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12.6.22

HUMOR AOS DOMINGOS


 









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Um Padre e uma freira passam a noite sozinhos numa cabana
Um Padre e uma Freira tinham saído de um convento.
Ao cair da noite, avistaram uma cabana a meio do caminho, e decidiram entrar para pernoitar e prosseguir viagem no dia seguinte.
Ao entrarem na cabana, viram que havia apenas uma cama de casal.
O padre e a freira entreolharam-se e, depois de alguns segundos de silêncio, o padre disse:
Irmã, pode dormir na cama que eu durmo aqui no chão.
E assim fizeram. No entanto, a meio da madrugada a irmã acordou o padre:
Padre! O senhor está acordado?
O padre, bêbedo de sono:
Sim, irmã, precisa de alguma coisa?
Tenho frio…pode dar-me um cobertor?
Sim, irmã, com certeza! O padre levantou-se, foi buscar um cobertor ao armário e cobriu a irmã com muita ternura.
Uma hora depois, a irmã acorda o padre novamente: Padre! Ainda está acordado?
O padre: AH? Irmã … O que foi agora?
É que ainda estou com frio. Pode dar-me outro cobertor?
Claro irmã, com certeza!
Mais uma vez, o padre levantou-se, cheio de amor e boa vontade, para atender o pedido da irmã.
Outra hora passou e, mais uma vez, a irmã chamou pelo padre:
Padre. O senhor ainda está acordado?
O padre: Sim, irmã! O que foi agora?!
É que eu não estou a conseguir dormir. Ainda estou com muito frio.
Finalmente, entendendo as intenções da irmã, o padre então disse:
Irmã, só estamos aqui nós dois, certo?
– Certo!
O que acontecer aqui, ou deixar de acontecer, só nós saberemos e mais ninguém, certo?
Certo!
Então, tenho uma sugestão … Que tal se fingirmos ser marido e mulher ?
A freira então pula de alegria na cama e diz :
SIM! SIM !!!
Então o padre muda o tom de voz e grita :
ENTÃO, PORRA ! LEVANTA-TE E VAI BUSCAR A merda DO COBERTOR !


NOTA :l ATÉ PARECE ANEDORA, MAS JURO QUE NÃO É. Há 8 dias o tempo que tenho de Internet não é mais do que 4 ou 5 horas e intermitente. Até a Margarida já anda desesperada, porque a "Tabit" não dá nada. Eu pensava que fosse da box ou do router. Finalmente hoje veio o técnico. E depois de examinar os aparelhos, e medir o sinal diz-me que é a ligação da ficha que deve estar em sobrecarga e precisa ser mudada. Acontece que na frente da ficha eu tenho um móvel composto por dois corpos cheios até ao teto de livros e com os armários de baixo cheio de loiça. Impossível arredá-los a menos que tire tudo deles. Ficou combinado que vou limpar os móveis de tudo o que faça peso e ele agendou a visita para quarta feira, pois para segunda e terça, já estava tudo marcado. De modo que é isto.

10.6.22

10 DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL- DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

 


Celebra-se hoje o dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas. Para os católicos é também o dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal. Que deve andar muito cansado com o trabalho que lhe dão banqueiros, políticos e empresários corruptos, afundando cada vez mais o País.  Coitado! Não é nada fácil ser Anjo da Guarda de um País assim. 
Mas dizia eu que se celebra hoje o dia de Portugal. Com o desemprego que grassa no País, o custo de vida a subir todos os dias, mirrando cada vez mais, os ordenados, já de si muito inferiores às necessidades do povo, as más condições na saúde, na educação e na justiça, com grande parte da população a ter de continuar a emigrar, para procurar noutros horizontes o futuro que Portugal lhes nega, com deputados e ministros que hoje fazem discursos inflamados, e amanhã negam o que hoje disseram, (como se nós não tivéssemos memória), com crianças que se levantam e deitam com fome, mulheres maltratadas e mortas por quem um dia jurou amá-las, idosos abandonados, que morrem na solidão e miséria, eu pergunto-me:
Vale a pena celebrar?
Penso que vale a pena celebrar Camões, cujo talento na poesia, elevou o país ao nível dos melhores do mundo, dando a conhecer um Portugal, de homens capazes de grandes feitos históricos e heroicos. Que diria o grande Vate, deste Portugal de Ricardo Salgado, Joe Berardo, Rendeiro, Granadeiro, Sócrates, Vara e tantos, tantos outros? Das fugas aos impostos, das burlas, dos esquemas no futebol etc. etc.? 
 
Ah! Portugal, meu Portugal, tão amado e tão mal governado!

8.6.22

MEDO DE AMAR - PARTE XVIII

 


-O problema é que depois do vosso casamento e desta semana em que o vi todos os dias, dei-me conta de que este Fernando, não tem nada a ver com o rapazito que foi criado connosco, como um irmão.

-É normal, tu cresceste, ele também. Hoje são um homem e uma mulher que foram amigos em criança, se afastaram e hoje se encontram de novo. Sei que o teu irmão e os teus pais gostariam de te ver casada com ele, mas eu penso que deves interrogar o teu coração e descobrir que sentimentos tens por ele.

