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17.6.18

SETÚBAL - A PRINCESA DO SADO


Setúbal existe desde 1514, com foral concedido por D. Manuel I. Embora não haja, registo de nenhum outro foral, sabe-se que esta zona foi habitada pelos Fenícios, Gregos e Cartagineses, que vinham à Ibéria em busca do sal,  e mais tarde pelos Romanos, que se fixaram na margem sul do Sado (hoje Tróia) e lhe deram o nome de Cetóbriga. Data dessa data a recolha de sal como o demonstram as salgadeiras aí encontradas.

A exemplo de outras cidades ibéricas e do sul da Europa, o topónimo 'Setúbal' pode estar relacionado com o topónimo do rio que banha a povoação, referido pelo geógrafo árabe Edrisi (Muhammad Al-Idrisi), como denominar-se Xetubre (sendo esta a tese do Prof. José Hermano Saraiva). Seja como for, o topónimo ‘Setúbal’ e a cidade perdem-se no rasto dos tempos.
Porém os movimentos de areia, forçaram os habitantes a procurarem outro local para se fixarem. Escolheram uma área, hoje chamada o Bairro do Troino, situada na margem oposta à primitiva fixação, e aí se desenvolveu o núcleo gerador da actual cidade.
Com a nova localização e o desenvolvimento crescente, Setúbal  tornou-se no reinado de D. Afonso III, um dos principais portos do País a par de Lisboa, Porto e Faro. Como a povoação se ia tornando cada vez mais importante. é necessário criar mecanismos que a defendessem. Assim se iniciou, no reinado de D. Afonso IV,  a construção de muralhas, das quais ainda existem na cidade  alguns pedaços que delas, dão testemunho.

Ao longo do século XV, a vila desenvolveu actividades económicas, ligadas sobretudo, à indústria e ao comércio, tirando rendimentos elevados com os direitos cobrados pela entrada no porto.
Os primeiros conventos franciscanos, um deles o Convento de Jesus, foram construídos em Setúbal durante esse século.


A época dos Descobrimentos trouxe um grande desenvolvimento, tendo D. Afonso V, em
1458, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer.
 A construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, iniciada por D. João II, (que era um apaixonado por Setúbal e que escolheu esta cidade para casr com D. Leonor em 1471) e terminou no reinado de D. Manuel. Este monarca reformou o foral da vila, em 1514, devido ao progresso e aumento demográfico que Setúbal tinha registado ao longo do último século.

Aqueduto e Igreja de Santa Maria, onde se realizou o casamento real.
Hoje é a Sé Catedral de Setúbal



O título de “notável villa” é concedido, em 1525, por D. João III. Foi este título que proporcionou a criação, em 1553, por carta do arcebispo de Lisboa, D. Fernando, de duas novas freguesias, a de S. Sebastião e a da Anunciada, que se juntaram às já existentes S. Julião e Santa Maria.
A cerca de dois quilómetros do centro de Setúbal, o Rei D. Filipe II mandou edificar uma fortaleza – de S. Filipe –, cujos trabalhos foram iniciados em 1582.
No início do século XVIII, a população setubalense solicitou que S. Francisco Xavier fosse eleito padroeiro da cidade.




O terramoto de 1755 destruiu e danificou muitos edifícios, tendo as freguesias localizadas na zona mais baixa de Setúbal sido as mais afectadas.
Ao longo do século XIX, o desenvolvimento económico e social transformou a vila num dos mais importantes centros comerciais e industriais do País. A elevação a cidade deu-se em 1860, por carta régia, após solicitação da Câmara, dois anos antes, ao Rei D. Pedro V.
Nessa altura, foi inaugurada a via-férrea Barreiro/Setúbal e, em 1863, a iluminação a gás.
 As obras de aterro sobre o rio iniciaram-se, fazendo nascer a Avenida Luísa Todi.



