Seguidores

Mostrar mensagens com a etiqueta JARRA DE FLORES. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta JARRA DE FLORES. Mostrar todas as mensagens

5.3.18

A TRAIÇÃO .- PARTE V


Naquela tarde não acordou com o habitual beijo da esposa. Chamou-a mas ela não respondeu. Levantou-se e sentiu um arrepio. Parecia que tinha voltado uns anos atrás, quando a casa lhe parecia demasiado fria e a solidão era companhia diária. Olhou à sua volta e então viu a carta, na cómoda entre a jarra de flores e a moldura com a foto do seu casamento.
Sentou-se na cama, e leu.
“Desculpa João, mas não aguento mais. O nosso casamento foi um erro muito grande. Nenhum de nós é feliz. E se tu não tens coragem de mo dizer, e por isso te afogas no trabalho, eu não tenho receio de enfrentar a verdade, e não quero um amor de mentira. Acredito que mereço e tenho direito, a viver um amor de verdade, e assim, vou-me embora. No cofre estão as jóias que me deste, não quero nada teu, foi suficiente tudo o que vivi nestes três anos. Levo apenas algumas roupas. Quando quiseres o divórcio o teu advogado que entre em contacto com o meu. Neste momento não te deixo o nome porque ainda não falei com nenhum, mas dentro de dias, envio-te o nome e endereço de um.
Desejo que sejas tão feliz, como eu tenho a certeza que hei-de ser.
Odete.”
João ficara sem chão. Vestiu-se e foi a casa dos pais dela, pensando que a encontraria lá. O sogro estava em viagem de trabalho, e a sogra disse-lhe que não sabia de nada, a não ser que a filha passara por lá para se despedir dizendo que ia viajar, e ela  acreditou que iam os dois. Ficou claro para ele que a sogra estava a mentir, mas não tinha como obrigá-la a dizer a verdade.
Saiu dali e procurou-a por todos os hotéis da cidade, mas o seu nome não estava registado em nenhum deles.
Regressou a casa com a alma em pedaços, pensando como era possível um homem enganar-se tanto com uma mulher. Ele seria capaz de jurar que a mulher o amava. Mas se assim fosse, ela não  o teria abandonado. Devia ter conhecido algum tipo da idade dela, e decidira ir viver com ele. Provavelmente alguém colega de estudos. Só podia ser isso.
Três dias depois recebeu uma mensagem com o nome de um advogado. Esperançado em saber notícias da esposa, foi ao seu escritório. Mas o advogado negou-se a dar-lhe qualquer informação sobre o paradeiro da sua mulher.