A partir de amanhã andarei por aqui. Voltarei no final de Julho. Espero que tenham um mês muito agradável. Boas férias para quem vai de férias e bom trabalho para quem está a trabalhar. Voltarei aos vossos cantinhos logo que regresse.
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30.6.15
28.6.15
PEDRO O PRÍNCIPE DOS APÓSTOLOS
Festeja-se hoje o dia de S. Pedro, o último dos Santos populares que animam o mês de Junho. É o padroeiro de quase todas as vilas e cidades piscatórias, o que não é de admirar se pensarmos que Pedro era pescador.
Discípulo de Jesus nascido em Betsaida, Galiléia, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa. As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, ( padroeiro aqui de Santo André) seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19). Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão André, e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controversos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, mas foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. Após a Ascensão, presidiu a assembleia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antióquia e Síria, as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos, que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado a Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem do imperador, no mesmo ano de Paulo e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores.
Segundo a Bíblia, Cristo terá dito a Pedro que ele teria as chaves do céu, e por isso sempre aparece representado com as chaves. Diz uma lenda que um dia S. Pedro perdeu as chaves do Céu. Do lado de fora onde se encontrava a receber as almas eleitas. Passou-se um tempo, a fila de almas, era cada vez maior, e S. Pedro sem conseguir abrir a porta. Então uma velhinha, meteu a mão no bolso da bata e retirando um terço, pegou na Cruz e dando a S. Pedro disse-lhe: "Senhor experimentai com esta chave". S. Pedro meteu o crucifixo na fechadura e a porta abriu-se. Na verdade para os cristãos, a Cruz é a chave que abre todas as portas
S. PAULO
Paulo, que tinha como nome antes da conversão, Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes Mestres da Lei da época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o Batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.
Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".
Embora ninguém fale nele, S. Paulo é festejado pela Igreja no mesmo dia de S. Pedro, por serem considerados os dois maiores pilares da fundação da Igreja Cristã. Eram grandes amigos, e foram mortos no mesmo ano e na mesma cidade. Do mesmo modo a 25 de Janeiro se comemora S. Paulo e S. Pedro. A sua celebração a 29 de Junho foi mais uma vez uma manobra da igreja para substituir as festas pagãs dos Romanos em honra de Rómulo e Remo.
Com S. Pedro encerram as festas dos Santos populares que todos os anos nos chegam no mês de Junho
E cá em casa festeja-se hoje o aniversário do filhote, que nasceu na noite de S. Pedro.
Discípulo de Jesus nascido em Betsaida, Galiléia, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos e tido como fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa. As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, ( padroeiro aqui de Santo André) seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39). Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: "E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus" (Mt. 16: 18-19). Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão André, e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controversos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, mas foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar. Após a Ascensão, presidiu a assembleia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antióquia e Síria, as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos, que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias. Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado a Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem do imperador, no mesmo ano de Paulo e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes. Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores.
Segundo a Bíblia, Cristo terá dito a Pedro que ele teria as chaves do céu, e por isso sempre aparece representado com as chaves. Diz uma lenda que um dia S. Pedro perdeu as chaves do Céu. Do lado de fora onde se encontrava a receber as almas eleitas. Passou-se um tempo, a fila de almas, era cada vez maior, e S. Pedro sem conseguir abrir a porta. Então uma velhinha, meteu a mão no bolso da bata e retirando um terço, pegou na Cruz e dando a S. Pedro disse-lhe: "Senhor experimentai com esta chave". S. Pedro meteu o crucifixo na fechadura e a porta abriu-se. Na verdade para os cristãos, a Cruz é a chave que abre todas as portas
S. PAULO
Paulo, que tinha como nome antes da conversão, Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes Mestres da Lei da época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o Batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.
Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".
Embora ninguém fale nele, S. Paulo é festejado pela Igreja no mesmo dia de S. Pedro, por serem considerados os dois maiores pilares da fundação da Igreja Cristã. Eram grandes amigos, e foram mortos no mesmo ano e na mesma cidade. Do mesmo modo a 25 de Janeiro se comemora S. Paulo e S. Pedro. A sua celebração a 29 de Junho foi mais uma vez uma manobra da igreja para substituir as festas pagãs dos Romanos em honra de Rómulo e Remo.
