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3.7.22

DOMINGO COM HUMOR


 Um dia a menina loira chegava da escola quando encontrou a mãe, diz a loira:

- Mãe, a professora ensinou-me que a mão esquerda é esta!
E diz a mãe:
- Muito bem filha! E qual é a direita?
Responde a filha:
- Ahhh… essa ai só me vai ensinar amanhã…


Numa reunião da Cooperativa Alentejana, diz um dos Alentejanos:
- Compadres, este ano vamos comprar uma máquina nova para apanhar azeitonas que faz tudo sozinha, ela recolhe as azeitonas das árvores, separa as folhas e ramos partidos e até retira os caroços.
Continua o alentejano:
- Vamos aumentar imenso a nossa produtividade e poupar muito na  mão-de-obra.
Diz um dos outros alentejanos:
- Isso parece realmente muito bom, compadre, mas diga-me lá, essa máquina também faz sexo?
Responde o primeiro:
- Sexo?! Oh compadre, claro que não…
Explica o segundo:
- Antão deixe-se lá dessas modernices e  manda vir as moças do ano passado!



Uma mulher apaixonada envia um SMS, com muito amor, ao seu amado alentejano, dizendo:
“Meu amor, se estás a dormir, envia-me os teus sonhos!
Se estás a rir, envia-me o teu sorriso!
Se estás chorando, envia-me as tuas lágrimas!
Eu amo-te!”
Ao que o alentejano responde:
- Mê amore… tou cagando. Queres que te envie alguma coisa?


Um casal estava fazendo amor de madrugada.
De súbito ouve-se um barulho e a mulher diz aflita:
- Ai meu Deus, o meu marido chegou! Foge!
O homem salta da cama, enfia as calças, corre para a janela que abre em desespero e se manda meio nu do primeiro andar. Cai em cima do campo das roseiras, e fica uns minutos meio atordoado e todo arranhado.
Uns cinco minutos depois levanta-se e volta a casa furibundo:
- Desgraçada, o seu marido sou eu!
Ao que a mulher responde com a maior calma.
- Ai é? E pulou porquê seu traidor? Pensou que estava na casa da sua amante?


Durante uma visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes pergunta ao diretor:
- Qual o critério que vocês usam para saber quem necessita de internamento aqui?
-Nós usamos o teste da banheira, - responde o diretor
-Que teste é esse, - interroga o visitante.
- Nós enchemos uma banheira de água. Ao lado colocamos uma colher, um copo e um balde. Depois pedimos à pessoa que esvazia a banheira. Da madeira como ela realizar a tarefa decidimos se precisa ou não de internamento.
-Compreendo, - diz o visitante. Uma pessoa normal usaria o balde que leva muito mais água que a colher e o copo.
- Não, - diz o médico. Uma pessoa normal simplesmente tiraria o ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria...


Um aluno reprovou e a mãe foi pedir explicações ao professor.
- O seu filho copiou o teste de um colega.
-E como sabe que não foi o colega que copiou dele?
- Porque na última resposta o colega escreveu: não sei, e o seu filho escreveu; e eu também não


Um jovem entra num consultório médico e diz:
- Muito obrigado, doutor, porque os seus tratamentos beneficiaram-me imenso.
- Mas eu não me lembro de o ter tratado.
-É verdade, mas tratou o meu tio e eu sou o herdeiro.

1.7.22

MEDO DE AMAR - PARTE XXIV







Depois de uma risada geral, Gonçalo disse:

- Maninha, gostei muito do jantar, mas tu estás no teu lar e nós não. Está na hora de recuperar a minha mulher e regressar a casa. E outra coisa, a Matilde pergunta se a prima pode ir dormir lá em casa. Parece que elas não se cansam de estar juntas.

- Claro que pode, mas por favor vê se a trazes a seguir ao almoço. Precisa de estudar e também de brincar com o irmão. Ele sente a falta dela.

Despediram-se e pouco depois os quatro partiam.

- Enfim sós, - disse Fernando abraçando-a e beijando-o. Meu Deus não me canso de te beijar. Vamos para a sala? Pareceu-me perceber que a conversa que as duas tinham era importante. Não quero saber os vossos segredos, mas parecias perturbada e quero saber se alguma coisa te preocupa. Amo-te, o sonho de toda a minha vida é casar contigo, mas apesar de retribuíres os meus carinhos, sinto que não te entregas como uma mulher apaixonada.

Levara-a para a sala, onde se sentaram os dois no sofá.

