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1.6.13
1 De JUNHO - DIA DA CRIANÇA
Estive para não referenciar o dia de hoje.
Por regra sou contra os dias de...
Nunca devia haver um dia da criança, porque num mundo de verdade, todos os dias deveriam ser das crianças. Afinal elas serão os trabalhadores, os cientistas e os governantes do futuro. Porém milhões de crianças em todo o mundo, nunca serão futuro, porque perderão a luta pela sobrevivência. Porque morrem de fome, porque são vitimas inocentes em guerras inglórias, que só servem para enriquecer os fabricantes de armamentos. Para essas crianças não há sequer um dia no ano em que sejam crianças de verdade com tudo a que as nossas crianças estão habituadas.
Porém quem tem uma netinha não pode ignorar o dia não é verdade?
25.5.13
17.5.13
11.5.13
VIDAS CRUZADAS - PARTE XI
Depois
daquela tarde era frequente encontrar os dois jovens juntos. Primeiro como dois
amigos, depois como namorados, passeavam-se pela beira do rio, olhos nos olhos,
dedos entrelaçados, sempre na companhia do pequeno Pedro.
Naquela tarde recebeu um telegrama da mãe, dizendo que como a sua irmã tivera de regressar a casa, ela resolvera ir também, e estava agora na casa da tia Rosa em Santarém.
Pedro sentia-se perfeitamente. Nunca mais se sentira cansado, tinha perdido a palidez com que chegara, dormia bem e até engordara um pouco. Recordando a sua doença, e o que o médico lhe dissera, ele não se atrevia a fazer promessas a Rita. Às vezes lembrava-se de ter ouvido a mãe falar nas "melhoras da morte". Melhoras que muitos doentes terminais experimentam pouco antes da morte. E perguntava-se se era isso que lhe estava a acontecer. Os dias sucediam-se, e nada de novo acontecia. Uma tarde Rita disse-lhe:
- Estamos a acabar as férias. A mãe acabou a segunda série de tratamentos. Só pode fazer mais para o ano.
Naquele momento decidiu regressar. Precisava ir ao médico. Tinham-se passado quase três meses, e a verdade é que se sentia melhor que nunca, mas não se atrevia a contar a Rita o que se passava, nem se permitia fazer projectos para o futuro. Ela estranhou o seu silêncio. E quando nessa tarde compareceu no jardim não encontrou a jovem. Apenas a D. Célia e o pequeno. A senhora olhou-o com reprovação, quando a cumprimentou, e o pequeno soltou a língua.
- Zangaste-te com a minha irmã?
– Não. Porquê?
– Porque ela não quis almoçar e foi para o quarto chorar...
Sentiu-se um canalha, por ter feito chorar a jovem. Mas consolava-o o facto de que se ela soubesse a verdade ia sofrer muito mais. Despediu-se da senhora, fez uma festa na cabeça do pequeno e regressou a casa da tia. Aí chegado, foi directo ao quarto, abriu o guarda-fatos e colocando a mala em cima da cama, começou a meter nela as roupas de qualquer maneira.
Logo de seguida batiam à porta do quarto.
- Entre.
A figura da tia perfilou-se no umbral, seguida da fiel empregada.
- Vais-te embora filho? Aconteceu alguma coisa grave com a tua mãe?
– Não tia. Graças a Deus não. Foi do emprego. Dizem que se não estiver lá amanhã, escuso de ir mais. Já estou ausente há muito tempo, as férias acabaram, não tenho baixa nem atestado médico.
- Bom, se é isso tudo bem. Mas podias ter dito quando entraste. Fiquei assustada. E sair assim de corrida, vais chegar de noite...
– Talvez não, tia. Os dias são grandes e escurece tarde, não se preocupe.
- Então vamos mulher, vamos preparar um farnel para a viagem.
E dizendo isto empurrava a empregada na sua frente.
- Não se preocupe tia, eu como alguma coisa pelo caminho.
- Era o que mais faltava! - Zangou-se ela – Da minha casa, nunca saiu ninguém sem farnel.
Quando Pedro saiu com as malas para o carro, já as duas mulheres tinham preparado uma cesta, onde não faltava a broa, o presunto, um belo salpicão, várias frutas, e uma garrafa de água.
Na verdade a tia tinha-se cansado durante todo o tempo que ele estivera em sua casa, para que bebesse vinho, mas Pedro sempre fora abstémio.
Abraçou as duas mulheres e saiu. Tinha pressa de viajar. Não queria correr o risco de encontrar Rita, não queria que ela o visse partir.