Com S. Pedro encerram as festas dos Santos populares que todos os anos nos chegam no mês de Junho
E cá em casa festeja-se hoje o aniversário do filhote, que nasceu na noite de S. Pedro.
23.6.15
S. JOÃO, S. JOÃO. S. JOÃO, DÁ CÁ UM BALÃO...
foto do google
Junho é o mês dos Santos
Populares. Um pouco por todo o país festejam-se em animados arraiais, ao som da
música e acompanhado de sardinhas assadas regadas a vinho tinto ou cerveja
consoante os gostos. As festas começam a 13, na verdade a 12
de Junho com o Santo António, padroeiro de Lisboa. Continua a 23 com
o S. João, Padroeiro do Porto e termina a 28 com S. Pedro, que na verdade é o
dia de S. Pedro e S. Paulo o que é desconhecido da maioria das pessoas. E que
se festeja desde Amora a S. Pedro do Sul, das Lages do Pico à Ribeira Grande.
Mas
voltando a S. João, que se festeja hoje e amanhã,em muitas cidades e vilas
deste país. Celebra-se o nascimento de João Baptista, o primo de Jesus.
Em
Lisboa pelo Santo António, feriado municipal, são tradição os casamentos e as
marchas. No Porto pelo S. João, também dia de feriado municipal, são tradição
os martelinhos, que substituíram o alho-porro de antigamente, e
sobretudo o fogo de artifício lançado da ponte D. Luís, que é sempre
espectacular.
Não,
não me enganei nas datas. A verdade é que os maiores festejos - excepto os
religiosos - ocorrem na véspera do dia do Santo. Há
uns cinquenta anos atrás não se faziam as festas como agora. As pessoas da
aldeia ou do bairro juntavam-se nas ruas. Faziam grandes fogueiras que os
rapazes e raparigas saltavam. Pelo S. João, o meu pai, que sempre foi muito
habilidoso, fazia grandes balões de papel colorido. Lembro-me que levavam umas
tochas embebidas em petróleo, que enquanto ardiam mantinham os balões no ar.
Quando se apagavam o balão começava a perder o ar quente que o mantinha lá em
cima e acabava por cair atraído pela gravidade. Os mais velhos sentados na rua,
contavam histórias, enquanto davam um olhinho pelos mais novos. As crianças
corriam atrás dos grandes besouros, que sempre apareciam nesta altura
do ano. Conviviam. Todos se conheciam, todos se ajudavam. No dia seguinte
cumprimentavam-se, comentavam a noite anterior, e acabavam com um "P'rá
semana lá estamos" .Eu tenho saudades desse tempo. Hoje as pessoas
juntam-se ás centenas, ás vezes milhares, todas no mesmo espaço e são
desconhecidas. Estão juntas e simultaneamente estão sozinhas. Não há
convívio. É como se as pessoas, se tivessem transformado em ilhas. Podem estar
longe ou mesmo ao lado, mas não se tocam. Vivem em prédios de vários andares e
não conhecem às vezes nem o vizinho do lado.
12.6.15
QUANDO O QUE PARECE, NÃO É
Para os/as amigos/as que têm perguntado. Já fui à consulta de cirurgia, o médico depois de ver os exames disse que a indicação era para operar, mas dados os meus problemas de respiração, asma e apneia, a cirurgia é complicada, pelo que terei que fazer mais exames de nível respiratório, e tenho que fazer uma consulta com o pneumologista que me acompanha, para que ele veja os meus exames e diga se posso operar normalmente ou se terei que ter ventilação durante e no pós operatório. Terei que fazer tudo isso e voltar a 17 de Novembro para marcar a cirurgia, mas eu fiquei com pouca ou nenhuma vontade de a fazer.
Bom fim de semana
10.6.15
10 DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL
Celebra-se hoje o dia de
Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas. Para os católicos é também
o dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal. Que deve andar muito cansado com o
trabalho que lhe dão banqueiros e políticos que tentam a todo o custo afundar o
País. E como se não bastasse ainda inventaram um tal AO, que mais parece um
desacordo, tal a confusão que tem criado. Coitado. Não é nada fácil ser Anjo da
Guarda de um País assim.
