11.3.12

MANUEL OU A SOMBRA DE UM POVO - PARTE XVIII



Em meados de Janeiro, os Alemães começam a abandonar o campo de Auschwitz, que será libertado por tropas russas antes do mês terminar.
Dias depois, tropas aliadas entram vitoriosas na cidade alemã de Colmar, e os seus aviões bombardeiam Berlim.
Estávamos nos primeiros dias de Fevereiro, e a 10 desse mês morre em Dachau, Giovanni Palatucci, o oficial da polícia italiana que salvou a vida a milhares de judeus.
Março inicia-se com a morte de Anne Frank, e prossegue com a ofensiva americana sobre Tóquio e Osaka.
Em dia de S. José, Heinrich Himmler ordena por escrito a Kramer para não executar mais nenhum Judeu.
O mês de Abril empurra a Alemanha para a derrota e Hitler aterrado decreta pena de morte para os comandantes que perdessem os seus domínios, mas os aliados continuam a avançar, e em breve libertam o campo de concentração de Dachau.
Em Portugal, regista-se nova greve dos trabalhadores rurais do Ribatejo e Alentejo. E na América morre o seu presidente Franklin Delano Roosevelt, depois de quatro mandatos.
E o mês termina com a morte de Adolf Hitler.
A 7 de Maio, representantes alemães assinam a capitulação, e no dia seguinte, rendem-se ao general Eisenhower, (EUA) e ao marechal Júkov (Rússia).
No dia da capitulação da Alemanha, Salazar discursa na Assembleia Nacional, e há grande manifestação em Lisboa, pela vitória dos Aliados, de que se aproveitam os oposicionistas.
No dia 19 há nova manifestação, desta vez de apoio a Salazar e Carmona no Terreiro do Paço.
Mas em Junho, novas greves no Alentejo contestam o governo.
A guerra centraliza-se agora no Japão, mas com a autorização do presidente Truman, para o lançamento da bomba atómica sobre o Japão, o seu fim já está sentenciado.
E a 6 de Agosto os E. U. lançam a primeira bomba atómica sobre Hiroshima, seguida de uma segunda 3 dias depois sobre Nagasaki.
O mundo assiste ao horror dos efeitos devastadores desta bomba, e o Japão assina a sua rendição incondicional a bordo do couraçado Missouri, no início de Setembro.
O nosso Manuel, com ordenado certo todas as semanas, e sem a companhia da mãe (Piedade, continuava agarrada à aldeia onde nasceu) tornou-se num homem diferente. Amigo de borga, e de mulheres, gastava o pouco que lhe sobrava, num certo bordel em Lisboa.
Naquele Domingo, o primeiro de Setembro, encontrou no Terreiro do Paço o seu amigo Varandas. Foi uma festa, e Manuel ficou a saber que o amigo estava a trabalhar na Seca de bacalhau do Seixal, com duas das suas cinco irmãs. E logo combinaram um encontro lá no Seixal, no próximo Domingo, para conversarem sobre as suas vidas, desde que deixaram de se ver quando Varandas fora para os Açores.



Às voltas com uma crise aguda de sinusite que me tem posto quase doida, e depois de 2 idas ao médico e de antibióticos, anti-inflamatórios, antialérgicos e etc. estou um pouco melhor e espero voltar a visitar-vos hoje ainda ou o mais tardar amanhã.

Entretanto uma nova postagem desta saga sairá dia 16, pois dia 15 entrarei numa blogagem colectiva.


A todos um bom Domingo. 

20 comentários:

AC disse...

Esperemos, então, que chegue o dia 16.
Desejo-lhe as melhoras, Elvira.

Beijo :)

Dulce disse...

elvira

Continuo acompanhando a saga dessa família, tão sofrida, tão forte, em tempos tão difíceis.

Espero que esteja melhorando a cada dia mais e que logo esteja completamente bem, minha amiga.

Um abraço

manuela barroso disse...

Olá Elvira,
espero que a sua sinusite a deixe voltar logo para continuar a saga sofrida do nosso Manuel.
As suas melhoras rápidas com
um abraço

Luis Eme disse...

grande pesquisa!

abraço Elvira

Mariangela disse...

Estimo a sua melhora Elvira!
Aguardo as próximas postagens dessa saga triste e linda.
Um beijo de boa semana!
Mariangela

Vitor Chuva disse...