 E se para isso precisas de conviver mais com ele, talvez que trabalhando juntos seja uma boa maneira de o descobrires. Que ele é doido por ti, todos sabem, até eu que só o conheci há pouco tempo. 

Todavia se descobrires que não há química entre vós, que continuas a amá-lo como um irmão, diz-lho e segue em frente. Um casamento sem amor é uma tragédia. A história de que um pode amar pelos dois, é muito bonito em canção, mas na vida real não existe. Sabes que apesar de nos conhecermos há pouco tempo gosto muito de ti e só quero que sejas tão feliz como eu.

 – Eu também gosto muito de ti e lamento sinceramente a partida do destino que fez com que não nos tenhamos conhecido antes, - olhou o relógio e acrescentou. Meu Deus estamos a conversar há tanto tempo, o teu marido deve estar furioso comigo por te monopolizar. Não devia tê-lo feito, afinal sei bem o que é uma lua-de-mel.

Levantaram-se e regressaram à sala. Ao vê-las aparecer, Gonçalo levantou-se e dirigiu-se-lhes:

-Já estava para vos ir chamar. Desculpa maninha, mas está a fazer-se tarde, viemos apenas vê-los e buscar a Matilde, vamos seguir para Coimbra, a Lena quer ir conhecer o seu novo sobrinho.

Despediram-se e saíram os três, enquanto Laura e os pais, ficavam no alpendre, até que o carro entrou na estrada principal e desapareceu entre o tráfego. No dia seguinte também os pais seguiriam para Braga, deixando-a sozinha com os filhos. Laura sentiu que ia sentir saudades da animação dos últimos dias.

-Filha, - disse dona Teresa ao ver que Laura se dirigia para a cozinha para iniciar o jantar. - Como partimos amanhã, o teu pai e eu pensámos que gostaríamos que tu e as crianças fossem jantar fora connosco. O que dizes.

- Por mim tudo bem, vou tratar das crianças, toar um duche e vestir-me.

- Vai cuidar de ti, - disse-lhe a mãe. A Sara já se sabe arranjar sozinha, eu dou banho ao Miguel e visto-o. Afinal tenho tão poucas oportunidades de o fazer.

Laura dirigiu-se ao quarto, enquanto a mãe pegava no neto ao colo, mas antes de se afastar em direção à casa de banho murmurou ao marido.

“Faz o que combinámos”

 

7.6.22

POESIA ÀS TERÇAS - JOSÉ SARAMAGO


 Em violino fado

Ponho as mãos no teu corpo musical
Onde esperam os sons adormecidos.
Em silêncio começo, que pressente
A brusca irrupção do tom real.
E quando a alma ascendendo canta
Ao percorrer a escala dos sentidos,
Não mente a alma nem o corpo mente.
Não é por culpa nossa se a garganta
Enrouquece e se cala de repente
Em cruas dissonâncias, em rangidos
Exasperantes de acorde errado.

Se no silêncio em que a canção esmorece
Outro tom se insinua, recordado,
Não tarda que se extinga, emudece:
Não se consente em violino fado.


- José Saramago, em "Os poemas possíveis". 3ª ed., Lisboa: Editorial Caminho, 1981.

No mês em que José Saramago partiu ( e já lá vão 12 anos) todas as terças feiras
serão dias de poesia do nosso único Nobel da Literatura.

6.6.22

MEDO DE AMAR - PARTE XVII

 






No fim de semana Laura andou num redopia entre a ansiedade de Matilde, cujos pais regressavam da lua-de-mel, a persistência da mãe, que insistia em que era mais que tempo de terminar o luto e dar um novo rumo à sua vida, a chegada dos noivos, o jantar de comemoração num restaurante da moda, oferecido pelo padrinho e a preparação mental para a separação do filho, Miguel, que ia para a creche no início da semana, além do emprego que ia iniciar e que a ia por em contacto diário com Fernando com quem toda a família parecia querer vê-la casada.

No Domingo, teve oportunidade de uns momentos a sós com a cunhada, com quem desabafou um pouco das suas preocupações.  Na verdade, ela e Lena, sentiram uma empatia imediata, no dia em que se conheceram e depressa se tornaram amigas.

- Não vejo razão para estares preocupada, - disse-lhe a cunhada. Afinal o trabalho é decerto bem mais fácil do que preparar uma aula para mais de vinte alunos. E, segundo sei vocês conhecem-se de toda a vida, o Fernando pelo que tenho observado é educado e simpático. Do que tens medo? Dele ou de ti?

- Na verdade, não sei. Como dizes conheço-o de toda a vida, fomos amigos de brincadeiras, sempre o olhei como um irmão. Quando fiquei viúva, ele foi um apoio muito importante, principalmente para a Sara, que adorava o pai e a quem eu, devastada pela minha dor, reconheço não ter apoiado tanto quanto devia. Um dia, surpreendo o Fernando olhando-me de uma forma estranha. 

