- O Martim? – Paulo estava verdadeiramente surpreendido. –
O que é que tem o Martim?
Desta vez foi Ricardo quem ficou surpreso. Interrogou a
irmã:
- Não lhe contaste do Martim?
- Não. Ainda não, - disse Amélia corando.
-O que é que há com o Martim? O que é que eu devia saber?
Percebendo que havia uma nuvem naquela sala que precisava
ser dissipada, Olga disse:
- Vou dar um beijo ao Martim e certificar-me que ele não
vai aparecer de surpresa e ouvir algo que não deva.
Quando ela saiu, Amélia deixou-se cair no sofá, como se
de repente lhe tivessem faltado as forças.
- O Martim não é filho do meu falecido marido, - disse
sem se atrever a olhar para o noivo.
- Não? – Ele arqueou uma sobrancelha em sinal de
perplexidade.
- Não. Mas não penses mal de mim, - disse fitando-o com
firmeza. Afonso morreu há quase doze anos. Quando ele morreu eu estava grávida,
mas pelo desgosto da sua morte, ou porque tivesse de ser, perdi o meu bebé. Foi
um grande desgosto. Depois descobri a traição de Afonso e decidi que nunca mais
queria saber de homem algum, mas queria o meu bebé. Decidi recorrer a um banco
de esperma, mas a lista de espera era enorme. Então pedi ao Ricardo, que me arranjasse entre os seus amigos, um homem bonito e honesto para dador.
Calou-se ao ver o olhar amoroso de Paulo, e o seu sorriso
radiante. Olhou para o irmão e viu-o comovido. Foi com se de repente um enorme
clarão iluminasse tudo à sua volta. Levantou-se, e estendeu a mão ao noivo.
- Tu! Tu és o pai do Martim?
Ele abraçou-a feliz.
- Sim querida, o Martim é meu filho. Bem que mo dizia o
coração. Olhava para ele e sentia-me na infância. Como se visse nele parte de
mim. Bendita sejas, nunca me senti tão feliz em toda a vida. E ele pensa que o pai morreu...
-Eu sempre lhe disse que o pai tinha ido viajar. Ele é que meteu na cabeça essa ideia quando soube que eu era viúva.
-Temos que lhe
contar. Hoje mesmo, Amélia, hoje mesmo.
As lágrimas corriam pela face feminina, enquanto abraçava
o noivo e o irmão.
- Já chega de emoções por hoje, - disse Ricardo. - Acho que
estou a precisar de uma bebida forte. Também querem?- perguntou dirigindo-se ao
bar.
Paulo beijou docemente a noiva e voltando-se para o amigo disse:
- Devia estar zangado contigo. Mentiste-me. Felizmente
parece que os astros conspiraram contra ti.
- Vou chamar a Olga e o Martim. Vamos jantar antes que o
assado fique sem graça. E, querido, acho melhor contarmos a verdade ao Martim
amanhã. Se o fizermos hoje, a excitação vai tirar-lhe o sono.
- Tens razão. Vai então chamá-los.
Pouco depois, davam início ao jantar que decorreu muito
animado. Depois do jantar, levantaram a mesa e meteram a loiça na máquina.
Martim despediu-se e foi para a cama, e os quatro adultos sentaram-se na sala
para um pouco mais de conversa.
Ora bem aqui está o episódio tão esperado. Porém a história ainda não acaba aqui. Porém amanhã é um dia especial. É o dia dos namorados, pelo que a história será interrompida. A propósito já viram que maldade maior o dia dos namorados, cair na quarta feira de cinzas, dia de jejum. e abstinência? Nem quero ouvir as recomendações do D. Manuel Clemente.
E continuando a minha brincadeira, Cá estou eu hoje de Rainha Má.
Bom Carnaval
Ora bem aqui está o episódio tão esperado. Porém a história ainda não acaba aqui. Porém amanhã é um dia especial. É o dia dos namorados, pelo que a história será interrompida. A propósito já viram que maldade maior o dia dos namorados, cair na quarta feira de cinzas, dia de jejum. e abstinência? Nem quero ouvir as recomendações do D. Manuel Clemente.
E continuando a minha brincadeira, Cá estou eu hoje de Rainha Má.
Bom Carnaval

