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8.7.18

ERICEIRA - A PRINCESA DO SURF

Freguesia do conselho de Mafra, Ericeira é uma vila muito antiga.  Diz-se que Ericeira, significa terra de ouriços. Se seriam os ouriços do mar, como o povo diz ou o ouriço-cacheiro, como dizem os historiadores, já é outra conversa.  Mas a julgar pelo desenho,no antigo brasão da vila, existente no Arquivo-Museu da Misericórdia, seria mesmo o ouriço-cacheiro, o responsável pelo nome da Vila.  Uma outra versão que encontrei na Marinha de Guerra Portuguesa, diz que os Fenícios chegaram ao local onde hoje se situa a Ericeira por volta do ano 1000 a.C. Á época da invasão romana da Península Ibérica, existiria no local das Furnas, um Santuário dedicado à deusa Ericina, cujo culto original se situava no monte Erix na Sicilia. Então o nome também poderá advir dessa deusa. 
O seu primeiro foral data de 1229, concedido pelo Grão-Mestre da Ordem de Aviz, D. Frei Fernão Rodrigues Monteiro, que instituiu o Concelho da Ericeira, mas a sua história é muito mais antiga, sendo provavelmente anterior mesmo à sua ocupação pelos fenícios.Na carta do foral, faz-se referencia aos pescadores, pelo que deduz-se seria uma povoação que vivia essencialmente da pesca.


O seu porto, foi pólo de grande desenvolvimento, chegando a ser considerado o quarto do país, logo atrás de Lisboa, Porto e Setúbal. Com o avançar dos caminhos-de-ferro do Oeste, o seu porto foi perdendo influência. 

Na reordenação administrativa de  1855, Ericeira deixou de ser Concelho, passando a pertencer ao Concelho de Mafra. Nos finais do século XIX a pesca de sardinha conheceu na Ericeira um dos seus meios de desenvolvimento, tendo chegado a empregar nela cerca de 500 pescadores.



Aqui se diz que a rainha D. Maria Pia tomava banhos nesta praia e foi, na praia dos Pescadores na Ericeira que no século passado, D. Manuel II, sua mãe e avó, (a rainha D. Amélia e D. Maria Pia) embarcaram na fuga para o Brasil, aquando da implantação da República. 




Hoje o turismo é a principal fonte de desenvolvimento da Ericeira. Cercada de belas praias,com uma alta concentração de iodo, e um belo clima, e uma boa oferta hoteleira, a Ericeira é muito procurada pelos veraneantes. 





Sendo a única reserva mundial de surf  na Europa, e a terceira no mundo,  a freguesia é conhecida mundialmente pelos praticantes de surf e bodyboard, especialmente as praias de Foz do Lizandro, e a Ribeira d'ilhas.
Situada, a 35 Kms de Lisboa, 18 de Sintra e 8 de Mafra, a vila beneficia também dessa proximidade.
O Sumol Summer Fest, maior evento de música reggae do país, que se realiza todos os anos na Ericeira em Julho, trás à vila milhares de pessoas, na sua maioria jovens. 





Para quem gosta de conhecer bem o local onde passa férias, aconselho uma visita ao Forte de Milreu, também 
conhecido por Forte de S. Pedro, ao Forte Nossa Senhora da Natividade. Podem ainda visitar a Igreja Paroquial de S. Pedro, ou às 4 capelas existentes na freguesia.










Na gastronomia, existem variados e saborosos pratos de peixe, marisco. Destaque para os pratos de choco, que dão origem até a um festival gastronómico.

Boas Férias.
.


fonte: A
Meus passeios e estudos.

15.6.18

A BELA CIDADE DE LAGOS - ALGARVE



A ponta da Piedade com a famosa rocha do sapato que é atualmente a foto do cabeçalho do blog.