-Que se passa? Não consegues esquecer o Quim? Ou sou eu que não consigo despertar o teu amor. Porque eu sei que me desejas como eu te desejo. Seria parvo se não o sentisse. A química entre nós é muito forte. Mas desejo não é amor, nem é apenas o teu corpo que desejo. Eu só ficarei feliz se me entregares o teu coração a tua alma, porque a minha sempre foi tua. Queres falar?

- Tens razão. Vivi muito tempo presa às recordações do Quim e sempre pensei que nunca mais me interessaria por outro homem. Pensava que se o fizesse estrava a atraiçoar a sua memória. Todavia o teu amor, a tua persistência, o carinho com que tratas os meus filhos, conquistou o meu coração, e os teus beijos, as tuas carícias despertaram os meus sentidos, o meu corpo deseja mais, mas o meu medo é maior que o meu desejo, e os meus sentimentos.

- Medo? – perguntou Fernando incrédulo. Se ela lhe tivesse dito que via o falecido cada vez que se beijavam, não teria ficado tão surpreendido.  Sabia que para a conquistar, teria que lutar contra a recordação do seu primeiro marido, e receava-o. Temia que a recordação de Quim se instalasse entre ambos, como um fantasma, mas medo?

- E do que tens medo, querida? De que defraude as tuas espectativas e não te faça feliz? De que te seja infiel? Acaso não sabes que te amo desde que te vi a primeira vez, quando a tua mãe regressou da maternidade e te apresentou a mim e ao Gonçalo. Tu dormias serenamente, as faces rosadas competindo como a cor da mantinha que te envolvia.

 Eras o bebé mais bonito que eu vira na minha curta vida. Perguntámos se te podíamos acariciar e quando a tua mãe disse que sim, eu beijei-te, tu abriste os olhitos e eu acreditei que o meu beijo te tinha acordado, tal como o beijo do príncipe acordou a bela adormecida. E que um dia casarias comigo tal como na história.

 Depois tal como nós fomos crescendo assim o meu amor por ti se foi intensificando. Quando terminaste o secundário, o Gonçalo perguntou-me porque não te dava conta dos meus sentimentos, mas eu pensava que tu eras minha jovem, e que talvez não estivesses preparada para a intensidade do meu amor. Decidi esperar até que terminasses a Universidade e toda a vida me tenho arrependido disso. Porque então apareceu o Quim…

-Meu Deus, Fernando. Eu desconhecia por completo esse sentimento e tens razão eu não teria entendido, se me tivesses contado. Para mim eras um irmão, como o Gonçalo, apesar de não termos o mesmo sangue. Foram precisos doze anos de afastamento e uma vida pelo meio, para que hoje te ame como uma mulher deve amar um homem que deseja para companheiro de uma vida. O meu medo, é de te perder. De te acontecer alguma coisa e eu sei que não conseguiria passar pelo mesmo sofrimento que passei há três anos. Desta vez, eu sei que endoideceria.

 

30.6.22

PARA MEDITAR



- Estás à espera de quem?

- Já não espero ninguém! Estou só a usufruir a brisa passar...
- Não
tens família?
- Tenho! Deixei de esperá-los...
- Estão zangados?
- Não! Estamos resolvidos, de bem...Com a vida!
- Como assim?
- Aprendi com os anos de caminho que não devemos esperar ninguém!
- Mas...Uma mãe deve esperar sempre os seus filhos...
- Por muitos anos achei que sim...Depois aprendi que só esperámos na ilusão de posse...
No dia em que entendemos que ninguém pertence a ninguém, que até os filhos são do Universo...
Passámos a Ser livres para receber, sejam os filhos ou tudo o que a vida nos reserva!
- E quando os filhos não chegam?
- Quem nada, nem ninguém espera, tudo é só vida a acontecer...
- É difícil de entender!
- Eu sei. Fomos iludidos a sentir amor como apego, quando a verdade é que o autêntico Amor é saber desapegar, Amor é liberdade para amar sem prender, para amar permitido ao outro voar!
- E não sentes solidão?
- Ela não existe para quem resgatou para si o direito de também continuar a voar...
E hoje, mesmo de forma diferente, aceito e ajusto e continuo a permitir-me ao meu voo!
- E quando não conseguires?
- Eu acredito que quem se permite a Ser livre, a morte chegará leve, quando o meu corpo físico deixar de poder voar, partirei de regresso a casa!
E sabes...
Acredito também que esse é o propósito da vida, nunca deixar de voar,
Para em Alma voo para Sempre Ser!
Até lá...
Vou continuar a usufruir simplesmente a brisa passar...

(D.A)


Recebido por email, gentileza do amigo Joaquin Duarte



Alguém me sabe explicar porque é que blogues que eu sempre comentei, agora não me deixam fazê-lo e sempre me aparece a mensagem "Este blogue só aceita comentários de membros do grupo." É moda nova?


