16.1.12

MANUEL OU A SOMBRA DE UM POVO - PARTE II

FOTO DA NET

Nesse mesmo ano a 11 de Novembro termina a 1ª grande guerra com a vitória dos aliados. Para a história, ficava o fim dos impérios, Alemão, Austro-Húngaro, e Turco-Otomano. O império Russo desaparecia, não em consequência da guerra, mas da Revolução em que se viu envolvido internamente. No leste europeu, nasciam novos países, como a Lituânia a Letónia, a Jugosláviae a Checoslováquia, entre outros. Outros como a Polónia e a Áustria viam as suas fronteiras alteradas. A Europa, nunca mais seria a mesma, não só por causa da guerra, mas também pela epidemia que a assolou. A Gripe Pneumónica chegou a Portugal em Junho de 1918, e embora fazendo-se sentir um pouco por todo o país, foi em Benavente, na Covilhã, e em Leiria, onde fez mais estragos. Segundo estudos realizados pelo Portal de Saúde Pública, 60 474 Portugueses, foram vítimas mortais desta epidemia. No Norte do Pais, numa pequena aldeia isolada, na base da serra da Arada, no concelho de S. Pedro do Sul, Piedade, levava para casa todos os dias o sustento para os dois filhos, muitas vezes à custa de não comer ela, e rezava todos os dias pedindo à Nª Senhora de quem era devota, que a tal Gripe, de que o Sr. Abade falara na Missa, não chegasse à aldeia. Mas ela não era a única a viver em tão miseráveis condições. Por todo o lado o País estava mergulhado numa grave crise económica, as famílias eram na maioria operárias ou rurais. Os que tinham a sorte de terem trabalho, recebiam salários semanais baixíssimos. O País agita-se, conspira e a 14 de Dezembro, Sidónio Pais é assassinado na Estação do Rossio. Manuel, o terceiro filho da Piedade tinha quase 8 meses e ainda não sabia nada do que ia pelo mundo. A mãe dava graças a Deus por apesar de se alimentar tão mal, ter leite suficiente para o seu menino, que segundo ela era um come e dorme.


PRÓXIMA POSTAGEM DIA 23.

25 comentários:

Dulce disse...

Gente sofrida, lutadora, incansável... Gente de muito valor.

Beijos

AC disse...

Um bom retrato da época, Elvira!
Esperemos pela continuação.

Beijo :)

Mariangela disse...

Que historia maravilhosa, é tão bom rever fatos que ocorreram na vida
da nossa gente, que lutou e sofreu tão dignamente.
Linda história! Espero o fim!
Beijo
Mariangela

Paulo Cesar PC disse...

A história aqui muito bem narrada por você nos emociana e encanta ao mesmo tempo. Parabéns querida Elvira. Um beijo no seu coração.

manuela barroso disse...

Hoje, Elvira, não imaginamos, apesar ainda de muitos precalços, o sofrimento dos que nos precederam, sem retorno de muitas esperanças.
Uma história para ler e pensar.
Muitos bjis

São disse...

Acho que ainda voltaremos ao tempo, e muito em breve, dos adultos se privarem da alimentação em favor das crainaças.

Beijinhos, linda

Fernanda disse...

Amiga Elvira!

Antes de mais, quero dizer-lhe que o seu Blog tem alerta de perigo, não sei se sou a primeira, tente saber porquê.

Tenho que voltar para ler a parte I.
Como sempre chego atrasada e perco o início.
Volto.
Abraço

Fernanda disse...

Amiga Elvira!

O aviso continua e não se deixa copiar para colar na íntegra.
Transcrevo só o início:
Aviso: existe algum problema!
6ªfeirablogspot.com inclui conteúdo de osinodaaldeia.blogspot.com, um Web site conhecido por distribuir programas maliciosos.
O seu computador poderá apanhar um vírus se visitar este Web site ....

Isto é o suficiente para perceber quem a contaminou, mesmo sem querer ou saber.
Sugiro que elimine tudo o que tiver do Blog O Sino da Aldeia, pois essa é a fonte.

Estranho que seja só eu a ver esta página, mas que a vejo ... vejo.

Este aviso assusta quem cá vier comentar, pois fica com medo de apanhar o mesmo vírus.