Setúbal foi elevada, em 1926, a sede de distrito e, em 1975, a cabeça de 
diocese.
 Na actualidade Setúbal oferece uma grande diversidade de interesses para quem nela quiser passar férias.
Desde os passeios pela serra da Arrábida, donde se pode ter uma magnifica panorâmica sobre a cidade e o rio, uma visita aos monumentos, dos quais destaco além do já citado Convento de Cristo, a casa-museu do Bocage, o poeta sadino, cujo monumento de encontra num largo com o seu nome


o museu do trabalho, 

 Uma mercearia antiga no museu do trabalho

a casa-museu do Corpo Santo

Reparem na beleza deste sacrário, na casa-museu

A casa-museu do Bocage

                                       
A praia do Portinho da Arrábida,



 o forte de S. Filipe, os golfinhos, Tróia, na outra margem do Sado, onde além das ruínas da vila românica, tem uma magnífica praia
Na gastronomia, a rainha de Setúbal é sem duvida a sardinha assada, mas outros pratos como o choco frito, o polvo, as ostras são pratos que não encontram igual em mais nenhuma parte do país. 
E depois temos as tortas e o queijo de Azeitão, e os vinhos da região de Setúbal

E então, vamos até Setúbal? 




Nota A primeira e ultima foto não são minhas.


Fonte
Wikipédia
 Apontamentos de visita de estudo

15.6.18

A BELA CIDADE DE LAGOS - ALGARVE



A ponta da Piedade com a famosa rocha do sapato que é atualmente a foto do cabeçalho do blog.

Vou continuar agora deslocando-me até ao sul. À cidade de Lagos, a minha cidade por adoção. Por ser a cidade do mais-que-tudo.
.Situada no barlavento algarvio, a poucos Kms da ponta de Sagres, Lagos é uma cidade cheia de história. E segundo ela,  a história, foi conquistada aos mouros em 1249, e recebeu o primeiro foral em 1266, no reinado de D. Afonso III. Contudo é no reinado de D. Afonso IV que atinge grande importância devido aos descobrimentos Portugueses.
Eram lacobrigenses os navegadores que descobriram a Madeira, e de Lagos partiu Gil Eanes para dobrar o Cabo Bojador. Lagos foi sempre uma cidade ligada ao mar. O Infante D. Henrique escolheu Lagos para armar as caravelas que partiram em busca da Índia. Na Meia-praia, foi rezada a missa campal antes das caravelas zarparem. Na igreja de S. António, e Museu de Lagos pode o visitante tomar conhecimento deste, e de outros factos.
Infelizmente foi talvez um dos maiores centros de escravatura do mundo. À sua baía chegavam os barcos carregados de escravos que eram depois vendidos no mercado de escravos, um edifício agora transformado em museu.  Actualmente está no local, uma exposição a não perder sobre o assunto.


Para quem gosta de praia, Lagos tem para todos os gostos. Praias de branco e longo areal envoltas em dunas como a Meia-Praia que o saudoso Zeca Afonso imortalizou, no tema, Os índios da Meia-Praia, e praias recortadas na falésia, com rochas que mergulham num mar de águas límpidas, as praias da Batata,( que já foi em tempos, a única praia do mundo com porta de entrada) dos Homens, dos Estudantes, do Caldeirão, do Pinhão, da D. Ana, (cujas obras de recuperação foram objecto de grande polémica)  do Camilo,  a praia Grande, Canavial,  Porto de Mós, e já quase nos limites da cidade, a 6 Kms de distância, a praia da Luz, (tristemente conhecida pelo caso Maddie) Temos ainda a Ponta da Piedade, cujas grutas marítimas merecem a pena visitar. De preferência num pequeno barco que pode entrar dentro das mesmas, e mostrar todo o seu esplendor. No You Tube há um vídeo de uma visita a estas grutas que não trouxe para o blog por ser um pouco extenso.
Para quem gosta de passeios pedonais, poucas cidades podem oferecer uma tão vasta avenida à beira-mar para poder passear, enquanto observa a bonita marina, ou correr, para os amantes do desporto. Toda a baixa antiga da cidade com as suas belas muralhas, e a fortaleza, são um regalo para a vista.
Para os que não gostam das cidades que cresceram desordenadamente, (eu não gosto) Lagos tem a particularidade de se manter dentro do perímetro das muralhas quase como existia nos séculos passados, se exceptuarmos a enorme Avenida das Descobertas, roubada à baía em 1960, pois todo o crescimento da cidade, com modernos e altos prédios ocorre na parte alta, fora das muralhas, espaço onde outrora se situavam as fazendas agrícolas. Logo à saída das muralhas, e antes das construções modernas da cidade, encontra-se o Parque da cidade. Integrado nele, um grande e subterrâneo parque de estacionamento, à entrada do qual se podem ver algumas das ruínas do local, pois era aqui que na Idade Média, existia a Leprosaria. Aqui foram também descobertos, várias ossadas de indivíduos de raça negróide, o que leva a crer, que os senhores de escravos, quando aplicavam castigos que resultavam fatais, os mandavam enterrar no cemitério anexo à Leprosaria, já que ninguém se atreveria a qualquer investigação naquele local.