BOM FIM DE SEMANA. E PARA AS AMIGAS DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO UM FELIZ DIA DAS MÃES.
Naquela tarde recebeu um telegrama da mãe, dizendo que como a sua irmã tivera de regressar a casa, ela resolvera ir também, e estava agora na casa da tia Rosa em Santarém.
Pedro sentia-se perfeitamente. Nunca mais se sentira cansado, tinha perdido a palidez com que chegara, dormia bem e até engordara um pouco. Recordando a sua doença, e o que o médico lhe dissera, ele não se atrevia a fazer promessas a Rita. Às vezes lembrava-se de ter ouvido a mãe falar nas "melhoras da morte". Melhoras que muitos doentes terminais experimentam pouco antes da morte. E perguntava-se se era isso que lhe estava a acontecer. Os dias sucediam-se, e nada de novo acontecia. Uma tarde Rita disse-lhe:
- Estamos a acabar as férias. A mãe acabou a segunda série de tratamentos. Só pode fazer mais para o ano.
Naquele momento decidiu regressar. Precisava ir ao médico. Tinham-se passado quase três meses, e a verdade é que se sentia melhor que nunca, mas não se atrevia a contar a Rita o que se passava, nem se permitia fazer projectos para o futuro. Ela estranhou o seu silêncio. E quando nessa tarde compareceu no jardim não encontrou a jovem. Apenas a D. Célia e o pequeno. A senhora olhou-o com reprovação, quando a cumprimentou, e o pequeno soltou a língua.
- Zangaste-te com a minha irmã?
– Não. Porquê?
– Porque ela não quis almoçar e foi para o quarto chorar...
Sentiu-se um canalha, por ter feito chorar a jovem. Mas consolava-o o facto de que se ela soubesse a verdade ia sofrer muito mais. Despediu-se da senhora, fez uma festa na cabeça do pequeno e regressou a casa da tia. Aí chegado, foi directo ao quarto, abriu o guarda-fatos e colocando a mala em cima da cama, começou a meter nela as roupas de qualquer maneira.
Logo de seguida batiam à porta do quarto.
- Entre.
A figura da tia perfilou-se no umbral, seguida da fiel empregada.
- Vais-te embora filho? Aconteceu alguma coisa grave com a tua mãe?
– Não tia. Graças a Deus não. Foi do emprego. Dizem que se não estiver lá amanhã, escuso de ir mais. Já estou ausente há muito tempo, as férias acabaram, não tenho baixa nem atestado médico.
- Bom, se é isso tudo bem. Mas podias ter dito quando entraste. Fiquei assustada. E sair assim de corrida, vais chegar de noite...
– Talvez não, tia. Os dias são grandes e escurece tarde, não se preocupe.
- Então vamos mulher, vamos preparar um farnel para a viagem.
E dizendo isto empurrava a empregada na sua frente.
- Não se preocupe tia, eu como alguma coisa pelo caminho.
- Era o que mais faltava! - Zangou-se ela – Da minha casa, nunca saiu ninguém sem farnel.
Quando Pedro saiu com as malas para o carro, já as duas mulheres tinham preparado uma cesta, onde não faltava a broa, o presunto, um belo salpicão, várias frutas, e uma garrafa de água.
Na verdade a tia tinha-se cansado durante todo o tempo que ele estivera em sua casa, para que bebesse vinho, mas Pedro sempre fora abstémio.
Abraçou as duas mulheres e saiu. Tinha pressa de viajar. Não queria correr o risco de encontrar Rita, não queria que ela o visse partir.
BOM FIM DE SEMANA. E PARA AS AMIGAS DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO UM FELIZ DIA DAS MÃES.
3.5.13
VIDAS CRUZADAS - PARTE X
Etiquetas:
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Feira popular,
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S. José
1.5.13
1º DE MAIO DIA DO TRABALHADOR
Como toda a gente conhece a história deste dia, dispenso-me de a escrever e passo a mostrar como foi este dia em Lisboa.
E vocês? Estiveram por aqui?
Um abraço e resto de boa semana
E vocês? Estiveram por aqui?
Um abraço e resto de boa semana
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1º de Maio,
Comemorações,
dia do trabalhalhador,
manifestações.
29.4.13
FELIZ ANIVERSÁRIO SEXTA
NO LARGO DA MEMÓRIA, vivia uma mulher quase a figurar no
estatuto dos idosos quando o filhote se casou e lhe deixou em casa o pc.
Desejava dar um novo rumo à sua vida e COMEÇAR DE NOVO, sonhava com A VIAGEM da
sua vida, mas não tinha um PÉ DE MEIA,
que lhe permitisse A PARTIR DA LUA entre LUZES E LUARES realizar esse sonho.
