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6.6.17

JOGO PERIGOSO -- PARTE XX








Deu meia volta na cama, e encontrou-se com o olhar profundo de David. Sentiu que corava como uma adolescente. Ele sorriu-lhe.
Estendeu a mão, afastou-lhe uma madeixa de cabelo da cara e puxou-a para si.
- Dormiste bem?
-Sim. 
- Estava a observar-te. Dormias serenamente e estavas tão bonita. És uma mulher fantástica, inteligente e muito apaixonada. Foi a noite mais feliz da minha vida. Quero dormir e acordar contigo o resto da minha vida.
Afastou-se tensa. Saltou da cama e envergonhada reparou que estava nua. Puxou o lençol e enrolou-se nele. A sua voz soou fria ao perguntar:
-Que queres dizer com isso?
David ficou atônito com a reação dela. Sentou-se na cama, sem se preocupar com a sua nudez.
- Que quero dizer? Que havia de querer dizer senão que te amo, que desejo casar contigo, e partilhar contigo o resto dos meus dias? Pensei que isso tinha ficado mais que evidente ontem à noite.
Arrancando forças ao desespero que a invadia, respondeu com  desfaçatez:
-O que aconteceu ontem, não tem nada a ver com amor. Foi o aplacar de um intenso desejo sexual irreprimível.
Sentia as palavras como facas retalhando-a, mas não podia fraquejar, mesmo que se sentisse a morrer por dentro.
Viu como os olhos masculinos escureciam, e o rosto empalidecia.
- Queres dizer que para ti, foi só o aplacar do desejo sexual? Que aquilo que vivemos não teve nada a ver com sentimentos? Que podia ter acontecido com outro qualquer? Usaste-me, porque estava à mão?
Começou a vestir-se furioso. Daniela sentia-se destroçada. Não conseguia vê-lo assim. Não depois de o ter conhecido como o conhecera nessa noite. Não depois de descobrir que estava apaixonada por ele. Mas não podia recuar. Não queria iludir-se para ser abandonada mais tarde, quando ele descobrisse a sua esterilidade.
- Desculpa, não sabia que te ias sentir ferido. No fim de contas, sempre viveste rodeado de belas mulheres, deves estar habituado a esquecê-las na manhã seguinte.
- Enganas-te. Nunca pedi a uma mulher que casasse comigo. Nem nunca dormi na cama de nenhuma mulher, apesar de ter tido muitas. Com quem passava algumas horas agradáveis, do dia ou da noite, desfrutando do que me ofereciam, mas sempre voltava à minha cama, onde dormia sozinho. Mas isso agora não interessa. Aconselho-te a comprares um vibrador. Há modelos muito interessantes. Para não correres o risco de meteres na tua cama algum psicopata, quando voltares a ter desejos irreprimíveis,  – disse com raiva, e saiu atirando com a porta.
Ela atirou-se para cima da cama e chorou como nunca o tinha feito na sua vida.






Pronto! Eu não disse que isto estava a ir depressa demais?  E agora? Como é que vamos resolver isto? Alguém tem uma ideia?