Vou continuar agora deslocando-me até ao sul. À cidade de Lagos, a minha cidade por adoção. Por ser a cidade do mais-que-tudo.
.Situada no barlavento algarvio, a poucos Kms da ponta de Sagres, Lagos é uma cidade cheia de história. E segundo ela,  a história, foi conquistada aos mouros em 1249, e recebeu o primeiro foral em 1266, no reinado de D. Afonso III. Contudo é no reinado de D. Afonso IV que atinge grande importância devido aos descobrimentos Portugueses.
Eram lacobrigenses os navegadores que descobriram a Madeira, e de Lagos partiu Gil Eanes para dobrar o Cabo Bojador. Lagos foi sempre uma cidade ligada ao mar. O Infante D. Henrique escolheu Lagos para armar as caravelas que partiram em busca da Índia. Na Meia-praia, foi rezada a missa campal antes das caravelas zarparem. Na igreja de S. António, e Museu de Lagos pode o visitante tomar conhecimento deste, e de outros factos.
Infelizmente foi talvez um dos maiores centros de escravatura do mundo. À sua baía chegavam os barcos carregados de escravos que eram depois vendidos no mercado de escravos, um edifício agora transformado em museu.  Actualmente está no local, uma exposição a não perder sobre o assunto.


Para quem gosta de praia, Lagos tem para todos os gostos. Praias de branco e longo areal envoltas em dunas como a Meia-Praia que o saudoso Zeca Afonso imortalizou, no tema, Os índios da Meia-Praia, e praias recortadas na falésia, com rochas que mergulham num mar de águas límpidas, as praias da Batata,( que já foi em tempos, a única praia do mundo com porta de entrada) dos Homens, dos Estudantes, do Caldeirão, do Pinhão, da D. Ana, (cujas obras de recuperação foram objecto de grande polémica)  do Camilo,  a praia Grande, Canavial,  Porto de Mós, e já quase nos limites da cidade, a 6 Kms de distância, a praia da Luz, (tristemente conhecida pelo caso Maddie) Temos ainda a Ponta da Piedade, cujas grutas marítimas merecem a pena visitar. De preferência num pequeno barco que pode entrar dentro das mesmas, e mostrar todo o seu esplendor. No You Tube há um vídeo de uma visita a estas grutas que não trouxe para o blog por ser um pouco extenso.
Para quem gosta de passeios pedonais, poucas cidades podem oferecer uma tão vasta avenida à beira-mar para poder passear, enquanto observa a bonita marina, ou correr, para os amantes do desporto. Toda a baixa antiga da cidade com as suas belas muralhas, e a fortaleza, são um regalo para a vista.
Para os que não gostam das cidades que cresceram desordenadamente, (eu não gosto) Lagos tem a particularidade de se manter dentro do perímetro das muralhas quase como existia nos séculos passados, se exceptuarmos a enorme Avenida das Descobertas, roubada à baía em 1960, pois todo o crescimento da cidade, com modernos e altos prédios ocorre na parte alta, fora das muralhas, espaço onde outrora se situavam as fazendas agrícolas. Logo à saída das muralhas, e antes das construções modernas da cidade, encontra-se o Parque da cidade. Integrado nele, um grande e subterrâneo parque de estacionamento, à entrada do qual se podem ver algumas das ruínas do local, pois era aqui que na Idade Média, existia a Leprosaria. Aqui foram também descobertos, várias ossadas de indivíduos de raça negróide, o que leva a crer, que os senhores de escravos, quando aplicavam castigos que resultavam fatais, os mandavam enterrar no cemitério anexo à Leprosaria, já que ninguém se atreveria a qualquer investigação naquele local.


 E porque não um passeio a pé entre a cidade e a Ponta da Piedade observando os marcos que serviam de estações, quando na Semana Santa se fazia a via Sacra.
Para aqueles que mesmo nas férias não descuram a cultura, Lagos oferece além do referido museu, uma biblioteca, um centro cultural, várias galerias de arte e o Auditório Municipal, um museu de cera. Ainda na baixa, o belo edifício do Mercado Municipal, que agora apresenta uma dedicatória-homenagem à grande Sophia de Mello Breyner.


 Neste edifício, praça de peixe no rés-do-chão, e de frutas no primeiro andar, existe ainda um terraço, no qual se pode desfrutar de uma panorâmica sobre a baía, de nos cortar a respiração.