Mas dizia eu que se celebra
hoje o dia de Portugal. Com o desemprego que grassa no País, com as más
condições na saúde e na educação, com grande parte da população a ter que
emigrar e procurar noutros horizontes o futuro que Portugal lhes nega, com políticos
corruptos, e ministros que hoje fazem discursos inflamados, e amanhã negam o
que hoje disseram, com crianças que se
levantam e deitam com fome, com idosos que morrem na solidão e miséria, eu
pergunto-me:
Há razões para celebrar?
Ah! Meu Portugal, tão amado e tão mal governado.
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6.6.15
CONHECE?
A Quinta Regaleira
Provavelmente os meus amigos portugueses conhecem. Eu não conhecia. Fui lá na Quinta-feira numa visita de estudo que adorei e aqui partilho um pouco.
A quinta é o resultado do sonho de um homem, Dr. António Augusto Carvalho Monteiro, que em 1893 comprou a quinta aos barões da Regaleira, concretizado por outro, o arquitecto e cenógrafo italiano, Luigi Manini.
Não vou alongar-me na história da Quinta, uma busca pelo Google, e fica a saber tudo. E na própria visita é distribuído um folheto bem explicativo do local. Cliquem nas fotos para uma melhor visão do seu esplendor.
O palácio, que na verdade era apenas a residência de férias de Monteiro Carvalho, conhecido na época pelo Monteiro dos Milhões, pela sua enorme fortuna, proveniente das minas que seu pai possuía no Brasil
Orfeu, o Deus da música e da poesia, um dos nove residentes do passeio dos Deuses.
Na parte superior ao Passeio dos Deuses, este magnifico banco, oferece ao visitante uns momentos de descanso.
O lago da Gruta, terá segundo o guia, sido construído para ser a piscina de Monteiro Carvalho
Ali ao lado, o Balneário, em obras de conservação, e este magnifico banco
Aqui uma fonte. que nos remete para a cenografia do arquitecto, pois se assemelha a uma cena cinematográfica, muito embora possa ter várias interpretações. A fonte encimada por 2 golfinhos arcaicos tem por cima uma balança, símbolo da justiça, que termina com duas fitas que se assemelham a serpentes, símbolo do pecado, mas também do conhecimento. Mais acima uma concha que simboliza o renascimento e dentro do circulo as iniciais de Monteiro Carvalho. Será? Ampliando a foto vão reparar que as pernas do M formam um peixe. E todos sabemos que o peixe é o símbolo dos primeiros cristãos. Então será que o MC quer dizer Monteiro Carvalho, ou Maria e Cristo? Rematam a fonte dois obeliscos.
Por todo o lado, belas flores salpicam de cor o verde da mata.
Por entre o verde surge exuberante a torre da capela. Iremos lá mais tarde.
A torre da Regaleira. Da cimo, com acesso por uma escada em caracol, podemos ter uma panorâmica de 360º
O poço iniciático, de 27 metros de altura, com uma enorme escadaria que poderá simbolizar o ventre materno, mas que terá também outras simbologias, nomeadamente a maçónica, ou se pensarmos nele como uma espécie de Torre de Babel, invertida, será um espaço de intensificação da relação entre a Terra e o Céu. Este será sempre um mistério interpretado por cada um à sua maneira, já que Monteiro Carvalho, não deixou nada escrito, que nos diga o que ele tinha em mente com esta construção. Ao contrario de outras fotos espalhadas pela net este está fotografado de baixo para cima, pois a entrada oferecida pelo guia, aos grupos seniores é a subterrânea, o que se justifica pela dificuldade de subir à entrada superior e descer os mais de 300 degraus de escada.
O Lago da Cascata
Reparem nas rochas. Tudo é artificial, isto é construído pelo homem, e simultâneamente estas rochas parecem naturais, com desenhos formados pela água. E na realidade são naturais. Elas foram retiradas da Costa marítima de Peniche e "implantadas" aqui.
Este lago não é muito profundo. 80 cm de água. Ao fundo emergem um passadiço de pedra para quem queira sair das grutas por elas. São muito utilizadas pelos mais jovens, a nós aconselharam-nos a não fazê-lo
Várias construções emergem entre o arvoredo.
Esta porta dá acesso único ao púlpito na capela. O que é curioso. Imaginem o sacerdote, dando a missa e depois de ler o evangelho sair para entrar no púlpito e fazer a homilia.
