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13.2.16
S. VALENTIM
Porque amanhã se festeja o dia dos namorados que tem por patrono S. Valentim , procurei saber mais sobre este santo. E o que encontrei é uma série de artigos lenda, em que ora me aparece um simples padre que casava os jovens, numa altura em que o imperador Claudius II teria proibido os casamentos, por precisar de mancebos para a guerra, e que por causa disso foi condenado à morte, recebendo enquanto esperava a execução o apoio e o agradecimento dos jovens que anteriormente casara. Numa outra lenda que começa de igual maneira, a proibição do imperador Claudius, II, no ano 270 A.C.
Insatisfeito com a proibição, o bispo Valentinus desafiou a autoridade do rei e começou a realizar casamentos escondidos. Após descoberto, foi preso e condenado à morte. Na prisão, Valentinus apaixonou-se por uma moça cega, filha do carcereiro. Com um milagre, ele recuperou a visão de sua amada e deixou-lhe uma carta antes de ser decapitado. No bilhete, lia-se “from your Valentine” (do seu Valentinus). A morte teria ocorrido a 14 de Fevereiro, no ano 269 antes de Cristo. Uma e outra dão Valentim como mártir.
No entanto, parece que esta data, foi como quase todas as datas religiosas católicas escolhida para se sobrepor a Lupercalia, uma grande festa pagã que se realizava nessa data.
Na antiga Roma, Fevereiro era o mês oficial do início da Primavera. E o dia 14 de Fevereiro era dedicado à deusa Juno, que além de ser a rainha de todos os deuses, era para os romanos a deusa das mulheres e do casamento. A 15 de Fevereiro começava a Lupercalia, que celebrava o amor e a juventude.
No decorrer dessa festa, havia um sorteio de nomes de jovens de ambos os sexos, que teriam que ficar juntos enquanto durasse a festa. Acontece que não raras vezes, estes "casais" se apaixonavam e acabavam mesmo por casar. Introduzindo o São Valentim no dia 14 de Fevereiro, como patrono dos namorados, fez-se a adaptação da Lupercalia ao cristianismo, e acabou-se com a tradição pagã.
Muitos têm sido os festejos a S, Valentim ao longo dos séculos. Os Celtas costumavam vestir as crianças de adulto, e depois elas iam de porta em porta cantando canções de amor. Nesse tempo, no País de Gales, os apaixonados trocavam neste dia, colheres de madeira com as seguintes gravações. Um coração, uma fechadura e uma chave, que significava
"Só tu tens a chave do meu coração"
Durante a Idade Média, na França e na Inglaterra, os jovens sorteavam o nome dos seus
pares e coziam-nos nas mangas da roupa durante uma semana. Se alguém ostentasse um coração cozido à roupa era sinal de que estava apaixonado.
Parece consensual, que foi Charles, o duque de Orleães, o primeiro a utilizar cartões de São Valentim. Tendo sido feito prisioneiro na batalha de Agincourt, e levado para a Tower of London, em 1945, terá enviado pelo São Valentim, vários poemas e bilhetes de amor a sua esposa que se encontrava em França.
O "borda de água" assinala o dia como sendo S. Valentim
Dia dos namorados e dos afectos.
Fontes: Wikipédia, Cupido
1.5.13
1º DE MAIO DIA DO TRABALHADOR
Como toda a gente conhece a história deste dia, dispenso-me de a escrever e passo a mostrar como foi este dia em Lisboa.
E vocês? Estiveram por aqui?
Um abraço e resto de boa semana
E vocês? Estiveram por aqui?
Um abraço e resto de boa semana
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1º de Maio,
Comemorações,
dia do trabalhalhador,
manifestações.
6.5.12
FELIZ DIA DAS MÃES
Para todas as amigas que por aqui passam. Para aquelas que foram mães, e viram partir os seus filhos , para as que são mães e para as que um dia o serão. Dia das mães não é hoje. Dia das mães é desde o dia que toma conhecimento de que o vai ser até ao último suspiro de vida. Nesse intervalo fica toda a sua vida.