 No local existe um restaurante onde pode saborear uma bela refeição. Deste local se pode passar directamente ao museu de ciência viva, onde deve ir acompanhado, para poder participar activamente de interessantes descobertas.
Em gastronomia, Lagos também não pede meças a ninguém. Cataplana de mariscos, feijoada de búzios, carapaus alimados, e chocos com tinta, são algumas das iguarias, que pode provar, além claro das sardinhas assadas, que pode acompanhar com o vinho da região. Nos doces, eu pessoalmente sou fã do bolo de café, embora os doces de amêndoa e figo, sejam os mais conhecidos, bem como o famoso D. Rodrigo. Também já famosa é a sua feira do doce, que se realiza no último fim- de- semana de Julho.
Dos espectáculos ao vivo nas ruas, às discotecas, as noites em Lagos são muito animadas.
Dá para perceber que sou apaixonada pela cidade. Mas digam lá não ficaram com vontade de conhecer?
Ah! já me esquecia. Para os amantes dos animais, Lagos tem um jardim zoológico. Onde pode apreciar entre outras espécies, o lince europeu, o lémure-de-cauda-anelada, o lémure castanho de fonte branca, o cisne negro etc.
E pronto esta é a minha sugestão de hoje para férias.


12.8.16

DESTINO DE FÉRIAS - TERMAS DE S. PEDRO DO SUL





Para que gosta de aproveitar as férias, para cuidar do corpo, e prefere as termas à praia, vou falar hoje de um dos meus destinos preferidos. S. Pedro do Sul.
A poucos Kms de Viseu, situada numa zona montanhosa de rara beleza, a "Sintra da Beira" é local de obrigatória visita, para quem gosta de fugir da confusão das grandes cidades e mergulhar num ambiente de natureza límpido, onde se pode encher os pulmões de ar puro.


Banhado pelo Vouga, S. Pedro do Sul possui nas margens deste rio uma das termas mais antigas do país. As suas águas eram já utilizadas durante a ocupação romana, como comprovam as escavações efectuadas há mais de 20  anos, onde foram encontradas, entre outras descobertas arqueológicas, várias piscinas, e medalhas com as efígies de Constantino e de Trajano. Com a queda do império romano, o "Balneum" passou por uma fase de ostracismo que se estendeu por alguns séculos. No século XII deu-se um renascimento destas termas, passando na altura a chamarem-se as "Caldas Lafonenses" assim denominadas, já que, não só as Termas, mas todo o concelho de S. Pedro do Sul, se encontra situado em plena região de Lafões, gastronomicamente conhecida, pela famosa vitela assada, ou pelo não menos famoso cabrito da Gralheira.
Reza a história, que sofreram um grande desenvolvimento depois que D. Afonso Henriques, se recuperou nas suas águas, das mazelas obtidas na batalha de Badajoz.
No século XIX foi inaugurado um moderno balneário, baptizado com o nome de Hospital Rainha D. Amélia, porque esta rainha costumava deslocar-se ali, para naquelas águas se recuperar dos seus achaques.



Com a implementação da República, o nome mudou mais uma vez, e passou a chamar-se desde então Termas de S. Pedro do Sul.
O actual Centro Termal, foi inaugurado em 1987, sendo o antigo Balneário Rainha D. Amélia restaurado e reaberto em 2001, não só com moderno equipamento para tratamentos, mas também com um Núcleo Museológico, um Auditório, e um Salão Multiusos. Considerada como a maior da termas nacionais e uma das mais importantes da Europa, as suas águas são procuradas anualmente por mais de 20000 pessoas que procuram a cura para, doenças do aparelho respiratório, doenças reumáticas e músculo-esqueléticas e doenças metabólico-endócrinas




Para os amantes da natureza, toda a zona envolvente é um tesouro, de grande beleza.


Situada com disse no vale de Lafões, tem à sua volta as Serras da Arada, S. Macário, e serra da Freita.. Do alto de S. Macário, podem observar-se as Serras da Estrela, Montemuro e Caramulo, todo o verdejante vale de Lafões , o Porto e a Torre dos Clérigos. Na subida para a serra pode observar as típicas aldeias de casas de xisto extraído da própria serra.As aldeias típicas da Pena, do Fujaco, de Covas do Monte, e de Covas do Rio, são presença neste maciço rochoso conhecido por "Monte Magaio", onde o tempo parece ter parado alguns séculos atrás. 