Parte superior da Capela neomanuelina, tem como tema central Maria, com as cenas da Anunciação e Coroação de Maria.
Altar e tecto da Capela. Sobre o altar um quadro da Coroação da Virgem, e ladeando o altar, duas portas. Uma daria lugar a um pequeno aposento onde o sacerdote se vestiria, a outra dava para a rua, e serviria para ele sair e entrar para para o púlpito.
E cá está ele, o púlpito. Ao lado uma pintura de Santo António no sermão aos peixes.
Frente ao púlpito este belo vitral com a representação do milagre da Nazaré. Em Sintra? Seria Carvalho Monteiro devoto da Senhora da Nazaré?
O belo chão de mosaico, remete-nos aos descobrimentos.
Perto da capela este belíssimo banco
Já no Castelo, a Chaminé de uma das salas.
Parte superior da chaminé onde se podem observar cenas de caça, na pintura e na pedra.
O chão do Hall de entrada
De uma das janelas, observa-se o castelo dos Mouros.
E pronto . Isto é um pouco daquilo que podem ver. Mas há muito mais que ficou para uma segunda visita, pois o nosso horário não permitia mais. O ideal é passar lá o dia. Espero que tenham gostado.
Provavelmente os meus amigos portugueses conhecem. Eu não conhecia. Fui lá na Quinta-feira numa visita de estudo que adorei e aqui partilho um pouco.
A quinta é o resultado do sonho de um homem, Dr. António Augusto Carvalho Monteiro, que em 1893 comprou a quinta aos barões da Regaleira, concretizado por outro, o arquitecto e cenógrafo italiano, Luigi Manini.
Não vou alongar-me na história da Quinta, uma busca pelo Google, e fica a saber tudo. E na própria visita é distribuído um folheto bem explicativo do local. Cliquem nas fotos para uma melhor visão do seu esplendor.
Aqui uma fonte. que nos remete para a cenografia do arquitecto, pois se assemelha a uma cena cinematográfica, muito embora possa ter várias interpretações. A fonte encimada por 2 golfinhos arcaicos tem por cima uma balança, símbolo da justiça, que termina com duas fitas que se assemelham a serpentes, símbolo do pecado, mas também do conhecimento. Mais acima uma concha que simboliza o renascimento e dentro do circulo as iniciais de Monteiro Carvalho. Será? Ampliando a foto vão reparar que as pernas do M formam um peixe. E todos sabemos que o peixe é o símbolo dos primeiros cristãos. Então será que o MC quer dizer Monteiro Carvalho, ou Maria e Cristo? Rematam a fonte dois obeliscos.
Reparem nas rochas. Tudo é artificial, isto é construído pelo homem, e simultâneamente estas rochas parecem naturais, com desenhos formados pela água. E na realidade são naturais. Elas foram retiradas da Costa marítima de Peniche e "implantadas" aqui.
Várias construções emergem entre o arvoredo.
Esta porta dá acesso único ao púlpito na capela. O que é curioso. Imaginem o sacerdote, dando a missa e depois de ler o evangelho sair para entrar no púlpito e fazer a homilia.
Parte superior da Capela neomanuelina, tem como tema central Maria, com as cenas da Anunciação e Coroação de Maria.
Sob o tecto da entrada este símbolo. À Cruz sobrepõe-se um triângulo.
Símbolo maçónico? Sim, mas também o símbolo da Santíssima Trindade.
E sobre ele o "Olho de Deus"
E cá está ele, o púlpito. Ao lado uma pintura de Santo António no sermão aos peixes.
Frente ao púlpito este belo vitral com a representação do milagre da Nazaré. Em Sintra? Seria Carvalho Monteiro devoto da Senhora da Nazaré?
O belo chão de mosaico, remete-nos aos descobrimentos.
Perto da capela este belíssimo banco
Já no Castelo, a Chaminé de uma das salas.
Parte superior da chaminé onde se podem observar cenas de caça, na pintura e na pedra.
O chão do Hall de entrada
De uma das janelas, observa-se o castelo dos Mouros.
E pronto . Isto é um pouco daquilo que podem ver. Mas há muito mais que ficou para uma segunda visita, pois o nosso horário não permitia mais. O ideal é passar lá o dia. Espero que tenham gostado.
