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30.6.18

SINTRA - A CAPITAL DO ROMANTISMO


Diz-nos a História que na Serra de Sintra se encontram vestígios de todas as épocas desde o neolítico até à actualidade. 

A história de Sintra é tão grande e variada, que não caberia neste espaço, pelo que vos remeto para este site e assim quem estiver interessado, poderá conhecê-la a fundo.




Depois da conquista de Lisboa em 1147 por D. Afonso Henriques, Sintra é definitivamente integrada no espaço cristão. Logo após a tomada do Castelo, D. Afonso Henriques funda a igreja de São Pedro de Canaferrim, outorgando Carta de Foral à Vila de Sintra em 1154. 

Nos séculos  XI e XII estabeleceram-se na zona vários conventos e ordens militares, que possuíam casas e vinhas e que fizeram prosperar a vila.Porém no século XIV, a epidemia de peste negra, chegou a Sintra, onde se propagou rapidamente devido ao clima frio e húmido da Vila, tendo dizimado uma boa parte da população. 





Conheceu um período de menos brilho, durante o domínio espanhol, quando os duques de Bragança se transferem para Vila Viçosa. Mais tarde o terramoto de 1755 causou em Sintra, como aliás em quase todo o país, avultados prejuízos e grande número de vítimas. Mas esta não foi a única tragédia que assolou Sintra. O grande ciclone de Fevereiro de 1941, provocou em Sintra uma enorme destruição. Seis anos depois, cai na serra, o bimotor Dakota, proveniente de França, em que morrem carbonizadas 16 pessoas. 
Mais recente ainda, muitos de nós lembramos o grande incêndio de Setembro de 1966, que incontrolável durante seis dias destruiu quase a totalidade da Serra. Nele morreram carbonizados, 25 militares que operavam no combate e que sem preparação conveniente, se deixaram cercar pelas chamas.
Em Sintra viveram grandes escritores nacionais e estrangeiros, como Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Ferreira de Castro, o poeta inglês Robert Southey, Lord Byron, que a imortalizou num dos seus poemas como "Cintra's glorious Eden" entre muitos outros, que a glorificaram e lhe deram fama de "A capital do Romantismo"


Para se encantar em Sintra, não pode deixar de visitar,  o Palácio Nacional de Sintra, também chamado Palácio da Vila, o Palácio da Pena, e o Castelo dos Mouros.



 Ainda o palácio da Regaleira, na quinta do mesmo nome, mandado construir por Monteiro de Carvalho o "Monteiro dos Milhões", em cujo espaço se encontram verdadeiras maravilhas arquitectónicas e botanicas,
o Palácio de Seteais, e o Palácio de Monserrate, o Convento dos Capuchos, a fonte da Pipa, com seus painéis de Azulejos.  As várias igrejas e capelas das quais destaco a de S. Pedro,cuja construção remonta ao século XVI.
O Museu de História Natural,


 o Museu do Ar, e a casa-museu Leal da Câmara, o Centro de Ciência Viva, o Museu das Artes de Sintra, o Museu Ferreira de Castro,


 e o recentemente inaugurado News Museu, dedicado à Comunicação Social, que ocupa as instalações do antigo Museu do Brinquedo, são outros espaços a não perder.
Bom, e praias?- Pergunta-me, quem não as dispensa.no Verão. Pois ali bem perto integrado no Parque Natural de Sintra-Cascais, existem várias e boas praias, como a das Maçãs (que deve o seu nome às maçãs que o rio que ali desagua, trazia, nos tempos em que Sintra era rodeada de extensos pomares de macieiras) Praia Grande, muito procurada pelos amantes de surf, praia da Ursa,a mais ocidental de Portugal, entre outras bem conhecidas como S. Julião, Magoito e Adraga.



                                Praia das Maçãs


                                 Praia Grande

                                       Praia da Ursa

Na Gastronomia, Sintra apresenta vários pratos deliciosos, entre os quais destaco a Vitela à Sintrense, o Leitão de Negrais, as Migas à Pescador e  Açorda de Bacalhau, e os Mexilhões de cebolada.
Na doçaria, destacam-se os famosos Travesseiros, e as Queijadas de Sintra, entre muitos outros igualmente deliciosos.






E então, vamos de férias para Sintra?


Fontes 
Cm de Sintra, e apontamentos das minhas visitas.

6.6.15

CONHECE?

A Quinta Regaleira
Provavelmente os meus amigos portugueses conhecem. Eu não conhecia. Fui lá na Quinta-feira numa visita de estudo que adorei e aqui partilho um pouco.
A quinta é o resultado do sonho de um homem, Dr. António Augusto Carvalho Monteiro, que em 1893 comprou a quinta aos barões da Regaleira, concretizado por outro, o arquitecto e cenógrafo  italiano, Luigi Manini.
Não vou alongar-me na história da Quinta, uma busca pelo Google, e fica a saber tudo. E na própria visita é distribuído um folheto bem explicativo do local. Cliquem nas fotos para uma melhor visão do seu esplendor.



