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17.10.19

A LEI DO CAMIÃO DO LIXO






O texto que se segue, recebi-o por email. Achei-o muito interessante e decidi partilhá-lo convosco. Recebi-o como vos passo, sem qualquer assinatura. Como não gosto de partilhar textos sem assinatura, pesquisei no Google, e aí encontrei o texto como sendo de David J. Pollay.








  Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável. Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'  Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de   "A Lei do Camião de Lixo."  Ele explicou que muitas pessoas são como camiões de lixo. Andam por ai  carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não  tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!  Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas.  Fique tranquilo...  respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR. O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os camiões de lixo  estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. 

Ame as pessoas que te tratam bem. 
E trate bem as que não o fazem. 
 A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!  
Tenha um bom dia, Livre de lixo!  


Nesta altura do campeonato, eu também  estou-me achando um lixo, não por ódios nem rancores, mas porque uma crise de refluxo gastroesofágico me provocou uma crise alérgica que me tem obrigado a passar as noites sentada no sofá, por causa da tosse. E preocupada com medo que esta malvada tosse me afete mais o olho. 

5.3.18

A TRAIÇÃO - PARTE IV





A sua estatura, não ultrapassava o metro e sessenta, mas era bem proporcionada e o corpo apresentava umas curvas tentadoras. Era empregada de uma pastelaria perto da sua casa, onde ele entrara uma vez por acaso, a fim de tomar o pequeno-almoço antes de ir para o hospital, e de onde acabou por se tornar freguês diário por causa dos lindos olhos de Odete, e do seu jeito tímido e simpático tão diferente das mulheres com quem ele se dava ultimamente.
Encantou-se com ela, mas se por um lado compreendeu que a jovem não era mulher que se contentasse com uma simples aventura sem compromisso por outro lado assustava-o a juventude dela, que tinha exatamente menos dez anos do que ele.  Porém um dia convidou-a para uma ida ao cinema, depois para um passeio e quase sem dar por isso, estavam apaixonados.
Odete era a mais nova dos quatro filhos da família Oliveira. Os dois irmãos mais velhos, ainda solteiros, eram emigrantes em França, para onde tinham partido em busca de uma vida melhor. A sua irmã casara com um inglês, que conhecera no Algarve onde estava a trabalhar, e vivia em Leeds. O seu pai era camionista e a mãe, trabalhava numa firma de limpezas. A jovem terminara o secundário e aceitou o primeiro emprego que lhe apareceu, precisamente naquela pastelaria perto da casa do médico. Aurora, a mãe de João aprovou feliz a escolha do filho. “Odete é uma mulher a sério, filho. Uma das nossas” dissera-lhe depois de conhecer a jovem. Casaram meio ano depois. Uma cerimónia simples mas muito emotiva. E durante  mais de três anos foram muito felizes.
Odete era uma mulher maravilhosa, apaixonada, que transformara a sua vida solitária e sem graça, numa vida alegre e feliz.  De súbito, um dia, a sua mulher começou a mudar. Naquela época ele trabalhava muito. Saía do hospital às quatro horas e seguia para o seu consultório, onde atendia até às oito, nove horas. E depois ainda havia as noites de plantão no hospital. Acabava por chegar a casa, como se costuma dizer de rastos e talvez por isso inicialmente nem se tivesse dado conta da mudança subtil da mulher. Uma manhã ao chegar depois de mais uma noite de plantão, encontrou-a com sinais evidentes de ter chorado. Interrogou-a e ela disse-lhe, que eram saudades de Laura a sua irmã. Pensou que era normal e como estava demasiado cansado foi-se deitar.