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Quinta da Regaleira,
visita de estudo
1.6.15
POESIA
Mais uma participação numa antologia de poesia. Na página 295.
Por favor cliquem na imagem para ampliar e lerem o poema.
Com as minhas palavras invento o Sonho
terá alma o Sonho?
Saberá dos milhares de crianças chorando
a fome
revoltados
pelo vento que arranca impiedoso
os frutos ainda verdes?
Com as minhas palavras invento a Vida
terá alma a Vida?
Saberá do silêncio dos que nascem
vivem
e morrem
no desespero da solidão?
Com as minhas palavras invento a Liberdade
terá alma a liberdade?
Saberá dos milhares de homens vivendo
dia após dia
hora após hora
a esmagar a raiva que martelam na memória?
Com as minhas palavras invento o Amor
Terá alma o amor?
saberá da indiferença dos que dormem
lado a lado
frustrados
na rotina agonizante do dia-a-dia.
Elvira Carvalho
Porque me dizem que é difícil ler na imagem eis aqui o poema.
29.5.15
DE VOLTA
LAGOS
Ponta da Piedade. Destaque para a rocha do sapato
Eram lacobrigenses os navegadores que descobriram a Madeira, e de Lagos partiu Gil Eanes para dobrar o Cabo Bojador. Lagos foi sempre uma cidade ligada ao mar. O Infante D. Henrique escolheu Lagos para armar as caravelas que partiram em busca da Índia. Na Meia-praia, foi rezada a missa campal antes das caravelas zarparem. Na igreja de S. António, e Museu de Lagos pode o visitante tomar conhecimento deste, e de outros factos.
Para quem gosta de praia, Lagos tem para todos os gostos. Praias de branco e longo areal envoltas em dunas como a Meia-Praia que o saudoso Zeca Afonso imortalizou, e praias recortadas na falésia, com rochas que mergulham num mar de águas límpidas, as praias da Batata, dos Homens, dos Estudantes, do Caldeirão, do Pinhão, da D. Ana, do Camilo, Grande, Canavial, do Porto de Mós, e já quase nos limites da cidade, a 6 Km de distância, a praia da Luz. Temos ainda a Ponta da Piedade, considerada o ano passado uma das mais belas do mundo, e cujas grutas marítimas merecem bem uma visita. De preferência num pequeno barco que pode entrar dentro das grutas e mostrar todo o seu esplendor.
Para quem gosta de passeios pedonais, poucas cidades podem oferecer uma tão vasta avenida à beira-mar para poder passear, enquanto se observa a marina, e toda a baixa antiga da cidade com as suas belas muralhas ou a fortaleza. Da Praça de Armas à Ponta da Piedade, se fazia outrora a Via Sacra durante a Semana Santa. A prová-lo os marcos na estrada.
Para aqueles que mesmo nas férias não descuram a cultura, Lagos oferece além do referido museu, uma biblioteca, um centro cultural, várias galerias de arte o Auditório Municipal, e o centro de Ciência Viva. A poucos km e ainda nos limites do concelho, o Passeio dos Poetas no Parque do Barão de S. João.
Em gastronomia, Lagos também não pede meças a ninguém. Cataplana de mariscos, feijoada de búzios, carapaus alimados, e chocos com tinta, são algumas das iguarias, que pode provar, além claro das sardinhas assadas, que pode acompanhar com o vinho da região. Nos doces, eu pessoalmente sou fã do bolo de café, embora os doces de amêndoa e figo, sejam os mais conhecidos, bem como o famoso D. Rodrigo. Também já famosa é a sua feira concurso Arte doce, que se realiza no último fim de semana de Julho.
Dos espectáculos ao vivo nas ruas, às discotecas, as noites em Lagos são muito animadas.
Dá para perceber que sou apaixonada pela cidade. Mas digam lá não ficaram com vontade de conhecer?
Ah! já me esquecia. Para os amantes dos animais, Lagos tem um jardim zoológico. Onde pode apreciar entre outras espécies, o lince europeu, o lémure de cauda anelada, o lémure castanho de fonte branca, o cisne negro etc.
Aqui estive esta semana apenas em descanso e espero voltar em Julho para férias.