Para todas deixo aqui um dos textos mais belos que já li em toda a vida. Um pouco longo talvez mas vale a pena
ROSAS VERMELHAS
Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.
E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.
Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos. Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos.
E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável. Nem mesmo a morte da minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia-a-dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.
E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:
- Mãe!
E logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura.
Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:
- Mãe!E logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas. E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficara essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficara a ternura? Onde ficara a minha vida?
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia – como direi? – acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?). Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse, como se fosse a voz longínqua do meu povo:
- Coragem!Eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça (onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).
E era terrível essa manhã sem manhã, essa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:
- Bom dia!era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete passos de comprimento por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo.
Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias dum homem que podia responder:
- Bom dia!de cabeça erguida era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia 12 a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.
Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade. Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:
- Bom dia!,mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.
É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?
Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do País. E se eles viessem de repente, a meio da noite, e eu chamasse:
- Mãe!A voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?
Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeia, isto é, de certo modo, eu estava no meu posto.
No dia 12 não acordei com o beijo de minha mãe.Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez – quem sabe? -, às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro abriu a porta e entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do sobrescrito violado, a pétala vermelha, duma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.
Manuel Alegre "A praça da canção"
Nasci em Maio, o mês das rosas, diz-se. Talvez por isso eu fiz da rosa a minha flor, um símbolo, uma espécie de bandeira para mim mesmo.
E todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, no dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã (que foi a hora em que eu nasci), a minha mãe abria a porta do meu quarto, acordava-me com um beijo e colocava numa jarra um ramo de rosas vermelhas, sem palavras. Só as suas mãos, compondo as rosas, oficiavam nesse estranho silêncio cheio de ritos e ternura.
Nesse tempo o Sol nascia exactamente no meu quarto. Eu abria a janela. Em frente era o largo, a velha árvore do largo dos ciganos. Quando chegava o mês de Maio, eu abria a janela e ficava bêbado desse cheiro a fogueiras, carroças e ciganos. E respirava o ar de todas as viagens, da minha janela, capital do mundo, debruçado sobre o largo onde começavam todos os caminhos.
E tudo estava certo, nesse tempo, ou, pelo menos, nada tinha o sabor do irremediável. Nem mesmo a morte da minha tia. Por muito tempo ela ficou nos retratos e no jardim, bordando à sombra das magnólias, andando pela casa nos pequenos ruídos do dia-a-dia, até que, pouco a pouco, se foi confundindo com as muitas ausências que vinham sentar-se na cadeira, onde, dantes, minha tia se sentava.
E eu dormia poisado sobre a eternidade, como se tudo estivesse certo para sempre, eu dormia com muitos olhos, muitos gestos vigilantes sobre o meu sono. Por vezes tinha pesadelos, acordava, inquieto, a meio da noite, qualquer coisa parecia querer despedaçar-se e então exclamava:
- Mãe!
E logo essa voz, tão calma, entrava dentro de mim, mandava embora os fantasmas, e era de novo o meu quarto, a doce quentura da minha casa no cimo da ternura.
Não havia polícia nesse tempo. Ninguém roubaria a tranquilidade do meu sono, ninguém viria a meio da noite para me levar, porque bastava eu chamar:
- Mãe!E logo uma voz, tão calma, mandava embora os fantasmas. E era a paz, nesse tempo, em que todos os anos, quando chegava o mês de Maio, ou mais exactamente, o dia 12 de Maio, às dez e um quarto da manhã, a minha mãe abria a porta do meu quarto e colocava, religiosamente, um ramo de rosas vermelhas sobre a minha vida, nesse tempo, em que dormir, acordar, nascer, crescer, viver, morrer, eram um rito no rito das estações.