29.6.22

ÚLTIMO POEMA, NESTE MÊS DE JUNHO, EM QUE HOMENAGEEI JOSÉ SARAMAGO

Desta vez à Quarta-Feira porque ontem foi dia de festa para o filhote.





Alegria
Já ouço gritos ao longe 
Já diz a voz do amor 
A alegria do corpo 
O esquecimento da dor 

Já os ventos recolheram 
Já o verão se nos oferece 
Quantos frutos quantas fontes 
Mais o sol que nos aquece 

Já colho jasmins e nardos 
Já tenho colares de rosas 
E danço no meio da estrada 
As danças prodigiosas 

Já os sorrisos se dão 
Já se dão as voltas todas 
Ó certeza das certezas 
Ó alegria das bodas 


- José Saramago, em "Provavelmente alegria". Lisboa: Editorial Caminho, 1985.

28.6.22

PORQUE HOJE É O TEU DIA, PARABÉNS FILHO.

 Nasceste a 28 de junho, noite de S. Pedro, há  42 anos . Eras tão pequenino. Uma miniatura de gente 

 A  primeira ida à praia....

As  primeiras férias no Algarve
Um pouco mais velho com o pai

aos sete anos
Na adolescência, A fase do cabelo comprido...

Quando terminou o secundário...
Antes da ida para a marinha... Que pena não tenho nenhuma foto fardado.
A fase de galã...
Com a namorada...
Ainda no hospital, com a  sogra, quando veio mostrar-nos a  primeira filha acabada de nascer.

Com a mulher...

Na casa do seu clube do coração
Numa foto com a mulher e Mariana a filha mais velha

Numa foto recente com as duas filhas Mariana e Margarida à espera da transmissão do jogo.


Parabéns filho!  Nós teus pais, desejamos-te uma longa vida cheia de saúde e felicidade junto da tua mulher e filhas.

27.6.22

MEDO DE AMAR - PARTE XXIII




Miguel já adormecera há muito, e as duas adolescentes, por estarem de férias e terem autorização para dormir mais tarde, viam um filme na TV.

Aproveitando que estavam sozinhas, Helena perguntou:

- Como está a tua relação com o Fernando?

- Não sei se posso dizer que tenho outra relação que não seja a de empregada patrão, além da amizade que sempre tivemos.

-Mas, todos sabemos do amor que te tem, e com esta convivência mais assídua, não surgiu nenhuma chama entre vocês? Nem um beijo? Desculpa a curiosidade, mas ele disse ao teu irmão que tinha muita esperança de que em breve aceitasses o seu amor.

- Na verdade temos trocado uns beijos apaixonados. A química entre nós é muito grande, mas não consigo esquecer o Quim e a sua morte repentina. Morro de medo de me entregar de corpo e alma a um novo sentimento e de um momento para o outro voltar a sofrer um desgosto igual.

-  Não chegaste a procurar a ajuda de um psicólogo? Laura, precisas de ajuda especializada para ultrapassar esse pânico. O próprio Fernando te podia ajudar, mas se não queres contar-lhe, posso dar-te o número de telefone de uma psicóloga. Ela é muito boa, foi ela que ajudou a Rita a ultrapassar o divórcio do seu primeiro marido, que quase a destruiu.

Não podes viver com esse pânico, agora que te apaixonaste de novo. Nem renunciar a uma vida que não só te iria fazer feliz, mas que seria igualmente boa para as crianças. Elas adoram-no. E necessitam de alguém que ocupe o lugar do pai nas diversas situações que vão encontrar na vida, para os ajudar a encontrar o caminho certo.

Tu sabes que criei a Matilde sozinha. Eu pensava que lhe bastava e que ela era feliz. No entanto a sua alegria, quando conheceu o pai e a Matilde de agora que casamos e ela sente a presença do pai todos os dias é uma jovem muito mais equilibrada e feliz.

 Talvez a Sara, nunca encare o Fernando como um pai, ela tem viva a memória do Quim, mas ela adora-o e vai sempre vê-lo como um tio querido. Mas para Miguel é totalmente diferente. Primeiro porque os rapazes por norma sentem sempre mais a falta de uma figura masculina, que seja o seu herói, depois ele nunca conheceu o pai.  

-Eu sei tudo isso, repito-o a mim mesma, vezes sem conta. Sei que o Fernando os ama muito, conheço-o desde criança e embora estivéssemos  afastados vários anos após ter conhecido e casado com o Quim, ele sempre esteve presente em casa dos meus pais e junto do Gonçalo.  É um homem de sentimentos firmes, que amava muito os seus pais e que se sente solitário e carente desde que eles morreram. 

