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27.6.18

O DIREITO À VERDADE - X





Lena pensara visitar alguns monumentos nessa mesma tarde. Perguntou ao empregado que lhe serviu o almoço, se estava muito longe do Convento e Igreja de Santa Cruz.  Ele respondeu-lhe que atravessava a rua e cortava na próxima rua à esquerda ao fundo dessa rua, ficava a Praça 8 de Maio onde ficava o Monumento.
Acabou de almoçar, pagou e saiu para a rua. Distraída, viu a passadeira à sua frente, e sem reparar que o sinal estava vermelho, atravessou a estrada. Ouviu o chiar dos travões que no entanto não evitaram que o carro lhe batesse e a fizesse cair um pouco mais à frente. Meio zonza, ouviu a porta do carro bater e viu um longo par de pernas que se aproximava, enquanto dois jovens saiam do passeio para a ajudar a levantar-se.
- Está doida? – Perguntou uma voz furiosa. Quer matar-se, faça-o, mas onde não meta os seus semelhantes em trabalhos.
Não o olhou. Tão pouco lhe respondeu. Agradeceu aos dois jovens que a ajudaram e tentou atravessar a passadeira, agora já com o sinal verde para os peões.  Uma mão forte cerrou-se no seu braço, como se fora uma argola de aço.
- Onde é que pensa que vai?
- Seguir o meu caminho, - disse levantando o rosto para se encontrar com os olhos cinzentos mais extraordinários que tinha visto na sua curta existência.
- Não vai, não. Vai entrar no carro e vou levá-la ao hospital, fazer exames ver se está bem. Não quero ter nenhuma surpresa desagradável daqui a algum tempo, - disse levando-a para a porta do carro que abriu.
- Entre, o sinal vai abrir e os carros que estão aí atrás vão fazer uma serenata, que não lhe vai agradar.
Esperou que ela entrasse, fechou a porta, e foi sentar-se ao volante no momento em que o sinal abria de novo e os carros atrás de si, começavam a apitar.
O homem conduziu em silêncio durante uns minutos. A jovem sentia o corpo dorido, mas não acreditava que tivesse algum osso partido. Não se atrevia a olhar o homem a seu lado, que lhe parecera bastante rude, embora ela reconhecesse que ele tinha razão. Ela atravessara a estrada sem olhar ao sinal e  podia dar graças a Deus e à perícia masculina se o choque não foi bem mais grave. Ainda assim doía-lhe bastante a anca do lado esquerdo.
-Tem muitas dores? Já estamos a chegar ao hospital.
Surpreendeu-se com o tom amável, quase amistoso do homem, tão diferente do anterior.
- Um pouco. Peço desculpa pelo transtorno. Ia completamente distraída.
- Eu também lhe peço desculpa. Fui demasiado rude consigo. Ainda não sei o seu nome. O meu é Cláudio.
-Helena.
- Muito bem Helena, Chegámos, - disse estacionando o automóvel.



Coitada da Helena. Vai ficar quatro dias no hospital :)))
Esta história volta segunda feira





19.9.09

MONUMENTO PAZ E AMIZADE




Prometido é devido. Hoje consegui dar um "pulinho" à Praça da Amizade no Barreiro frente ao Fórum e fotografar para vós o Monumento. Que é muito bonito todo em placas de mármore trabalhado em baixo relevo. Não dá para ver a beleza do desenho nos painéis de mármore, a máquina não é muito boa, e havia demasiada luz a incidir nos painéis. Mas dá para ver alguma coisa.
Quanto ao pintor, poeta, escultor, que alguém me disse não conhecer num comentário que me deixou é por demais conhecido e basta fazer uma pesquisa para encontrar os inúmeros trabalhos por ele executados, em Moçambique, em Portugal, além desta obra no Barreiro, foram já feitas várias exposições da obra do artista. Em Coimbra, na Amadora etc. Poderá tomar conhecimento com a obra do artista AQUI .

NOTA:
PARA QUEM VIVE PERTO DO BARREIRO, MALANGATANA, ESTARÁ HOJE DIA 19 PELAS 18,30H NA LIVRARIA BERTRAND NO FÓRUM DO BARREIRO PARA CONFRATERNIZAR COM OS SEUS ADMIRADORES E DAR AUTÓGRAFOS.

BOM FIM DE SEMANA