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20.3.18

A TRAIÇÂO - PARTE XXIX





No seu quarto João continuava furioso. Podia esperar tudo da mulher, menos que o abandonasse por uma suspeita de traição.
Durante anos recriminou-se por trabalhar demais e pensar que ela o deixara pelo pouco tempo que lhe dedicara. E era capaz de compreendê-la se essa fosse a razão, mas afinal tudo não passara de uma estúpida suspeita de traição.  Nunca, se sentira tão ferido. Tinha-se dado por inteiro naquela relação. Ainda se fosse antes do casamento, poderia levar em conta a sua juventude. Mas quando partiu, Odete já tinha vinte e cinco anos. Tinham três anos de vida em comum. Isso não era suficiente para confiar nele? Deu um murro na parede. Como pudera acreditar que ela o amava? Nem lhe merecera a consideração de uma explicação. Era tal a sua raiva que tardou a adormecer. Apesar disso, acordou cedo. Tomou um duche vestiu-se e saiu. Comeria qualquer coisa na cafetaria do hospital. Não queria encontrar-se com a mulher.
Felizmente o dia ia ser complicado, com a reunião do pessoal de enfermagem de manhã, os membros do governo, e o pessoal do sindicato dos médicos, de tarde. Isso faria com que pelo menos durante umas horas esquecesse o fracasso da sua vida sentimental.
Enquanto isso, em casa, Odete acabava de meter numa mala algumas peças de roupa. Pela segunda vez ia deixar a casa e o homem que amava. Ia para um hotel. Não queria que a mãe soubesse, que se tinham separado de novo, ela estava tão feliz pensando que se tinham reconciliado. E depois o desgosto podia fazer-lhe mal.
Escolheu um hotel perto da casa da mãe, fez o registo e saiu para espairecer a cabeça. Já na rua, lembrou-se de telefonar à sua amiga Isabel a quem não telefonava desde a Páscoa e que decerto ia ter uma grande surpresa, pois a julgava em Leeds.
A amiga tinha sido mãe há pouco tempo, estava em casa, gozando licença de maternidade e ao saber que estava em Lisboa, logo a convidou para ir almoçar com ela.
Odete entrou no centro comercial Amoreiras a fim de comprar um presente para o bebé, antes de ir. Entusiasmou-se com as pequenas e delicadas peças e acabou por comprar dois bodies, um pijaminha, um babete, e umas botinhas.
Saía da loja, quando teve um encontro inesperado. Na sua frente, exuberante como sempre estava Inês.


Rejeitado que foi o primeiro final, vamos então para o final da história como ela foi escrita desde o início. Na verdade só pensei em separar estes dois por causas dos vossos comentários que me passaram a impressão de que a maioria dos leitores não gostava da Odete. Bom afinal foi só impressão minha,