Volto para conferir e estou pronta para a ajudar se necessitar.

Abraço

Kim disse...

Amiga Elvira
Fizeste muito bem e reeditar esta estória, pois eu não a conhecia.
Eram outros tempos, bem mais difíceis do que os que agora nos espreitam e são já uma realidade.
Aqui fico à espera do resto
Um beijinho para ti

Pascoalita disse...

Adorei! Acho um trabalho fabuloso que me reportou à minha infância e aos relatos contados pela minha mãe, uma mulher portuguesa que, tal como a como a Piedade, viveu em tempos muito difícieis e enfrentou severos problemas.

Cá estarei, dia 23, para acompanhar com emoção o continuar da história. cujo final promete ser comovente.


Um xi-coração

Olinda Melo disse...

Querida Elvira

Grandes momentos históricos, que ainda hoje nos assombram.

Virei actualizar-me... :)


Bj

Olinda

Nilson Barcelli disse...

Tempos muito difíceis...
Gosto de te ler, porque tu sabes contar. Coisda que não está ao alcance de qualquer um...
Um abraço, querida amiga.

Zé do Cão disse...

Muitíssimo bem escrito e com pormenores que dão ao história a valorização que ela merece.

Abraço

Mariazita disse...

Bom dia, Elvira
Como lhe disse, recordo-me desta história, que li a primeira vez que foi publicada.
Mas gosto de (re)lembrar.
Continuarei a acompanhar sempre que possível.
A feitura do meu livro ocupa-me bastante tempo (do pouco de que disponho para o pc...), mas dá-se um jeito... :)

Bom fim de semana. Um abraço

helia disse...

Uma excelente narrativa!Fico aguardando a continuação

AFRICA EM POESIA disse...

foi bom passar por aqui li e gostei muito




Ter Amigos é uma grande riqueza. Eu tenho-os e sinto-me muito feliz pois são juntamente com Deus e a minha família a minha grande rectaguarda.

obrigada por pertenceres a este grupo de Amigos..

um beijinho

AFRICA EM POESIA disse...

foi bom passar por aqui li e gostei muito




Ter Amigos é uma grande riqueza. Eu tenho-os e sinto-me muito feliz pois são juntamente com Deus e a minha família a minha grande rectaguarda.

obrigada por pertenceres a este grupo de Amigos..

um beijinho

AFRICA EM POESIA disse...

foi bom passar por aqui li e gostei muito




Ter Amigos é uma grande riqueza. Eu tenho-os e sinto-me muito feliz pois são juntamente com Deus e a minha família a minha grande rectaguarda.

obrigada por pertenceres a este grupo de Amigos..

um beijinho

Nilson Barcelli disse...

Elvira, querida amiga, passei para te desejar um bom fim de semana.
Beijo.

Zé Povinho disse...

Tempos difíceis esses, que ninguém deseja se venham a repetir.
Abraço do Zé

Green Knight disse...

Elvira.Os meus avós e pais,também descreviam assim esta época,tempos estes sim, díficeis e de muito sofrimento.Dar a conhecer o que se viveu noutras épocas, é de louvar.
Conhecendo este passado,vamos valorizar o que temos.E agir para que o mundo se torne mais justo.
(Aguardo a continuação)
Abraço.
Mariana

abueloscrisytoño disse...

Solo paso para saludar y decirte que todo sigue con cierta calma.
Para vosotros deseo lo mejor
Un beso
Abuela Cris

Lu Cavichioli disse...

Elvira, obrigada por este momento de leitura t]ao precioso. Eu não conhecia a história.

Grata por sua presença lá em meus Escritos na Memória! Disse ali que não sabe comentar poesia, oras, nem precisa, basta apreciar e tua visita agradou-me.

um beijo da Lu
desde a terra brasilis
:D

mundo azul disse...

________________________________

Já acompanhei a sua narrativa a um tempo atrás, mas gostei de ler novamente...Vou acompanhar o seu relato, amiga!


Beijos de luz e o meu carinho!!!

____________________________

BlueShell disse...

Uma realidade lamentável.

Querida, quero manifestar a minha gratidão por tuas palavras de conforto. não esquecerei. Foi importante para mim. Um beijo, meu anjo
BS