Olhava-me como um homem olha para uma mulher que deseja. Fiquei escandalizada e disse-lhe a Sara já estava melhor e que o Miguel precisava de toda a minha atenção e pedi-lhe que não voltasse.

 Ele afastou-se, mas de súbito os meus pais e o teu marido, começaram a dizer-me que tinha de tentar esquecer o Quim e recomeçar a minha vida, que os meus filhos precisavam de uma figura masculina, que o Fernando era uma ótima pessoa e seria um bom pai para os meus filhões etc. E quanto mais a família insistia nisso, mais eu me agarrava às memórias do Quim e mais raiva desenvolvia em relação ao Fernando. Consegues compreender-me?

- Caro que sim. Afinal eu vivi apenas um mês com o teu irmão, pensei que ele me tinha abandonado porque nunca me amara, e não consegui esquecê-lo nos catorze anos que não soube nada dele. Felizmente os meus pais sempre respeitaram a minha decisão de não querer saber de outro homem até à maioridade da Matilde. 

Talvez isso fosse uma desculpa porque lá bem escondido num cantinho do coração eu tivesse o sonho de voltar a encontrar o Gonçalo e recuperar o amor que nos tinha unido. O teu caso é diferente. Por muito que tenhas amado o Quim sabes que está morto, e não tens a ilusão da sua volta. Podes e deves seguir em frente, refazer a vida, com o Fernando ou com qualquer outro, se apenas consegues ver o Fernando como irmão. Afinal tens apenas trinta e três anos.   

- Que às vezes me parecem sessenta…

-Eu sei, o sofrimento faz-nos sentir assim.

5.6.22

HUMOR AOS DOMINGOS



Aproveitando a ausência dos patrões, "Craudete", a empregada africana, fofoca com uma amiga da Matola ao telefone:

> - Maria, aqui nesta mansão é tudo fachada, nêga!

> - Porquê, Craudete? - Pergunta a amiga.

> - Nada é dos patrão! Tudo é imprestado!

> - Como assim?- pergunta a outra, curiosa.

> - A roupa dos patrão não és deles, as dele é de um tal de Armani, a gravata de um tal Pierre Cardin, os vistido dela és de uma tal Fatima Lopes e os carro é da Mercedes... Nada é deles, minina!

> - Nossa, Craudete... Qui pobreza!

> - O pió di tudo cê inda num sabe... Outro dia o patrão tava no telefone falando que tinha um grande Picasso... Pura mentira, Maria... É piquinininho, que dá dó.


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Num belo dia, a sogra bate à porta da casa de seu genro, de mala feita. O homem vai atender e fica surpreso com a visita.

A sogra estranha a reação do genro e pergunta:
- Porquê a surpresa? A minha filha não avisou que eu viria passar as férias aqui convosco?

E diz o homem:
- Sim, disse. Mas eu pensei que fosse só para passar os meus soluços…


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Um gago vai ao médico, em desespero, pois quer ser curado. O médico examina-o e chega à conclusão:
- Meu amigo, o seu problema é que tem um pénis muito comprido que lhe rouba a energia. Se o encurtarmos uns centímetros, vai ver que deixa de gaguejar.

O homem acede, é operado e fica bom da gaguez. Dias mais tarde volta ao consultório:
- Doutor, eu realmente já não gaguejo, mas a minha mulher diz que lhe falta lá qualquer coisinha. Se não se importasse, gostaria de rever os centímetros que me tirou…

Responde o médico:
- Ó me-meu a-amigo, isso agora é im-po-po-po-ssi-ssí-vel!


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Num consultório:
- Doutor, o meu marido está muito doente. Ele pensa que é um cavalo. Passa o tempo todo a relinchar e só quer comer erva e palha. Tem cura?

Responde o médico:
- Ter cura, tem! Mas é um tratamento muito caro…

E diz a mulher:
- Não há problema, doutor. Ele ganha muito dinheiro nas corridas de cavalos, chega sempre em primeiro lugar!



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Um septuagenário veste o casaco e, ao preparar-se para sair de casa, a mulher pergunta-lhe: - Onde é que vais?
- Vou ao médico – responde ele.

- Porquê? Estás doente? – pergunta a mulher.

Diz o velho:
- Não. Vou ver se ele me receita Viagra…

A mulher, levanta-se da cadeira de baloiço, e vai também buscar o casaco. Ele pergunta-lhe:
- E tu onde é que vais?

Diz ela muito apressadamente:
- Vou também ao médico.

- Porquê? – pergunta o velho.

Explica a mulher:
- Se vais começar a usar uma coisa enferrujada, acho melhor ir vacinar-me contra o tétano…


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No recreio o Joãozinho aproxima-se de um menino que tinha acabado de comer e disse:
- Comeste a merenda?

- Comi! – responde o menino todo satisfeito.

E diz o Joãozinho:
- Sabias que merenda tem m****?

E quase instantaneamente o outro menino vomitou e começou a sentir-se muito mal. E diz o Joãozinho:
- O que queria dizer é que a palavra MERenDA tema todas as letras da palavra m****…