28.9.15

CARA E COROA



                                                                 Foto da net




Um homem com vários carros
casa na cidade
na serra e na praia.
Dinheiro nos bancos
prédios a render
contas no estrangeiro
e uma fábrica
com duzentos operários.
Todo o mês a clamar
quando tem que pagar
os ordenados.
Que a vida está má
não dá para aumentos.
Mas continua a aumentar
os seus rendimentos.

E duzentos operários
cada dia mais pobres
cujo sustento
é pedaço de pão
esmola do homem
a quem tudo sobra...
E trabalham de dia
e fazem horas à noite...
E o ordenado
não aumenta nunca.
Nem dá p'ra comprar
um par de sapatos
para ao Domingo
à missa levar...


E duzentos homens pobres
de joelhos cansados
e sapatos rotos
ajoelham e rezam.
Olha para nós Senhor
e responde por favor
Foi por esta vida
Que Vieste à terra?
Por esta vida Sofreste
Por esta vida Morreste?
Olha para nós Senhor
que mortos-vivos andamos.



20 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Deus é infinitamente bom
mas infinitamente lento

votemos poeta
votemos
que a justiça divina
tarda

Débora Teixeira. disse...

A justiça divina tarda mais não falha!
Existe a hora certa!
Adorei ler o texto.
Boa noite.

Pedro Coimbra disse...

Ainda há muitos assim.
Aos montes aqui em Macau.
Sem vergonha nem pudor.
Bom resto de semana

✿ chica disse...

Realidade presente em vários lugares essa! bjs, chica

Francisco Manuel Carrajola Oliveira disse...

Infelizmente é um retrato muito actual este desequilibro cada vez maior na nossa sociedade.
Um abraço e continuação de uma boa semana.

Olinda Melo disse...


O mal do ser humano é a acumulação de bens.
Não lhe chega ter para a sobrevivência
mas a ganância leva-o a querer mais e
mais. E assim uns acabam por ter demais
enquanto outros ficam na miséria.
Infelizmente, não se vê maneira de mudar
essa mentalidade.

Abraço
Olinda

António Querido disse...

Infelizmente para todos nós, a raça humana começou a dar mais valor à ganância, substituir o diálogo por guerras e destruir a sua própria casa, que é o planeta onde habitamos, isto terá um fim, que ainda ninguém conhece!
O meu abraço.

Bell disse...

As desigualdades sociais vem ao longo da história, sempre existiu aquele que tem muito, e explorava dos outros para ter mais.
Vivemos esse tempo até hoje, mas as pessoas se esquecem que desta vida a gente não leva nada.
Ninguém morre levando, carro, casa, dinheiro, fica tudo ai portanto mais valioso que os bens materiais são suas atitudes humanas.


bjokas =)

Mariangela do Lago Vieira disse...

É uma triste realidade, Elvira.
Presente em várias partes do mundo!
O que fazer?
Rezar e esperar que a misericórdia de Deus
venha em socorro dos mais necessitados,
e que toque também os corações dos contribuintes desta
triste catástrofe.
Grande abraço, e uma ótima tarde!
Mariangela

Edumanes disse...

Esse é pois a mais pura verdade,
que neste país está acontecendo
sem trabalhar aqui qualquer alarve
com o suor dos outros está enriquecendo

Não se esqueçam de que o veneno,
a sua propagação pode ser interrompida
com a chave nas mãos o povo está a tempo
se quiser viver com mais qualidade de vida!

Tenha uma boa noite amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

São disse...

Está a falar do judeu dono da Altice e afins?...Pois , vergonha e respeito por quem trabalha é coisa que não têm ....

Beijinhos

LopesCa Blog disse...

Pois :(

Duarte disse...

Vi, e até sofri, chovia e aqueles joelhos iam marcando o chão da cor do sangue...
Belo poema com uma imensa carga de fortes sentimentos.
Abraços de vida

Donetzka Cercck L. Alvarez disse...

MUITO LINDO E VERDADEIRO ESSE POEMA,QUERIDA AMIGA ELVIRA.

COMO VEMOS PESSOAS EXPLORADAS NESSE MUNDO POR OUTROS QUE SÓ QUEREM LUCRAR.

MAS DEUS ESTÁ NO COMANDO E SEMPRE HÁ DE DAR O QUE CADA UM MERECE. BASTA ESPERAR. E OS QUE LUTAM POR SEU PÃO,HÃO DE SE LIVRAR DESSAS CORRENTES.

FIQUEI FELIZ AO LER SEU COMENTÁRIO,AMIGA. QUE BOM QUE ME ENCONTROU.
MEU MARIDO ESTÁ QUASE TOTALMENTE RECUPERADO,GRAÇAS A DEUS.OBRIGADA PELA LEMBRANÇA.

VOLTE SEMPRE A MEU ESPAÇO.ESTAREI AQUI TAMBÉM.

LINDA SEMANA DE PAZ E FELICIDADES

BEIJOS SABOR CARINHO

DONETZKA

Vera Lúcia disse...


Olá Elvira,

Seu poema é a retratação de muitos seres humanos que habitam este mundo. São pessoas egoístas, exploradoras e que só pensam em acumular recursos, esquecendo-se que deste mundo só se leva os valores da alma. A responsabilidade do rico é grande perante Deus, pois se a ele foi permitido acumular fortuna foi para aprender a dividir e partilhar, proporcionando dignidade de vida aos que a ele se juntam na jornada da vida.

Beijo.

Laura Santos disse...

As desigualdades sociais sempre existiram e sempre existirão. O mundo está programado para que tal aconteça.Explorados e exploradores, e não acredito em justiça divina.
Belíssimo poema, Elvira!
xx

Silenciosamente ouvindo... disse...

Muito bem escrito amiga e uma realiade que se mantém. O patrão
pode ter muito ms acha sempre que ganha de mais. Para ele nunca
chega, para o trabalhador é sempre demais!
Eles comem tudo e não deixam nada - Zeca Afonso.
Bj.
Irene Alves

Dorli Ramos disse...

Oi Elvira,
É, a vida do pobre miserável é desgraçada, só Deus por eles.
Beijos
minicontista

Socorro Melo disse...


Belo e triste poema. Realidade tão presente no mundo inteiro essa... Mas, Deus tem sua hora, que não é a nossa, e com certeza o bem vencerá, Ele enxugará toda a lágrima. Jesus não fez promessas de felicidade para este mundo, aqui amargamos a nossa desobediência, mas, com certeza haverá justiça.


Paz e luz, amiga!
Socorro Melo

Dorli Ramos disse...

Oi Elvira,
passando para lhe desejar um bom domingo
Beijos
minicontista