14.6.16

MANEL DA LENHA - PARTE LXXXVII



Em Fevereiro de 85, a médica de família da Gravelina, depois de uma visita lá a casa, manda que ela faça fisioterapia. Consegue-se uma terapeuta para ir ao domicilio, e sob os seus tratamentos a Gravelina melhora tanto que surge a esperança de que consiga recuperar.
A filha vai todos os dias fazer a higiene da mãe, o marido prepara e dá-lhe o pequeno almoço. Mais tarde, a empregada, toma conta do resto. Ela cuida da doente, 
prepara as refeições, dá-lhe a medicação e faz alguns trabalhos domésticos, só o essencial, já que existe outra pessoa que vai duas vezes por semana para as limpezas.
Se a vida em casa do Manuel está de "pantanas," o país não está melhor. 
Nesse mês, de Fevereiro,  Mota Pinto demite-se do governo e da presidência do PSD.
Também nesse mês surge uma novidade, em termos de jogo. A Santa Casa da Misericórdia lança o Totoloto. O Manuel nunca foi muito de jogos, mas a novidade e o facto da mulher estar tão mal, e as despesas serem tantas, faz com que arrisque de vez em quando uma, ou no máximo duas apostas. Mas estava escrito que não enriqueceria com o jogo.
No final de Abril, a Gravelina tem uma recidiva. Regressa ao hospital, onde permanece mais dez dias. As melhoras que apresentara até aí desapareceram. Por esses dias morre inesperadamente em Coimbra Mota Pinto. O antigo PM, com apenas 48 anos, tinha regressado à Universidade, e à sua vida de professor. 
Nesse mês de Maio, no XII congresso do PSD , contrapondo a candidatura de João Salgueiro, aparece uma figura que todos os portugueses conhecem bem. Cavaco Silva.
Diria mais tarde que apenas tinha ido à Figueira, para fazer a rodagem do carro, mas o certo é que se opôs intransigentemente à candidatura de João Salgueiro, e recebeu o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa, José Miguel Júdice, Pedro Santana Lopes, e Durão Barroso. E claro com tal apoio não lhe foi difícil vencer o seu opositor. Portugal teria vivido melhor sem Cavaco Silva? Não sabemos. Mas pior é quase impossível.
Cavaco apoia Diogo Freitas do Amaral à Presidência da República, e no dia seguinte, a antiga PM, Maria de Lurdes Pintassilgo, anuncia a sua candidatura ao mesmo cargo.
Simultaneamente é publicado em Lisboa e Pequim, o compromisso sobre o futuro de Macau.
Manuel, não tem filiação partidária. Mas gosta de ouvir todos os debates, e tira as suas próprias conclusões.Não gosta de Cavaco Silva. E quando este rompe a coligação governamental, por Soares não aceitar os pacotes laboral e agrícola, por ele apresentados, a sua aversão torna-se maior.
Enquanto Portugal assinava solenemente no Mosteiro dos Jerónimos o Tratado de Adesão de Portugal à CEE, Manuel em casa andava às voltas com uma espécie de aparelhos que a terapeuta da mulher lhe disse que fariam falta para a sua recuperação. Assim, na ombreira da porta do quarto, ele colocou uma roldana por onde passou uma corda, colocando no punho da ponta esquerda da corda, umas correias. Deste modo, todos os dias se colocava a Gravelina sentada numa cadeira, por baixo da roldana, prendia-se-lhe a mão esquerda com as correias à ponta da corda, ( recordemos que ela estava paralisada do lado esquerdo) e com a mão direita ela subia e descia a corda, obrigando o braço esquerdo a movimentar-se.