 No cimo pode ainda ver a centenária capela de S. Macário. Subindo a serra da Arada, encontra aldeias de grande beleza, como o Coelheira, onde num lago em pleno planalto da serra se podem observar belas trutas saltando, ou o Candal, com típicos conjuntos rurais que vivem essencialmente do pastorício de cabras e ovelhas. Se subirmos a Gralheira, começamos por encontrar o famoso Convento de S. Cristóvão de Lafões, cuja origem é anterior ao nascimento da Nação.
 Continuando a subida encontramos a aldeia de Manhouce, que já foi em tempos considerada a aldeia mais portuguesa, e cuja beleza etnográfica já levou a nossa TV, a fazer alguns programas sobre ela. E quem não conhece Isabel Silvestre, uma VOZ da aldeia, que canta e encanta todo o país.
A vitela de Lafões, o cabrito da Gralheira, os rojões à moda de S. Pedro, Arroz de Vinha d’Alhos, o de Carqueja, o Bacalhau com Broa e a Sopa de Feijão com Couve à Lafonense , a chouriça caseira, e o vinho verde de Lafões,são iguarias a não perder., bem como o seu famoso pão de ló, os Caladinhos ou as Vouguinhas.
E se ao fim do dia lhe apetecer ler um livro à beira-rio? Pode sempre recorrer ao Bibliomóvel, que como o nome indica é uma pequena biblioteca itinerante. Para uma consulta na Internet, recorra à Biblioteca Municipal.
E agora ? Que tal umas férias diferentes?



fonte: Wikipédia e menórias

10.8.16

DESTINOS DE FÉRIAS - LAGOS




Tinha pensado retomar a história do Manel da Lenha, mas um comentário que me lembrava, de que grande maioria dos meus amigos estão de férias, levou-me para outros destinos.
E porque estamos em tempo de férias, resolvi falar-vos de um dos sítios onde gosto mais de passar férias. A cidade de Lagos.

Situada no barlavento algarvio, a poucos Kms da ponta de Sagres, Lagos é uma cidade cheia de história. E segundo ela, foi conquistada aos mouros em 1249, e recebeu o primeiro foral em 1266, no reinado de D. Afonso III. Contudo é no reinado de D. Afonso IV que atinge grande importância devido aos descobrimentos Portugueses.
Eram lacobrigenses os navegadores que descobriram a Madeira, e de Lagos partiu Gil Eanes para dobrar o Cabo Bojador. Lagos foi sempre uma cidade ligada ao mar. O Infante D. Henrique escolheu Lagos para armar as caravelas que partiram em busca da Índia. Na Meia-praia, foi rezada a missa campal antes das caravelas zarparem. Na igreja de S. António, e Museu de Lagos pode o visitante tomar conhecimento deste, e de outros factos.
Infelizmente foi talvez um dos maiores centros de escravatura do mundo. À sua baía chegavam os barcos carregados de escravos que eram depois vendidos no mercado de escravos, um edifício agora transformado em museu.  Actualmente está no local, uma exposição a não perder sobre o assunto.


