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10.2.18

A VIDA É... UM COMBOIO - PARTE XXXV




Paulo chegou pontualmente às onze horas. Beijou a idosa e ajudou-a a entrar no carro, depois acariciou a cabeça de Martim e só então se virou para Amélia, e lhe roçou os lábios com uma caricia tão suave que mais parecia um beijo de brisa. Arqueou uma sobrancelha, num gesto que ela já reparara, ele repetia quando algo o preocupava, e perguntou quase num sussurro.
- Que se passa? Estás bem?
Ela acenou afirmativamente com a cabeça e apressou-se a entrar no carro. Ele sentou-se ao volante e arrancou. Durante o trajeto Martim não se calou. Estava muito feliz por ir passar o dia com os seus novos amiguinhos.
Na quinta, todos estavam entusiasmados com a perspetiva da próxima boda e as mulheres trocavam ideias para a decoração da casa e a ementa. Paulo queria contratar uma empresa de “catering” mas elas queriam fazer a festa, já que a cerimónia seria íntima, e apenas os colegas de Amélia estariam presentes, além da família. Ao fim de algum tempo, ele acabou convencendo-as. Afinal ele queria que todos estivessem felizes com aquela boda, não queria ver ninguém atarefado e nervoso com medo de que alguma coisa corresse mal.  Resolvida esta questão, passaram às seguintes. Matilde iria levar as alianças, os meninos seriam os pajens, Alfredo e a esposa os padrinhos de Paulo. Amélia, ainda não falara com o irmão, de férias em Cabo Verde, e teria que lhe ligar, para saber se ele aceitaria ser o seu padrinho, ou se convidava Carlos e a esposa. O tempo era muito curto para preparar tudo mas Paulo não queria de modo algum prolongar o prazo. De resto o facto do irmão de Amélia estar em Cabo Verde não seria impedimento para ela falar com ele, que teria decerto o seu telemóvel à mão. As roupas e calçado, compravam-se num dia. Ele sabia que talvez Alfredo, não tivesse disponibilidade financeira para tanta despesa, mas mais tarde quando estivessem sozinhos resolveria esse problema.
Depois do almoço, os dois foram a Alvaiázera, a vila mais próxima, para falar com o padre. Alfredo informou-os que a igreja estava aberta todo o dia, e que quando o padre não estava por lá, estava em casa, mesmo ao lado da sacristia.
O sacerdote era um homem de idade avançada e rosto afável que os recebeu com cordialidade, e se mostrou contente por eles procurarem a bênção divina para o casamento, numa época em que as pessoas cada vez se casavam menos.
Depois de ouvirem atentamente as recomendações do sacerdote, despediram-se ficando a cerimónia marcada para quinze dias depois,  às onze horas.


PORTUGAL ACABA DE SE SAGRAR CAMPEÃO EUROPEU DE FUTEBOL.
PARABÉNS PORTUGAL



E como hoje é sábado de Carnaval, eis-me pronta para a farra.  Rsrsrs