Por MAGIA ou DE PROPÓSITO um dia resolveu mexer no computador e descobriu um
mundo de SONHOS E ENCANTOS.
ÀS VEZES FIM DE SEMANA era visitada pelos sobrinhos, UMA MULHER FLOR, FLOR MULHER e seu marido que gostava de DIVAGAR SOBRE TUDO UM POUCO, e que lhe falou dos blogues, e lhe perguntou porque não criava um, onde
pudesse postar EM PROSA E VERSO, o que tanto gostava de escrever. Ela sabia lá
criar um blogue. Ele abriu o computador
e em pouco mais do que alguns MOMENTOS FRAGMENTADOS criou um blogue a que só faltava
dar um nome que ela teria que escolher. Como AVE SEM ASAS, numa ilha deserta, lembrou do Robinson Crussoe, e do seu
companheiro índio e assim nasceu o SEXTA-FEIRA.
Durante muito tempo,
escrevi textos e poemas, falei DE TUDO UM POUCO A MINHA OPINIÃO, mostrei fotos, e MEUS CONTOS que por AFECTOS E CUMPLICIDADES só a família lia. Depois
um dia alguém descobriu o Sexta. SERÁ QUE FUI EU que segui o rasto dessa
primeira INTEMPORAL visita? A partir daí comecei a frequentar vários blogues, e SEGUINDO AS MINHAS PEGADAS fui visitada por muitos blogueiros, alguns dos quais
conheci pessoalmente e são hoje bons amigos. Infelizmente esses blogues
iniciais estão praticamente todos inativos,
REFLEXOS da absorção dos seus autores pelas redes sociais.
Problemas graves de saúde, que quase fizeram de mim A MÉDICA FRUSTRADA, e várias cirurgias, tornaram difíceis MOMENTOS MEUS que antes faziam
do meu CORAÇÃO TAGARELA, uma ROSEIRA BRANCA.
Depois o falecimento dos pais, e a doença do maridão, quase
me fizeram abandonar não só este cantinho como todos os outros que fui abrindo
mais tarde. ESCRITO A QUENTE no meu coração, ficou o nascimento da neta, verdadeiro JARDIM FLORIDO,
no canteiro dos meus sentimentos até aí apenas cheio de FOLHAS DE OUTONO.
A sua presença constante na minha casa, (tomei conta dela
até Outubro quando entrou na escolinha) fizeram de mim A ABUELA CRIS, deram-me
um novo animo e voltei ao blogue e aos meus escritos. SÃO, dias de reencontro
com os poucos amigos iniciais que resistem, como o ESTEBAN BLOG, PITANGA DOCE, ÁGUAS DO SUL ou ZÉ POVINHO. O paideleo virou LEOEOSSEUS graças ao nascimento de uma bela menina.
Intenso continua O CHEIRO DA ILHA.
Numa PAUSA PARA O CAFÉ, entrei na CASA DA ALQUIMIA, onde com UM OLHAR DE OURO, percorri o lugar procurando alguém conhecido. AMIGOS DEPORTUGAL e do Brasil escutavam em silêncio as MEMÓRIAS DE UMA SIMPLES MARIA.
Noutra mesa a ZAMBEZIANA, e a ÁFRICA EM POESIA, recordavam
SINFONIA E SOL, que só o continente africano tem.
Numa parede um XAILE DE SEDA é moldura para uma guitarra portuguesa. Na parede oposta o CASARIO DO GINJAL mostra todo o seu encanto numa grande tela a óleo. Sob a LUZ DE LUMA,
uma FLOR DE LIS, insolitamente acompanhada por A PAPOILA.
Junto ao balcão LIDACOELHO e VITORCHUVASHORTSTORIES, trocam vivências e histórias cada uma mais
interessante que outra.
No regresso a casa, vi O PÁSSARO IMPOSSÍVEL sobrevoando A CASA DAMARIQUINHAS.
Antes de regressar aO MEU SOFÁ AMARELO ainda me cruzei com a BLUE SHELL passeando o RAFEIRO PERFUMADO. Curioso o hábito de o Rafeiro usar o PERFUME DE JACARANDÁ.
Um agradecimento especial A TODOS OS QUE SE ENCONTRAM NA SIDEBAR e que ao longo dos anos têm passado por este blogue. Não é por falta de consideração que não se encontram no texto, mas por falta de imaginação da minha parte. Obrigada a todos. Bem Hajam pelo carinho e pelo apoio.
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