 O palácio, que na verdade era apenas a residência de férias de Monteiro Carvalho, conhecido na época pelo Monteiro dos Milhões, pela sua enorme fortuna, proveniente das minas que seu pai possuía no Brasil

 Orfeu, o Deus da música e da poesia, um dos nove residentes do passeio dos Deuses.


 Na parte superior ao Passeio dos Deuses, este magnifico banco, oferece ao visitante uns momentos de descanso.

 O lago da Gruta, terá segundo o guia, sido construído para ser a piscina de Monteiro Carvalho


 Ali ao lado, o Balneário, em obras de conservação, e este magnifico banco

Aqui uma fonte. que nos remete para a cenografia do arquitecto, pois se assemelha a uma cena cinematográfica, muito embora possa ter várias interpretações. A fonte encimada por 2 golfinhos arcaicos tem por cima uma balança, símbolo da justiça, que termina com duas fitas que se assemelham a serpentes, símbolo do pecado, mas também do conhecimento. Mais acima uma concha que simboliza o renascimento e dentro do circulo as iniciais de Monteiro Carvalho. Será? Ampliando a foto vão reparar que as pernas do M formam um peixe. E todos sabemos que o peixe é o símbolo dos primeiros cristãos. Então será que o MC quer dizer Monteiro Carvalho, ou Maria e Cristo? Rematam a fonte dois obeliscos.


 Por todo o lado, belas flores salpicam de cor o verde da mata.


 Por entre o verde surge exuberante a torre da capela.  Iremos lá mais tarde.


 A torre da Regaleira. Da cimo, com acesso por uma escada em caracol, podemos ter uma panorâmica de 360º

 O poço iniciático,  de 27 metros de altura, com uma enorme escadaria que poderá simbolizar o ventre materno, mas que terá também outras simbologias, nomeadamente a maçónica, ou se pensarmos nele como uma espécie de Torre de Babel, invertida, será um espaço de intensificação da relação entre a Terra e o Céu.  Este será sempre um mistério interpretado por cada um à sua maneira, já que Monteiro Carvalho, não deixou nada escrito, que nos diga o que ele tinha em mente com esta construção.  Ao contrario de outras fotos espalhadas pela net este está fotografado de baixo para cima, pois a entrada oferecida pelo guia, aos grupos seniores é a subterrânea, o que se justifica pela dificuldade de subir à entrada superior e descer os mais de 300 degraus de escada. 


 O Lago da Cascata

 Reparem nas rochas. Tudo é artificial, isto é construído pelo homem, e simultâneamente estas rochas parecem naturais, com desenhos formados pela água. E na realidade são naturais. Elas foram retiradas da Costa marítima de Peniche e "implantadas" aqui.

 Este lago não é muito profundo. 80 cm de água. Ao fundo emergem um passadiço de pedra para quem queira sair das grutas por elas. São muito utilizadas pelos mais jovens, a nós aconselharam-nos a não fazê-lo

Várias construções emergem entre o arvoredo.

 Esta porta dá acesso único ao púlpito na capela.  O que é curioso. Imaginem o sacerdote, dando a missa e depois de ler o evangelho sair para entrar no púlpito e fazer a homilia. 



Parte superior da Capela neomanuelina, tem como tema central Maria, com as cenas da Anunciação e Coroação de Maria.


Sob o tecto da entrada este símbolo. À Cruz sobrepõe-se um triângulo.  
Símbolo maçónico? Sim, mas também o símbolo da Santíssima Trindade. 
E sobre ele o "Olho de Deus"

 Altar e tecto da Capela. Sobre o altar um quadro da Coroação da Virgem, e ladeando o altar, duas portas. Uma daria lugar a um pequeno aposento onde o sacerdote se vestiria, a outra dava para a rua, e serviria para ele sair e entrar para para o púlpito.


E cá está ele, o púlpito. Ao lado uma pintura de Santo António no sermão aos peixes.


Frente ao púlpito este belo vitral com a representação do milagre da Nazaré. Em Sintra? Seria Carvalho Monteiro devoto da Senhora da Nazaré?
 O belo chão de mosaico, remete-nos aos descobrimentos.

 Perto da capela este belíssimo banco


 Já no Castelo, a Chaminé de uma das salas.
 Parte superior da chaminé onde se podem observar cenas de caça, na pintura e na pedra.
 O chão do Hall de entrada
De uma das janelas, observa-se o castelo dos Mouros.


E pronto . Isto é um pouco daquilo que podem ver. Mas há muito mais que ficou para uma segunda visita, pois o nosso horário não permitia mais. O ideal é passar lá o dia. Espero que tenham gostado.