Para quem gosta de praia, Lagos tem para todos os gostos. Praias de branco e longo areal envoltas em dunas como a Meia-Praia que o saudoso Zeca Afonso imortalizou, e praias recortadas na falésia, com rochas que mergulham num mar de águas límpidas, as praias da Batata,( que já foi em tempos, a única praia do mundo com porta de entrada) dos Homens, dos Estudantes, do Caldeirão, do Pinhão, da D. Ana, (cujas obras de recuperação o ano passado foram objecto de grande polémica)  do Camilo,  a praia Grande, Canavial,  Porto de Mós, e já quase nos limites da cidade, a 6 Kms de distância, a praia da Luz, (tristemente conhecida pelo caso Maddie) Temos ainda a Ponta da Piedade, cujas grutas marítimas merecem a pena visitar. De preferência num pequeno barco que pode entrar dentro das grutas e mostrar todo o seu esplendor.
Para quem gosta de passeios pedonais, poucas cidades podem oferecer uma tão vasta avenida à beira-mar para poder passear, enquanto observa a bonita marina, ou correr, para os amantes do desporto. Toda a baixa antiga da cidade com as suas belas muralhas, e a fortaleza, são um regalo para a vista.
Para os que não gostam das cidades que cresceram desordenadamente, (eu não gosto) Lagos tem a particularidade de se manter dentro do perímetro das muralhas quase como existia nos séculos
passados se exceptuarmos a enorme Avenida das Descobertas, roubada à baía em 1960, pois todo o crescimento da cidade, com modernos e altos prédios ocorre na parte alta, fora das muralhas, espaço onde outrora se situavam as fazendas agrícolas. Logo à saída das muralhas, e antes das construções modernas da cidade, encontra-se o Parque da cidade. Integrado dele, um grande e subterrâneo parque de estacionamento, à entrada do qual se podem ver algumas das ruínas do local, pois era aqui que na Idade Média, existia a Leprosaria. Aqui foram também descobertos, várias ossadas de indivíduos de raça negróide, o que leva a crer, que os senhores de escravos, quando aplicavam castigos que resultavam fatais, os mandavam enterrar no cemitério anexo à Leprosaria, já que ninguém se atreveria a qualquer investigação naquele local.


 E porque não um passeio a pé entre a cidade e a Ponta da Piedade observando os marcos que serviam de estações, quando na Semana Santa se fazia a via Sacra.
Para aqueles que mesmo nas férias não descuram a cultura, Lagos oferece além do referido museu, uma biblioteca, um centro cultural, várias galerias de arte e o Auditório Municipal, um museu de cera. Ainda na baixa, o belo edifício do Mercado Municipal, que agora apresenta uma dedicatória-homenagem à grande Sophia de Mello Breyner. Neste edifício, praça de peixe no rés-do-chão, e de frutas no primeiro andar, existe ainda um terraço, no qual se pode desfrutar de uma panorâmica sobre a baía, de nos cortar a respiração.



 No local existe um restaurante onde pode saborear uma bela refeição. Deste local se pode passar directamente ao museu de ciência viva, onde deve ir acompanhado, para poder participar activamente de interessantes descobertas.
Em gastronomia, Lagos também não pede meças a ninguém. Cataplana de mariscos, feijoada de búzios, carapaus alimados, e chocos com tinta, são algumas das iguarias, que pode provar, além claro das sardinhas assadas, que pode acompanhar com o vinho da região. Nos doces, eu pessoalmente sou fã do bolo de café, embora os doces de amêndoa e figo, sejam os mais conhecidos, bem como o famoso D. Rodrigo. Também já famosa é a sua feira do doce, que se realiza no último fim- de- semana de Julho.
Dos espectáculos ao vivo nas ruas, às discotecas, as noites em Lagos são muito animadas.
Dá para perceber que sou apaixonada pela cidade. Mas digam lá não ficaram com vontade de conhecer?
Ah! já me esquecia. Para os amantes dos animais, Lagos tem um jardim zoológico. Onde pode apreciar entre outras espécies, o lince europeu, o lémure-de-cauda-anelada, o lémure castanho de fonte branca, o cisne negro etc.
E pronto esta é a minha sugestão de hoje para férias.



10.8.12

DESTINOS DE FÉRIAS - LAGOS




Tinha pensado retomar a história do Manel da Lenha, mas um comentário que me lembrava, de que grande maioria dos meus amigos estão de férias, levou-me para outros destinos.
E porque estamos em tempo de férias, resolvi falar-vos de um dos sítios onde gosto mais de passar férias. A cidade de Lagos.