Sei que será um bom pai para os meus filhos, mas a o meu medo é maior de que tudo o resto.  eu não conseguiria resistir a outra morte repentina, a passar pelo mesmo que já passei com o Quim. Tu não sabes o que é estar com uma pessoa que amas de todo o coração, a passar um serão em família, e de um momento para o outro ele diz que está com uma dor de cabeça terrível. Levantei-me para ir buscar um comprimido e um copo de água e quando voltei já estava inconsciente.

 Chamei a ambulância, que o levou para o hospital e fiquei à espera que uma amiga chegasse para ficar com a Sara. Quando cheguei ao hospital disseram-me que ele chegara já sem quaisquer sinais vitais e que não conseguiram reanimá-lo.   Não houve tempo para um beijo, para um amo-te, para nada que o pudesse consolar naquela hora.

-Deve ter sido extremamente doloroso, para ti, mas devia consolar-te a certeza de que ele não sofreu. E já se passaram mais de três anos. O teu coração começa a abrir-se de novo para o amor. Não podes deixar que esse medo irracional te vença.

A vida é mesmo assim acontece a qualquer um a qualquer hora. De um aneurisma, de um ataque cardíaco, de um acidente de automóvel. Pega o telemóvel e toma nota do número da minha amiga psicóloga. Ou abre o teu coração para o Fernando, ele pode ajudar-te.

- Mas o que fazem vocês as duas, aí a cochichar? - disse Gonçalo entrando na cozinha.

- Não sentes as orelhas a arder? – perguntou Fernando rindo-se atrás dele.

26.6.22

HUMOR AOS DOMINGOS.




Dois grupos alugaram um autocarro de dois andares para irem passear até ao jardim zoológico, era um grupo de loiras e o outro de uma casa de reformados. O grupo de reformados ficou no andar de baixo e as loiras ficou no andar superior.

Logo que a viagem começa, o grupo de baixo sempre muito animado está a divertir-se imenso. Um dos velhinhos apercebe-se que não ouve nada do andar superior e, sendo ele um perfeito cavalheiro, decide ir até lá investigar. Quando chega ao andar de cima, vê as loiras todas com um ar muito assustado, espantadas e agarradas ao banco da frente. Ele pergunta:
- Que diabo se passa aqui? Lá em baixo estamos a divertir-nos imenso!

Uma das loiras olha e diz:
- Sim, mas vocês têm um condutor!




A jornalista tenta iniciar uma entrevista com um alentejano, que minuciosamente estudava o firmamento, debaixo do chaparro. Então, virando-se para o alentejano, diz:
- Aquele monte além dá trigo?

E o alentejano:
- Nã dá nada…

E, continua a jornalista:
- E dá batata?

E o alentejano:
- Nã dá batata não…

E, mais uma tentativa, a jornalista:
- Então dá centeio?

O alentejano:
- Nã dá nada porra!!

A jornalista, para não desistir da entrevista, faz mais uma tentativa:
- E semeando milho?

E o alentejano responde:
- Ahhh! Semeando já é outra conversa…



Numa cidade do interior, todas as mulheres que traiam o marido, ao se confessarem ao padre, diziam que haviam caído no buraco. O velho padre morreu, e entrou um padre novo que não tinha conhecimento do buraco. E varias mulheres durante a confissão diziam-lhe todas o mesmo: que tinham caído no buraco. O padre como desconhecia a história, ia dizendo:

- Mas isso não é pecado minha filha.

Certo dia o padre foi falar com o Presidente da Câmara. Disse-lhe que ele deveria fechar as ruas da cidade, porque estavam com muitos buracos. O Presidente como já sabia da história por conversas anteriores com o antigo padre, começou a rir-se. Então o padre respondeu-lhe:

Não sei porque se ri. A sua mulher esta semana já caiu três vezes...




O sexo visto por diferentes profissionais: 

Para os médicos, é uma doença, porque acaba sempre na cama.

Para os advogados, é uma injustiça, porque há sempre um que fica por baixo.

Para os alentejanos, é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

Para os arquitetos, é um erro de projeto, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

Para os políticos, é um ato de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

Para os economistas, é um efeito perverso, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe bem o que é ativo, ou passivo, ou se há valor acrescentado.

 Para os contabilistas, é um exercício perfeito: entra o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Em alguns casos, pode ainda gerar dividendos.

Para os matemáticos, é uma equação perfeita. A mulher coloca a unidade entre parênteses, eleva o membro à potência máxima e extrai-lhe o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

 Para os psicólogos, é f***** de explicar.