 E porque não um passeio a pé entre a cidade e a Ponta da Piedade observando os marcos que serviam de estações, quando na Semana Santa se fazia a via Sacra.
Para aqueles que mesmo nas férias não descuram a cultura, Lagos oferece além do referido museu, uma biblioteca, um centro cultural, várias galerias de arte e o Auditório Municipal, um museu de cera. Ainda na baixa, o belo edifício do Mercado Municipal, que agora apresenta uma dedicatória-homenagem à grande Sophia de Mello Breyner.


 Neste edifício, praça de peixe no rés-do-chão, e de frutas no primeiro andar, existe ainda um terraço, no qual se pode desfrutar de uma panorâmica sobre a baía, de nos cortar a respiração.



 No local existe um restaurante onde pode saborear uma bela refeição. Deste local se pode passar directamente ao museu de ciência viva, onde deve ir acompanhado, para poder participar activamente de interessantes descobertas.
Em gastronomia, Lagos também não pede meças a ninguém. Cataplana de mariscos, feijoada de búzios, carapaus alimados, e chocos com tinta, são algumas das iguarias, que pode provar, além claro das sardinhas assadas, que pode acompanhar com o vinho da região. Nos doces, eu pessoalmente sou fã do bolo de café, embora os doces de amêndoa e figo, sejam os mais conhecidos, bem como o famoso D. Rodrigo. Também já famosa é a sua feira do doce, que se realiza no último fim- de- semana de Julho.
Dos espectáculos ao vivo nas ruas, às discotecas, as noites em Lagos são muito animadas.
Dá para perceber que sou apaixonada pela cidade. Mas digam lá não ficaram com vontade de conhecer?
Ah! já me esquecia. Para os amantes dos animais, Lagos tem um jardim zoológico. Onde pode apreciar entre outras espécies, o lince europeu, o lémure-de-cauda-anelada, o lémure castanho de fonte branca, o cisne negro etc.
E pronto esta é a minha sugestão de hoje para férias.


22.8.16

DESTINO DE FÉRIAS - NAZARÉ

Segundo a lenda, Nazaré deve o seu nome a uma imagem da Virgem de Nazareth na Palestina, que um monge grego terá trazido no séc. IV para o mosteiro de Cauliana, perto de Mérida. No ano 711 após a batalha de Guadalete, em que os muçulmanos derrotaram os cristãos, e  D. Rodrigo, o último rei visigodo da Península Ibérica, consegue fugir e chega ao mosteiro, quando os monges, sabedores da vitória dos muçulmanos se aprestavam a abandoná-lo. Um dos monges, Frei Romano decide acompanhar D. Rodrigo na fuga, trazendo consigo a imagem da Virgem, e uma caixa com as relíquias de S,. Brás e S. Bartolomeu.
Chegam ao seu destino a 22 de Novembro desse mesmo ano, quando encontraram uma igreja abandonada no monte Seano, actual monte de S. Bartolomeu. Separaram-se, para viverem como eremitas. O rei ficou no monte, o monge, instalou-se a 3 Kms, numa gruta no topo de uma falésia sobre o mar. Após a sua morte, a imagem terá permanecido escondida durante vários séculos até que foi descoberta por pastores que passaram a venerá-la.
D. Fuas Roupinho, alcaide-mor do Castelo de Porto de Mós, tinha por hábito caçar por aqueles lados. Conta a lenda que também ele descobriu a imagem e a venerou.
Ermida da Memória. Painel de Azulejos alusivo ao milagre da lenda. Foto da Wikipédia.