Situada no barlavento algarvio, a poucos Kms da ponta de Sagres, Lagos é uma cidade cheia de história. E segundo ela, foi conquistada aos mouros em 1249, e recebeu o primeiro foral em 1266, no reinado de D. Afonso III. Contudo é no reinado de D. Afonso IV que atinge grande importância devido aos descobrimentos Portugueses.
Eram lacobrigenses os navegadores que descobriram a Madeira, e de Lagos partiu Gil Eanes para dobrar o Cabo Bojador. Lagos foi sempre uma cidade ligada ao mar. O Infante D. Henrique escolheu Lagos para armar as caravelas que partiram em busca da Índia. Na Meia-praia, foi rezada a missa campal antes das caravelas zarparem. Na igreja de S. António, e Museu de Lagos pode o visitante tomar conhecimento deste, e de outros factos.
Infelizmente foi talvez um dos maiores centros de escravatura do mundo. À sua baía chegavam os barcos carregados de escravos que eram depois vendidos no mercado de escravos, um edifício agora transformado em museu.  Actualmente está no local, uma exposição a não perder sobre o assunto.


Para quem gosta de praia, Lagos tem para todos os gostos. Praias de branco e longo areal envoltas em dunas como a Meia-Praia que o saudoso Zeca Afonso imortalizou, e praias recortadas na falésia, com rochas que mergulham num mar de águas límpidas, as praias da Batata,( que já foi em tempos, a única praia do mundo com porta de entrada) dos Homens, dos Estudantes, do Caldeirão, do Pinhão, da D. Ana, (cujas obras de recuperação o ano passado foram objecto de grande polémica)  do Camilo,  a praia Grande, Canavial,  Porto de Mós, e já quase nos limites da cidade, a 6 Kms de distância, a praia da Luz, (tristemente conhecida pelo caso Maddie) Temos ainda a Ponta da Piedade, cujas grutas marítimas merecem a pena visitar. De preferência num pequeno barco que pode entrar dentro das grutas e mostrar todo o seu esplendor.
Para quem gosta de passeios pedonais, poucas cidades podem oferecer uma tão vasta avenida à beira-mar para poder passear, enquanto observa a bonita marina, ou correr, para os amantes do desporto. Toda a baixa antiga da cidade com as suas belas muralhas, e a fortaleza, são um regalo para a vista.
Para os que não gostam das cidades que cresceram desordenadamente, (eu não gosto) Lagos tem a particularidade de se manter dentro do perímetro das muralhas quase como existia nos séculos
passados se exceptuarmos a enorme Avenida das Descobertas, roubada à baía em 1960, pois todo o crescimento da cidade, com modernos e altos prédios ocorre na parte alta, fora das muralhas, espaço onde outrora se situavam as fazendas agrícolas. Logo à saída das muralhas, e antes das construções modernas da cidade, encontra-se o Parque da cidade. Integrado dele, um grande e subterrâneo parque de estacionamento, à entrada do qual se podem ver algumas das ruínas do local, pois era aqui que na Idade Média, existia a Leprosaria. Aqui foram também descobertos, várias ossadas de indivíduos de raça negróide, o que leva a crer, que os senhores de escravos, quando aplicavam castigos que resultavam fatais, os mandavam enterrar no cemitério anexo à Leprosaria, já que ninguém se atreveria a qualquer investigação naquele local.


 E porque não um passeio a pé entre a cidade e a Ponta da Piedade observando os marcos que serviam de estações, quando na Semana Santa se fazia a via Sacra.
Para aqueles que mesmo nas férias não descuram a cultura, Lagos oferece além do referido museu, uma biblioteca, um centro cultural, várias galerias de arte e o Auditório Municipal, um museu de cera. Ainda na baixa, o belo edifício do Mercado Municipal, que agora apresenta uma dedicatória-homenagem à grande Sophia de Mello Breyner. Neste edifício, praça de peixe no rés-do-chão, e de frutas no primeiro andar, existe ainda um terraço, no qual se pode desfrutar de uma panorâmica sobre a baía, de nos cortar a respiração.