Mais algumas fotos para quem não conhece
O famoso D. Sebastião de Cutileiro
Centro das muralhas
S. Gonçalo de Lagos
Banca de peixe no Mercado Municipal
O arco da Muralha na Praça de Armas
Praia da Batata
18.5.15
DOIS EM UM COMO NO SUPER
1º Parabéns ao Benfica e a todos os benfiquistas pela conquista do campeonato.
2º O Sexta, atingiu hoje o número de 15.000 comentários. Em 780 publicações o que dá uma média de quase 20 comentários por publicação. Para quem não tem muitos seguidores, e não apresenta textos de autores famosos que possam ser procurados, eu penso que é muito bom. Então eu acho que vós estais de parabéns. Para mim sois os melhores leitores do mundo. Não vos limitais a ler. Vocês lêem e comentam o que lêem permitindo-me um feed que me ajuda a tentar ser melhor.
Muito obrigada amigos/as. Para vós desejos de uma óptima semana e
2º O Sexta, atingiu hoje o número de 15.000 comentários. Em 780 publicações o que dá uma média de quase 20 comentários por publicação. Para quem não tem muitos seguidores, e não apresenta textos de autores famosos que possam ser procurados, eu penso que é muito bom. Então eu acho que vós estais de parabéns. Para mim sois os melhores leitores do mundo. Não vos limitais a ler. Vocês lêem e comentam o que lêem permitindo-me um feed que me ajuda a tentar ser melhor.
Muito obrigada amigos/as. Para vós desejos de uma óptima semana e
14.5.15
MARIA PAULA - FINAL
Aquele dia de Julho,
amanhecera radioso, cheio de sol, e calor, contrastando com a tristeza, que
Maria Paula carrega no seu coração, prenhe de saudades.
Como de costume tomou o
pequeno-almoço com a família e depois seguiu para o emprego, acompanhada pelo
irmão. Pedro entrava no escritório uma hora mais tarde, mas habituara-se a
acompanhar a irmã, e gostava de o fazer. O caminho ficava mais curto, enquanto
eles conversavam. Falavam da situação do país, dos seus empregos, dos sonhos
que ele tinha de voltar à Universidade. Às vezes, dizia-lhe que era preciso
esquecer, que devia arranjar um namorado. Ela limitava-se a sorrir com
tristeza. Maria Paula, nunca amara ninguém até conhecer Diogo, e sabia,
sentia-o dentro de si, nunca o iria esquecer. Ela era como seus avós. Mulher de
um só amor, capaz de por ele viver, ou morrer. E o seu amor era Diogo.
Diogo! Que seria feito dele?
Já teria regressado? E lembrar-se-ia dela? Maria Paula, tinha a certeza que sim.
Ela, iria ser para sempre, uma lembrança no coração de Diogo, ainda que nunca
mais se vissem, ainda que ele voltasse a apaixonar-se e casasse com outra. Ela
não se casaria. Decidiu-o no dia em que acabara o namoro, seis meses atrás.
Que seria feito dele? Já
teria terminado a comissão? Ela sabia que ele deveria voltar em Julho, mas com
a situação a piorar dia após dia em Luanda, quem garantia que as datas seriam
cumpridas?
Nunca um dia demorou tanto a
passar. Sentia-se tensa, nervosa.
Parecia-lhe que o ar estava carregado de electricidade, como se estivesse para se abater sobre ela uma tempestade.
Às seis o irmão telefonou a
dizer que tinha surgido um imprevisto, e portanto não a iria buscar.
“Mais essa” - pensou
Às sete despediu-se do
patrão, que fechava a caixa, e saiu para a rua. Afastou uma madeixa de cabelo
que lhe caia sobre o rosto, respirou fundo e encetou a caminhada rumo a casa.
- Maria Paula!
A jovem parou repentinamente
como se um muro invisível a travasse. A voz soara nas suas costas com a força
de um tiro, em noite calma. O coração batia freneticamente. O que era aquilo?
Um sonho?
- Maria Paula!
Rodou sobre si mesma, e, o
seu olhar mergulhou no olhar de Diogo.
Nada do que o jovem tinha ensaiado, precisou ser dito. Quando dois corações batem em uníssono, não são precisos discursos. Depois ele abriu os braços e ela aninhou-se no seu peito,
num abraço sem palavras, cada um ouvindo apenas, o coração do outro.
Fim
Maria Elvira Carvalho
Fim
Maria Elvira Carvalho
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