17.5.16

MANEL DA LENHA - PARTE LXXI


                               Foto de Alfredo  Cunha
Pouco depois das 13 horas, o Rádio Clube Português começa a transmitir aos microfones as ordens do Comando do Regime, que se mostra desorientado e fica ainda mais desmoralizado por ter sido interceptado o seu sinal.
O povo está na rua, segue com entusiasmo tudo o que se passa, apercebe-se da tentativa de cerco e a informação chega rápida aos militares, e daí ao Posto de Comandos, que dá ordem ao Regimento de Cavalaria 3 de Estremoz , que se encontrava a caminho da Trafaria para libertar os militares ali presos em consequência do 16 de Março,  para inverter a marcha e ir para o Largo do Carmo, a fim de apoiar a retaguarda da Escola Prática de Cavalaria.
Com este reforço, as forças do regime desmobilizam, seguindo alguns para os respectivos quartéis, enquanto outros se colocam às ordens do capitão Andrade Moura, aderindo ao Movimento. 
Às duas e meia, o Radio Clube Português, difunde um comunicado, em que noticia os objectivos já conquistados e informa do cerco no Quartel do Carmo a Marcelo Caetano e outros membros do governo ali refugiados.
Enquanto isso, via rádio, Otelo contacta Salgueiro Maia. Diz que a GNR tenta ganhar tempo, pelo que é preciso forçar a rendição. A prisão de Marcelo desmobilizaria as forças que ainda se mantêm fieis ao governo.Diz para forçar os portões da GNR ou por encosto de blindado, ou por rajadas de metralhadora. Salgueiro Maia mostra alguma reticência em abrir fogo e Otelo manda-lhe por estafeta, a seguinte mensagem
"Com o megafone tenta entrar em comunicação e fazer um aviso-ultimato para a rendição. Eu já ameacei o coronel Ferrari, mas ele parece não ter acreditado. Com auto metralhadoras rebenta as fechaduras do portão para verem que é a sério. Julgo que não reagirão. Felicidades. Um abraço. 
Otelo"
Salgueiro Maia, concede um prazo de dez minutos, para a rendição do Quartel do Carmo, findo o qual abrirá fogo. 
Enquanto no Carmo, se espera por uma resposta ao ultimato de Salgueiro Maia, é dada a ordem à Escola Prática de Cavalaria, estacionada no Cristo-Rei para se dirigir à Trafaria e libertar os 11 oficiais, ali presos pela tentativa de golpe a 16 de Março.
Esgotado o tempo dado por Salgueiro Maia, sem que a rendição fosse efectivada, este deu ordem ao Tenente Santos Silva para com as metralhadoras da sua Chaimite,  abrir fogo sobre a parte superior da frontaria do quartel. São disparadas várias rajadas estoirando vidraças da frontaria do edifício. 
Isto teve um efeito arrasador sobre o animo das forças leais ao governo. Marcelo Caetano já sabe que no Regimento de Lanceiros 2, apenas o comandante e 2º comandante, estão com ele. Todos os restantes oficiais e praças assumiam posições hostis ao regime.
Ainda assim não surge a almejada rendição. Salgueiro Maia, envia o coronel Abrantes da Silva para negociar a rendição, mas este é feito refém.
Suspeitando que as suas forças possam ser atacadas por um heli canhão, Salgueiro Maia prepara-se para utilizar armas pesadas, e ordena a colocação de um blindado em posição de tiro.
Os motores arrancam, e a população civil procura abrigos. Inicia-se a contagem, mas ao chegar a dois, surgem junto do Capitão Salgueiro Maia conduzidos pelo Tenente Assunção dois civis que se apresentam como o Dr. Pedro Feytor Pinto (Director dos Serviços de Informação) e Dr. Nuno Távora, secretário do Dr. Pedro Pinto (Secretário de Estado da Informação e Turismo) que portadores de uma credencial do General. Spínola pretendendo dialogar com o Prof. Marcelo Caetano. É autorizada a sua entrada no quartel. 



Relembro que todos este factos, são objecto de pesquisa, de jornais da época, do arquivo da RTP, e sobretudo da base de dados históricos.