Algum tempo depois, a 14 de Setembro  de 1182, numa manhã de intenso nevoeiro, D. Fuas perseguia um belo veado, quando o vê desaparecer no precipício. Perante o perigo, terá pedido auxílio à Virgem, e o cavalo estacou na ponta do penhasco, salvando a vida do cavaleiro. Em acção de graças, mandou D. Fuas Roupinho construir a Ermida da Memória. Venerada desde então, a imagem teria dado origem ao nome do lugar - Sítio de Nossa Senhora da Nazaré. Desde então, ao local acorrem romeiros e peregrinos, mas devido à difíceis condições de acesso, passaram mais uns bons séculos até que o Sítio começasse a desenvolver-se. Para isso deu grande contribuição, a instalação de um elevador mecânico em 1889, para fazer a ligação ente o Sítio e a Praia.



As primeiras referencias à Praia da Nazaré, datam de 1643, pelo que se depreende que a sua ocupação é relativamente recente.
Só no século XIX, já depois das invasões francesas, se reuniram condições para que os pescadores começassem a instalar-se junto à praia. Anteriormente devido aos constantes ataques dos piratas argelinos e holandeses, os pescadores sentiam-se inseguros no areal, e refugiavam-se nas partes altas, Sítio e Pederneira. Apesar de nos meados do século XIX, a praia da Nazaré, já ser procurada para banhos, só na década de  60 do século passado o turismo descobriu verdadeiramente a Nazaré.
Hoje é uma vila moderna e animada, para o que muito contribuem a excelência das suas ondas para a prática de surf.  E por falar em ondas lembram-se do recorde estabelecido em 2011 por McNamara na Praia do Norte? Pois é, uma onda de 30 metros é obra..
Mas Nazaré é muito mais que Sítio e Praia da Nazaré.. Assim aconselho uma visita ao Forte de S. Miguel.



O Santuário de Nª Senhora da Nazaré que remonta ao século XIV,


Exterior e interior do Santuário de Nª Senhora da Nazaré

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Areias, do século XVI,e  outros.  Uma visita ao Miradouro de Suberco, no Sítio, a 110 metros de altura que tem uma vista fantástica, à Praia do Norte,ainda o miradouro da Pederneira,
Miradouro da Pederneira. Foto da CM da Nazaré




 a Praia do Salgado e a Praia do Sul. Para os que se interessam por museus, existem três na Nazaré. Um etnográfico, um de arte sacra e o museu do Pescador.
Na Gastronomia, são vários os pratos típicos, todos na base do peixe.  A caldeirada  Nazarena, a sardinha, o carapau , a massa de peixe, a cataplana de peixe, o arroz, a açorda, e a cataplana de marisco. Na doçaria temos as Sardinhas, um folhado recheado de creme de ovos, Támares, uns bolinhos em forma de barcos,os Fóquins e os Nazarenos.
E então? Vamos até à Nazaré?







Há 5 anos que não vou à Nazaré. Para este destino usei as minhas memórias, o site da CM da Nazaré, e a Wikipédia. 


6.6.15

CONHECE?

A Quinta Regaleira
Provavelmente os meus amigos portugueses conhecem. Eu não conhecia. Fui lá na Quinta-feira numa visita de estudo que adorei e aqui partilho um pouco.
A quinta é o resultado do sonho de um homem, Dr. António Augusto Carvalho Monteiro, que em 1893 comprou a quinta aos barões da Regaleira, concretizado por outro, o arquitecto e cenógrafo  italiano, Luigi Manini.
Não vou alongar-me na história da Quinta, uma busca pelo Google, e fica a saber tudo. E na própria visita é distribuído um folheto bem explicativo do local. Cliquem nas fotos para uma melhor visão do seu esplendor.



 O palácio, que na verdade era apenas a residência de férias de Monteiro Carvalho, conhecido na época pelo Monteiro dos Milhões, pela sua enorme fortuna, proveniente das minas que seu pai possuía no Brasil

 Orfeu, o Deus da música e da poesia, um dos nove residentes do passeio dos Deuses.


 Na parte superior ao Passeio dos Deuses, este magnifico banco, oferece ao visitante uns momentos de descanso.