Numa convenção subordinada ao tema "sexualidade", o orador a páginas tantas questiona a audiência:

- Quem é que daqui, faz amor todos os dias, levante o braço.
Vários braços se levantaram.
De seguida, continua o orador:
- Podem baixar. Quem é que daqui, faz amor uma vez por semana, levante o braço.
Mais alguns braços se levantaram.
- E quem é que daqui, faz amor uma vez por mês, levante o braço.
Mais alguns braços se levantaram.
Podem baixar. E quem é que daqui, faz amor uma vez por ano?
Ninguém se mexia. Nisto um homem bem no fundo da audiência levantou o braço todo contente e disse:
- Eu! Eu faço amor uma vez por ano! Eu!...
Diz-lhe então o orador:
- Então o senhor faz amor uma vez por ano e está todo contente?
- É que calha hoje!...  calha hoje!...- respondeu o homem.



24.6.22

A MINHA REFLEXÃO, LEMBRANDO O S. JOÃO DE OUTRORA

 



O S. João que hoje se comemora um pouco por todo o país, com maior intensidade no Porto e em Braga, que o têm por padroeiro.
 A verdade é que os maiores festejos - exceto os religiosos - ocorreram ontem dia 23, véspera do dia do Santo. Há uns sessenta anos atrás, não existia TV, embora ela tivesse chegado a Portugal, em mil novecentos e cinquenta e sete, só uma escassa minoria possuía a  caixinha mágica, que iria alterar os costumes e tradições. E para falar verdade, nem sentíamos na altura que fizesse muita falta. Nas noites quentes de Verão, o povo sentava-se à porta de casa, olhando as estrelas, sonhando com um futuro melhor para os catraios que brincavam na rua, saltando ao eixo, jogando à macaca, ou correndo atrás de uma bola feita de trapos, ou de bexiga de porco.
Pelos santos populares, na Seca da Azinheira, o pessoal residente, juntava-se no início da rua das "casas novas". Era assim que nós chamávamos ao grupo de casas que existiam na Seca e onde habitavam os empregados de escritório, os encarregados, os eletricistas e os ferreiros. Nós vivíamos a uns trezentos metros, num barracão de madeira isolado, mas um dos eletricistas era irmão do meu pai, e tinha dois filhos um pouco mais velhos que eu, daí que no Verão, quando o pai não aproveitava a noite para cavar ou regar o quintal, íamos para as "casas novas" brincar com os primos e as outras crianças aí residentes, enquanto os pais se entretinham em conversas sobre a vida e os seus problemas. 
No S. João, o meu pai, fazia todos os anos. um enorme balão de papel colorido.  
Lembro-me que levavam umas tochas feitas com desperdícios, embebidas em petróleo, que enquanto ardiam mantinham os balões no ar. Quando se apagavam o balão começava a perder o ar quente que o mantinha lá em cima e acabava por cair atraído pela gravidade.
 Os mais velhos faziam uma fogueira no meio da rua, e sentados junto ao muro, do quintal da casa mais próxima, contavam histórias, enquanto davam um olhinho pelos mais novos. E nós, crianças, corríamos atrás dos grandes besouros, que sempre apareciam nesta altura do ano. E fazíamos rodas à volta da fogueira e quando ela ficava mais fraca, obtínhamos permissão dos pais para a saltar. Convivíamos. 
Todos se conheciam, todos se ajudavam. No dia seguinte cumprimentavam-se, comentavam a noite anterior, e acabavam com um "No São Pedro lá estaremos".  
Eu tenho saudades desse tempo. Não da repressão, nem da miséria em que vivíamos, mas da ligação que havia entre as pessoas.
 Hoje  juntam-se às centenas, às vezes milhares, todas no mesmo espaço, em concertos, ou no futebol, saltam, gritam, mas não se conhecem, e quando o evento acaba, são de novo desconhecidas. Estão juntas e simultaneamente estão sozinhas. Estão ligados ao mundo, através dos seus telemóveis e das redes sociais, mas não sabem o nome de quem têm ao lado.  
 É como se as pessoas se tivessem transformados em ilhas. Podem estar distantes, ou mesmo ali ao lado, mas não se tocam. Vivem em prédios de vários andares e não conhecem às vezes nem o vizinho do lado. Não há convívio. Não se respeita o outro, a vida humana deixou de ter valor, os homens  matam-se pelos motivos mais fúteis. Apetece perguntar "Quo vadis, Humanidade?"
É urgente que a Humanidade pense em ser ponte. Em união. Em AMOR.
Bom S. João, e bom fim de semana.