12.5.16

MANEL DA LENHA - PARTE LXVIII

                             Foto de Alfredo Cunha

Ele nem se atreve a ler à mulher a última parte da carta, e pede ao filhos que nada lhe digam por enquanto.
Nesse mesmo dia, Tomás e Caetano almoçam em Belém com os presidentes da Assembleia Nacional, do Supremo Tribunal de Justiça, e outras individualidades do regime.
Três dias depois, realiza-se o último Conselho de Ministros de Caetano. Enquanto isso no regimento de engenharia da Pontinha,  Otelo, Jaime Neves e Garcia dos Santos, ultimam os preparativos, para a instalação do posto de comando do golpe de estado.
No dia 24 às 22 horas, Tomás inicia aquela que seria a sua última visita oficial à Feira das Indústrias. À mesma hora, Otelo chegava ao regimento de Engenharia 1 na Pontinha, e verifica os últimos pormenores. Faltavam 5 minutos para as 23 horas, quando os Emissores Associados de Lisboa transmitem a senha para o desencadear do golpe. E depois do adeus, de Paulo de Carvalho.
O relógio despertou um pouco antes das seis e meia, como todos os dias em casa do Manuel. A mulher saltou da cama e dirigiu-se à cozinha para acender o esquentador. foi à casa de banho e procedeu à sua higiene, saindo de seguida para dar lugar à filha que entrou acompanhada do seu pequeno transistor, que ligava mal se levantava. Enquanto a filha tomava o seu banho, Gravelina começou a preparar os pequenos almoços, o marido e o filho não tardariam a levantar-se. Quando a filha já despachada entrou na cozinha , estava a dar no rádio o sinal horário das sete. E em vez das notícias, ouviu-se apenas um comunicado, pedindo à população para se manter em casa e aguardar serenamente novas notícias.  A filha comentou com a mãe, que alguma coisa se passaria em Lisboa, já que desde que se levantara apenas ouvia música revolucionária e marchas militares. E depois daquele comunicado, ela não iria trabalhar nesse dia.
Pouco depois, a família reunida à mesa, todos especulavam sobre o que se estaria a passar.
Eles não sabiam que durante a noite, os militares saíram para a rua, e que aquela hora decorria um golpe de estado que visava derrubar o governo




Nota  
Há 8 dias que estou com grandes dificuldades  no Sexta. Umas vezes não consigo entrar nos vossos blogues,  Outras consigo entrar e não consigo comentar, chego a levar 2 minutos à espera de abrir uma página. Neste momento estou com dificuldades até para aceder às mensagens que pretendo publicar. Não sei que se passa. Peço a vossa compreensão, visitar-vos-ei e comentarei sempre que possível. 

18.4.16

MANEL DA LENHA - PARTE LIV

Antiga estação fluvial do Barreiro, obra do arquitecto Conttinelli Telmo, inaugurada a 28 de Maio de 1932, poderia ser transformada num museu, dado o seu interesse cultural e histórico, mas apesar de estar classificada como Monumento de Interesse Público degrada-se dia a dia, sem que alguém de direito tome uma resolução que evite a sua ruína total.



No início de Janeiro, o genro do Manuel parte para Moçambique, com a promessa de que logo que possível a mulher irá juntar-se-lhe.
Poucos dias depois, Marcelo faz nova remodelação no governo, e entre os novos ministros está Baltazar Rebelo de Sousa, o pai daquele que será muitos anos mais tarde o Presidente da República de Portugal.
Na seca, o trabalho não teve nenhuma alteração, tudo continua na mesma, mas o Manuel com uma filha casada, os outros dois a trabalhar, e com salário da mulher todo o ano tem agora uma vida um pouco mais desafogada, pode enfim comprar alguns electrodomésticos essenciais,  como o frigorífico e  a máquina de lavar roupa, que vêm fazer companhia ao fogão a gás e ao esquentador, comprados logo quando a filha alugou a nova casa, e que lhes tem proporcionado uns belos banhos de banheira, bem diferentes dos banhos na celha, em que era preciso ferver um panelão de água.
Marcelo Caetano, acaba com o Estado Novo e institui o Estado Social, mas a prova de que tudo continua na mesma, são as prisões de Salgado Zenha, quando se preparava para debater na Faculdade de Direito de Lisboa, o Estado Colonial e Jaime Gama também preso na mesma data.
Por essa altura, já a filha mais velha andava a tratar da viagem para Moçambique. Eram precisas autorizações do ministério, papéis e mais papéis, e vacinas.
A Gravelina não se conforma, chora todos os dias. Ele também está preocupado, mas tenta animar a mulher. Inicialmente o genro ficará no Comando Naval em Lourenço Marques, e ele acredita que por muita guerra que por lá ande, na cidade a filha não correrá perigo.
No final de Abril, a safra está a terminar, e a filha já tem o bilhete de avião e a ordem de embarque. Com ela levará apenas uma pequena mala de roupa pessoal, o enxoval segue numa mala de porão por barco.
Parte dias depois. O Manuel vai com a família despedir-se da filha cujo avião parte à meia-noite. Dez minutos depois o tempo instável, transforma-se num violento temporal, de tal modo, que o último barco para o Barreiro, que o Manuel e a família deveriam apanhar, foi cancelado e tiveram que ficar na estação do Terreiro do Paço até ao primeiro barco da manhã, para regressarem.