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Por vezes, a meio da noite, um grito abalava as traves da minha cabeça, direi mesmo da minha vida, e eu acordava suado, dolorido, como se um rato (talvez o medo?) me roesse o estômago. E era inútil chamar. Onde ficara essa voz que dantes vinha repor o sono no seu lugar, repondo a paz dentro de mim? E as manhãs penduradas no mês de Maio, onde acordar era uma festa? Onde ficara a ternura? Onde ficara a minha vida?
Em Maio de 1963 eu estava na cadeia. Dormia – como direi? – acordado sobre cada minuto. Tinha aprendido o irremediável. Alguma coisa, dentro de mim, se despedaçara para sempre (para sempre? Que quer dizer para sempre?). Era inútil chamar. Tinha aprendido, fisicamente, a solidão. Embora na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse, como se fosse a voz longínqua do meu povo:
- Coragem!Eu estava, pela primeira vez, fisicamente só, dentro do meu sono povoado por esse grito que estalava por vezes as traves da minha cabeça (onde essa voz que mandava embora os fantasmas?).
E era terrível essa manhã sem manhã, essa realidade branca e gelada, toda feita de paredes, grades, perguntas, gritos. Mesmo que na cela do lado, alguém, batendo com os dedos na parede, me dissesse:
- Bom dia!era terrível acordar nessa estreita paisagem com sete passos de comprimento por sete de largura, tão hostil, tão dolorosa como as regiões dos pesadelos. Porque acordar era ter a certeza de que a realidade não desmentiria o pesadelo.
Mesmo que os meus dedos batendo na parede transmitissem notícias dum homem que podia responder:
- Bom dia!de cabeça erguida era terrível acordar no mês de Maio, com a certeza de que no dia 12 a minha mãe não entraria pelo meu quarto, deixando-me na fronte um beijo, e rosas vermelhas sobre os meus vinte e sete anos.
Talvez seja preciso renunciar à felicidade para conquistar a felicidade. Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte, tu responderás:
- Bom dia!,mesmo que seja terrível acordar no mês de Maio, nessa estreita paisagem, gelada e branca, com sete passos de comprimento por sete de largura.
É certo que se podem escolher outros caminhos. Mas poderia eu ter escolhido outro caminho? Acaso poderia dormir descansado, onde quer que estivesse, sabendo que algures, na noite, há homens que batem, há homens que gritam?
Os fantasmas tinham entrado no meu sono, invadiram a minha casa no cimo da ternura; os fantasmas eram donos do País. E se eles viessem de repente, a meio da noite, e eu chamasse:
- Mãe!A voz (tão calma) de minha mãe já nada poderia contra eles. Era um trabalho para mim, uma tarefa para todos aqueles que não podem suportar a sujeição. Eu nunca pude suportar a sujeição. Acaso poderia ter escolhido outro caminho?
Por isso, em Maio de 1963, eu estava na cadeia, isto é, de certo modo, eu estava no meu posto.
No dia 12 não acordei com o beijo de minha mãe.Porém, nessa manhã (não posso dizer ao certo porque não tinha relógio, mas talvez – quem sabe? -, às dez e um quarto, que foi a hora em que eu nasci), o carcereiro abriu a porta e entregou-me, já aberta, uma carta de minha mãe. E ao desdobrar as folhas que vinham dentro do sobrescrito violado, a pétala vermelha, duma rosa vermelha, caiu, como uma lágrima de sangue, no chão da minha cela.
Manuel Alegre "A praça da canção"
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2.7.11
MONUMENTO AO FUZILEIRO
Resta-me dizer que este monumento está situado na rotunda da Avenida Escola dos Fuzileiros, que liga a escola dos ditos em Vale de Zebro à cidade do Barreiro. Esta rotunda recebeu o nome de Praça do Fuzileiro.
Mais apesar de inaugurado hoje o monumento ainda não está totalmente pronto, já que falta a colocação de 5 pedras, ligadas por amarras de navios. Estas pedras significarão os 5 continentes e as amarras a importância dos oceanos para a sustentabilidade da terra.