 O lago da Gruta, terá segundo o guia, sido construído para ser a piscina de Monteiro Carvalho


 Ali ao lado, o Balneário, em obras de conservação, e este magnifico banco

Aqui uma fonte. que nos remete para a cenografia do arquitecto, pois se assemelha a uma cena cinematográfica, muito embora possa ter várias interpretações. A fonte encimada por 2 golfinhos arcaicos tem por cima uma balança, símbolo da justiça, que termina com duas fitas que se assemelham a serpentes, símbolo do pecado, mas também do conhecimento. Mais acima uma concha que simboliza o renascimento e dentro do circulo as iniciais de Monteiro Carvalho. Será? Ampliando a foto vão reparar que as pernas do M formam um peixe. E todos sabemos que o peixe é o símbolo dos primeiros cristãos. Então será que o MC quer dizer Monteiro Carvalho, ou Maria e Cristo? Rematam a fonte dois obeliscos.


 Por todo o lado, belas flores salpicam de cor o verde da mata.


 Por entre o verde surge exuberante a torre da capela.  Iremos lá mais tarde.


 A torre da Regaleira. Da cimo, com acesso por uma escada em caracol, podemos ter uma panorâmica de 360º

 O poço iniciático,  de 27 metros de altura, com uma enorme escadaria que poderá simbolizar o ventre materno, mas que terá também outras simbologias, nomeadamente a maçónica, ou se pensarmos nele como uma espécie de Torre de Babel, invertida, será um espaço de intensificação da relação entre a Terra e o Céu.  Este será sempre um mistério interpretado por cada um à sua maneira, já que Monteiro Carvalho, não deixou nada escrito, que nos diga o que ele tinha em mente com esta construção.  Ao contrario de outras fotos espalhadas pela net este está fotografado de baixo para cima, pois a entrada oferecida pelo guia, aos grupos seniores é a subterrânea, o que se justifica pela dificuldade de subir à entrada superior e descer os mais de 300 degraus de escada. 


 O Lago da Cascata

 Reparem nas rochas. Tudo é artificial, isto é construído pelo homem, e simultâneamente estas rochas parecem naturais, com desenhos formados pela água. E na realidade são naturais. Elas foram retiradas da Costa marítima de Peniche e "implantadas" aqui.

 Este lago não é muito profundo. 80 cm de água. Ao fundo emergem um passadiço de pedra para quem queira sair das grutas por elas. São muito utilizadas pelos mais jovens, a nós aconselharam-nos a não fazê-lo

Várias construções emergem entre o arvoredo.

 Esta porta dá acesso único ao púlpito na capela.  O que é curioso. Imaginem o sacerdote, dando a missa e depois de ler o evangelho sair para entrar no púlpito e fazer a homilia. 



Parte superior da Capela neomanuelina, tem como tema central Maria, com as cenas da Anunciação e Coroação de Maria.


Sob o tecto da entrada este símbolo. À Cruz sobrepõe-se um triângulo.  
Símbolo maçónico? Sim, mas também o símbolo da Santíssima Trindade. 
E sobre ele o "Olho de Deus"

 Altar e tecto da Capela. Sobre o altar um quadro da Coroação da Virgem, e ladeando o altar, duas portas. Uma daria lugar a um pequeno aposento onde o sacerdote se vestiria, a outra dava para a rua, e serviria para ele sair e entrar para para o púlpito.


E cá está ele, o púlpito. Ao lado uma pintura de Santo António no sermão aos peixes.


Frente ao púlpito este belo vitral com a representação do milagre da Nazaré. Em Sintra? Seria Carvalho Monteiro devoto da Senhora da Nazaré?
 O belo chão de mosaico, remete-nos aos descobrimentos.

 Perto da capela este belíssimo banco


 Já no Castelo, a Chaminé de uma das salas.
 Parte superior da chaminé onde se podem observar cenas de caça, na pintura e na pedra.
 O chão do Hall de entrada
De uma das janelas, observa-se o castelo dos Mouros.


E pronto . Isto é um pouco daquilo que podem ver. Mas há muito mais que ficou para uma segunda visita, pois o nosso horário não permitia mais. O ideal é passar lá o dia. Espero que tenham gostado.