13.11.14

ROSA ------ PARTE XIII




                                          Foto DAQUI


Quando Rosa saiu do hospital, o padre que a tinha casado, arranjou-lhes um dos oito fogos, que ele próprio mandara construir para alguns dos seus paroquianos, que viviam em condições miseráveis. A casa ficava na vila, longe portanto da Seca, mas Rosa achou que lhes tinha saído a sorte grande. A casa, composta por uma boa cozinha, casa de banho e  três quartos, com água, luz e chão de tacos, pareceu-lhe um palácio. A vida do casal começava a melhorar. A filha mais velha foi servir para Cascais e só vinha a casa uma vez por mês. A segunda também foi servir para casa dum Sr. Doutor, lá mesmo no Barreiro. Dos três mais velhos, ficava em casa o rapaz que era muito frágil e que tinha sempre “uma ninhada de gatos no peito”. Ali na vila, Rosa arranjou algumas senhoras que lhe davam umas horas de trabalho para limpezas, ou passar a ferro e a vida parecia então começar a equilibrar-se. Mas… foi nessa altura que João mudou. Andava macambúzio, perdera parte da sua alegria, olhava à volta com desconfiança e, de vez em quando, saía à noite. Às vezes, vinha cedo mas outras, só voltava de madrugada. Rosa começou a pensar que ele tinha arranjado uma amante.
Sentia que o chão lhe fugia debaixo dos pés e um dia fez-lhe a pergunta direta.
João irritou-se. Que ela estava doida, onde teria ido buscar essa ideia. Mas Rosa não ficou convencida. E numa noite, em que o marido voltou a sair, ela foi atrás dele. E viu quando ele se encontrou com mais dois e como andavam 
em silêncio, acautelando-se nas sombras. E viu quando um quarto homem chegou com uma pasta, da qual tirou uns papéis que distribuiu em silêncio. Escondida, viu como os homens espalhavam alguns papéis, protegendo-se sempre no escuro e sem trocarem uma palavra. Assustada, voltou para casa e meteu-se na cama. A tremer, esperou a chegada do marido. Ela já tinha visto alguns papéis daqueles no chão. Tentara até apanhar um, mas a vizinha impediu-a. Disse-lhe que eram papéis contra o governo, que os comunistas espalharam, mas que se ela fosse apanhada com algum, seria considerada comunista e seria presa. O João podia ser preso? A frase martelava-lhe a cabeça e dava-lhe suores frios.
Quando João chegou a casa, achou a mulher estranha.
- O que tens, mulher? Aconteceu alguma coisa?
Ela respondeu com outra pergunta:
- Tu és comunista, João?
- Cala-te, - disse perdendo a cor. Nem em pensamento, ouviste, nem em pensamento repitas isso.
- Então é verdade, disse ela com a voz embargada pelas lágrimas. Mas porquê? Já passamos tanta fome, tanta miséria e agora que a nossa vida está bem melhor, é que queres desgraçar-nos.
-Tu não compreendes mulher. É nosso dever tentar que os nossos filhos não passem o que nós passamos.
- Mas… e se eles te prendem João?
 - Não te preocupes, nós temos cuidado. É verdade que há muitos “bufos”, mas também há muita gente do nosso lado.
Mas, desde aquela noite, e durante vários anos, Rosa nunca mais teve um minuto de sossego.


Continua


Bom, será que a vida da Rosa não tem sossego? Para os amigos portugueses, esta Rosa é vossa conhecida não é mesmo? Pois é, quantas Rosas viveram neste país no espaço temporal entre o início do estado novo e a revolução dos cravos.