O Monumento é de autoria de Tolentino Lagos, o mesmo autor do Monumento de S. Gonçalo de Lagos, colocado por cima da praia da Batata ou Formosa em Lagos.
Foi mandado erigir para comemorar os 50 anos da Escola dos Fuzileiros, e nasceu de uma parceria de Câmara Municipal e da Associação dos Fuzileiros.
O custo do Monumento foi suportado pela Associação e os arranjos da zona envolvente serão da responsabilidade da autarquia.
Mais apesar de inaugurado hoje o monumento ainda não está totalmente pronto, já que falta a colocação de 5 pedras, ligadas por amarras de navios. Estas pedras significarão os 5 continentes e as amarras a importância dos oceanos para a sustentabilidade da terra.
O Monumento é de autoria de Tolentino Lagos, o mesmo autor do Monumento de S. Gonçalo de Lagos, colocado por cima da praia da Batata ou Formosa em Lagos.
Foi mandado erigir para comemorar os 50 anos da Escola dos Fuzileiros, e nasceu de uma parceria de Câmara Municipal e da Associação dos Fuzileiros.
O custo do Monumento foi suportado pela Associação e os arranjos da zona envolvente serão da responsabilidade da autarquia.
25.4.11
25 DE ABRIL - DIA DA LIBERDADE
Há 37 anos atrás o 25 de Abril e a revolução dos cravos aconteceu na minha vida quando eu era uma jovem cheia de sonhos. Em África onde me encontrava a acompanhar o marido que era militar, eu sonhava com a Liberdade com o fim da guerra e sobretudo com uma vida melhor e mais igualitária para todos. Nasci numa família muito pobre, numa barraca sem água e sem luz, não pude estudar, aos 11 anos fui trabalhar. Fazia recados, tocava o gado na nora da quinta para a rega, e carregava padiolas de estrume que chegavam em fragatas para adubar as terras. Mais tarde aos 14 anos fui trabalhar para a Seca do bacalhau. Como quase toda a gente que vive assim, o meu maior sonho na altura era viver numa casa de pedra, com água e luz. Quando casei concretizei alguns desses sonhos, e quando aconteceu o 25 de Abril pensei que a vida dos portugueses ia enfim tomar um rumo. Com a Liberdade não íamos mais olhar o nosso vizinho com desconfiança cada vez que desabafávamos sobre a vida que tínhamos, já que até aí muitos iam presos um ou dois dias depois de certos desabafos. Mas pensei também que com o fim das guerras coloniais, a vida dos jovens portugueses ia melhorar muito. Iamos enfim ter um País mais justo. Passaram 37 anos, e meus pais que toda a vida trabalharam duramente, só não morreram na miséria num qualquer canto porque enfim os filhos ajudaram e muito.Minha mãe por exemplo, acamada por causa de trombose, completamente dependente para tudo recebia 315€ para um lar de 800€ fora medicamentos e fraldas. Não é difícil adivinhar o fim daqueles que não tenham filhos ou que tendo-os também devido a desemprego ou doença não possam ajudar. Somos um País cada vez mais idoso, e as esperanças do 25 de Abril nos darem uma vida mais digna já se esbateram há muito. Resta-me já pouca vontade de festejar a data. A vida sem Liberdade não faz sentido é verdade. Mas a Liberdade sem pão faz?
16.8.10
20.6.09
PARABÉNS A VOCÊ

PARA A MINHA MANA QUE HOJE COMPLETA MAIS UM ANIVERSÁRIO, UM DIA MUITO FELIZ, COM TUDO O QUE MAIS DESEJARES.
OS MESMOS VOTOS PARA O MEU IRMÃO QUE TAMBÉM FAZ ANOS HOJE E NÃO É GRANDE APRECIADOR DE FLORES...

E PARA TODOS OS AMIGOS QUE TIVEREM A PACHORRA DE ESTAREM NO PC COM ESTE CALOR E FIZEREM O FAVOR DE PASSAREM POR AQUI,
BOM FIM DE SEMANA
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