Olá, Elvira!

Primeiro, que se vá de vez essa sinusite, maleita que de quando em vez também me apoquenta...

E depois, o nosso Manel parece ter tomado o gosto à "dolce vita" lá pela capital, enquanto a guerra do Pacífico acaba daquela forma horrorosa - que esperemos nunca se repita...

E cá continuamos a bordo, à espera de mais.

Beijinhos; as melhoras.
Vitor

Fátima Pereira Stocker disse...

Elvira

Como alguém disse lá acima, está aqui um intenso trabalho de pesquisa. Bravo!

As melhoras para essa sinusite cujos efeitos conheço de sobra.

Beijos

Paulo Cesar PC disse...

Querida Elvira , um grande beijo no seu coração. Sempre procuro buscar um tempo no meu curto espaço para visitar-lhe por aqui.

Agulheta disse...

Elvira.Todo este relato de uma família muito sofrida num tempo que nada era fácil,a guerra mudou a vida a muita gente e foram tempos que não gosto de lembrar apesar da minha mãe me ter contado muita coisa que se passou.Como gosto voltarei para continuar a ler.
Abraço

Luma Rosa disse...

Elvira, esse paralelo que você faz, como o que acontece em um país e outro na mesma época, é muito bom (eu sei que estou sendo repetitiva). Estou gostando porque estou entendendo melhor os fatos, porque eles aconteceram em um e outro lugar. Como o mundo gira em sincronicidade como uma grande comunidade global!
Estimo melhoras!! Boa semana!! Beijus,

Zé do Cão disse...

Elvira

E o chefe supremo da seca do bacalhau no Seixal, era o capitão Picado, que depois de cada campanha na Terra Nova, oferecia "Doris" (barco individual na pesca à linha do fiel amigo)aos "putos" da vila que os cortavam e ajeitavam para ficarem mais maneiros nas visitas à praia do Alfeite.
Teria eu, tido um?
Beijos

Francisco Germano Vieira disse...

As suas melhoras e continuação do bom trabalho.

Abraço

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Saga, assim relatada, nos prende inteirinha. Estou lendo, os maravilhosos capítulos,aos pares. Li o anterior e vim "arruando" pra cá, para não perder "o fio da meada".
Está cada vez mais emocionante!

Tenho observado que, a palavra "camiões" é escrito de forma diferente (como tantas outras!) de como escrevemos no Brasil...aqui, escrevemos "caminhões"..., ou seja, acrescentamos a letra "h", como na palavra "caminho"...
A observação é, apenas,para eu dizer: "NOSSA(S) LÍNGUA(S)PORTUGUESA(S)"!...

Voltarei, Elvira, talvez para ler de uma "tacada" só, as 2 partes que virão...
Desejo-lhe rápida recuperação, na saúde.

Beijos,
da Lúcia

edumanes disse...

Só de falar ouvir,
Meu corpo fica arrepiado
De tanta dor sentir
Das torturas do passado.

Sua visita venho agradecer
Da cerveja Laurentina falou
De manhã ou ao entardecer
Da partida saudade ficou.

Moçambique ou Angola,
Dois país que Portugal colonizou
Quem por lá passou recorda agora
Que Portugal os abandonou!

Se tornaram independentes,
Portugal reconheceu a sua independência
São dois países diferentes
Será que foi respeitada sua permanência.

Desejo um bom dia para você.

Um abraço
Eduardo.

Leninha disse...

Amiga Elvira,
Desejando suas melhoras,aguardo ansiosamente a continuação desta saga,tão envolvente e instigante,permeada de acontecimentos Históricos que gosto de recordar.
Bjssssss,
Leninha

Kimberly Oliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kimberly Oliveira disse...

Oi querida, espero que estejas bem de saúde agora. Beijos.
Heloisa
http://coisasquegosto.com

Luma Rosa disse...

Fiquei preocupada!! Ainda está dodói? :(

Olinda Melo disse...

O final da guerra, a vitória dos aliados, uma alegria ensombrada pela bomba atómica que fez vítimas que ainda hoje se debatem com essa trágica herança.

E o Manuel, no Seixal, o que é que o futuro lhe reserva?

Bj

Olinda

Jack Hazut disse...

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