
“Faz
o que combinámos”
7.6.22
POESIA ÀS TERÇAS - JOSÉ SARAMAGO
Em violino fado
6.6.22
MEDO DE AMAR - PARTE XVII
No
fim de semana Laura andou num redopia entre a ansiedade de Matilde, cujos pais
regressavam da lua-de-mel, a persistência da mãe, que insistia em que era mais
que tempo de terminar o luto e dar um novo rumo à sua vida, a chegada dos
noivos, o jantar de comemoração num restaurante da moda, oferecido pelo
padrinho e a preparação mental para a separação do filho, Miguel, que ia para a
creche no início da semana, além do emprego que ia iniciar e que a ia por em
contacto diário com Fernando com quem toda a família parecia querer vê-la
casada.
No
Domingo, teve oportunidade de uns momentos a sós com a cunhada, com quem
desabafou um pouco das suas preocupações.
Na verdade, ela e Lena, sentiram uma empatia imediata, no dia em que se
conheceram e depressa se tornaram amigas.
-
Não vejo razão para estares preocupada, - disse-lhe a cunhada. Afinal o trabalho
é decerto bem mais fácil do que preparar uma aula para mais de vinte alunos. E,
segundo sei vocês conhecem-se de toda a vida, o Fernando pelo que tenho observado
é educado e simpático. Do que tens medo? Dele ou de ti?
- Na verdade, não sei. Como dizes conheço-o de toda a vida, fomos amigos de brincadeiras, sempre o olhei como um irmão. Quando fiquei viúva, ele foi um apoio muito importante, principalmente para a Sara, que adorava o pai e a quem eu, devastada pela minha dor, reconheço não ter apoiado tanto quanto devia. Um dia, surpreendo o Fernando olhando-me de uma forma estranha.
Olhava-me como um homem olha para uma mulher que deseja. Fiquei escandalizada e disse-lhe a Sara já estava melhor e que o Miguel precisava de toda a minha atenção e pedi-lhe que não voltasse.
Ele afastou-se, mas de súbito os meus pais e o teu marido, começaram
a dizer-me que tinha de tentar esquecer o Quim e recomeçar a minha vida, que os
meus filhos precisavam de uma figura masculina, que o Fernando era uma ótima
pessoa e seria um bom pai para os meus filhões etc. E quanto mais a família insistia
nisso, mais eu me agarrava às memórias do Quim e mais raiva desenvolvia em
relação ao Fernando. Consegues compreender-me?
- Caro que sim. Afinal eu vivi apenas um mês com o teu irmão, pensei que ele me tinha abandonado porque nunca me amara, e não consegui esquecê-lo nos catorze anos que não soube nada dele. Felizmente os meus pais sempre respeitaram a minha decisão de não querer saber de outro homem até à maioridade da Matilde.
Talvez
isso fosse uma desculpa porque lá bem escondido num cantinho do coração eu
tivesse o sonho de voltar a encontrar o Gonçalo e recuperar o amor que nos
tinha unido. O teu caso é diferente. Por muito que tenhas amado o Quim sabes
que está morto, e não tens a ilusão da sua volta. Podes e deves seguir em
frente, refazer a vida, com o Fernando ou com qualquer outro, se apenas
consegues ver o Fernando como irmão. Afinal tens apenas trinta e três anos.
-
Que às vezes me parecem sessenta…
-Eu
sei, o sofrimento faz-nos sentir assim.
5.6.22
HUMOR AOS DOMINGOS
Aproveitando a
ausência dos patrões, "Craudete", a empregada africana, fofoca com
uma amiga da Matola ao telefone:
> - Maria, aqui
nesta mansão é tudo fachada, nêga!
> - Porquê,
Craudete? - Pergunta a amiga.
> - Nada é dos
patrão! Tudo é imprestado!
> - Como assim?-
pergunta a outra, curiosa.
> - A roupa dos
patrão não és deles, as dele é de um tal de Armani, a gravata de um tal Pierre
Cardin, os vistido dela és de uma tal Fatima Lopes e os carro é da Mercedes...
Nada é deles, minina!
> - Nossa,
Craudete... Qui pobreza!
> - O pió di tudo
cê inda num sabe... Outro dia o patrão tava no telefone falando que tinha um
grande Picasso... Pura mentira, Maria... É piquinininho, que dá dó.
**********************
Num belo dia, a sogra bate à porta da casa de seu genro, de mala feita. O homem vai atender e fica surpreso com a visita.
A sogra estranha a reação do genro e pergunta:
- Porquê a surpresa? A minha filha não avisou que eu viria passar as férias aqui convosco?
E diz o homem:
- Sim, disse. Mas eu pensei que fosse só para passar os meus soluços…
**********************
Um gago vai ao médico, em desespero, pois quer ser curado. O médico examina-o e chega à conclusão:
- Meu amigo, o seu problema é que tem um pénis muito comprido que lhe rouba a energia. Se o encurtarmos uns centímetros, vai ver que deixa de gaguejar.
O homem acede, é operado e fica bom da gaguez. Dias mais tarde volta ao consultório:
- Doutor, eu realmente já não gaguejo, mas a minha mulher diz que lhe falta lá qualquer coisinha. Se não se importasse, gostaria de rever os centímetros que me tirou…
Responde o médico:
- Ó me-meu a-amigo, isso agora é im-po-po-po-ssi-ssí-vel!
*********************
Num consultório:
- Doutor, o meu marido está muito doente. Ele pensa que é um cavalo. Passa o tempo todo a relinchar e só quer comer erva e palha. Tem cura?
Responde o médico:
- Ter cura, tem! Mas é um tratamento muito caro…
E diz a mulher:
- Não há problema, doutor. Ele ganha muito dinheiro nas corridas de cavalos, chega sempre em primeiro lugar!
**********************
Um septuagenário veste o casaco e, ao preparar-se para sair de casa, a mulher pergunta-lhe: - Onde é que vais?
- Vou ao médico – responde ele.
- Porquê? Estás doente? – pergunta a mulher.
Diz o velho:
- Não. Vou ver se ele me receita Viagra…
A mulher, levanta-se da cadeira de baloiço, e vai também buscar o casaco. Ele pergunta-lhe:
- E tu onde é que vais?
Diz ela muito apressadamente:
- Vou também ao médico.
- Porquê? – pergunta o velho.
Explica a mulher:
- Se vais começar a usar uma coisa enferrujada, acho melhor ir vacinar-me contra o tétano…
***************************
No recreio o Joãozinho aproxima-se de um menino que tinha acabado de comer e disse:
- Comeste a merenda?
- Comi! – responde o menino todo satisfeito.
E diz o Joãozinho:
- Sabias que merenda tem m****?
E quase instantaneamente o outro menino vomitou e começou a sentir-se muito mal. E diz o Joãozinho:
- O que queria dizer é que a palavra MERenDA tema todas as letras da palavra m****…