 No local existe um restaurante onde pode saborear uma bela refeição. Deste local se pode passar directamente ao museu de ciência viva, onde deve ir acompanhado, para poder participar activamente de interessantes descobertas.
Em gastronomia, Lagos também não pede meças a ninguém. Cataplana de mariscos, feijoada de búzios, carapaus alimados, e chocos com tinta, são algumas das iguarias, que pode provar, além claro das sardinhas assadas, que pode acompanhar com o vinho da região. Nos doces, eu pessoalmente sou fã do bolo de café, embora os doces de amêndoa e figo, sejam os mais conhecidos, bem como o famoso D. Rodrigo. Também já famosa é a sua feira do doce, que se realiza no último fim- de- semana de Julho.
Dos espectáculos ao vivo nas ruas, às discotecas, as noites em Lagos são muito animadas.
Dá para perceber que sou apaixonada pela cidade. Mas digam lá não ficaram com vontade de conhecer?
Ah! já me esquecia. Para os amantes dos animais, Lagos tem um jardim zoológico. Onde pode apreciar entre outras espécies, o lince europeu, o lémure-de-cauda-anelada, o lémure castanho de fonte branca, o cisne negro etc.
E pronto esta é a minha sugestão de hoje para férias.



18.7.07

DESTINO DE FÉRIAS - CHAVES

Castelo de Chaves.


Voltando áqueles que não gostam de praia e preferem as termas como destino de férias e descanso, vamos outra vez ao norte. E não é que no sul não hajam termas. Da próxima vez, prometo vou ao Algarve e mostro-vos as termas de Monchique.

Mas hoje vou para Trás-os-Montes, até á linda cidade de Chaves. Pertencendo ao distrito de Vila Real, e banhada pelo Tâmega, a cidade possui muitos vestígios de civilizações pré-históricas.

Porém foi na época romana que Chaves conheceu o seu maior desenvolvimento. Os romanos instalaram-se onde hoje é a cidade. Construíram pequenas fortificações nos montes vizinhos, o que lhes davam uma certa segurança, contra os invasores. Construíram a ponte de Trajano, numerosos balneários termais para se aproveitarem das suas águas minero-medicinais. E de tal modo se desenvolveu que foi elevada á categoria de Município no ano 79 por Vespasiano, o primeiro César da Família Flávia. Talvez por isso se chamasse Aquae Flaviae.

No século III as sucessivas invasões, dos Suevos, Visigodos e Alanos, quase destruíram a cidade, com as suas guerras, e a cidade estagnou até ao sec. VIII, altura em que foi invadida pelos árabes. Sucederam-se três séculos de lutas entre árabes e cristãos, tendo a cidade andado de conquista e reconquista ora para os cristãos, ora para os mouros.

Só em 1160, já Portugal existia, foi definitivamente reconquistada aos mouros e passou a fazer parte integrante de Portugal. Pela sua situação fronteiriça Chaves estava sempre em perigo de invasão pelo que o rei D. Dinis mandou erguer o castelo e as muralhas que ainda hoje se observam em algumas partes da cidade.
Zona termal junto ao rio, podendo ver-se ao cimo o castelo.
Na actualidade Chaves tem muito que oferecer ao visitante , além é claro das termas. ( E a propósito, sabia que a água termal de Chaves é a mais quente da Europa?) Desde logo, um belo passeio pelo Tâmega, ou pelas suas margens, ladeadas de árvores frondosas. Para quem gosta de monumentos, uma visita ao Museu, onde pode conhecer toda a história da cidade . A igreja Matriz de estilo românico que data do sec XII, composta no seu interior de três belas naves. A igreja da Misericórdia, logo ao pé da igreja Matriz, com fachada granítica, e interior de uma só nave, construída no sec. XVII, de estilo barroco. Atravessando a ponte romana de Trajano, chegamos á freguesia de Madalena, imponentemente instalada na margem do rio, onde pode observar a igreja da Madalena, (infelizmente estava fechada quando lá estive).
Para os bons garfos, a gastronomia é de uma riqueza impar. Além do famoso presunto de Chaves, o salpicão, linguiças e alheiras, temos o cabrito assado ou estufado, o cozido e a feijoada á transmontana, os milhos á romana, as trutas recheadas de presunto, os pastéis de Chaves, e o Folar, que não tem nada a ver com o nosso folar, porque o de Chaves, é recheado de carnes de porco, presunto, salpicão e linguiça.
E pronto: Que tal umas férias em Chaves?